Hey Lord!
6 Sua governanta, vai a diretoria
Notas iniciais
Pov. Keyko
Eu sou muito briguenta e perco a calma com mais facilidade que qualquer outra coisa, eu ia partir pra cima dela de novo, mas algo me puxou pra traz com força.
– O que pensa que esta fazendo? -uma voz masculina disse
Eu tentei puxar meu braço, mas ele era mais forte que eu. Me virei, era um rosto desconhecido, tinha cabelos loiros, olhos verdes e usava óculos, tinha cara de ter por volta de mais ou menos vinte e três anos.
– Não pode fazer esse tipo de coisa- ele me disse sério- ainda bem que me chamaram aqui a tempo, me acompanhe até a diretoria
– C-claro -minha voz falhou por conta do medo
"ÓTIMO KEYKO, TUDO O QUE VOCÊ PRECISAVA AGORA!"
***
Pov. Ciel
Eu precisava pedir desculpas a ela, de novo. Que droga! Eu andei por alguns corredores e comecei a escutar alguns gritinhos e muitas vozes que pareciam assustadas, me aproximei para tentar ver. Eu poderia ter ficado na minha e nunca ter visto aquilo.
Apenas em um relance, vi o chão com sangue, a garota que humilhou Keyko caida do chão rindo e ela furiosa. Não demorou para que algumas pessoas corressem para chamar o monitor. Mas a garota continuava apanhando.
Fiquei preocupado, minha empregada, é quase uma selvagem, não sabia que ela era tão briguenta. Eu escutei algumas coisas que a garota dizia rindo, e descobri porque ela estava tão furiosa.
"Como ela ousa falar assim com uma pessoa? ELA ME CHAMOU DE QUE? VIADO SEU ** VADIA!"
Por um momento achei que eu mesmo ia pular ali e bater nela, mas o monitor chegou.
"Ele é o inspetor?!"
Era Knox, o shinigami, com quem eu me encontrei algumas vezes quando era jovem. Ronald a puxou pelo braço, e a levou para sala do diretor. Que por sinal eu também não sabia quem era, estou com medo de descobrir.
O sinal tocou, fui obrigado a ir para aula.
***
Pov. Keyko
Eu suava frio com medo do futuro, se eu fosse expulsa, podia tratar de entrar no twitter dizer "sdds vida".
Eu me deparei com um corredor vazio, nunca vi aquele lugar antes, e olha que haviam me mostrado a escola toda. Entrei numa salinha, com paredes rosa claro e um vermelha, com duas poltronas de veludo vermelhas e um tapete da mesma cor. Na sala havia uma mesa, muito bonita, com um notbook e vários papeis, junto a um iphone.
– Essa é a encrenqueira?- uma voz masculina (ou será feminina? ... talvez os dois) disse, e a cadeira executiva antes virada para parede, voltou-se para nós
– Sim senhor Grell
Era um homem, por mais que eu não acreditasse. Era muito extravagante, olhos verdes, cabelos vermelhos, dentes brancos e pontudos, usava óculos, usava um sobre-tudo vermelho, com uma calça marrom, uma camisa branca e sapatos vermelhos (modelo feminino).
– Esse é o secretário Grell Sutcliff, espere aqui até o diretor chama-la- ele soltou meu braço, e saiu
Me sentei em uma das poltronas, e o "secretário", que pra mim era secretária, me encarou e sorriu. Ele me assustava um pouco, abaixei a cabeça, e olhei para meus punhos sujos de sangue.
– Ei menina, qual seu nome?- ele me perguntou
– P-porque quer saber?
– Você me lembra muito uma pessoa que conheci- ele pareceu sonhar acordado- mas enfim... não precisa ter medo do diretor, ele é um amor- ele sorriu- porque você fez aquilo menina?
– Ela... me chamou de favelada, por eu estudar aqui por conta da prova de bolsa, e...- uma maldita lagrima insistiu em escorrer pelo meu rosto- ela me humilhou, ela humilhou a mim, meu mestre, minha banda e meus desenhos
– Óh, nossa! Era uma menina loira? Olhos castanhos...?
– Sim era, porque?
– Não se preocupe com ela! -ele disse rindo- ela sempre faz isso, porque quando entrou aqui a humilhada era ela
Eu fiquei surpresa, como assim? Eu poderia usar isso no futuro e...
"Não, não. Favor manter parte maligna da mente dentro da mente"
– Mas mesmo assim, foi muita imprudência fazer aquilo
– É eu sei... eu perco a calma muito rápido...
– Bem, o diretor é bem severo, mas se você conquistar a confiança dele, acho que não vai render nada mais que uma advertência ou suspensão...- ele disse sorrindo
– Como se uma coisas dessas não fosse nada de mais
– Ora, não se preocupe, todos os alunos aqui tem pelo menos uma ou duas advertências, eles são bagunceiros assim por que acham que os riquinhos podem tudo
Eu e ele rimos, o telefone tocou, e o homem atendeu.
– Ok... Aham... Ta- ele desligou- o diretor William mandou você ir até a sala dele, é aqui em frente a minha- ele disse simpático
– Certo...- eu retribui o sorriso- a propósito, meu nome é Keyko- e sai da sala
Frio na barriga, mãos tremendo e com sangue, olhar assustado e pensamentos a mil. Essa era a verdadeira eu de sempre, eu não me lembro de nada do meu passado, apenas que eu já fiquei assim, do mesmo jeito muitas outras vezes.
Entrei na sala, e lá estava. Um homem sério de terno, cabelos arrumadinhos, usava óculos e isso me deixou mais assustada. Ele fez um sinal para que eu me sentasse. Segui a ordem e me sentei na cadeira preta.
– É senhorita, esta em maus lençóis
Engoli a seco, e ouvi alguém batendo na porta. A pessoa disse que quem ele havia chamado chegara. Então o diretor disse que poderiam entrar. Ninguém mais que Sebastian apareceu na porta, com o secretário(a) agarrado em seu braço.
"Uma palavra? FUDEU"
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