Notas iniciais
oi amores! a maioria que acompanha aqui tbm acompanha its too cold outside, então sabe pq eu to demorando pra postar né. mil desculpas de novo. já to melhorando, graças a Deus (:

boa leitura xx

Finn e Rachel se beijavam fervorosamente, eles não conseguiam se desgrudar. Ambos os corações batiam acelerados e a temperatura corporal dos dois não parava de subir. Rach tentava se manter comportada, controlando sua vontade de avançar e ser mais ousada como da primeira vez que se beijaram; estava apenas com as mãos na nuca de Finn e acompanhava o ritmo de seu beijo. Ele, pelo o contrário, não conseguia se controlar mais. Então segurou Rach pelas pernas, colocando-as em volta de sua cintura, segurando a baixinha no colo. A respiração dela começou a falhar. Ela não queria que aquele momento acabasse. Finn sentiu sua cueca incomodar, tamanha sua excitação. Naquele momento ele estava enlouquecido por Rachel de uma forma que nunca, mesmo, pensou que estaria algum dia.

Levou-a em direção à cama, colocou-a lá e deitou em cima dela, voltando a beijá-la rapidamente, pois todo segundo que suas bocas passavam separadas parecia um desperdício. Sem demora tocou a barriga de Rach, por baixo da blusa, fazendo com que a região se contraísse instantaneamente. Finn cortou o beijo e a olhou com um sorriso no rosto. Estava adorando todos os reflexos involuntários de surpresa de seu corpo. Depois avançou no pescoço dela, arrancando um gemido baixo, e entredentes, de Rachel. Foi revigorante para ele ouvir aquilo e também a autorização que ele precisava para avançar um pouco mais. Pressionou seus corpos com força, dando atenção à parte inferior, fazendo com que Rachel pudesse sentir sua excitação. Ela, involuntariamente, gemeu mais uma vez, agora mais audível. Em resposta Finn deu um chupão forte em seu pescoço e começou a se movimentar mais constantemente em cima dela, mesmo os dois estando vestidos.

Ela estava quase se tremendo de tanto desejo, mas ao mesmo tempo começou a se apavorar com a rapidez que aquilo estava acontecendo. Quando Finn subiu mais a mão e tocou seu seio, ela percebeu que não queria tudo tão rápido apenas por estar na emoção do momento. Afinal, seria sua primeira vez, não podia deixar que acontecesse de qualquer maneira só por ser Finn. Então contraiu seu corpo e empurrou o do garoto com leveza, demonstrando que queria que ele parasse. Assim que ele o fez, ainda sem retomar completamente os sentidos, devido à tamanha tensão sexual entre os dois, Rachel levantou da cama com pressa. Abraçou seu corpo, ainda de costas para Finn. Não sabia o que dizer, estava com muita vergonha por ter deixado aquilo evoluir tanto, sabendo que não seria possível para ela prosseguir. Só tinha vontade de sair correndo daquele quarto, mas, provavelmente, não seria a atitude mais madura a se tomar.

“Ei...” Rach ouviu a voz de Finn atrás dela e percebeu que ele se aproximava. “Desculpa se eu me excedi” Ele quis confortá-la.

Ela se virou e já estava de frente com ele, o que quase os atraiu para que começassem tudo outra vez, porém se controlaram.

“Comigo as coisas não são assim, Finn. Então quem deve pedir desculpa sou eu, se te frustrei ou algo assim” Balançou a cabeça, envergonhada, achando-se patética. “Não vou te perturbar mais”.

Sorriu fraco e deu as costas para ele, decidida a deixar o quarto, mas foi impedida pela mão de Finn em seu ombro. Quando votou a olhá-lo percebeu que ele sorria abertamente e por um momento ficou em dúvida se aquilo era algo bom ou ruim.

“Deixa de ser boba, Rachel” Ele passou a mão no cabelo dela. “Fica aqui, a gente não precisa fazer nada” Abraçou-a pela cintura e selou seus lábios nos dela.

Ela olhou nos olhos dele e sorriu tímida. Perguntou a si mesma se não estava em mais algum sonho doce seu e que logo acordaria, mas tudo estava estranhamente real. Eles sentaram novamente na cama e começaram a conversar sobre assuntos aleatórios. Volta e meia, Finn roubava um beijo dela. Ele não estava entendendo bem o porquê de não ter dispensado Rach, como naturalmente teria feito depois de não conseguir o que almejava. Apenas se deu conta de que se sentia muito bem ao lado dela, além de que a liga entre eles era tão forte que tornava a missão de mantê-lo afastado quase impossível. A todo o momento ele a tocava, fosse na perna, fosse segurando sua mão e acariciando-a. Simplesmente não conseguia manter sua pele afastada da dela.

Algum tempo se passou até que Kurt finalmente chegasse. Procurou a amiga pela casa toda e ao não encontrá-la foi até o quarto de seu irmão, para perguntar se ela tinha aparecido. Estava um pouco decepcionado por pensar que ela tinha furado, mas ao dar duas batidinhas costumeiras na porta e abri-la logo em seguida, não pôde deixar de sorrir. Viu Finn abraçando Rach pela cintura e passando o nariz atrás da orelha dela, enquanto ela se encolhia, parecendo se arrepiar. Os dois ainda estavam sentados na cama dele. Finn sussurrou algo no ouvido da amiga do irmão e ela riu tímida. Disse que ele sonharia todas as noites com a voz dela, depois daquela tarde. Então Kurt coçou a garganta em alto e bom som, para que, finalmente, notassem sua presença. Eles deram um pulo da cama, assustando-se com a aparição repentina. Rachel estava vermelha como um pimentão e Finn a olhava com admiração, pois ainda não parara de se encantar com o jeito tímido dela. Kurt adorou o que viu, estava convicto de que seu plano começara muito bem. Mas também não poderia entregar, pelo menos à Finn, que estava mexendo os pauzinhos para que aquilo acontecesse, então agiu como se não se importasse.

“Desculpem atrapalhar, mas temos um trabalho para terminar, Rachel”.

Ela arregalou os olhos, confirmou com a cabeça e levantou-se de imediato, quase se esquecera do trabalho diante os acontecimentos daquela tarde. Ela acenou para Finn, despedindo-se, mas ele não se deu por satisfeito. Puxou a morena, fazendo com que ela se sentasse em seu colo e selou seus lábios nos dela demoradamente. Kurt quase saltitou de alegria por poder presenciar de primeira mão aquela cena.

Com a despedida, enfim digna, terminada, Kurt puxou Rachel para seu quarto. Ela já estava vermelha, sabendo tudo o que a esperava. Mal chegaram e Kurt já trancou a porta e começou a gritar e a pular em volta da amiga. Ela se envergonhou ainda mais por ter certeza que Finn poderia escutar o escândalo do irmão de onde ele estivesse na casa. E com esse argumento, conteve Kurt, com muito esforço.

“Eu sabia que vocês só precisavam de uma mãozinha” Hummel disse, com um tom bem humorado.

“Eu quase quis te matar por isso, mas de repente a raiva passou” Rachel se permitiu brincar também.

Kurt perguntou se ela tinha contado para ele toda a verdade e Rach se irritou, afirmando que não aguentava mais aquele assunto. Finn nunca saberia que fora ela a atrevida da noite da festa e ponto. E então o amigo teve o argumento que precisava.

“Bom, de toda forma hoje ele não estava vendado pelo o que eu percebi” Um sorriso bobo começara a se formar na face de Rachel. “E no mísero tempo em que eu estive lá ele não conseguia tirar os olhos de você”.

Eles se olharam cúmplices, depois Rachel escondeu seu rosto em suas mãos. Estava tão feliz, mal podia acreditar no que tinha acontecido.

Rach contou tudo o que aconteceu durante todo o tempo em que esteve sozinha com Finn, ficando extremamente feliz por não ter travado em nenhum momento e ter conseguido estabelecer uma conversa adolescente normal, sobre garotos, com seu melhor amigo. A vergonha não desapareceu, pelo contrário, esteve sempre presente, mas ela tomou a decisão de não deixar que sua ansiedade interferisse no seu dia-a-dia da mesma forma como antes: impedindo-a de contar segredos a seus amigos, de desabafar ou de até mesmo tocar no nome do garoto de que tanto gostava. Não fora fácil aquele primeiro passo, pois ela contou tudo, até do amasso com Finn em cima da cama dele. Chegou a suar frio e até a gaguejar, mas pensou que se não fosse radical não conseguiria vencer aquela limitação.

Kurt notou o esforço que a amiga estava fazendo e se impressionou, pois Rach nunca havia tentado nada por ela mesma antes. Aquilo também o deixou de fato muito feliz, pois era um ponto a mais para a autoestima dela que estava começando a se desenvolver.

No outro dia na escola, trataram de atualizar Santana sobre os últimos acontecimentos; sendo Kurt quem falara mais, mas Rach também tentou contar algumas partes. A latina sorria, sentindo-se orgulhosa da amiga que sempre fora retraída e nunca aproveitara nada da vida.

“Berry, a cada dia você me surpreende mais! Vem aqui e me dá um abraço, porque eu estou sentindo orgulho da minha cria” Puxou a amiga e a abraçou, enquanto os três riam da situação. “Só acho que não tinha o porquê de você não ter aproveitado até o final. Quero dizer... Você não é louca pelo cara?” Sant se esforçou ao máximo para não chamar Finn de nenhum apelido que tinha inventado especialmente para ele para não arruinar o momento.

Rach riu fraco e encarou a amiga.

“Estava muito rápido, Santie. Não acho que minha primeira vez deveria ser daquela forma” Tentou explicar-se e Santana engoliu, sabendo que a amiga ainda tinha vários valores tradicionais e respeitava aquilo por ser parte da individualidade dela.

Mesmo que às vezes tentasse fazer com que Rachel se soltasse mais, Sant nunca passara do limite com ela. Sempre soube até onde ir para ajudá-la sem ferir seus valores. O que não significava que ela entendia a razão.

“Mas então, você já o viu hoje? Eu já estou finalmente livre daquela perseguição?” Sant quis saber.

“Não e não sei” Rachel respondeu na lata.

Ela não sabia o que tinha significado para Finn o momento deles e tentava ao máximo não se iludir; por mais difícil que fosse com Kurt e Santana, e sua própria imaginação, enchendo-a de fantasias. Mas ela tentava estar pronta para tudo. Quem sabe ele a visse e a beijasse outra vez, ou quem sabe até participaria do bullying contra ela para afastá-la completamente, afinal a popularidade era muito importante para ele e ela sabia disso. Eram muitas opções na mente de Rach e ela só queria estar preparada, mesmo sabendo que não estaria. Para nada.

Chegou a hora do intervalo e eles dois ainda não tinha se esbarrado pelos corredores. Ela foi servir sua comida, tentando não pensar nas mil minhocas que sua cabeça formulava. Quando virou para ir em direção a sua mesa, com seu prato já cheio em cima da bandeja, um grandalhão, que estava junto com seu grupo costumeiro de jogadores de futebol, empurrou a bandeja em cima dela, derrubando toda a comida em seu vestido. Ela sentiu a garganta apertar quando olhou para o lado e viu Finn observando a cena. Ele estava ao lado de Karofsky, o garoto que fizera tal maldade, e mais uma vez não sabia o que fazer. Olhou para o outro lado e coçou a nuca, sentindo-se mal por não tomar nenhuma atitude; mas, a seu ver, não havia o que ele poderia fazer naquela situação.

Rachel engoliu o choro enquanto escutava as risadas em todo o refeitório ficando cada vez mais altas. Só aí então que Santana percebeu o que tinha acontecido e correu para socorrer a amiga. Empurrou Karofsky, que ainda ria e apontava para Rachel.

“Acho melhor você ir embora daqui, porque eu estou pronta pra te mostrar toda a conduta de Lima Heights! Eu tenho navalhas escondidas pelo meu cabelo, tá tudo aqui em cima” Fez gestos ao redor da cabeça, para enfatizar sua ameaça.

Logo Karofsky e seu bando, acompanhados de Finn, que recebeu a pior das encaradas de Santana, saíram do local, sentindo medo de que as ameaças da latina fossem verdadeiras. Ela puxou Rachel pela mão para o banheiro e a ajudou a se limpar. Kurt também foi, não se importando com seu gênero, apenas queria ajudar sua amiga. Naquele mesmo dia, ele também foi humilhado. Levou um banho de raspadinha, estragando sua blusa nova da prada. O bullying no McKinley High

School

a cada dia piorava e ninguém parecia se importar; a não ser, claro, as vítimas.

Mas tarde, assim que chegou a sua casa, Kurt estava transtornado com os acontecimentos daquela manhã e a intensidade com que Rachel ficara triste fez com que sua raiva se tornasse insana. Então foi até o quarto do irmão, imediatamente, tirar satisfações por sua falta de atitude naquele dia.

“Você precisa começar a entender o que realmente tem valor, Finn!” O sermão começara e o garoto não contestou, porque sabia que merecia cada palavra. “A Rachel é uma garota boa, que não se envolve nunca com ninguém e ela estava aqui com você ontem. E o que você fez hoje quando o ogro do seu amigo a humilhou em frente a toda a escola?” Finn ficou em silêncio, olhando para o chão. “EU ESTOU FALANDO COM VOCÊ!” Kurt se exaltou.

“Eu sei, tá legal!?” Soltou todo o ar que conseguiu em apenas um sopro forte. “Ela é ótima. Mais que isso, ela é absolutamente incrível!” Suspirou lembrando da química existente entre os dois, do encaixe perfeito do beijo. “Mas você pode, por favor, entender que se eu fizer alguma coisa eu vou ser o próximo?” Falou agora olhando para o irmão. “É assim que funciona, Kurt! Ou você concorda, ou você também vira vítima. A não ser que você seja a Santana, obviamente”.

“Como se isso tornasse sua falta de atitude menos grotesca” Fez uma pausa. “Isso só demonstra o quanto você é covarde, Finn!” Kurt cuspiu verdades no irmão e se retirou do quarto.

Finn engoliu aquelas palavras e sentiu o gosto amargo descer por sua garganta. Kurt tinha razão em tudo que falara. Ele era um covarde. Não entrara para o Glee club por covardia, não dissera para Quinn que não queria fazer campanha nenhuma para baile por covardia, não largara o futebol por covardia, não tomava uma posição diante a situação alarmante de bullying em sua escola por covardia. Ele era um covarde da pior espécie. Mas não havia outra forma de sobreviver ao colegial sem grandes traumas.

Passou algum tempo refletindo sobre todos os assuntos que rodeavam sua cabeça e como sempre parou no mesmo: garotas. Rachel agora dividia os pensamentos de Finn com a garota misteriosa, que ele ainda tinha a convicção de que era Santana. Ele ainda sentia a necessidade de ter a confirmação de que a tinha descoberto, mas para isso teria de investir mais. Mas por outro lado, o tempo que passou com Rachel fora tão bom que ele não poderia simplesmente abrir mão. Finn precisava se encontrar com ela outra vez. Ele queria senti-la em seus braços mais uma vez. E, não como as outras, não pensava em só devorá-la. Queria estar com ela, queria conhecê-la melhor. Mas na escola não seria possível, pois o prejudicaria querendo ou não. Foi aí então que teve uma ideia.

Rachel escrevia em seu diário, pesarosa, contando o quanto fora boba em pensar, por um segundo, que Finn a acudiria. Existem sonhos que simplesmente não se realizam, ela sabia disso como ninguém, mas deixara-se iludir pelo encantamento daquele momento de sua vida. Odiou-se por pensar que estaria com Finn novamente, em um piscar de olhos, se assim ele quisesse, se assim pedisse. Talvez fosse o reflexo de sua falta de amor próprio, mas a verdade é que ela, de certa forma, entendia porque ele não abria mão da popularidade. Se ela pudesse não levar banho de raspadinha quase todo dia, também optaria por essa opção.

Seu celular tocou e ela quase não atendeu, por se tratar de um número desconhecido, mas ela se deu por vencida por pensar que, talvez, pudesse ser algo importante.

“Rachel!? É o Finn, tudo bom?” Ela sentiu sua garganta trancar com a surpresa, mas se esforçou para responder. “Peguei seu número no celular do Kurt, espero que não se importe” Ele disse simpático e ela confirmou que não tinha problema. “Eu queria me explicar, tem como a gente se encontrar?” Ela aceitou. “Não pode ser aqui, porque meu irmão está com muita raiva de mim. O clima está estranho”. Ele disse pesaroso.

“Bom, meus pais estão trabalhando. Se quiser, pode vir pra cá”.

Foi a vez dele de sentir a garganta trancar. Ficar sozinho em uma casa com Rachel outra vez, sem poder fazer nada, seria difícil; mas ele teria de tentar.

“Claro, me passa o endereço que daqui a pouco eu chego aí”.

Notas finais
a blusa do kurt é tipo assim, gente: http://www.raffaello-network.com/item_images/psh-ucm6081ehh-f0216-t.jpg
n é relevante pra história vcs saberem disso, mas só quis mostrar como eu imaginei haha

bom, oq acharam do cap?