Hesitate
13 Savior
Notas iniciais
Eu tava viajando e cheguei tipo agora... Sério ¬¬'
O capítulo pode ficar um pouco confuso, sorry, mas é porque começo de nova fase e tal...
Espero que gostem e sorry mesmo pela demora u.u
Ahh sim, Nova fase, Capa nova... Vão lá ver e me digam o que acham ;D
Ele mordia de leve meu pescoço enquanto suas mãos passavam pelo meu corpo, enterrei minhas unhas em suas costas e ele riu baixinho, levantando o rosto e me encarando.
– Seja boazinha Libby.
Meu sangue congelou em minhas veias enquanto ele descia os lábios pela minha bochecha até o pescoço.
Pisquei com força e tentei focalizar algo através das grossas lágrimas que agora invadiam meus olhos.
Brian continuava beijando meu pescoço e acariciando minha cintura, ainda sem perceber meu ataque interno.
A parte mais bizarra de toda a coisa é que mesmo eu querendo sair dali, eu não podia. E não era só porque estava congelada no lugar, mas também porque, estranhamente, ele me passava segurança. Sim isso é irracional, mas mesmo assim estar com Brian fazia parecer que nada podia me atingir. E por mais que a decepção tivesse me quebrado por dentro, de alguma forma ele estar aqui amenizava a dor.
Ele se afastou de mim e me encarou confuso. — Algum problema? — Perguntou, mas eu não consegui responder e ele franziu a testa — Quer que eu te leve para casa? Ou pra minha, eu ligo pro seu irmão e…
– Não! — Quase gritei e fiquei surpresa com a firmeza da minha voz.
– Ok, então… Mas você tá bem Sam?
– Poderia estar melhor. — Respondi dura e pulei do balcão, não pensei muito nisso antes, mas agora eu estava encurralada entre ele e a madeira atrás de mim.
– Que aconteceu? — Perguntou preocupado, passando a mão pelo meu rosto.
Empurrei sua mão e lhe lancei um olhar de nojo — Você é ridículo.
Ele piscou confuso — Mas o que…?
– Como você consegue ser tão falso? Tão nojento? — Perguntei irritada e o olhar dele ficou escuro enquanto o moreno assumia uma posição séria.
– Você não tem noção nenhuma do que está falando pirralha. — Disse entredentes — Não pense que me conhece Sam, você não sabe nada sobre mim.
Ri, mais de nervosismo do que qualquer outra coisa — Oh eu sei que não te conheço, você é um duas caras, mentiroso Haner. — Disse irritada e saí andando rápido pela areia.
Não sei em qual parte eu me perdi na caminhada e comecei a correr, as lágrimas desciam pelo meu rosto enquanto o vento chacoalhava meus cabelos.
Eu já ouvia a música da festa em que estava mais cedo, e eu corria mais ainda para lá, queria ir para casa e me trancar lá para sempre.
– Sam? — Alguém me chamou baixo, acho que era Matt, mas ignorei e continuei a correr entre as pessoas, até esbarrar em um corpo.
– Desculpe. — Murmurei sem olhar para ver quem era, tentei desviar, mas a pessoa me segurou.
– Tudo bem? — A voz suave dele me fez erguer o rosto e chorar mais.
Sacudi a cabeça negativamente e ele me abraçou. — Desculpe. — Murmurei e ele afagou meu cabelo.
– Pelo que Sam?
– Por tudo Zacky! Eu devia ter acreditado em você.
Ele riu baixinho e beijou o topo da minha cabeça — Tudo bem Sam, você estava confusa. — Concordei com a cabeça e ele me afastou um pouco, sorrindo de leve e beijando minha testa. — Se lembrou do que queria?
– Mais ou menos.
– Bem, só espero que isso não piore ainda mais as coisas entre você e o Syn. — Disse rindo e eu levantei os olhos arregalados
– Você sabia?
Zacky deu de ombros — É sabia, mas não é tanto assim para você brigar comigo ou com ele por causa disso, achei um pouco absurdo você terminar comigo porque achou que era eu.
– Absurdo? — Perguntei irritada dando um passo para trás.
– Sam, vocês estavam bêbados e ele te beijou. O que tem de mais nisso?
Uma onda estranha de alívio passou pelo meu corpo, então ele não sabia da verdade…
– Eu… Só…
– Relaxa Sam. — Ele disse sorrindo e me puxou para perto de novo
Concordei e me deixei ser envolvida pelos seus braços novamente.
Ficamos abraçados e em silêncio por um tempo, até que eu resolvi me afastar dele.
Dei um passo para trás e meu olhar foi atraído para algum lugar atrás de Zacky, assim que segui a vontade de olhar para lá, encontrei os olhos castanhos irritados.
Brian estava encostado no bar e Michelle falava alguma coisa com ele, mas o moreno me encarava sem piscar com o olhar mais assassino que ele já me lançara.
Acabei me encolhendo instintivamente e ele sorriu de canto, se virando para a garota e falando algo com ela, provavelmente algo grosseiro a julgar pela cara dela, e então saiu andando.
– Sam?
– Mh?
– Você parece muito distraída. Tudo bem?
– Tudo. Só um pouco de sono.
– Quer que te leve para casa?
– Se puder.
Ele sorriu — Ok, só vou pegar a chave com o Syn.
– Não! — Disse mais alto do que esperava. — Não precisa incomodar o Brian, eu ligo para o meu pai.
– Claro que não, seu pai já deve estar dormindo e o Gates tá ali conversando com o Matt. — Ele disse já andando em direção ao irmão.
Todo o meu corpo tremia e eu resolvi ficar de costas para esperá-lo.
Me concentrava em respirar fundo e me concentrar em não ter um pequeno ataque, quando senti uma mão pegar em meu ombro.
Virei esperando ver Zacky, mas o garoto que estava parado atrás de mim quase me fez gritar.
– Vamos? — Brian perguntou sorrindo.
– Não. Eu não… Cadê o Zacky?
– Ali atrás, eu disse a ele que te levaria porque eu quero passar em casa também então…
– Pode deixar, eu vou a pé.
Ele riu irônico — Até parece Sam, eu tenho que passar pela sua casa. Anda, deixa de frescura. — Disse puxando meu pulso.
Caminhei os tropeços atrás dele, meu corpo tremia internamente e eu tinha uma vontade absurda de chorar, mas sufoquei-a enquanto o acompanhava até o conhecido carro.
Entrei no lado do passageiro e fiquei em silêncio enquanto ele dava a volta no carro e entrava no lado do motorista.
Brian arrancou com o carro pelas ruas semi desertas e ligou o som em uma música calma qualquer, eu fazia uma força absurda para ficar quieta e em silêncio, quase como se não estivesse ali.
Mas então ele encostou o carro e eu levantei o rosto confusa, olhando para a rua escura e desconhecida, então olhei para o garoto ao meu lado, ele mantinha um semblante sério, mas não olhava para mim.
– Brian?
Ele virou o rosto para mim, a luz fraca batia só em uma parte do seu rosto e isso acabou deixando-o um tanto quanto assustador.
– Quer me explicar o que aconteceu hoje a noite? — A voz dele soava fria e um pouco ameaçadora.
– Não acho que precise. — Respondi, feliz por minha voz não demonstrar o horror que eu estava sentindo.
– Certeza? Porque uma hora você odiava o Zacky, agora a pouco estavam numa boa, e, claro. Não esquecendo que você resolveu me atacar de repente.
– Não foi de repente. Eu só lembrei… — Minha voz morreu e eu me encolhi
– Se lembrou do que?
– Você não pode ser assim tão cínico Brian.
Ele virou o corpo, ficando de frente para mim e me encarando profundamente, mas agora a luz praticamente não iluminava seu rosto e era difícil entender sua feição.
– Tudo bem você resolver voltar com o Zacky, tudo bem você decidir que tinha que parar com o que quer que estivesse acontecendo, mas Sam… Você não devia ter falado daquele jeito comigo. — A voz dele começou calma, mas terminou quase raivosa, me fazendo engolir seco.
– Não é sobre isso Brian.
Ele se inclinou para frente e me lançou um olhar profundamente irritado — Você não me conhece. — Disse calmamente — E eu já te avisei uma vez, não brinque comigo.
– Eu não…
– Você devia parar de ignorar quando eu te ameaço. — O tom da voz dele fez todos os pelos do meu corpo se arrepiarem — Preste atenção Sam… Você não decide nada, quem decide sou eu.
– Decidir sobre?
Brian riu e o som me fez encolher — Só não seja burra. — Ele disse e voltou a se sentar normal, arrancando novamente com o carro.
Assim que ele parou em frente a minha casa, desci aos tropeços do carro e corri para dentro, parando apenas no meu quarto.
Olhei para a cama e senti vontade de incendiá-la, mas não era algo que eu realmente pudesse fazer, então me joguei no colchão macio e arranhei o tecido que o cobria, as lágrimas desciam pelo meu rosto e eu mal conseguia formular um pensamento que fizesse sentido.
Brian me assustava, e pior do que isso, ele tinha um controle estranho sobre mim, eu não queria ter lembrado de nada, minha vida teria realmente sido muito mais fácil assim.
Eu sentia uma vontade enorme de gritar, quem sabe até de me atirar de um abismo, mas tinha que segurar, eu tinha que levar isso em frente, eu tinha escolhido mudar, e agora simplesmente ia me obrigar a fazê-lo, de novo por culpa dele, mas dessa vez eu seria melhor nisso.
Acordei no dia seguinte e fui falar com meus pais, pedi que me deixassem viajar pelo resto da semana para Long Beach, disse a eles que chamaria Nicky para ir comigo, e me deixaram ir.
Arrumei a mala e joguei-a no porta malas do caro de minha mãe.
Liguei para Nicky, Ian e Tom e eles aceitaram ir comigo, Ian sempre quis ter uma banda e ele acabara de conseguir uma, Nicky na verdade não fazia parte dela, e sim o irmão de Ian, mas ela estava lá para ser nossa tiete.
E assim a Destruction Gate nasceu, eu na verdade só precisava de uma desculpa para gritar e essa era a desculpa perfeita.
Passamos a semana inteira escrevendo, compondo, e tendo ideias, mas no interior da alma sabia que aquilo não duraria, não de verdade.
Quando voltei para casa, dois dias antes do meu aniversário, eu me sentia outra pessoa, o que era o meu objetivo com essa viagem, então eu me sentia melhor, eu me sentia capaz.
Abri a porta da frente e tudo o que eu sentia rachou de leve, mas mantive minha segurança por fora.
– Oi Sam. — A voz dele era quase macia e eu lhe lancei um sorriso irônico.
– Olá.
– MANA! — Jimmy gritou do sofá vindo me abraçar — COMO ASSIM VOCÊ NÃO ME AVISOU QUE IA VIAJAR SUA PIRRALHA?
Ri e o abracei de volta — Eu estou viva Jim.
– Não por muito tempo.
Ouvi um latido fraco e olhei em direção a Brian de novo, percebendo a pequena bolinha de pelos em seus braços.
– Pinkly? — Perguntei confusa
– Yeah, consegui arrumar tudo para levar ela lá para casa. — Ele disse acariciando a cabeça dela.
Sem querer eu acabei sorrindo, não para ele é claro, mas para o pequeno cachorrinho em seus braços.
Ele se abaixou e colocou-a no chão, assim que ela se levantou, começou a pular nele e abanar o rabo.
Era absurdo, Brian era um desalmado idiota e ridículo, como ele podia ser tão amável com a cachorrinha? Simplesmente não fazia sentido para mim.
Esqueci completamente de ser odiosa e encarei-o brincar com Pinkly enquanto sorria. Jimmy tinha ido para a cozinha então estávamos sozinhos.
Brian levantou os olhos para mim com um sorriso estranho nos lábios, então se levantou e deixou Pinkly pulando em sua perna.
– Fez boa viagem? — Perguntou enterrando as mãos nos bolsos.
– Fiz. — Respondi voltando ao meu tom frio, mas olhei para a pequena bolinha de pelos e sorri.
– Você pode brincar com ela, sabe disso.
Ergui os olhos para ele, que mantinha um olhar travesso, não conseguia entender o porque, mas ignorei.
– Sei que posso, mas ela está muito perto de você.
– Você já esteve muito mais perto e não reclamava.
Olhei para a porta da cozinha e depois lhe lancei um olhar irritado — Idiota.
– Qual é, Jimmy não vai se importar… Ou quem sabe vai?
Rolei os olhos e voltei a caminhar até meu quarto, larguei a mala na porta e fui tomar banho, coloquei a primeira roupa que achei no armário e desci as escadas.
Jimmy não estava na sala, porém Brian estava deitado no sofá com Pinkly em seu peito, ele brincava com ela enquanto sorria. A cena rachou mais um pouco do que eu pretendia me tornar, então olhei para a porta da cozinha, tentando ver se meu irmão ainda estava lá.
– Ele saiu. — Brian respondeu minha pergunta não dita.
– E o que você ainda está fazendo aqui?
– Ele foi buscar bebida e eu não podia levar a Piknly nem deixar ela sozinha.
– Devia ter ido embora para sua casa.
– É, mas que pena, eu ainda estou aqui.
Lhe lancei um olhar irritado e passei para a cozinha, pegando um sprite na geladeira e caminhando de volta para a sala, mas assim que alcancei a porta, Brian apareceu na minha frente.
– Que foi? — Perguntei irritada, mas ele não me respondeu, apenas me empurrou para trás, até que eu batesse no balcão. — O que foi? — Repeti ainda mais irritada.
– O que?
Empurrei seu peito, mas ele apenas riu — Me deixa em paz idiota.
– Não, eu meio que queria te perguntar uma coisa. — Disse deixando a diversão no tom morrer.
– Perguntar o que?
Ele franziu a testa — Você e o Zacky…
– Não é da sua conta.
– Sim, que pena, porque você vai responder do mesmo jeito.
– E quem vai me obrigar? — Perguntei desafiadora e ele sorriu.
– Eu mesmo. Então… Você e o Zacky voltaram?
– Já disse que não é da sua conta!
Brian suspirou com os olhos fechados, então quando os abriu eu tive certeza que tinha sido má ideia desafiá-lo.
Seus dedos se apertaram em minha cintura e ele baixou o rosto, me olhando nos olhos — Eu já disse que você vai me responder, então, não seja burra Samantha.
– Não sei. — Respondi com a voz fraca e ele sorriu
– Viu só? Não foi tão difícil. — Disse sorrindo, mas então ficou sério de novo — Só que não respondeu o que eu quero.
– O que você quer?
– Você vai voltar com ele?
– Eu não sei!
– Decida.
– Eu tenho que pensar!
– Teve uma semana. Resolva.
– Eu não…
– Você realmente não tem muito tempo. A Gena anda muito em cima dele esses dias.
– O que você quer que eu faça? — Perguntei com a voz tremendo.
– Decida! Meu irmão anda um tanto quanto idiota Sam, e eu ficaria muito feliz se você parasse de confundí-lo ainda mais.
– Eu…
– Cansei de ver o Zacky se foder por sua causa. — Disse sério — Então você vai se decidir logo. Ou fica com ele, ou para de confundí-lo, entendeu direito? — Concordei lentamente com a cabeça e ele sorriu, afrouxando o aperto em minha cintura — Não foi tão difícil assim, foi? — Perguntou num tom leve.
– Me solta. — Pedi e ele sorriu.
– Claro que solto. Você foi uma boa menina a final de contas. — Disse amigável e deixou a mão cair ao lado do corpo, então se inclinou para frente e pressionou os lábios nos meus.
Um choque de profunda raiva passou por mim, então assim que ele se afastou, bati a garrafinha com o refrigerante em sua nuca.
Ele riu e piscou para mim.
– Já conversamos sobre isso Sam. Eu controlo tudo e você fica quietinha e não me enche o saco.
– Você é um idiota…
– Não Sam, eu estou só te salvando de si mesma. Porque seu mundo está desabando e eu sou a única pessoa aqui que sabe o que está acontecendo de verdade.
– Salvar? Brian, você é o único responsável por qualquer merda que esteja dando errado!
– Não Sam, você é. Todas as decisões foram suas. Eu nunca te obriguei a fazer nada… Você simplesmente se enfiou nessa merda sozinha e acabou me puxando junto.
– Seu cinismo passou dos limites. — Eu disse irritada e ele sorriu.
– Me responde Sam, mesmo depois do seu recém readquirido ódio por mim… Você realmente quer que eu saia da sua vida?
– O que é que você…?
– Sinto muito por isso, mas por mais que você me odeie, nós dois sabemos que você me ama, então… Realmente não importa. Pode ir se foder, eu vou esperar para te dizer “eu te avisei”.
Saí da cozinha e corri de volta para o meu quarto, precisava concertar todas as rachaduras, precisava mantê-lo longe de mim.
Mas ele tinha razão, eu precisava me decidir sobre Zacky.
I'm everything you've wanted
I am the one who's haunting you
I am the eyes inside of you, stare back at you
There's nothing left to lose
There's nothing left to prove
Surrender your love, it's all you can do
What you got, what you want, what you need
Gonna be your savior
Everything's gonna crash and break
But I know, yeah I know
Don't hesitate, there's no escape
The secrets on the inside
I am the eyes inside staring back at you
You need me
Eu sou tudo que você sempre quis
Eu sou o único que está te perseguindo
Eu sou os olhos dentro de você te encarando
Não há nada pra perder
Não há nada pra provar
Renda seu amor, é tudo o que você pode fazer
O que você conseguiu, o que você quer, o que você precisa
Eu vou ser seu salvador
Tudo vai se colidir e quebrar
Mas eu sei, yeah eu sei
Não hesite, não há como escapar
Doss segredos do interior
Eu sou os olhos dentro de você te encarando
Você precisa de mim.
Notas finais
Música do Skillet: http://letras.mus.br/skillet/103697/traducao.html
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