Notas iniciais
Os defeitos e falhas da mente são como feridas no corpo. Depois de todo o cuidado possível para curá-los, mesmo assim uma cicatriz ficará. - François de La Rochefoucauld

1968

Toda noite, a família Gibbson, se reunia na ampla mesa que ficava na sala de jantar. O Dr. Gibbson estava sentado à mesa ao lado de sua filha Mary e sua esposa, Anne, que conversava com a empregada sobre os preparativos para o nascimento de seu filho. Anne estava grávida de apenas 3 meses, mas ela era uma mulher que gostava de sempre estar adiantada.

− Como está se sentindo, querida? – Disse o Dr. Gibbson a sua esposa que acabava de dispensar a empregada.

− Estou bem, só estou me sentindo um pouco cansada. – Disse Anne acariciando sua barriga.

− Vá se deitar mais cedo hoje. Amanhã estará se sentindo melhor.

− Tudo bem. – Anne se levantou e foi até as escadas para ir pra seu quarto quando Mary a chamou

− Mamãe, pode pegar uma blusa de frio para mim, por favor?

− Deixe que eu pego. – Falou o Dr. Gibbson levantando-se para ir acompanha a mulher.

Mary ajeitou-se na cadeira tentando encontrar uma posição confortável. Não encontrava nenhuma. Mary era uma menina de 16 anos, muito estudiosa, sempre deu orgulho aos pais por ser uma boa filha.

Naquela noite, ela Mary não estava se sentindo bem, havia pegado uma gripe e estava tossindo muito e sua cabeça doía, mas isso não era uma coisa para ela preocupar seus pais. Era o que ela achava.

− Esta tudo bem filha? – Disse o Dr. Gibbson, chegando à sala e entregando a blusa a Mary.

Mary não respondeu, apenas continuou a se ajeitar na cadeira.

− Querida você está tremendo… e está muito quente!

Mary começou a tossir muito e seu coração estava batendo muito devagar.

Anne que ouvia as vozes de seu marido do quarto desceu até a sala onde estava os dois.

− O que ela tem?

− Não sei. Ela está com muita febre.

− Vamos leva-la a um hospital.

− Antes de chegarmos lá ela morreria. O mais próximo é a 20.000 km

O Dr. Gibbson colocou a blusa em Mary, retirou tudo o que havia na mesa e deitou Mary sobre ela.

Mary tentou dizer alguma coisa, mas suas palavras saiam completamente emboladas.

O coração de Mary, agora, estava diminuindo mais seu ritmo… Diminuindo… Diminuindo… Diminuindo… Até que…

− O coração dela parou. – O Dr. Gibbson começou a fazer uma massagem cardíaca em Mary. – 1… 2… 3… 4… Vamos… 1… 2… 3… 4…

Parecia que o tempo não passava e que tudo ao seu redor não existia mais a não ser Mary, ele fazia de tudo para salvar a filha, mas em vão. A menina estava morta.

Notas finais
Deixem suas opiniões: Boas ou ruins, não importa.