Notas iniciais
Sim, esse capitulo conseguiu ficar maior ainda. Eh assim que serao as medias ok? Eu gosto ler fic de capitulo grande, escreverei fic de capitulos grandes! @bibslira, Maria Carlinda, parabens, voces acertaram! ;)

POV RACHEL

— Eu sei, mas pensei que seria uma coisa óbvia do tipo o que as pessoas fazem num encontro, parque, cinema, um lago. – Meu, esse Thomas era um babaca. Meu babaca.

— O que? Você prefere algo assim? Eu devo admitir que a primeira ideia que me passou foi um cinema, mas pensei melhor e achei que seria muito clichê. – Nesse momento ele parou de rir, sem jeito.

— Não estou dizendo isso, Parker. Adorei sua ideia! – Saímos do carro e continuamos andando, conversando.

— Mesmo? Com certeza?

— Absoluta!

— Então da um beijinho aqui! – Falou apontando para a própria bochecha da direita. Aproveitador!

— Seu folgado. Toma seu beijo. – E fiz o que ele pediu. – Satisfeito, Parker?

— Não. – Disse de um jeito sapeca muito fofo!

— Mazoque? O que é que você quer?

— Pare de me chamar de Parker!

— Uoopa, isso daí já não vai lhe ser concedido.

— Er, por quê? – Ele perguntou parando.

— Porque eu AMO esse sobrenome, é serio! Sou apaixonada pelo jeito que soa Parker. Me sinto uma gringa falando isso!

— Que mentira, tu tá tirando onda comigo. – Ele me olhou com uma cara duvidosa (N/A: Sim, AQUELA cara que ele fez. Acho muito linda!)

- To falando a verdade, ué!

— E eu to dizendo que não acredito! – Falou voltando a andar.

— Ah é? E o que eu tenho que fazer para você acreditar em mim, Parker? – Tinha que ser assim. Crianças são um caso sério.

— Dá outro beijinho! – Agora apontando para a bochecha da esquerda.

— Não, sem mais beijinhos! – Brinca, vai.

— Vai, por favor. Se não eu fico triste! – E fez uma cara de bebê chorão. Dá para acreditar? Como uma mulher que quer que isso dure mais de duas noites, tenho que ser difícil.

— Fique triste o quanto quiser. Você está muito folgado pro meu gosto!

— Pow, magoou mesmo agora. – Para minha sorte, ou azar, tínhamos chegado à porta do McDonald’s. – Vou lá fazer o nosso pedido, mas quando voltar vou querer meu beijinho, viu?

Não respondi, só dei língua para ele. Eu sei, eu deveria aceitar de boa. Mas não quero ser mais outra mulher fácil que ele pega toda noite não. Quero ser mais, pode durar um tempinho, mas eu consigo.

Foi perdida nesses pensamentos, que eu vi a cena:

Tom vindo todo apressado, com cara de concentrado com duas bandejas, uma em cada mão, se espremendo pela mundiça que tava lá nas filas de fazer os pedidos. Ataque de risos. Não conseguia mais me controlar, minha barriga doía de tanto rir.

Mas foi ai que a vadia apareceu.

Enquanto eu abaixava a cabeça numa fracassada tentativa de me controlar, uma loira oxigenada, de bunda empinada que parecia ter levado duas chineladas na cara e murros nos olhos, chega para ele e faz:

— Môzao, quer ajuda? Eu levo uma das bandejas se você quiser. – Que ódio! Me levantei, indo em direção dos dois com cara de poucos amigos.

— Hm, errm, é...

— Não precisa, florzinha. Eu já estava vindo ajuda-lo mesmo! – Falei com a maior quantidade de veneno possível e forçando um grande sorriso. – Mas obrigada, mesmo assim. – Ela me olhou da cabeça aos pés com a maior cara de nojo.

— Ixi, quem ela pensa que é para falar assim do meu amor, hein Max? – E se agarrou em “Max”.

Meu sorriso falso saiu, eu fechei a cara e me esforcei muito para não gritar com essa filha da puta no meio da lanchonete. Tom a olhava boquiaberto, sem acreditar que alguém possa ter falado tanta merda em uma frase só. E eu? HÁ! Eu não acreditava que tinha encontrado essa gente logo aqui, logo ESSE tipo de gente. Cerrei os punhos, em total frustração.

Poser

E com esse tipo de gente, eu já sei. Não tem jeito.

— Eu não penso que sou ninguém, bonitinha, ao contrário de você. Ele me chamou para sair e eu aceitei. Agora, licença. – Puxei Tom para longe da vagabunda. – Ah, o nome dele não é Max, é Siva! – Ela ficou vermelha que nem um pimentão! Mentira que ela não percebeu o sarcasmo, né?

— Eeeepa, calminha ai, linda. Quer que eu derrube o nosso lanche, é?

— Ui, desculpa! Eu me esqueci! – Chegamos e nos sentamos na mesa do lado de fora, com Tom na cadeira a minha frente. Abrimos o lanche e começamos a comer, eu ainda pensava na puta de “Max”.

— Ei, o que foi isso lá dentro? – Tom perguntou, sabendo que eu tava irritada.

— Uma fã mostrando que sabe o nome do ídolo, sacas?

— Aham, e eu sei dançar! Tas mentindo de novo! Você tava era com ciúmes de minha pessoa! – Senti minhas bochechas queimarem nessa hora. Será que ele estava certo? – Pode admitir. Juro que não vou mangar de você!

— Eu... eu, eu não sei. Mas, acho que sim. – Abaixei a cabeça, deixando o sanduiche na bandeja, tinha enganado a mim mesma. O que esse homem ta fazendo comigo, hein?

— Ei, olha para mim. – Obedeci. – Por que você fez essa cara? Calma. Eu acho isso muito legal. Gosto de ter fãs assim! – Ele sorriu. Oh, aquele sorriso! Não pude deixar de sorrir de volta. – Haha, assim que eu gosto, seu sorriso é lindo! – Ele soltou o meu queixo. – Finalmente, posso ter o meu beijinho? – Falou, virando a cabeça de lado, se oferecendo.

— Pode, só por ter sido a good boy, então nem pense em ir se acostumando escutou, Parker? – E dei o tão esperado beijo na bochecha dele. Aos poucos ele me conquista cada vez mais!

— Brigada linda. Falando nisso, eu ainda quero saber seu nome, sabia?

— Sério? Pensei que tinha esquecido que eu tinha um. Ficou calado a noite toda!

— Hahaha, eu tinha coisas melhores para pensar.

— Como o que?

— Primeiro: Você não quis dar um mero beijo na bochecha desta pobre pessoa. Segundo: Você tendo ciúmes de mim lá dentro. Pronto? Agora, eu quero saber o seu nome!

— Você vai ter que adivinhar. Vamos fazer o seguinte. Já que nós dois já acabamos os sanduiches, eu vou pegar um milk-shake pra gente e você fica pensando em qual pode ser o meu nome, ta ok? – Pisquei para ele.

— Por mim, tudo bem. – Ele falou de um jeito sexy, e piscou de volta.

Fui andando ate que achei certa loira na porta, indo embora. “Graças a Deus, assim ela me deixa em paz.” Pedi os Milk-shakes e fui andando devagarzinho, para não derramar nada e Tom ficar com raiva. Mas, quando eu lembrei que era o Tom que me esperava lá fora, eu acabei saindo correndo e só parei quando tive que abrir a porta para o lado de fora da lanchonete.

Acabou que não tive que abrir porta coisa nenhuma, um rapaz que também ia passar, mas tinha mãos livres, se adiantou e puxou a porta para eu passar. Me virei para agradecê-lo, mas quando vi, os nossos rostos estavam quase colados, sendo que o dele com um simpático sorriso no rosto. Simplesmente resmunguei um “obrigada” e sai o mais depressa possível dele. Ele era bonito, mas hoje a noite eu só tinha olhos para um certo garoto de Bolton.

— E ai, Parker. Pensou em alguma coisa? – Falei, me sentando e ajeitando a cadeira, de modo a eu ficar bem em frente do Tom.

— Não. – Ele respondeu seco.

— Nossa, ok. – Falei meio assustada devo confessar. Eu saio daqui deixando um simpático e alegre Tom, eu volto e tem esse novo? Ah não, quero o antigo!

— Desculpe, é que aquele idiota ali. Parece que ta dando em cima de você. — Quando olhei para quem ele estava apontando, o reconheci como o cara que abriu a porta para mim.

— Ah! Eu também achei isso! Ele tava quase me beijando quando abriu a porta para mim.

— Quando isso, que eu não vi. Eu só vi que quando você estava se sentando, ele já estava lá, sentado, com uma cara de como se estivesse te comendo com os olhos. – Fiquei vermelha com esse comentário.

— Quem esta tendo ciúmes agora? Haha. – Ele me olhou como se fosse se justificar, mas eu o cortei. – Nap, vamos deixar ele para lá. Tá ok? – Ele respirou fundo:

— Ok.

— Ótimo, quer mesmo saber meu nome agora ou vai tentar no chute?

— Eu não! Diz, por favor! Eu sou muito ruim nessas coisas de adivinhar! – Ele estava implorando, own, bichinho!

— Tem certeza? – Balançou a cabeça positivamente. – Absoluta? Sem mentir?

— Aham, tenho certeza absoluta! E juro que não estou mentindo! – Ele sorriu o meu sorriso.

— Então dá um beijinho aqui. – Botei o dedo no meu nariz. Ele obedeceu.

— E agora? Fiz tudo direitinho, que nem você mandou! Me diz o seu nome vai, por favor! – Ele se fez de um cachorrinho pedindo carinho. Comecei a rir.

— Meu nome é Rachel! – Sorri vitoriosa.

— Prazer, Rachel, eu sou o Thomas, Thomas Parker. – Ele apertou minha mão. Louco! Haha

— Prazer em conhecê-lo Thomas, sou Rachel, Rachel Skinner! – A essa altura nós riamos que nem loucos.

— E aí. Fale-me sobre você. Da minha vida você já sabe. – Que ótimo, ele fez logo a pergunta que eu não sei responder. Quem sou eu?

— O que você quer saber sobre mim?

— Quantos anos você tem? Trabalha? Se sim, o que você faz?

— Eu tenho 18, faço 19 no próximo mês. Estou fazendo meu segundo ano de arquitetura.

— Uou, temos cinco anos de diferença. Pensei que você tinha mais. Você é bem madura para sua idade. – Ou será que ele é que é criança? Hahaha — Quem é aquela menina que atendeu a porta lá na sua casa quando eu fui te buscar? Eu queria abrir a porta e te ver!

— Hahah, é a Lily. Ela e a Mel moram comigo. Lily é o apelido para Lilian e Mel para Melanie.

— Essa Melanie, ela estava lá?

— Estava, mas estava comigo, na sala.

— Poxa, nem as amigas você apresenta, parabéns. Bem educada você!

— Como que eu ia te apresentar se nem o meu nome tu sabia, mongol?

— Ah, sei lá. Bom, não importa. Próxima pergunta. – E, já estou vendo que vem bomba! Do jeito que ele ta todo tenso... Eu quero nem saber o que me aguarda! – Você não tem namorado não né?

Tive que rir dessa.

— Acho que você já sabe a resposta, Parker. — Falei de um jeito misterioso. A cara que ele fez me assustou, parecia que o garoto ia infartar!

— Nome?

— Han? Não Tom, você não entendeu. Não tenho namorado! — Vi um brilho crescendo em seus olhos.

— Ficante? — Balancei a cabeça negativamente. — Esta livre também, então?

— Uhum. — Dei um sorriso tímido, enquanto o dele ia de orelha a orelha. Eu ficava tão feliz quando o via desse jeito...

— Vamos? Não precisamos ir para casa agora, podemos ficar passeando.

— Por mim tudo bem! — Nos levantamos e saímos andando lado a lado na calçada, sem rumo. Estava escuro, mas não era perigoso, ainda estava cedo.

— Agora sua vez, conte-me mais da sua vida.

— Bom, voce deve saber da maior parte dela. É corrida, vivo viajando para USA para fazer shows promocionais e agora estamos trabalhando em um novo álbum. Mas você é a primeira a saber, portanto, não fale a ninguém, ok?

— Prometo não contar a ninguém, se eu ouvir as faixas antes de vocês o lançarem. Ok? — Ele deu riso rouco, pela primeira vez desde que nos encontramos.

— Certo. Para uma fã muito linda, eu faço isso! — Sorri, estava muito feliz por essa notícia.

— E a vida amorosa, do Grande Parker. Como que anda? — Ele diminui o sorriso.

— Bom... Depois que acabei o meu relacionamento com a Kelsey, tem desandado um pouco, tento sair para tentar esquecer, mas não da certo. Nenhuma mulher que eu tenha algo, me satisfaz.

— Por que vocês acabaram? — Perguntei bem baixinho, tínhamos chegado num parque todo escuro.

— Eu, sei lá. Eu não sentia mais nenhuma atracão por ela, sabe? Mas eu tenho saudades de chegar em casa e ganhar um cafuné.

— Assim? — Fiz o cafuné nele.

— Assim mesmo! Hahaha — Ele falou fechando os olhos, gostando.

Tava ficando frio, e eu tinha esquecido de trazer o casaco. Droga.

— Uuui, que frio — Eu tava tremendooo!

— Quer voltar? — Ele fica tão lindo preocupado!

— Não, tudo bem. Eu agüento um pouco mais. Foi só uma rajada de vento.

— Hmmm.

Só não esperava que ele fizesse isso.

Num instante ele parou na minha frente, me impedindo de seguir adiante. Eu olhei para cara dele do tipo "O que está fazendo?" com a cara séria, ele me tomou em seus braços. Eu fiquei parada um momento, sem reação, enquanto meu cérebro raciocinava o que tinha acontecido. Lentamente, o abracei também. Seu rosto estava escondido em meus cabelos e assim eu pude senti-lo aspirando o meu perfume. Exagerei um pouco, enquanto espirrava o perfume na parte da nuca.

Ficamos um tempo parados lá, sem falar nada, enquanto ele me esquentava.

— Está melhor agora? — Ele perguntou com a voz embaçada.

— Sim, obrigada. — Ele saiu da minha frente, mas ainda abraçado de lado comigo. Eu botei minhas mãos que estavam congelando no bolso e ele fez o mesmo com o braço esquerdo, mantendo o direito ao meu redor, a cabeça no meu ombro, que estava na altura do dele, já que eu estava de salto.

Tenho certeza que se alguém nos visse assim andando na rua, pensaria que nos éramos um casal de namorados. Aaaaah, como eu queria que fossemos mesmo.

Chegamos ao meio da praça e sentamos num banquinho. Ainda abraçados eu botei a cabeça em seu colo e foi a vez dele, de fazer cafuné em mim. Passamos um tempo assim, era muito bom.

— Vamos? São 22:10 já, tenho que te levar em casa.

— Naaao, vamos passar mais um tempinho assim, por favor.

— Kkk, tudo bem!

— Eeeba! — Nós rimos, assim acabou o silencio e começamos a contar piadas, bestas, mas estávamos rindo que nem bêbados!

— Rach, vamos agora?

— Hmmm, ok. — Esse momento não iria durar para sempre...

Voltamos ao estacionamento da Mc abraçados, agora estava frio mesmo, meus dentes batiam.

Chegamos perto do carro e ele o destravou, abrindo a porta para mim. Sorri, agradecida, estava toda encolhida! Ele entrou no carro e arrancou, chegamos rápido em minha casa, quase não tinha carros nas ruas de Londres.


Notas finais
Voces devem ta puta por nao ter saido o beijo, tudo bem. Eh por uma boa causa.
Eu AMEI escrever esse capitulo. Confesso que ia ficar maior. Mas depois eu vi o quanto ja estava grande, passei pro capitulo 5, que amanha de tarde deve sair! Me digam o que acharam. Mande reviews, please, para uma autora feliz! Ou pelo twitter: @DooksPedrosa Beijoos