Notas iniciais
Heeeeeeeeeeey, people!
Desculpa pela demorinha hehe
Hoje eu não estou muito faladeira nas notas não rs Então nos vemos lá embaixo!

BOA LEITURA! Espero que gostem *-*

Finn sonhava com um momento que para ele só poderia ser descrito como mágico. Ele estava ao lado de uma forma feminina que o fazia se sentir em casa. Não podia ver quem era, mas sentia ser a garota misteriosa da brincadeira na despensa. Eles estavam em um ambiente que envolvia música, risadas e muita cumplicidade. Os dois se entendiam facilmente, com uma normalidade impressionante. Finn sentira uma dose grande e forte de conforto ao lado daquele ser. Quando a sombra da mulher se aproximava dele, quando ele quase pôde sentir o gosto do beijo dela, foi retirado de suas fantasias pelo barulho incessante de seu despertador.

Rachel estava, naquela manhã de segunda-feira, em uma das aulas que tinha junto com Finn. Ela estava tão agitada emocionalmente que mal conseguia ficar parada. Não queria ter que olhar tão cedo para o garoto que beijara escondido, mas não teria escapatória. Torceu veemente para que ele matasse aula, já que era um costume dele. Um que ela não aprovava, diga-se de passagem, mas convinha no momento. O professor começou a aula e ela estava esperançosa, já que Finn ainda não tinha chegado. Mas poucos minutos depois que ela começara a copiar a matéria do quadro, escutou-se batidas na porta e a figura grande do rapaz se fez presente, pedindo autorização ao professor para entrar atrasado.

O corpo dela ficou rígido na cadeira e ela teve que controlar a respiração aos poucos para voltar ao seu normal. Kurt, que estava sentado ao seu lado, segurou sua mão, demonstrando apoio. Ele não entendia o porquê, já que era tudo uma questão de serem honestos com Finn e, quem sabe, um romance entre os dois desenrolaria. Mas já que a amiga tomara sua decisão e precisava de sua compreensão, ela teria.

Finn quase dormira naquela aula, a qual ele mal podia se lembrar do que se tratava. Só pensava em formas criativas de abordar Santana, pois sabia que não seria fácil conquistar a latina. Conhecia o gênio dela muito bem, afinal, sempre acabava sobrando para ele quando ela estava enraivecida e precisava descontar em alguém.

Assim que o professor liberou a classe, Finn foi o mais rápido que pôde para o treinamento das Cheerios, onde sabia que poderia encontrar seu alvo. Chegou ao local rapidamente e aguardou na saída do vestiário, pois o treino das garotas já tinha terminado. Ele esperou até que Santana saísse de lá, com seu andar costumeiro e imponente, tomando conta do corredor. Finn a segurou pelo braço e a levou para um vão entre duas salas. Santana não só parecia surpresa, como estava. Era costumeiro que garotos tivessem algum tipo de obsessão por ela, mas nenhum se atrevera a tanto quanto ao que Finn já fizera em apenas duas investidas. Ela decidiu não o empurrar, para atacá-lo no psicológico, onde seria pior; apenas o encarou feio. Finn, que já previa aquela ação, esforçou-se em aperfeiçoar sua arma mais poderosa: seu sorriso torto.

“Eu e você, Breadstix, te pego às oito. O que me diz?” Finn falou com a voz rouca.

Santana até achou interessante, mas sentiu vontade de rir. A situação em si não era favorável para Finn e ele nem podia saber o porquê. Ela não resistiu ao mal que existia dentro dela e brincou com a gola da blusa dele, deixando que sua unha encostasse de leve na pele embaixo do pano, arrancando arrepios do garoto.

Quando Finn a olhou boquiaberto, surpreso e contente por ter sido aparentemente tão fácil, Santana soltou uma gargalhada em alto e bom som, deixando-o confuso.

“Não acredito que você ainda está insistindo nisso, Finessa”.

“Eu só quero que você admita que estava lá, porque eu não consigo tirar aquele momento da minha cabeça”.

Santana o olhou, no fundo compreensiva. Rachel estava da mesma maneira e com certeza adoraria ficar sabendo daquilo. Mas não deixou transparecer que se importava. Ela simplesmente deu as costas, deixando Finn para trás. Mas ele a acompanhou e insistiu naquela sentença. A latina bufou.

“O que é?” Santana indagou o encarando e Finn se pôs muito confuso sobre aquela pergunta. “Pode me contar, Frankenteen! Eu quero saber o que você anda usando para de repente ficar com a mente tão fértil” Sant riu ironicamente e ele soltou o peso nos ombros, sabendo que já deveria esperar algo do tipo vindo da latina. “Remédio para controlar o peso eu tenho a certeza que não” Por fim ela passou a mão na barriga dele e voltou a andar pelo corredor, deixando-o para trás.

Depois da aula, Santana foi para a casa de Rachel para tentar convencer a amiga de fazer algo em relação a tudo aquilo, pois tinha a certeza de que Finn a queria. Apenas não sabia ainda. E além disso, ainda tinha a parte de que aturar as investidas dele não estava sendo nada agradável.

“Você falou O QUE?” Rachel perguntou abismada.

“Que remédio para controlar o peso eu tinha certeza que não” Repetiu o que dissera mais cedo enquanto morria de rir e levava vários tapas, muito fortes, de sua amiga.

“O Finn não é gordo, Santana!”

Rachel se irritava toda vez que a amiga insultava Finn daquela maneira, pois não podia achar o corpo dele melhor. E na realidade Santana também achava que ele tinha um corpo aceitável, mas depois que o viu se ofendendo quando outra garota o chamara de baleia, nunca mais largou do seu pé. Talvez ela gostasse de ir diretamente a ferida, porque assim os outros sempre estariam vulneráveis e com um pé atrás, ela não. Não poderia admitir que alguém invadisse sua muralha emocional que construíra com tanta dificuldade.

“O ponto não é esse, Berry!” Sant ainda ria da expressão da amiga, que estava bastante enfezada. “Ele disse claramente que não consegue te tirar da cabeça!”

Rachel ruborizou. Pensar que Finn realmente poderia desejá-la de verdade fazia com que um calor forte esquentasse suas têmporas. Mas lá no fundo ela não acreditava nisso, porque não tinha confiança nela. Tinha a plena certeza de que quando Finn descobrisse que fora ela a menina que teve a ousadia de sentar em seu colo naquela noite, inventaria alguma desculpa para ir embora e a deixaria com um abismo no peito dez vezes maior do que aquele que ela já se acostumara.

Santana reparando a reação da amiga, que parecia perdida, continuou a falar.

“Você pode ir ao Breadstix, no encontro que ele queria marcar comigo” Ela fez uma pausa e olhou nos olhos da amiga, tentando encorajá-la. “Porque se pensar bem, na verdade não é comigo que ele quer ter um encontro” Sorriu para a amiga ao final da sentença, mas não pareceu funcionar.

Rachel começara a sentir algumas lágrimas querendo se apossar de seus olhos. Em um momento a ideia de ir aquele encontro pareceu muito bonita na sua cabeça, mas na realidade estava fora de cogitação. Sant acariciou o rosto da amiga, limpando a primeira e única lágrima que escapou.

“Eu não vou” Rachel disse por fim. “E nós ainda temos que fazer aquele trabalho na casa do...” Ela engoliu seco. “Kurt”.

“Olha como você fica quando é algo relacionado a ele! Vai ter que ir a casa dele, para fazer trabalho com o irmão, e está toda travada!” Santana resmungou. “Rachel, isso não faz o menor sentido. Eu vou contar pra ele que é você e tudo vai terminar bem, só confia em mim”.

“Não!” Rachel implorou. “Por favor, Sant, não faz isso comigo!”

Assim que Rach terminou sua fala o telefone da latina tocou. Ela olhou na tela e sorriu para amiga ao ler o nome de quem ligava. Mostrou pra Rachel, que imediatamente tentou tomar o telefone da mão dela, para que não atendesse. Mas Santana foi mais rápida.

“Perseguição agora, Orca?” Rachel lançou um olhar bravo, fuzilando Santana. Finn fez mais uma tentativa de levá-la ao Breadstix. “Eu já te falei que eu não sou quem você está procurando!” Rach ajoelhou aos pés da amiga implorando que ela não contasse. Finn disse que não importava se ela não queria admitir ainda, mas que aceitasse o convite dele. “E sobre o Breads...”.

“ACEITA! ACEITA!” Rachel exclamava com veemência para a amiga, tomando cuidado para que não fosse escutada do outro lado da linha.

Santana pediu para que o garoto esperasse um minuto e abafou o telefone em sua pele.

“O que eu vou ganhar com isso, Rachel Berry?” Santana sussurrou com grosseria, o que fez parecer que ela gritava em um volume baixo.

Rachel passou as mãos nos cabelos rapidamente, demonstrando todo seu nervosismo. Ela tentava pensar rápido, mas não agia bem diante qualquer pressão. Então se lembrou da conversa que estavam tendo minutos mais cedo e teve uma ideia.

“Eu faço a sua parte do trabalho!” Sant abriu um sorriso apreciando a proposta da amiga. “Toda ela. E faço bem feito!”

E então Santana voltou a falar no celular. Chamou por Finn, perguntou se ele ainda estava na linha.

“Não se anime muito, Frankenteen” Respirou fundo, não acreditava que estava prestes a dizer aquilo. “Mas eu vou com você hoje! E espero que você tenha a consciência de que eu não pretendo gastar nada”.

Finn respondeu animado e combinaram os detalhes. Ele tentou jogar uma cantada ao final da ligação, mas Santana riu. Assim que desligou o telefone, olhou para a amiga, incrédula. Sant estava confusa, então perguntou para Rachel porque ela mandara que fizesse aquilo. Apreciava muito a ideia de não ter que fazer o trabalho e comer de graça, mas queria entender os motivos da amiga.

“Assim não vai ter chances mesmo de algum dia ele desconfiar de mim” Rach disse com a cabeça baixa. Santana bufou e levantou o rosto na amiga, segurando em seu queixo.

“Mas eu não vou assumir o seu papel e dizer que fui eu em hora nenhuma!” Santana afirmou e Rachel concordou, balançando a cabeça afirmativamente. A latina soltou todo o ar do peito pensando em várias possibilidades daquele plano dar errado. “Você já pensou que ele pode tentar me beijar? Ou simplesmente me pegar desprevenida?” Sant fez a pergunta direta, já que era importante que fosse feita.

Rachel engoliu seco, não queria pensar naquela possibilidade, mas seria infantil se a excluísse. Ela estava fugindo da procura de Finn, então não teria o direito de sentir ciúmes caso ele beijasse alguém.

“Então você faz o que quiser”.

Santana fez uma expressão de nojo, dizendo que jamais beijaria Finn por vontade própria. Rachel não entendia a repulsa que a amiga tinha por aquele que era dono do seu coração, mas nunca se atreveu a perguntar.

Santana fora para sua casa dormir antes de ter que enfrentar o encontro com Finn e Rachel aproveitou para ir para a casa de Kurt mais cedo, pois tinha muito para contar ao amigo. Mas chegando lá a Lei de Murphy se fez presente e quem abriu a porta foi um gigante de quase dois metros. Rachel sentiu seu corpo ficar duro por fora e completamente trêmulo por dentro. Ele, reconhecendo a amiga de seu irmão rapidamente, abriu-lhe um sorriso pequeno, que saíra da forma favorita de Rach. Ela se controlou para não agir que nem uma boba, pois era como ela se sentia, e simplesmente entrou quando o rapaz abriu espaço, dando-lhe passagem. Nada disse.

“O Kurt não chegou ainda, você pode esperar ali no sofá”. Finn dirigiu-se a ela e apresentou-lhe a sala, como se ela nunca tivesse estado ali.

Rachel se sentou prontamente, ainda sem conseguir proferir nenhuma palavra. Olhou para a tv e estava passando um show do Bruce Springsteen. Sorriu e logo reconheceu a música. Por costume, sem perceber, começou a cantarolar a música.

Finn fora até a cozinha com a intenção de pegar alguma coisa para comer e depois se trancar em seu quarto, já que Rachel estava na sala e eles não se falavam muito. Mas Carole logo perguntou quem era e quando lhe foi dito, Finn foi obrigado por sua mãe a fazer sala para a menina até que seu irmão chegasse. Geralmente Carole, que adorava Rachel, era quem a acompanhava nessas situações, mas naquele momento ela estava na metade de uma receita de bolo, não podia parar.

Então Finn voltou para sala, um pouco envergonhado por ter certeza de que o clima ficaria chato, mas escutou do corredor a voz de Rachel cantando “My Hometown”. A sonoridade da voz daquela garota o trouxera paz. Tocou em algum lugar especial dentro dele. Finn sorriu sozinho e entrou lentamente na sala, para que Rach não reparasse a chegada dele e parasse de cantar. Ele ficou em silêncio atrás do sofá até que a música acabasse, depois aplaudiu. Rachel levou um susto. Só não gritou muito, muito, alto, porque colocara a mão na boca a tempo. Finn riu de leve e se sentou ao lado dela. Rach estava corada e com o coração batendo na garganta.

“Você tem uma voz incrível, sabia?” Finn a elogiou.

Rach riu baixinho, de nervoso, depois confirmou balançando a cabeça.

“Sabia” A resposta da garota arrancou uma risada gostosa de Finn que foi acompanhada por ela.

“Tá certa, tem que conhecer o próprio talento” Ele olhou para ela e depois para a tv onde ainda passava o show do Bruce e fez uma expressão engraçada. “Jamais passaria pela minha cabeça que você ao menos conhecesse o The Boss, quanto mais saber cantar alguma música!” Ela colocou a mão no peito e se fez de ofendida. Ele não sabendo se era de verdade ou de mentira, tentou amenizar sua fala. “Quer dizer, você e o Kurt são muito ligados naqueles musicais, então não pensei que também gostasse de músicas assim”.

“Tem muitas coisas que você não sabe, Finn” Rach disse, no automático, arrependendo-se logo em seguida. Ele entenderia que ela estava flertando com ele e toda a conversa mais longa que já tiveram até o momento iria água abaixo.

E ela acertou, ele realmente pegou no ar seu flerte espontâneo. Mas ao invés de esnobá-la como pensou que faria, Finn sorriu olhando para o chão por alguns segundos, depois voltou a encará-la.

“Então eu espero que você me deixe saber!”

Rachel, apesar de ter corado, tentou agir normalmente e voltou a olhar para a televisão. Por incrível que pareça, conseguiu puxar assunto sobre a musicalidade e energia daquele senhor de sessenta e quatro anos e o assunto sobre música rendeu. Ela descobriu que ele gostara de vários musicais que Kurt o obrigara a assistir, mas que negaria até a morte caso ela contasse para alguém. E ele, por sua vez, mudou a concepção de que Rach era alienada em apenas uma vertente musical. Ela era, na verdade, bastante eclética.

Eles estavam em um ambiente que envolvia música, risadas e muita cumplicidade. Os dois se entendiam facilmente, com uma normalidade impressionante. Finn sentira uma dose grande e forte de conforto ao lado de Rachel. Em algum momento, e sem saber como, os dois olharam um para o outro ao mesmo tempo e como estavam um ao lado do outro no sofá apertado, seus rostos ficaram muito próximos. Rach captou o momento em que Finn olhou para sua boca. Ela engoliu seco. Ele sentiu uma vontade absurda de realmente beijar a amiga de seu irmão, mas quando finalmente tomara coragem para se aproximar, ouviu o barulho da porta se abrindo e os dois se afastaram rapidamente.

Finn se levantou, despediu-se de Rachel com um sorriso e um aceno de longe e foi para seu quarto, já que seu irmão acabara de chegar e ele não precisava mais fazer sala. Não que ele não tivesse gostado de passar um tempo com Rach, muito pelo contrário. Ele tinha adorado a companhia da menina, a sua conversa, o seu sorriso que parecia ser diferente quando visto de perto e claro, Finn sempre achou Rachel linda. Era sempre muito agradável estar na presença de garotas tão bonitas e que, de certa forma, tinham um brilho especial.

Mas ele tinha outras prioridades naquele momento. Precisava fazer Santana admitir que estivera com ele na despensa, conquistá-la e quem sabe, conseguiria levar a rainha da maldade para a guerra dos lençóis.

Notas finais
1. Quem conseguiu notar a semelhança do sonho do Finn com o momento com a Rachel sem ler isso aqui vai ganhar um prêmio.

2. Eu mais uma vez citei o The Boss em uma fic, mas é porque, xôexplicá, quando eu tava procurando alguma banda ou cantor nos meus pensamentos pro Finn e a Rachel gostarem, só me vinha esse senhor a cabeça. Então eu vou fazer o que? USHUASHSU

Enfim, apreciem a música que a Rach cantarolou no capítulo:
http://www.youtube.com/watch?v=1NI-lYfy5mo

E me digam tudo o que acharam fazenufavô suashush
beeeeeeijo