Notas iniciais
“Comandar não significa dominar, mas cumprir um dever.” - Séneca

− Sr. Winter que bom que você veio. Tenho que lhe dizer algo muito importante.

− É bom que seja por um bom motivo agente Ensei. Estava em uma reunião particular com o diretor da NSA.

− E sobre a agente Franks senhor, ela esta iniciando um novo caso...

− Você me chamou aqui porque a agente Franks pegou um novo caso? Caso não saiba Ensei, este é o trabalho dela...

− Mas senhor, é sobre o WiderCraff.

Esse nome fez com que Mark ficasse completamente mudo.

− WiderCraff? Impossível, esse não é o estilo do DIIG. Um hospital? Chame imediatamente a agente Franks aqui.

− Sim senhor.

− E Thomas... Obrigado por me informar.

...

Como pode ninguém nunca ter feito nada sobre isso? − Hayde estava caminhando de um lado para outro.

− Acalme-se Hayde, vai acabar fazendo um buraco no chão, com certeza iremos achar alguma ocorrência sobre WiderCraff se Derick não estiver mentindo é claro.

− Ele não parecia estar mentindo, você sabe disso.

− Eu sei, mas… é tão estranho.

Meghan estava verificando todos os registros impressos que Hayde e ela conseguiram reunir quando ouviu alguém bater na porta.

− Entre.

− Agente Franks, DiNozzo.

− Ola Ensei. − falou Meghan e Hayde ao mesmo tempo

− Meghan, Mark esta aqui para poder vê-la.

− Mark? Achei que ele estava em uma reunião. — Hayde parou de súbito.

− Não, ele esta aqui e quer falar com Meghan.

− Já estou indo.

− Com licença. − E Thomas saiu da sala.

− Você também achou estranho Mark estar aqui hoje?

− Sim. É melhor eu ir ver o que ele quer, pode ser algo importante.

− Tudo bem, eu termino aqui.

Meghan agora estava caminhando pelos corredores da DIIG muito pensativa e preocupada.

“Mark? Porque ele estaria aqui hoje?” – Pensou.

Meghan sabia que Mark estava em uma reunião muito importante com o diretor da NSA e que havia desmarcado todos os seus compromissos. O que diabos ele estaria fazendo na DIIG, ela não tinha à menor ideia, mas estava próxima de descobrir.

Chegando à porta de Mark, Meghan bateu, ela já estava aberta e ouviu Mark dizendo para ela entrar.

− Sente-se Meghan.

Meghan fechou a porta e foi até a cadeira a frente de Mark.

− Senhor, o que você esta fazendo aqui hoje? Achei que estaria em uma reunião.

− Sim, mas foi cancelada. Agente Franks, chegou ao meu conhecimento de que você pegou um caso novo.

− Sim. É sobre WiderCraff. Um caso de suspeita de desaparecimentos...

− Quero que abandone. – Falou Mark sem nem mesmo terminar de ouvir o que Meghan tinha para dizer.

− O que?

− Você me ouviu, quero que abandone este caso. Este não é um trabalho para a DIIG, é um caso antigo, já verificado pela CIA, no final acabou sendo tudo um engano.

− Eu não sei o que a CIA fez, mas agora temos uma testemunha, ele alega que seu pai foi sequestrado.

− Ele pode estar mentido.

− Eu saberia...

− Agente Franks, abandone o caso. Isto é uma ordem! – Houve um silêncio, Meghan olhava para Mark com uma cara de raiva enquanto ele continuava calmo quando cortou o silêncio. −Pode se retirar.

Meghan se levantou de sua cadeira sem saber o que dizer. Como era possível Mark está pedindo para ela abandonar um caso como esse. Ela estava com raiva que nem conseguia raciocinar direito, já estava abrindo a porta para sair da sala quando se virou para Mark novamente.

− Não!

− Como disse? − Falou Mark agora se levantando da cadeira.

− Me desculpe, eu gaguejei? − Mark olhou para Meghan como se ele tivesse acabado de ver algo que ele nunca virá na vida − Eu disse não. Não irei abandonar o caso! Você pode ser meu superior, mas tenho ordens do presidente para comandar a DIIG, caso não se lembre. Então a menos que você consiga a minha DEMISSÃO, não terá o direito de me dizer quais casos eu pego ou não.

− Muito Ben Meghan, se é assim que quer jogar, providenciarei, pessoalmente, a sua demissão e saiba que não entro em um jogo para perder. – Disse Mark franzindo o cenho.

− Eu também não — Meghan bateu a porta da sala e quando se virou viu que todos a olhavam de suas salas.

Meghan andou muito rápido em direção a sua sala que quando ouviu alguém dizer seu nome teve que parar e procurar quem a chamou e foi quando percebeu que havia passado ao lado de Ben e Hayde.

− Sempre com presa! – Disse Ben

− Não tenho tempo a perder Ben, sabe disso.

− Sim, eu sei. Mas tome cuidado, pois quem anda com pressa acaba perdendo pistas importantes.

− Meghan, o que foi aquilo na sala do Winter, dava para ouvir a quilômetros daqui.

− Não importa Hayde. Vá para casa, começamos amanhã bem cedo.

...

A caminho de sua casa Hayde acaba percebendo que só está a alguns quarteirões de WiderCraff, e decidiu ir até lá. Chegando lá, pode reparar melhor o hospital. Uma parte esta completamente “sombria”, mas a outra estava em perfeitas condições.

Entrando lá foi logo a recepção falar com Alison.

− Olá

− Posso ajudar?

− Claro, sou um… escritor e estou aqui para escrever uma matéria sobre… hospitais conceituados da América.

− Tudo bem, quer conhecer o hospital?

− Sim. Vamos e você vai me contando a história do hospital.

− Okay. Então vamos.

Alison levou Hayde através dos corredores mostrando a área onde ficavam as pessoas internadas. Vários estavam dormindo, mas alguns ainda estavam acordados com a máscara de inalação no rosto. Um menino ruivo dormia tranquilamente, o loiro ainda estava acordado, pois estava com uma máscara de inalação e uma menina estava sendo medicada…

− Bem, como pode ver aqui estão às pessoas internadas e ali está os consultórios onde os médicos atendem pacientes em particular, e essa é uma de nossas antigas enfermeiras Srta. Dêmon. Alison apontava para uma enfermeira alta, morena e de seios fartos.

− Keth, pode vim até aqui um momento?

− Claro

− Este escritor está aqui para fazer uma matéria do hospital, alias como o senhor se chama?

− … Daniel Grint.

− Prazer, sou Katherine Dêmon − Katherine cumprimentou Hayde pegando sua mão e o puxando para dar-lhe um beijo em seu rosto.

− Estou sabendo, alias as senhoritas poderiam me contar a historia deste hospital preciso incluir na matéria.

− Claro, por onde começamos.

− Pelo começo. Porque este hospital foi construído?

Quando Alison terminou de contar a história o celular de Hayde começou a tocar.

− Um minuto, por favor. Alô… Meghan?... Tarde demais, já estou aqui. Tudo bem.

− Sinto muito senhoritas, mas preciso ir.

− Tudo bem Grint, volte amanhã e terminaremos de contar a história do hospital, acredite, há muitas delas.

− Ok. Até amanhã então.

− Até amanhã Dan. − Falou Katherine passando a mão carinhosamente no rosto de Hayde e piscando para ele.

Notas finais
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