Notas iniciais
Xiii, eu demorei né? Pode brigar, briga! Tá permitido usahsauhsa Bloqueio chato que deu :s Mas enfim, finalmente consegui!

BOA LEITURA, amores! xx

Kurt fechou a porta do seu quarto logo depois que ele e Rachel entraram. Ele estava com uma expressão que fazia borbulhar o estômago da amiga. Rach sentou na cama e prontamente abriu seu caderno atrás dos comandos para o trabalho que ela tinha anotado quando o professor passou em sala de aula. Mas de imediato Kurt tomou o caderno de sua mão e a encarou, esperando que ela dissesse algo sobre o momento que passou com Finn. Rach ficou calada, apenas levantou os ombros como quem diz que não sabe o que ele quer que ela faça.

“Você vai falar por boa vontade ou eu vou ter que arrancar a verdade de você?” Kurt falou com a voz séria, mas com os olhos tão genuinamente brilhantes que foi impossível ter aquela pergunta como grosseira.

Ele estava alucinado com a ideia de sua amiga e seu irmão se conhecerem melhor e, quem sabe, engatarem em um relacionamento mais rápido do que ele pensara. Kurt tinha esse feeling de que os dois formariam o mais incrível dos casais, logo, tornara-se obcecado. Ele precisava fazer com que sua amiga acreditasse mais nela mesma, para que pudesse ajudá-la de alguma forma mais palpável. Mas enquanto isso, ele estava fabulando alguns planos em sua mente. Planos altamente maquiavélicos, afinal, os fins justificavam os meios.

“Que verdade? Ficou maluco, Kurt?”.

Rachel continuou se fazendo de desentendida e ele bufou.

“A dica é Finn Hudson” Pontuou sem mais enrolação.

Na mesma hora que escutou aquele nome, Rach ruborizou. Colocou as duas mãos no rosto e sacudiu a cabeça. Com sua timidez extrema aparente, ela sentia seu coração quase sair por sua boca. Odiava aquela sensação. Odiava não conseguir conversar com Kurt, seu melhor amigo, sobre o garoto que ela gostava sem dar um verdadeiro pití por dentro.

“Calma Rach, eu só quero saber o que aconteceu. Mas se você não se sente confortável para contar, não tem problema!” Kurt tentou tranquilizá-la ao notar o estresse psicológico, que quase passara a ser físico, da amiga.

“Não” Ela respondeu com prontidão. “Eu tenho que parar com isso” Controlou a respiração a ponto de se tranquilizar. “Conversar sobre Finn é mais difícil do que conversar com ele próprio, isso não faz sentido!” Arrancou algumas risadas do amigo. “Ele me deixa muito nervosa, mas passar o tempo com ele foi muito natural” Arregalou os olhos, ainda surpresa com o que havia acontecido, e então voltou a encarar o amigo. “Não foi estranho em nenhum momento, Kurt! Nós simplesmente nos entendemos bem e a conversa fluiu” Sorriram complacentes, um para o outro.

“Isso se chama química, senhorita Berry”.

Rach ficou, pela segunda vez, toda vermelha.

Continuaram a discorrer sobre o assunto e Kurt tentou, mais uma vez, fazer com que a amiga admitisse a verdade para seu irmão sobre o dia da festa. Mas ela disse que aquele assunto já estava encerrado. Contou que subornou Santana para ir ao encontro, deixando o amigo irritado. Porém ele nada disse, apenas pensou que teria de ser mais esperto em seus planos.

Começaram a fazer o trabalho, mas não terminaram. Kurt disse que estava cansado e que terminariam no outro dia. Rachel protestou, temendo ter de voltar àquela casa outra vez. Mas ele brigou com ela, com o argumento de que ela sempre vivera enfurnada lá dentro e não seria agora que aquele costume mudaria. Ela achou o argumento justo e satisfatório.

No outro dia na escola, na hora do intervalo, Santana saiu da mesa das líderes de torcida e se juntou a Rachel e Kurt para atualizá-los sobre o encontro com Finn. Ela não tinha medo de vagar pelas mesas da vasta casta social do colégio, porque impunha respeito apenas com sua presença e todos conheciam suas histórias de quando resolvia mostrar o que aprendeu crescendo em Lima Heights Adjacent.

Kurt estava ansioso para saber sobre o encontro, um pouco receoso, Rach nem tanto. Ela sabia que a amiga tinha raiva de Finn por algum motivo desconhecido, então não tinha a preocupação de que Sant começasse a se interessar por ele e, assim, fazer com que ela tivesse de presenciar cenas não agradáveis.

“Em respeito a vocês, por Lady Hummel ser essa forma estranha de irmão dele, formando o bromance mais estranho que eu já vi, a RuPaul tê-lo como uma espécie primitiva de príncipe encantado; e juntando o fato de ele não ser a má pessoa que eu pensei que fosse, eu posso até pensar em pegar mais leve com a querida Finessa nas minhas alfinetadas” Santana desandou a falar, como de costume. “A companhia dele até que é agradável, se você não se importar em escutar horas de piadas ruins que poderiam, facilmente, ser feitas por um garotinho de dez anos. Apenas...” Fez uma careta tentando achar a palavra certa. “Hobbit, é impressionante como conversando um pouquinho com ele dá pra perceber o quanto vocês combinam!”

Rach começou a se retorcer na cadeira, começando a sentir todas aquelas sensações típicas de quando ligavam o nome dela ao de Finn.

“Eu te conheço muito bem e tudo o que ele falava, todo assunto que tentava puxar, eu me lembrava de você” A latina concluiu.

Kurt encarou Rachel demonstrando que concordava com tudo que Santana acabara de pontuar. Mas ela ainda tinha medo. Não era mais pavor, mas ainda era medo. Devido sua timidez, ela tinha medo de tentar falar com ele e falhar. Devido sua insegurança, tinha medo de contar tudo e ser rejeitada. Ela ainda não estava pronta. Disse para pararem com aquela pressão, porque ela já disse que não faria nada em relação àquilo.

Quando acabaram de almoçar, Rachel foi até seu armário, para buscar o material necessário para a próxima aula. Avistou Finn no armário dele, que ficava no mesmo corredor, mas a alguns metros a frente do dela. Ele olhou para ela, mas rapidamente voltou a encarar seus materiais. Rach suspirou. Não poderia esperar reação diferente.

Fechou seu armário normalmente, mas quando se virou, pronta para seguir em direção a próxima aula, recebeu um copo cheio de raspadinha no rosto. Ela ficou estática enquanto sentia o gelo vermelho ardendo seus olhos, queimando sua pele e descendo por dentro de sua roupa, congelando seu corpo. Escutou ao longe as risadas de quem fizera aquilo, não conseguiu ver, mas provavelmente fora algum jogador de futebol.

Quando estava preparada para encarar a humilhação, limpou o resto da bebida que ainda estava em seus olhos e os abriu. A primeira pessoa que encontrou foi Finn, ele a olhava com uma expressão de pena, ainda do seu armário. Estava claramente sem saber o que fazer, mas ela decidiu por ele. Quando Finn deu um passo a frente indo em direção a ela, Rach balançou a cabeça negativamente, para que ele não fosse. Finn entendeu o recado e sumiu no corredor, na direção contrária a dela.

Kurt, já em casa, ainda não parava de pensar em sua mais nova obsessão. Ele tinha vocação para cupido, tinha juntado Carole e Burt, que eram um casal unido e muito feliz; queria usar essa sua habilidade novamente.

Foi até a cozinha, onde sua mãe postiça preparava o almoço.

“Carole, o que você acha da Rachel?” Ela não entendeu de primeira a pergunta, pediu que Kurt se explicasse melhor. “Você gosta dela?”

A mãe de Finn abriu um sorriso de orelha a orelha, depois voltou a vigiar as panelas.

“Eu tenho verdadeiro encantamento por aquela menina” Kurt sorriu, gostando da resposta, mas já sabia que escutaria algo do tipo de toda forma.

Atreveu-se um pouco mais e perguntou o que ela acharia se Finn e Rachel ficassem juntos. Os olhos de Carole brilharam e ela colocou as duas mãos na boca, tentando conter sua excitação.

“Não acredito!” Exclamou prontamente. “Aconteceu? Finn finalmente tomou juízo?”

Kurt começou a rir da expressão dela, depois pediu que ela falasse baixo.

“Não completamente, mas eu acho que tem coisa aí!” Disse olhando nos olhos de Carole que já começava a entender o recado. “E eu vou precisar de uma cúmplice”.

Ele, com certeza, encontrara a cúmplice mais fiel que poderia conseguir. Carole, como uma boa mãe, só queria o melhor para seu filho e não aguentava mais vê-lo a cada vez com uma garota diferente, uma com menos massa cinzenta que a outra. E por sua vez, sempre adorou Rachel. Poucas coisas a trariam mais orgulho do que vê-los juntos.

Kurt passou as instruções necessárias para ser uma boa ajudante de cupido, naquele caso, e ela teria de seguir tudo a risca.

“Mas eu não posso deixá-los sozinhos, Kurt. Eu seria irresponsável como mãe!”

O garoto soltou uma pequena risada constatando sobre o que ela falava.

“Carole, é uma graça, mas muito ingênuo você pensar que seu filho é virgem” Falou na lata, assustando a mulher que nunca tinha parado para pensar naquilo. “Mas você não tem mesmo com o que se preocupar, porque estamos falando da Rachel aqui. Ela é a pessoa mais santa que eu conheço”.

Com Carole mais aliviada, Kurt disse que iria para casa de Blaine. Pois tinha combinado de terminar o trabalho com Rachel logo no início da tarde; mas o fizera de propósito, porque pretendia demorar para voltar, dando tempo o suficiente para que ela e Finn interagissem bastante. Carole riu dos planos de Kurt e se despediu dele.

Ela pensou rapidamente no que poderia fazer, pois tinha de deixar seu filho e a futura nora, se tudo desse certo, sozinhos. Ainda não gostava muito da ideia, mas confiava plenamente no enteado. Terminou de arrumar a cozinha rapidamente, deu uma olhada na geladeira e na despensa e notou que precisava repor alguns mantimentos. Ótimo, desculpa perfeita. Foi até o quarto de Finn e perguntou se ele, que estava jogando videogame, queria alguma coisa. Refrigerantes e salgadinhos. Sorriu ao pensar que seu filho parecia uma criança grande.

Algum tempo depois de sua mãe ter saído de seu quarto, Finn escutou a campainha tocar. Bufou, irritado por ter que parar seu jogo. Foi atender a porta e se surpreendeu ao ver Rachel parada ali, já que não fazia muito tempo que seu irmão tinha saído. Prontamente ficou de bom humor, porque tinha adorado conversar com ela na outra tarde.

Ela sorriu de nervoso e amaldiçoou Kurt por pensamento, porque não tinha a possibilidade daquilo acontecer dois dias seguidos apenas por obra do destino. Logo, tinha dedo dele naquela história. Finn disse que o irmão tinha acabado de sair e ela teve sua confirmação. Ficou muito irritada e com vergonha, com medo de que Finn pensasse que ela o estava perseguindo em sua própria casa. Desculpou-se e disse que voltaria mais tarde, mas ele a puxou pela mão a impedindo.

“Não!” Finn disse, enquanto sentia uma sensação diferente, muito gostosa, ao tocar aquela mão pequeninha. “Não precisa ir embora, daqui a pouco ele chega” Abriu passagem, com um sorriso convidativo estampado na face; e Rachel entrou, ainda envergonhada. “Eu queria mesmo conversar com você”.

Rach engoliu seco, temendo o assunto que Finn queria tratar com ela. Eles sentaram no sofá, como da outra vez, um ao lado do outro. Ela estava se sentindo quente, devido sua timidez, mas não chegava a ser desconfortável. Olhava para o chão, até que Finn colocou a mão em sua perna, para que ela olhasse para ele. O que prontamente aconteceu, mas ela o fez com uma expressão assustada. Finn percebeu e rapidamente retirou sua mão, notando que Rachel não estava acostumada com proximidade, pois ele nem tinha o feito com más intenções.

“Você me desculpa por hoje?” Finn perguntou, olhando nos olhos dela.

“Te desculpar pelo o quê exatamente?”

Ele riu, admirando a capacidade de Rachel de não guardar mágoas.

“Hoje na escola, eu deveria ter te defendido” O peito dela se encheu de alegria ao ouvir aquilo. “Eu detesto quando os caras fazem essas coisas e logo com você que é tão...” Buscou a palavra correta. “doce” Sorriu satisfeito por ter encontrado a palavra perfeita. “Isso. Você é muito doce, Rach!” Enfatizou o que já tinha dito depois respirou fundo, sentindo-se mesmo culpado por não ter feito nada.

Ela estava feliz só por ouvi-lo dizer aquelas palavras de uma forma tão sincera.

“Bom, digamos que eu estou acostumada com esse tipo de tratamento vindo dos seus amigos” Riu, tentando levar sua trágica vida escolar para o lado cômico.

“É tudo uma questão dessa maldita pirâmide social, que eu não vejo o menor sentido. Mas não sei como você e Kurt conseguem sobreviver naquela escola estando na base dela” O que começou como um pedido de desculpas tornara-se um desabafo e Rach escutava a tudo atentamente. “E é por isso que eu dou atenção a coisas idiotas como ter de ser o quarterback, concorrer para rei e rainha do baile junto com a Quinn. Por isso também que nunca tentei entrar para o Glee Club” Finn tocara em um ponto que chamou a atenção de Rachel.

“Espera!” Ela o interrompeu. “Você queria entrar para o Glee?”

Ele sorriu envergonhado, porque sem querer tinha deixado escapar seu desejo secreto.

“Eu adoro música, ué” Tentou se explicar.

“E o futebol?” Rach perguntou, ainda surpreendida com a descoberta.

“Obrigação, eu preciso de atividades extracurriculares”.

Ela riu ainda desacreditada daquilo e ele a acompanhou. E então, já se sentindo completamente a vontade ao lado dele, levantou de repente, chamando a atenção de Finn para a sua espontaneidade. Disse que precisava escutá-lo cantar, então ia buscar o teclado do Kurt. Ele ficou com vergonha e disse que não cantaria na frente dela, porque já a tinha escutado e tinha a plena consciência de que não era tão bom quanto ela. Mas ela disse que era apenas por diversão, que não estaria avaliando ninguém. E com muito custo, e carinhas de cachorro que caiu da mudança da parte de Rachel, Finn aceitou.

“Eu vou buscar o teclado com você então. E ao invés de trazermos para a sala, levamos para o meu quarto, porque lá tem a minha bateria. A brincadeira vai ficar mais interessante”. Finn falou enquanto andavam em direção ao quarto do irmão.

Sem conseguir controlar, Rachel travou. Sua garganta ficou seca e sua respiração mais forte. Finn achou a reação dela bonitinha. Não estava acostumado com esse tipo de reação, geralmente as garotas falavam algo de conteúdo sexual explícito, muitas vezes até vulgar, quando tinham alguma chance de ir até o quarto dele.

Ele sorriu e abraçou Rachel pelos ombros.

“Ei, não se preocupa! Eu não vou roubar sua linda inocência, ô rainha da pureza” Disse rindo e andou na frente.

O que foi um grande erro, pois recebeu um belo tapa bem no meio das costas. Ele gritou de dor. Rachel riu, agora já mais controlada de seu susto inicial.

“Pra você aprender a não brincar mais com a minha timidez”.

Em resposta ele empurrou a cabeça dela, o que a fez cambalear para o lado, e os dois riram com a brincadeira.

Já no quarto de Finn, com o teclado posicionado em frente a bateria, Rachel procurava a tonalidade certa e ele terminava de encaixar os pratos na bateria. Para decidir a música, debateram por algum tempo até chegaram ao clássico “We’ve Got Tonite” do Bob Seger.

“Espera, mas como que eu vou saber quando é a minha vez de cantar e quando é a sua?” Finn perguntou, parecendo um pouco confuso sobre a logística de um dueto.

Rachel soltou uma gargalhada que ele achou muito gostosa.

“Você simplesmente sabe, Finn”

Ele ficou satisfeito com a resposta, por algum motivo confiava em Rachel.

E então ela começou a tocar e Finn sentiu um frio na barriga, mas aquela melodia o estava confortando. Logo começou a cantar, sentado no banquinho da bateria.

I know it's late Eu sei que está tarde

I know you're weary Eu sei que você está cansada

I know your plans don't include me Eu sei que os seus planos não me incluem

A voz de Finn automaticamente encantou os ouvidos de Rachel. Era rouca, era sexy, era passional. Ela sorria para ele enquanto o escutava cantar. Eles estavam se olhando nos olhos a todo o momento.

Still here we are Ainda assim estamos aqui

Both of us lonely Ambos solitários

Longing for shelter from all that we see Ansiando por abrigo de tudo o que vemos

Finn sentiu novamente a voz de Rachel tocar em algo novo dentro dele. No lado direito, não, esquerdo do peito. A paixão dela pela música não a deixava mentir, ela tinha de tratá-la com carinho, tinha de passar a verdade da canção. O que em algumas horas fez com que suas têmporas esquentassem, por talvez estar passando mensagens a Finn.

Why should we worry? Por que deveríamos nos preocupar?

No one will care, girl Ninguém vai se importar, garota

Ela sorriu, por notar a forma intensa que ele cantou, olhando no fundo de seus olhos. Finn também tinha um envolvimento forte com a música e suas vontades também estavam sendo expressas através de seus versos.

Look at the stars now, so far away Olhe as estrelas agora, tão distantes

We've got tonight Nós temos o hoje

Who needs tomorrow? Quem precisa de amanhã?

We've got tonight, babe, why don't you stay? Nós temos o hoje, babe, você não quer ficar?

Ambos começaram a sorrir demais, devido ao que a letra da música insinuava. Às vezes olhavam para o lado por vergonha, mas sempre voltavam a se olhar profundamente. Nenhum dos dois sabia se o outro realmente queria dizer aquelas palavras ou se apenas estava interpretando muito bem. O que, claro, estava gerando uma confusão muito grande na cabeça de ambos.

Chegou a vez de Finn começar a tocar sua bateria, deixou que Rachel continuasse a cantar.

Deep in my soul Profundamente em minha alma

I've been so lonely Eu tenho sido tão solitária

All of my hopes fading away Todas as minhas esperanças desaparecendo

I've longed for love Eu tenho ansiado por amor

Like everyone else does Como todo mundo faz

I know I'll keep searching after today Eu sei que vou continuar procurando a partir de hoje

Finn observou Rachel cantando aquela estrofe inteira sozinha. Ela estava tão entregue à música, tão emotiva, que ele não pôde tomar aquele pedaço dela. Ficou todo arrepiado só de ouvi-la. Soube naquele exato momento que ela enfrentava as problemáticas que cantou naquela parte da música. Sentiu vontade de abraçá-la, de dar colo a ela. De fazer com que Rach jamais se sentisse solitária novamente. Ele realmente tinha acertado, ela cantou tudo de coração.

So there it is, girl Então é isso, garota

We've got it all now Nós temos tudo agora

Finn estava segurando a vontade de voar por cima da bateria e do teclado e agarrar Rachel, mas estava começando a achar que as chances de ele falhar naquela missão eram muito altas. E Rachel o admirava como uma boba, enquanto tocava o teclado; ainda confusa, sem saber se Finn de fato queria dizer tudo aquilo ou se ele era realmente um bom intérprete. Ou as duas coisas.

And here we are, babe E aqui estamos nós, babe

What do you say? O que você diz?

Rachel levantou as sobrancelhas na hora da pergunta na música, depois soltou uma risadinha sapeca. Aquilo foi demais para Finn.

“Que eu te quero! Que te quero agora!” Finn gritava a resposta, mas apenas em seus pensamentos.

Eles começaram a cantar juntos o próximo refrão.

We've got tonight Nós temos o hoje

Who needs tomorrow? Quem precisa do amanhã?

Rachel levantou os ombros e os deixou cair logo em seguida, brincando com a letra da música, sempre com um sorriso no rosto. Finn achou adorável, como tudo o que ela fazia. Rachel era adorável. Ele não conseguia entender como demorou tanto para notar aquilo.

We've got tonight, babe… Nós temos o hoje, babe...

Finn se levantou de uma vez jogando as baquetas no chão. Rachel se assustou e também parou de tocar e cantar, olhando imediatamente para ele. Finn deu a volta nos dois instrumentos e chegou bem perto de Rach. Pegou a mão dela, convidando-a a se levantar. Assim o fez, com seu coração batendo na garganta.

“Why don’t we stay?”.

Finn complementou o pedacinho do refrão que faltava quando ele interrompeu a música; no momento sua boca estava quase colada a de Rachel. Ambos podiam sentir a respiração do outro tocar sua pele. Não recebendo nenhuma resposta e percebendo que Rach não recuara, Finn a abraçou pela cintura e encostou seus lábios nos dela prontamente. Ela não estava conseguindo se situar direito, tinha a impressão de que seu coração batia audivelmente. Então apenas se entregou ao beijo, logo repousando as mãos no pescoço dele e sentindo uma mistura de sensações únicas e inexplicáveis.

Notas finais
hmmmmm, atendendo a pedidos, mais beeeijo hehe

o que acharam do capítulo?
bjbj