Hey Lord!
5 Sua governanta, briguenta
Notas iniciais
Pov. Keyko
Acordei muito cedo hoje, de novo. Porém tive que ajudar o Sebastian com algumas coisas na casa antes de ir a escola, então o jovem mestre teve de ir na frente.
Cheguei poucos minutos antes do sinal bater. Quando eu cheguei na escola fui direto para sala, mas me assustei muito ao entrar e passar pelo corredor.
"Não! Não Não! Como isso foi acontecer?!"
Eu olhei os papéis espalhados pelas paredes e armários, nas mãos dos alunos e no chão. O desespero tomou conta de mim e comecei a arrancar os papeis de tudo e todos. Até que as pessoas repararam os desenhos eram meus. Eles riam de mim como se estivessem num circo e eu fosse o palhaço.
Eles me humilharam de novo, não sabia o que fazer. A mesma garota de ontem apareceu na minha frente jogando centenas de outras cópias, eu cai de joelhos no chão e comecei a recolhe-las desesperadamente. Ela saiu dali rindo.
Eu havia arrumado os papéis num monte enorme, mas sabia que haviam muitos outros por ai e meus maior medo era...
– Keyko! -uma voz fria se referia a mim- o que significa isso?- ele perguntou furioso
Levantei os olhos, e lá estava ele, Ciel, me encarando friamente e exibindo três folhas de papel a minha frente.
"Droga, já era meu emprego"
– B-bocchan, eu posso explicar- tentei falar, mas o medo não deixava
Ele continuou me encarando, mas estendeu a mão.
– Anda, levante-se!
Eu aceitei a ajuda e me levantei com o monte de papéis nas mãos. Ele ignorou e foi comigo até a sala, sem falar nada. Chegando la eu joguei todas cópias dos meus rabiscos no lixo, mas ele não fez o mesmo. Ele apenas olhou para as folhas mais uma vez.
– Porque fez isso?- ele me perguntou indiferente
– D-desculpe, eu apenas desenho o que me vem a cabeça... Não foi por mal, nem pra zoar, eu juro
– Esta tudo bem...- ele pareceu cabisbaixo- depois vamos falar com o diretor
Eu observei seu olhar distante, alguma coisa estava deixando ele chateado.
– O que houve jovem meste? O senhor disse que estava tudo bem, mas o que houve?
– É que...- ele abaixou a cabeça- alguns alunos ja viram o Sebastian, e eles estão... me chamando de gay
Eu arregalei os olhos, o que foi que eu fiz?!
– Bocchan, por favor me perdoe não foi por mal, não é nada disso, eu juro!
– Ora! Cale-se! Eu ja disse que esta tudo bem!- ele disse elevando o tom de voz bravo
Eu só tentei ajudar, não precisava de me tratar assim. Uma pequena lagrima surgiu no canto de meus olhos e escorreu pelo meu rosto. Tomei os desenhos da mão do garoto, os rasguei e joguei fora. logo após isso me sentei e não desviei meu olhar da aula nem por um segundo.
Não falei com ele o dia todo, fiquei chateada com tudo o que houve. Não comi nada na hora do almoço, apenas sai pela escola em busca dos outros papéis, eu estava tão furiosa com aquela garota que se o slender aparecesse agora eu faria um pacto com ele e mataria ela.
Eu estava vagando por corredores e mais corredores, as folhas pareciam não acabar nunca.
Até que ela apareceu na minha frente, com mais dezenas delas. Ela começou a rir.
– A inutilzinha até desenha bem
Eu a ignorei e continuei andando pelos corredores. Ela ficou brava, e continuou me seguindo, até chegarmos num corredor com um pouco mais de gente.
– Ei, favelada, não me ignore!
Eu parei de andar, porém continuei de costas pra ela. Serrei os punhos de ódio. Continuei em guarda.
– Então fa-ve-la-da, de quem você roubou isso?
– Ha, muito engraçada- eu disse sarcástica- de uma inútil como você é que não foi
– Ora, tomou coragem pra falar? E agora vai me assaltar pra pagar as contas da sua família adotiva pobre ? Ou ja cuidou de armar um golpe no viadinho?
Antes que ela terminasse de formular a ultima pergunta eu parti pra cima dela. Dei um soco em seu rosto, e uma rasteira que a fez cair no chão.
– Não se refira desse jeito a minha família vadia- eu a puxei pelo cabelos- e nem ao Ciel!
Todos estavam olhando pra mim, ela chorava e gritava. Sua boca estava sangrando. Eu a soltei e ela caiu no chão.
– Não me subestime só por ter entrado aqui por bolsa, isso prova que mesmo sem dinheiro eu tenho tantas chances na vida quanto você!- eu disse fria olhando para o sangue dela no chão- eu dou valor as coisas que eu tenho por nunca ter o que quero, diferente de você que gasta seu dinheiro numa ótima escola e não estuda
Ela queria falar algo, mas antes ela saiu correndo, enquanto vários alunos estavam morrendo de medo de mim correram para chamar alguém.
– Tem razão favelada- ela gritou enquanto corria mancando- eu gasto mesmo meu dinheiro nessa escola porque eu tenho, diferente de você, que tem que ser empregadinha de um projeto de viado pra pagar as dividas da família
Isso me deixou mais furiosa ainda, comecei a correr atras dela. Eu me aproximei bem rápido, e chutei novamente na canela, e ela caiu de cara no chão com tudo.
– Não é da sua conta o que eu faço ou deixo de fazer- eu disse pisando com meu all star sujo com o sangue da boca dela que estava no chão em suas costas- não tente humilhar mais ninguém, muito menos meu mestre
Mesmo caída ela riu, eu pisei com força em sua cabeça, mas ela não parava de rir.
– Vai com seu mestre cachorra, vai la, faz o que ele manda pra ganhar sua comida- ela disse se levantando
Eu sou muito briguenta e perco a calma com mais facilidade que qualquer outra coisa, eu ia partir pra cima dela de novo, mas algo me puxou pra traz com força.
Notas finais
desculpem os erros de portugues ^^
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