Hidden of the past
7 Looking for clues
Notas iniciais
Chegando na Delegacia local, Meghan foi direto a sala do comandante geral. Ela é muito conhecida lá e também muito respeitada.
− Comandante! − Meghan entrou na sala sem bater, pois ia muitas vezes à delegacia que o próprio comandante a permitiu entrar quando a sala estivesse destrancada.
− Meghan? Que surpresa vê-la aqui… Realmente é uma surpresa. O que faz aqui? − Falou o comandante com um sorriso simpático no rosto.
− Olá Rick. Sei que geralmente não venho aqui nestes dias, mas hoje foi extremamente necessário.
− Então. A que devo o prazer de sua visita? Tenho quase certeza que não veio para tomar café com um velho amigo, não?
− Bom… não. Pretendo ser rápida. É sobre o meu trabalho, estou com um caso novo e precisarei de sua ajuda.
− Diga então. Veremos o que poderei fazer por você.
− Bem, ontem a noite veio até a DIIG, um psicólogo, nos oferecendo um caso, sobre WiderCraff − O rosto de Rick mudou sua tonalidade… Literalmente. O rosto dele estava pálido.
− WiderCraff?
− Não tenho certeza, mas ultimamente todo mundo está agindo estranho quando pronuncio o nome deste hospital.
− Bom Meghan, como você pegou o caso, deve saber que esse é um caso antigo. Várias coisas aconteceram em WiderCraff, mas no final nunca é solucionada.
− Como assim? Quando procuramos algo sobre WiderCraff não achamos absolutamente nada. O local parecia um convento de freiras.
− Bem… O convite para o café ainda está de pé.
…
Enquanto isso na DIIG, Hayde e Derick olhavam as fotos que a Interpol havia enviado.
− Meu Deus. Há pelo menos umas 200 fotos aqui. − Hayde disse assim que abriu o arquivo que a Interpol havia mandado.
− Vamos reduzir isso para apenas as pessoas que sumiram este ano. Sabe-se lá o que aconteceu com as outras.
− Ok. Reduzindo… Pronto. 42 pessoas.
− Facilita… um pouco.
− Sabe Derick, estava pensando em voltar a WiderCraff hoje.
− É uma boa ideia, você pode descobrir mais alguma coisa. Afinal… o que foi que você descobriu da primeira vez?
− Nada demais, só que o homem que mandou construir o hospital teve dois filhos e a mulher morreu no parto.
− Tente da próxima vez, descobrir algo de importante, por exemplo, porque uma parte lá está inativa…
− Derick, eu sei o que devo fazer. Faz parte do meu trabalho!
− Tudo bem.
− Vou ir lá agora!
− Vai me deixar aqui sozinho?
− E por que não? Afinal, tenho que conseguir mais informações.
− Tá bom. Então vou ficar aqui olhando as fotos destas pessoas. Talvez eu reconheça alguma.
− Tudo bem. Tente não mexer em nada.
Enquanto Hayde saia da sala Derick sentou na cadeira em frente ao computador e começou a ver as fotos, quando viu um homem que conhecia muito bem. Cabelos ruivos e vestes de segunda mão, era um Weasley. Os mesmos traços dos dele, era seu pai. As lágrimas começaram a cair dos olhos de Derick, iria encontrar seu pai, nem que fosse a ultima coisa que fizesse.
…
− Tudo isso aconteceu neste hospital e não descobrimos nada?
− Por algum motivo os registros são apagados. Deve ser para não prejudicar a imagem do hospital.
− Mas eles não podem apagar os registros.
− Não só podem como fizeram.
− Quem está fazendo isso? A CIA?
− Não sabemos. São simplesmente apagados.
− Então, acho que meu primeiro passo será descobrir quem apaga os registros.
− Meghan, sei que você é uma expert em computadores, mas isso é quase impossível de conseguir. Quem apaga, não deixa rastro nenhum. É como um fantasma.
− Você disse quase, não? Então não é impossível.
− Tome cuidado Meghan, quem faz isso não pode ser uma pessoa comum. Ele… ou ela… deve ser no máximo de alguma Inteligência ou alguma organização clandestina.
− Eu sempre tomo cuidado, Rick! Mas agora tenho que ir, fiquei mais tempos do que deveria.
− Ok. Até mais Meghan. Quer que eu te acompanhe?
− Não é preciso, eu sei me virar.
− Então tchau.
− Tchau Rick.
Saindo da sala, Meghan andou pelos corredores rapidamente, não queria se encontrar com o ser indesejado. Mas ao virar o terceiro corredor deu de cara com um homem alto e de cabelos loiros e conhecia muito bem aquele rosto. Michael, ou, como ela o nomeou a 5 anos atrás, “o ser indesejado”.
Parando a uma distancia de cinco centímetros entre ele. Houve um silencio curto até que o homem cortou o silêncio.
− Ora, ora. Não é que nos encontramos de novo? Em pensar que você me disse que nunca queria me ver novamente… Veio aqui para me ver Meghan? Está arrependida por terminar o namoro?
− Eu nunca irei voltar com você Michael. Você é um traidor!
− Ah Meghan, vai me dizer que guarda mágoa depois de 5 anos − Provocou o homem impedindo sua passagem.
− Estou perdendo o meu tempo com você, saia da frente.
− Ah, por favor, pare com isso minha querida, que tal tomar um café com um velho “amigo”?
− Eu não sou sua querida! − Gritou a agente com raiva.
− Ei! Não precisa desse escândalo… eu deixo você ir. − Falou Michael calmamente.
Meghan apressou-se pelo corredor querendo se distanciar daquela infeliz lembrança de seu passado.
Chegando na entrada da delegacia Meghan ouviu uma mulher chorando e falando com um dos policiais da delegacia. Ela estava indo embora quando a ouviu mencionar WiderCraff e voltou.
− Pode me dizer o nome dele novamente senhora?
− Sim, é Gabriel Anderson Smith. Ele tem 6…
− Com licença policial, mas eu assumo daqui em diante. − Meghan falou com o policial Grimes.
− Tudo bem, Agente Franks.
− Então, qual o problema senhora?
− Eu levei meu filho ontem para o hospital, e quando eu cheguei lá hoje me disseram que ele nunca esteve lá!
− Nossa! Mas como assim, isso foi em WiderCraff?
− Sim, estou desesperada, me ajude, por favor!
− Claro. Pode me mostrar uma foto do seu filho?
A mulher pegou uma foto que tinha na bolsa e mostrou a Meghan.

− Tudo bem senhora, pode me acompanhar até a DIIG?
− Sim. Obrigada!
...
Enquanto isso em WiderCraff Hayde tentava conseguir informações do hospital com Alison e Katherine novamente.
− Então quer dizer que aqui já houve um massacre? − Perguntou Hayde arregalando os olhos.
− Sim, os sobreviventes disseram que foi apavorante.
− Quando aconteceu isso? – Hayde estava caminhando novamente pelo hospital e passou novamente na sala em que passara da primeira vez. O garoto ruivo que ele havia visto não estava mais lá, a menina estava junto com o garoto loiro que havia visto, ele continuava com a máscara de vaporização, e haviam chegado mais 4 crianças novas.
− Há 24 anos atrás − Hayde pensou um pouco. 1974.
− E o que houve?
− Basicamente um homem entrou aqui armado e atirou e matou quem ele queria − Explicou Katherine.
− Mas, como assim? − Quis saber o agente intrigado.
− Uma mulher que sobreviveu disse que o assassino entrou e escolheu quem ia matar calmamente no modo de eliminação e se divertindo com isso, ele queria que a polícia viesse atrás dele. Estranho não? E depois colocou fogo e explodiu uma parte do hospital.
− Então é por isso que aquela parte está fechada?
− Exatamente.
− De fato ele era um psicopata − Falou Alison.
− E ele foi preso?
− Não, quando a policia chegou ele já havia fugido sem deixar nenhum rastro, e nunca acharam o culpado pela descrição da mulher.
− Entendo, este hospital guarda mais segredos do que eu imaginava − Disse Hayde querendo chegar a algum lugar.
− Pois é. Muitos mesmo, − Concordou Alison.
− E você poderia me contar algu… − O celular de Hayde começou a tocar olhou para ver quem era e percebeu que não conhecia o numero e atendeu.
− Alô. Quem é?
− Hayde venha até aqui agora, descobri uma coisa… um pouco estranha.
− Derick? Como conseguiu meu numero?
− Isso não importa, venha rápido, é muito serio. Avise a Meghan.
A ligação terminou e Hayde se despediu de Alison e Katherine não as deixando terminar o resto da historia... novamente. Tinha que ficar pra depois. Ele tinha uma emergência.
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