Notas iniciais
Em toda a história a verdade e o amor sempre venceram. Houve tiranos e assassinos e por um tempo eles pareceram invencíveis, mas no final eles sempre caem. Pense nisso, sempre! -Gandhi

1974

Lucy Diamonds era a recepcionista do hospital desde o dia de sua inauguração. Conhecia WiderCraff como a palma de sua mão, e passava a maior parte do seu tempo no hospital, pois tinha perdido a filha e o marido em um acidente de carro e agora estava sozinha e preferia não se relacionar novamente. Ela levava o hospital tão a sério que fazia questão de se lembrar de cada paciente, tinha uma boa memória, e sempre ligava para suas casas para saber estavam bem.

Ela fazia seus relatórios para início de tarde quando viu um homem se aproximar. Assustou-se. O homem estava segurando uma AK 47 e assoviando tranquilamente.

− O.. Oi. Posso te… ajudar?

− Claro. O hospital está cheio?

− Es… Está. Por quê?

− Ótimo. Prefiro assim.

O homem pegou sua Ak 47 e saiu pelos corredores. Olhou para trás e disse calmamente.

− Venha.

− Não estou entendendo.

− Disse para me seguir. Agora!

O homem foi para a área onde os pacientes estavam. Houve um grande alvoroço quando eles o viram, mas ele calmamente disse:

− Olá. Peço, por favor, que fiquem em silêncio. Facilitará o trabalho.

Ele pegou a arma e começou a mira-la em direção aos pacientes, como se fosse atirar.

− Quem aqui já esta quase morrendo? − Ninguém disse nada. – Ninguém? Que estranho achei que estava em um hospital. − Olhou para trás e viu o nome de Lucy em seu crachá.

− Você pode me ajudar com isso? − Nada − Decepcionante, acho que terei de escolher então.

O homem apontou para alguns pacientes e pediu para que eles fossem para um lado de uma parede, onde não havia nada. Os pacientes começaram a se desesperar, mas o homem não demonstrou nenhuma apatia e começou a atirar nos pacientes que estava na frente da parede, Lucy começou a gritar e o homem virou-se para ela.

− Me desculpe, querida. − Ele pegou uma Colt 1911 e a entregou a Lucy. − Pode atirar também.

Lucy olhou para o homem com cara de espanto.

− Vou chamar a polícia.

− Mas porque querida, isto é tão divertido.

Lucy olhou assombrada para os pacientes mortos caídos no chão, e começou a chorar.

− Não se preocupe, eu a ajudarei. Você venha aqui. – Ordenou para um homem que estava sentado na cadeira e chorando.

O homem colocou sua AK 47 presa ao pescoço. Colocou a arma nas mãos de Lucy, ela estava tremendo, e encaixou seu corpo atrás dela, segurando suas mãos.

− Primeiro você deve mirar bem. E depois atira.

− Me desculpe. − Sussurrou Lucy para o homem a frente da parede e o homem pressionou seu dedo fazendo com que a arma desaparece.

− Muito bem querida! Quer escolher os próximos?

Neste momento a porta das salas e abriram e os médicos apareceram.

− Que bom, teremos mais convidados. Venham, juntem se a nós. − O homem pegou a arma das mãos de Lucy e a guardou e agora pegou a sua AK 47 e mirou em direção aos médicos.

Lucy agora parou de chorar, virou-se para o homem e disse com uma voz de coragem:

− Posso tentar agora, sozinha? Para ver se eu aprendi.

Várias pessoas olharam para ela com um olhar intrigado, mas ela continuou a olhar para o homem.

− Mas é claro querida. − Ele pegou a arma novamente e entregou a Lucy e curvou-se para olhar seu bolso, como se procurasse algo.

Quando olhou de novo para Lucy ela estava com a arma mirada para alguém, mas era para ele.

− Tsk, tsk, tsk. Que decepção. Esperava mais de você. − O homem foi para pegar sua arma, mas Lucy o fez parar.

− Parado, ou eu vou atirar.

O homem andou para frente e ficou encostado na arma que Lucy estava segurando.

− Atire então!

Lucy apertou o gatilho, mas nada aconteceu. Apertou de novo e nada.

− É preciso munição para atirar querida. − Dito isso ele pegou sua arma e deu um tiro na perna de Lucy. Ela caiu na mesma hora.

− Não vá a lugar nenhum, Okay?

Ele se virou para o grupo de médicos e pacientes ali reunidos total de 3 médicos e 5 pacientes.

− Vamos fazer um jogo? É o seguinte. Cada médico escolhe um paciente. – Ninguém se moveu do lugar. – Por favor, quando eu pedir algo quero que me obedeçam ao mais rápido possível.

Agora todos se moverão e escolherão um médico, mas duas pessoas ficaram sobrando.

− Ok, vocês dois. Ajudem Lucy a calar a boca, porque ela está me estressando. A regra do jogo é o seguinte, vocês são médicos e pacientes. A função de vocês, pacientes, é estar correndo perigo de morte e ai você vão até os médicos para que eles te salvem. Mas a questão é: os médicos conseguirão salvá-los? E para melhorar faremos algo ainda melhor, caso vocês sejam salvos seus médicos morrem.

− Está melhor, querida? – Ele agora se virou para Lucy e ela deu de ombros. – Tudo bem. Levam a para aquela sala, procurem algo para estancar o sangue. – um homem pegou o braço de Lucy e a ajudou a se levantar e a mulher que estava com ele colocou o outro braço de Lucy atrás de seus ombros e a levou para a sala.

− Muito bem, vamos começar. Quem vai primeiro? – Um médico levantou a mão. – Muito bem. Bravo! Aplausos para ele. – Ninguém se mexeu. – Estou achando os muito desanimados. Mas enfim... Então. – Ele se virou para o médico. – Quem vive?

− Ele. Ele vive. ­– O paciente ficou calado e apenas abraçou o médico.

− Que lindo! Agora se afaste ou poderá ocorrer algum acidente.

O homem mirou e atirou.

− Quem é o próximo?

Outro médico levantou a mão, receoso.

−Ok, quem sobrevive?

− Ela.

− Estão se comportando muito bem. Parabéns! − E atirou.

− Os últimos!

O paciente levantou a mão e apressadamente e disse:

− O médico sobrevive. Ele já me salvou uma vez. É hora de agradecer da melhor forma.

– Muito bem − Bam! − Ora, ora. Então vocês sobreviverão! Como prometido podem ir embora e deem um jeito da polícia ficar sabendo disso.

O homem então andou pelos corredores abrindo todas as portas dos consultórios e todos estavam desesperados, em um deles uma mulher tentava fazer uma ligação. Ele rapidamente apertou o gatilho e atirou nela. E continuou a procura de vitimas, foi então que entrou em um quarto e pelo menos uma dúzia de pessoas estava. Todas aos prantos em um canto.

− Por favor, não me mate − Implorou uma mulher que aparentava uns trinta anos de idade.

− Mas porque eu faria isso, minha querida?

− Vamos lá, dessa vez vai ser por eliminação. − Olhou ao redor ansioso.

− Você − Disse para um homem vestido de branco. E apertou o gatilho novamente. − Vejamos, e agora que tal a senhorita? − Disse apontando para uma bela moça de cabelos negros.

− Não, por fa… − Tarde demais, outro tiro.

− Posso falar com você? − Perguntou um jovem homem.

− Sinto muito, mas não, estou ocupado agora, quem sabe mais tarde. − Dizendo isso, atirou nele.

− Ok, mas só isto? − Disse apontando para as três pessoas mortas no chão.

− Agora, você... − Disse apontando para uma mulher chorando abraçada a um homem e um menino.

− Por Deus, não, não atire no meu filho, por favor.

− Tudo bem, então vai ser ele. − Atirou novamente no homem que a abraçava, e a mulher gritou como sentisse uma dor aguda.

− Cale a boca… − O homem ficou nervoso, mas tratou de se acalmar. − Eu preciso terminar isso! − A mulher então começou a chorar baixinho.

− Humm, 12 pessoas, 4 já foram, quero mais… vejamos...

− Vocês dois − E atirou em outro jovem casal.

− Já basta, e se vocês tentarem chamar a policia, irão se juntar a eles. Eles não podem chegar agora.

O assassino saiu do quarto e foi para o outro, dessa vez somente sete pessoas no quarto, encolhida em um canto como as anteriores.

− Boa noite. − E já atirou em todas as pessoas sem hesitar.

As outras pessoas começaram a gritar e tentar escapar, mas não tinham saída.

− Eu vou chamar a policia! − Gritou uma moça escondida.

− Ah não vai não − Dizendo isso e atirou na jovem moça.

− Cansei. Vamos agilizar as coisas.

O homem saiu do hospital, foi até seu carro e pegou um galão vermelho e outro prateado. Entrou novamente em WiderCraff e começou a derramar o líquido na salão de entrada. Quando terminou foi até a porta dos consultórios e começou a despejar nelas o líquido dentro do recipiente prateado. Hidrogênio líquido.

Ele foi até a porta e pegou um isqueiro, observou ao redor e viu que uma mulher estava escondida atrás do balcão, era Lucy, ele não se importou. Quando o fogo começasse seria impossível à saída de qualquer pessoa do hospital. Acendeu o isqueiro e soltou no chão e o fogo começou a se espalhar como câncer.

Saiu do hospital em direção ao carro. Estava a uma distância longe do hospital e ouviu a explosão, mas nem olhou para trás. Entrou no carro normalmente, ligou o carro e foi embora. Do carro ouviu o barulho das sirenes do carro de polícia, olhou pelo retrovisor e viu que uma parte do hospital estava Em chamas.

Os bombeiros tentavam apagar o fogo, mas não adiantava muito. O homem deu um sorriso de satisfação e assoviou novamente olhavando pelo retrovisor enquanto seus cabelos ruivos balançavam com o vento.

Notas finais
Meus pêsames! O que acharam da carnificina?