Hesitate
5 Orchids
Notas iniciais
Tudo bão?
Espero que sim...
Correndo aqui pra ir pra aula, mas espero que gostem ^^
Beeijos
Meu ingresso do Metallica estava lindo e guardado na bolsa, Matt comprou-o para mim e ele e os garotos convenceram Jimmy que seria bom eu ir.
Nós iríamos em dois carros e passaríamos a noite em um hotel, eu dormiria com meu irmão, obviamente.
Estava sentada no banco de trás do carro de Brian, com Jimmy ao meu lado tagarelando curiosidades sobre o Metallica.
Ficamos horas e horas na fila para entrar no show e quando deu dez e meia da noite já estávamos gritando ao som de Fuel.
Zacky me puxou pela mão e fomos um pouco para trás, nos distanciando dos garotos e aproveitando o show juntos. Ele inclusive me colocou nos ombros uma hora e eu fiquei gritando alegremente.
Quando o show estava na última música, voltamos a nos aproximar deles e percebi que Brian não estava mais lá, deve ter ido arrumar uma vadia qualquer.
Jimmy me olhou feio e eu lhe mandei um beijo, fazendo meu irmão rir e rolar os olhos, pegando minha mão para sairmos juntos e sem nos perder.
Mas devido a gigantesca movimentação de pessoas, minha mão foi arrancada da dele, me deixando sozinha e sendo arrastada pela multidão.
Tentei ir contra a massa de gente, mas era impossível.
Já estava muito longe de onde nós estávamos quando consegui me libertar da corrente de pessoas indo para perto de uns banheiros com filas enormes. Infelizmente não tinha trazido o celular então não teria como ligar para reencontrá-los.
Bufei irritada e pensei em como me encontraria com eles de novo.
Comecei a andar em direção ao portão, quando uma mão me puxou para um canto.
Pensei ser um dos garotos, mas quando olhei, era um homem grande e careca, com aparência de bêbado e possivelmente drogado.
Ele me empurrou contra uma parede e eu entrei em pânico, socando-o e gritando como uma criancinha.
O cara não parecia se afetar com meus socos e tapas, os gritos eram inaudíveis graças a música gravada que agora invadia o lugar.
Sentia ele me puxar e tentar me beijar, mas eu baixei a cabeça e me contorcia para me livrar de suas tentativas.
Em um dos meus empurrões, não senti mais resistência e o vi cair para o lado, olhei o cara caído com sangue na lateral da cabeça, então automaticamente olhei para cima, procurando quem tinha feito aquilo e encontrando um mau encarado Brian limpando a mão que segurava uma arma.
Arregalei os olhos e me colei mais a parede, olhando o corpo do cara estirado no chão, depois para Brian de novo. Depois de analisar um pouco, percebi que ele não atirara no cara, dera uma coronhada.
Fiquei em estado de choque, tentando gritar para ele que era um doente, mas nada saía da minha boca.
- Tudo bem com você? — Perguntou guardando o revólver no cós da calça e puxando a blusa por cima.
- Como você entrou com essa coisa aqui? — Perguntei baixo e ele franziu a testa, me puxando para perto.
- Que?
- Como você entrou com essa coisa aqui? — Repeti ainda mais desesperada, olhando para baixo, para o local onde estava a arma.
- Entrando. Por que você não está com o meu irmão ou o Rev?
- Me perdi deles. Fui arrastada por uma multidão.
Ele rolou os olhos e me puxou pela mão, se mantendo muito perto de mim e me segurando com força.
Saímos do local e ele pegou o celular, ligando para alguém e gritando algumas coisas sobre estar comigo do lado de fora.
Ele me puxou para longe da multidão e me encostou no muro, percebi que meu corpo tremia violentamente e me abracei.
- Está com frio? — Perguntou e eu neguei com a cabeça — Então o que foi?
Me perdi em suas palavras e as lágrimas desceram pelo meu rosto, a lembrança falha da noite do blackout me aterrorizou, não que eu saiba exatamente o que aconteceu, mas o que aquele cara pretendia não me parecia diferente do que eu pensava ter acontecido.
Brian me abraçou confuso por não saber o motivo das minhas lágrimas, mas eu não pretendia explicá-las, apenas agarrei as costas de sua camisa e manchei a parte da frente com lágrimas e maquiagem, enquanto ele me apertava nos braços grandes que me transmitiam segurança.
Senti-o se afastar um pouco e, por impulso, apertei-o mais.
- Escuta Sam, acho melhor eu te levar pro hotel de uma vez. Nós vamos em táxis separados mesmo, e acho bom você deitar, quem sabe comer alguma coisa.
Tentei relutar, mas a verdade é que eu queria mesmo deitar em uma cama e me esconder sob os cobertores.
Ele chamou um táxi e nós fomos direto para o hotel, vi que ele mandou uma mensagem para alguém, provavelmente avisando que já tinha me levado embora.
Chegamos ao hotel e ele me puxou, eu não prestava atenção em nada e chorava em silêncio.
Ele me sentou em uma cama e deitou na da frente.
- Não sei se é porque eu estou bêbado. Mas não sei porque você está chorando Sam.
Abracei os joelhos e olhei para os olhos castanhos. — Eu… Achei que aquele cara…
Ele bufou — Idiotas. Tem cara que é simplesmente babaca. Ele não chegou a fazer nada. Ou fez? — Neguei com a cabeça e ele se levantou, vindo sentar ao meu lado. — Que bom. Ou eu ia me arrepender por não ter atirado nele.
Sorri e me aconcheguei em seus braços. — Não deve atirar em ninguém.
Brian pendeu o corpo para trás e nos deitou na cama, colocando-me um pouco em cima dele.
- Fica aqui até os caras chegarem, depois você vai pro quarto com seu irmão. Acho bom não ficar sozinha.
- Tá bom.
Não falamos mais nada e um tempo depois percebi a respiração dele ficar mais calma, ao mesmo tempo que o aperto de seus braços diminuía.
Levantei os olhos para o rosto sereno e acariciei-o, sendo movida por alguma força sobrenatural beijei sua bochecha e deitei a cabeça em seu ombro, me encolhendo sob os braços fortes que não me pertenciam e não deviam me fazer sentir tão bem.
Ele se mexeu e me empurrou um pouco para virar de lado.
- Boa noite Sam. — Murmurou e me puxou, ajeitando-me nos braços novamente.
Fiquei confusa, pois achei que ele ainda dormia, ele continuou imóvel e de olhos fechados, então resolvi ter certeza que ele estava dormindo e o chamei, mas não obtive nenhuma resposta.
Um tempo indefinido se passou, para mim era longo, mas eu não podia ter certeza. Só o que eu sabia era que Jimmy logo chegaria e eu teria que sair dali, e um sentimento de desânimo tomou conta de mim, mesmo eu odiando isso.
Afastei-me um pouco para ver seu rosto, ele parecia tranquilo, sua boca estava um pouco aberta e a respiração alcoólica batia em meu rosto cheirando menta e cigarro.
Meu corpo reagiu de forma estranha, como se sentisse saudade disso, mesmo nunca sequer tendo estado deitada perto dele.
Me vi mais perto de seu rosto e ouvia uma parte de mim protestar e tentar me parar, mas a outra parte me bombardeava com a imagem do beijo de três anos atrás. Então percebi do que eu tinha saudade e fechei os olhos, apoiando uma das mãos em seu pescoço.
Apertei meus lábios contra os dele, beijando-o mais ou menos num selinho demorado.
Separei-me dele e olhei-o, para o meu completo terror ele abriu os olhos e franziu a testa.
- Sam? — Perguntou confuso com a voz grogue, então fechou os olhos e dormiu de novo.
Respirei aliviada e voltei a abraçá-lo, apoiando a cabeça em seu peito.
Ouvi a porta se abrir e a luz ascendeu, me cegando e fazendo Brian colocar a cabeça embaixo do travesseiro.
- Sam? — Matt chamou um pouco surpreso — Por que não está no seu quarto?
- Não queria ficar sozinha. — Respondi me soltando de Brian e sentando.
Johnny parecia tão chapado que nem me viu, se jogou na primeira cama e cobriu a cabeça com o travesseiro.
- Sei. E por que você estava abraçando o Gates?
- Ele me abraçou porque eu estava mal. E acabou que ele dormiu e eu fiquei aqui esperando vocês chegarem.
- Mh. — Disse um pouco sério de mais — Vem, vou te levar pro seu quarto, Zacky e Jimmy foram pra lá direto.
Concordei e saí da cama, ele apagou a luz e nós fomos para o corredor.
Matt era a única pessoa além de eu e Brian que sabia que nós tínhamos ficado aquela noite três anos atrás e ele mudara comigo depois daquilo, mas depois que comecei a namorar Zacky ele voltou ao quase normal, exceto quando eu passava algum tempo sozinha com meu cunhado, que por sinal parecia não se lembrar de ter algum dia me beijado.
Entrei no meu quarto e Jimmy veio me abraçar.
- Ah eu achei que você tinha sido sequestrada pela máfia!
- Que máfia Jim? Num show do Metallica ainda por cima?
- Sei lá, de repente você tinha sumido… Quem me garantia que não era a máfia?
Ri e apertei meus braços ao seu redor. — Relaxa Jim, sem máfia.
- Aonde o Gates te achou? — Zacky perguntou confuso — A gente se separou pra ir atrás de você.
- Fui arrastada pra perto dos banheiros… — Disse e mordi o lábio, me decidindo por não falar sobre o acontecido — Ele me achou lá.
Jimmy finalmente me soltou, então Zacky passou os braços ao meu redor, enquanto minha consciência pesava setenta mil toneladas.
Senti-o beijar minha testa e depois descer vários beijos pelo meu rosto, quando chegou a boca desviei por reflexo e ele se afastou um pouco, me olhando confuso.
- Que foi? — Perguntou tirando o cabelo do meu rosto.
- Você bebeu cerveja amor. Gosto ruim. — Inventei e ele riu beijando o canto da minha boca.
- Fresca.
Enterrei o rosto em seu peito e me escondi ali até Jimmy o colocar para fora, dizendo que queria dormir.
Já embaixo das cobertas o ódio de mim mesma borbulhou mais forte do que nunca e eu desejei mais do que nunca odiar Brian, mas a cada maldita vez que ele sorria para mim, eu voltava num loop de três anos atrás e não conseguia segurar a vontade de estar com ele.
Eu tinha consciência de que era errado e injusto com Zacky e já tinha pensado em terminar algumas vezes, mas eu não conseguia, porque realmente o amava.
Fui arrastada pela inconsciência enquanto ainda me condenava pelo que tinha feito mais cedo.
Acordei com Jimmy me sacudindo e dizendo que tínhamos que andar logo porque já estávamos voltando. Eu não sabia porque tão cedo, mas não ia pensar sobre isso.
Escovei os dentes e lavei o rosto, lembrando que não tinha tirado a maquiagem e arrumando minha cara de panda.
Jimmy carregou minha bolsa e eu o segui cegamente até o carro, onde me joguei no banco de trás, vi Zacky entrar do lado do motorista e sorrir para mim por cima do ombro.
- Bom dia amor.
- Bom dia Zee. — Sorri de volta e me inclinei para frente para poder beijá-lo.
Ouvi a voz de Brian mandando Jimmy para o banco de trás.
- Por que? Você não ia dormir?
- Vou, mas quero ir na frente.
- Até parece Gates, você sempre se joga no banco de trás e desmaia, ainda mais quando é a Sam que tá com você, ai tem até travesseiro.
- Não interessa Rev, eu quero ir na frente e não discute, meu carro.
- Que viadagem é essa agora Syn? — Zacky perguntou confuso — Vai atrás, não quero ter que aturar seus roncos.
Jimmy entrou no banco do carona e Brian entrou atrás comigo, bastante mau humorado por sinal.
Jimmy falava sério quando disse que ele gostava de se jogar no banco de trás e desmaiar, me ajeitei no banco para que ele deitasse com a cabeça no meu colo como sempre fazia, mas dessa vez, o garoto apenas tirou a jaqueta e embolou-a colocando entre a cabeça e o vidro do carro, cruzando os braços e fechando os olhos.
Estranhei a atitude, mas fiquei na minha, me ajeitando no banco e olhando a estrada a frente sem o interesse que tinha normalmente, minha mente rodava entre culpa e raiva, desejando saber se ele se lembrava ou não do beijo que eu lhe dera noite passada.
Paramos na metade do caminho porque Jimmy reclamou que precisava ir ao banheiro, saí do carro após olhar para Brian que dormia tranquilamente encostado à porta.
Andei uns dez passos e Zacky veio atrás de mim, me abraçando por trás.
- Está entediada da viagem? — Perguntou beijando meu pescoço.
- Não.
Ele virou-me e beijou minha boca, os beijos de Zacky eram sempre tão carinhosos e perfeitos… Todas as vezes que estava com ele me sentia bem, o beijo e os carinhos que recebia me fazia sentir amada e confortada, como se eu estivesse em uma parte segura do mundo, como se nada pudesse me abalar ali.
Jimmy voltou para onde estávamos e parou ao nosso lado, perto de mais.
- Podemos ir? — Perguntou numa voz um pouco fira.
- Claro Rev. — Zacky disse divertido e me soltou.
Voltei ao carro e sentei no meu lugar, encostando a cabeça para trás, pouco tempo depois senti o sono me invadir, mas eu não gostava de dormir sentada, olhei para o lado e vi as coxas de Brian como possíveis ótimos travesseiros e ponderei se devia ou não.
No final resolvi mandar tudo para a puta que pariu e caí para a direita, deitando a cabeça em seu colo.
Me ajeitei em seu colo e aspirei o cheiro calmante que desprendia de suas roupas.
Dormi melhor do que havia dormido durante a noite, tendo sonhos estranhos, porém leves, que me deixaram calma e relaxada.
Acordei com um solavanco e ouvi Brian xingar baixinho, uma das mãos dele estava em meu braço e a outra acariciava o cabelo, isso me fez continuar fingindo que dormia.
- Que porra Zacky! Não fode as molas do meu carro. — Esbravejou num sussurro.
- Foi mal cara, não tinha nenhuma placa.
- Não tinha uma, só três.
Os dois bufaram e eu segurei minha risada, ajeitei-me no colo de Brian enquanto ele continuava a brincar com meu cabelo, pensei se ele costumava deixar as pessoas dormirem em seu colo e concluí que provavelmente não, e que só não tinha me chutado dali pelo irmão e pelo melhor amigo.
O pensamento fez eu me sentir mal e levantar, sentei arrumando o cabelo e Brian me olhou com um sorriso.
- Dormiu bem?
Concordei com a cabeça e ele riu.
- Aonde a gente ta? — Perguntei esfregando os olhos.
- A mais ou menos meia hora de HB amor.
- Mh. — Murmurei e vi Brian se mexer desconfortável no banco.
O resto da viagem foi em silêncio e estranha, Jimmy dormia e Zacky cantarolava com o rádio, Brian que era normalmente escrachado e falava merdas o tempo inteiro, ficou quieto e de braços cruzados, colado na porta encarando o vidro enquanto eu o encarava sem lembrar que não devia.
Nem vi quando Zacky parou em frente a minha casa e sacudiu Jimmy para que ele acordasse.
Saí do carro dando um tchau para Brian e me inclinei no vidro do motorista para beijar Zacky antes de entrar em casa.
Ajudei meu irmão que ainda estava meio dormindo a subir para o quarto e fui tomar meu banho, passei meu dia de forma estranha, viajando longe em pensamentos que mal me lembrava.
Ouvi o celular tocar e alcancei-o, vendo Zacky no visor e sorrindo instintivamente.
- Oi amor.
- Oi Sammy, escuta, tava pensando em ver um filme, comer alguma coisa… Quer?
- Claro!
- Prefere sair ou ficar aqui em casa?
- Amh… Prefiro ficar ai, não estou com paciência pra gente.
Ele riu — Tudo bem, eu te pego aí então.
- Meia hora.
- Sim senhora.
- Beijo Zee.
- Beijo amor.
Fui trocar de roupa e me arrumar, olhei para o espelho e sorri com a visão de mim mesma, estava com uma blusa preta com estampa de cabeira, uma calça jeans, um coturno e uma jaqueta de couro.
A música do meu celular me dava a certeza que Zacky já estava lá em baixo, então peguei o aparelho e desci os degraus alegremente, abrindo a porta e encontrando o carro estacionado.
Fui até lá e entrei sorrindo, antes de dizer nada, beijei-o puxando seus cabelos e arranhando seu pescoço.
- Oi amor. — Murmurei contra sua boca e ele riu.
- Oi Sam.
Sentei-me normalmente e liguei o som, que ele com certeza desligou só pra me ligar.
A música do Misfits estourou dentro do carro e eu ri, abaixando um pouco o som e virando-me para ele.
- Que filme nós vamos ver Zee? — Perguntei acariciando seu braço.
- O que você quiser Sammy.
- Mas eu sou completamente indecisa e vai demorar mil anos.
- Eu espero se precisar. — Disse sorrindo e eu ri, me inclinando no banco e mordi seu ombro.
- Você é perfeito. Sabia disso? — Perguntei dando vários beijinhos no local da mordida e arrancando uma risada dele.
- TPM Sammy?
- Talvez.
Desci do carro na garagem e parei em frente ao elevador, apertando o botão prateado e esperando as portas se abrirem, Zacky me abraçou por trás e beijou meu pescoço enquanto eu arranhava seus braços de leve.
O barulho de que o elevador chegara ao andar me fez soltar do abraço e segurar os pulsos de Zacky, puxando-o para dentro assim que as portas se abriram.
Assim que começamos a subir ele me puxou e beijou minha boca, me prensando contra a parede do elevador, enquanto eu puxava-o mais para mim.
O elevador começou a desacelerar e eu virei o rosto para impedí-lo de continuar, recebendo uma mordida na bochecha e rindo.
- Para Zee!
- Chata.
Ri e o empurrei de leve, arrumando o cabelo.
As portas se abriram e saímos, entrando na porta do 901 e passando pela sala escura até a sala de TV.
Zacky sentou no sofá e eu em frente ao móvel da TV, abrindo as portas e procurando pelos DVD’s o que iríamos assistir.
- O que você vai querer comer Sammy?
- Pode escolher amor, não estou querendo nada em especial.
Ele saiu da sala e eu continuei passando os olhos pelas diversas capinhas organizadas em ordem alfabética por Zacky.
Como nunca me decidia, virei o rosto e estendi a mão, pegando um qualquer e virando para ver o que tinha sido, encontrando Star Wars. Pisquei confusa, indecisa entre assistir ou não, porque não é exatamente um filme para assistir com seu namorado, mas ignorei isso já que eu não iria escolher um nunca se ficasse assim.
Deixei-o ao lado do aparelho de dvd e saí andando para a cozinha, encontrando Zacky olhando a geladeira.
- Escolheu algo? — Perguntei parando atrás dele e o abraçando.
- Mh, não. Quer pizza?
- Pode ser.
- De sempre?
- Sim, sim.
Ele riu e me puxou enquanto andava para o telefone, sentei-me sobre a mesa da cozinha e ele se encaixou entre minhas pernas, discando o número no telefone do balcão.
Beijei seu pescoço e ombros enquanto ele pedia a pizza, e quando ele desligou, puxei sua boca para a minha.
- Em vinte minutos eles entregam.
- Ótimo.
- O que nós vamos assistir?
- Star Wars, episódio um. — Ele gargalhou e eu fiz careta. — O Anakin é lindo criancinha tá?
- Sei. Tá. Quer começar a assistir ou vamos esperar a pizza?
- Vamos começar, esse filme é eterno. — Eu disse pulando do balcão e puxando seu pulso.
Sentei-me no sofá tirando os coturnos enquanto Zacky colocava o dvd, ele se sentou ao meu lado e chutou os tênis para longe, me fazendo rir.
Ele deitou e me puxou, colocando-me por cima de seu corpo e brincando com as mãos em minhas costas.
A jaqueta me incomodou e tirei-a, colocando no chão e usando o corpo de Zacky para me aquecer, apoiei o rosto em seu peito e assisti os créditos iniciais do filme, mas como eles eram muito longos, perdi a paciência e subi minha boca até a dele, beijando-o e sentindo-o me puxar mais para si.
Esquecemos da existência do filme e apenas nos beijamos, trocando carícias e mordidas, brincando com nossas peles e línguas, isso até a maldita campainha tocar.
Saí de cima de Zacky e ele desceu para pegar a pizza, fui para o banheiro e arrumei meu cabelo, lavando minhas mãos e passando água pelo pescoço avermelhado.
Ouvi a porta da sala e saí do banheiro, Zacky já estava na cozinha colocando a pizza na mesa.
- Quer comer agora? — Perguntou sorrindo fofo e eu fui até ele, o abraçando.
- Não. — Respondi me erguendo e mordendo sua boca de leve.
Ele andou comigo até a parede, onde me prensou beijando minha boca e apertando as mãos em minha cintura. Puxei seu cabelo e nuca, aprofundando o beijo.
Um barulho alto se fez presente e nos separamos assustados, Zacky saiu da cozinha em direção a sala e eu fui atrás dele, me deparando com uma cena nada legal, que me fez lembrar o porque de agora eu ser ruiva.
- PORRA! — Brian gritou irritado, o peito estava completamente arranhado e imagino que as costas também.
- Que aconteceu Syn?
- Michelle aconteceu Zacky. — Disse irritado — Mas aquela vadia maldita me paga.
- Mas o que…
- Não quero conversar. — Cortou o irmão e passou por ele, quando me viu, Brian pareceu assustado, então ainda mais irritado — Oi Ruby. — Disse praticamente entredentes e passou direto para o quarto.
Pisquei confusa e Zacky bufou, se abaixando para catar os cacos de um vazo que jazia no chão.
- Zee? — Chamei e ele apenas suspirou.
- Que?
- Acho melhor eu ir embora.
- Não Sam, vamos comer, deixa o Gates pra lá.
Olhei novamente para o corredor, que agora ecoava uma música do Metallica.
Eu estava errada, aquela cena não tinha nada a ver com o dia em que eu resolvera esquecê-lo… Aquele dia foi bem diferente.
Can't begin to explain
The feelings I have restrained
Don't ask me how I am
Because you're too busy planning your epitaph
Let me tell you
I wan't my soul back before it's over,
I can't even wish you away
Nem consigo começar a explicar
Os sentimentos que guardei
Não pergunte como estou
Porque você está ocupado fazendo seu epitáfio
Deixa eu te falar
Quero minha alma de volta antes que isso acabe
Não consigo nem desejar que você vá embora
Notas finais
Reviews?
Música do Stone Sour - Orchids
http://letras.mus.br/stone-sour/72391/#traducao
Beeijos
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