Hesitate
24 Numb
Notas iniciais
Que bom!
Então... Uh, esse pode ser o último capítulo antes de o nyah nos chutar, mas a fic já está lá no animspirit: http://animespirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-idolos-avenged-sevenfold-hesitate-410838
E sério.. Vamos conversar sobre os cinquenta leitores fantasmas... ¬¬'
Beijo galera, boa leitura e feliz natal pra todo mundo!
Comam sem moderação!
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PS: Esse capítulo é muito diferente de todos os outros que já teve na fic, e esse outro cara na capa é o Ian.
Era muito mais estranho do que eu jamais pensei que seria, Johnny e Ian falavam coisas aleatórias e zoavam enquanto montávamos o projeto do trabalho, mas minha mente voava longe.
Quando finalmente terminamos o projeto, Ian foi embora na moto dele e eu e Johnny fomos para o bar onde os meninos iam tocar, Jimmy e Kate tinham ido de carona com Brian e Zacky e Matt tinha levado o baixo do anão.
Sentei na mesa com Kate e o baixinho foi correndo para o camarim, aparentemente já estavam atrasados .
Pouco tempo depois eles subiram no palco e eu só olhava para a bateria, ou no máximo para Matt e Johnny, jamais levando o olhar a um dos guitarristas.
Apesar de ter gostado da apresentação, eu não tinha nenhuma capacidade de me concentrar naquilo, as luzes coloridas me enjoavam e o eco na minha cabeça era doloroso.
As pessoas levantaram-se e começaram a gritar e aplaudir, só percebi que tinha acabado porque eles saíram do palco, me senti mal por não ter prestado mais atenção, afinal aquilo era importante para o meu irmão.
Kate me arrastou pelo lugar até uma sala muito iluminada para o meu gosto, sorri ao ver Jimmy animado e pulando, então me joguei nos braços dele, que me ergueu do chão feliz.
Parabenizei a todos eles e me sentei em um canto, a claustrofobia estava me atacando de novo e eu não estava afim de passar mal.
Puxei a chave da moto do bolso e coloquei-a sobre a mesa, escrevi um simples bilhete para Jimmy falando que tinha ido dar uma volta e saí sorrateiramente do lugar.
Do lado de fora, um vento gelado me alcançou, mas mesmo assim resolvi pegar o caminho que costeava a praia.
Andei por algumas ruas antes de poder ver o mar, uma sensação interessante de liberdade passou por mim enquanto eu caminhava ao lado da imensidão verde-azulada.
Resolvi passar pela areia e não pelas ruas, então tirei os sapatos e caminhei enterrando meus dedos na areia. Eu gostava da alegria que aquilo me causava, gostava de como parecia que estava tudo bem.
Então me lembrei da última vez que estivera na praia, e tirando pelo desfecho horrível da minha noite, eu estava feliz.
Não sei quanto tempo andei, mas me vi tendo que abandonar a praia para andar nas ruas de concreto para chegar em casa e essa não foi uma ideia que me interessou, então ao invés de virar à direita, fui para a esquerda, andando diretamente para o mar.
Joguei os sapatos e o celular descarregado na areia e caminhei até a agua, que estava relativamente morna.
Afundei até os ombros, mas depois resolvi mergulhar. Particularmente eu odiava entrar no mar, mas dessa vez foi algo libertador, me peguei boiando sobre as ondas tendo um infinito céu azul acima e um mar calmante ao redor.
A água levava todos os meus problemas para longe e me mantinha sã naquele momento.
O tempo não passou para mim naquele momento, e eu só tive consciência de que deveria ir para casa quando pensei em Jimmy.
Saí do mar e senti o vento gelado cortar minha pele, peguei minhas coisas na areia e comecei a andar em direção as ruas, mas o frio aumentava e deixava minhas juntas doloridas.
A chuva começou a cair grossa, ajudando o vento a machucar minha pele, e trazendo ainda mais friagem ao meu corpo.
Em alguma parte eu me perdi, sentindo frio de mais para andar e condenando minha burrice.
Não fazia sentido me proteger da chuva, ela já tinha molhado até meus ossos, então sentei no meio fio, abraçando as pernas e respirando fundo.
Senti algo quente em meu rosto e percebi que chorava, era estranho estar chorando sem entender o porque, mas sabia que tinha um motivo, só estava muito entorpecida para lembrar.
Uma moto parou perto de mim e o homem desceu gritando, eu não me importava mais, então quando ele agarrou meus braços e me sacudiu eu não reagi.
Fui arrastada pela rua e ele me colocou na moto, sentando atrás de mim e me levando para algum lugar.
O certo era me preocupar e reagir, mas meu corpo não conseguia, sem contar que o calor da pessoa atrás de mim me fazia bem, mesmo que isso só me fizesse sentir mais frio nas partes do meu corpo que não estavam em contato com ele.
A chuva parou de cair sobre mim e eu olhei em volta, percebendo que estava num estacionamento.
O homem atrás de mim parou a moto e me tirou dela, me levando no colo até os elevadores.
A figura distorcida da pessoa que refletia no espelho me era familiar, exceto que ela tinha aparência cadavérica, muito branca, manchas escuras sob os olhos, veias aparecendo sob a pele e lábios roxos.
Sabia que aquilo era um reflexo sabia que aquela era eu, mas pareceu estranho estar tão morta por fora quanto parecia estar por dentro.
Fui retirada do elevador e a pessoa me levou através de algum lugar, eu não tinha foco para entender aonde estava, muito menos aonde ia.
Senti algo machucar e arder minha pele, percebi que estava sentada no chão de um banheiro, olhei para cima e engasguei com a água que caiu na minha boca.
Pensei que estava chovendo de novo, mas então entendi que aquilo era um chuveiro.
A água quente ardia e me machucava, pensei em sair dali, mas meu corpo além de inerte, parecia relaxar um pouco e gostar do calor, então fiquei.
Percebi que alguém puxava minha blusa, não podia impedir e também não podia ajudar, mas a pessoa não se importava com minha inércia, tirou minha blusa e puxou meu corpo, me deixando mais embaixo da água quente, fazendo a água gelada que estava no meu cabelo ser substituída pela quente.
Suas mãos desceram até a frente dos jeans e desabotoaram, pensei como ele conseguiria tirar aquilo, estava grudado de mais em mim, mas ele não pareceu se importar com o trabalho, me deitando com cuidado no chão, deixando a água quente cair sobre meu peito e usando a própria perna para escorar meu corpo para cima, lutando contra a calça que agarrava em minha pele.
Pensei por uns segundos, eu deveria estar com medo, mas estava muito inerte para pensar em ser estuprada ou muito menos reviver meus traumas antigos.
Meu corpo foi colocado para cima de novo e eu estava sentada, mas dessa vez eu estava encolhida, não sabia se por mim mesma ou ele tinha puxado minhas pernas, mas o que importava é que eu gostava da posição.
- Você consegue ficar sentada e quieta aí por uns segundos? — Ele perguntou e eu sacudi a cabeça afirmativamente.
Meu salvador, ou possível assassino, sei lá, vai saber, levantou e saiu do box, eu não tinha consciência de absolutamente nada, não sabia se ele ainda estava no banheiro ou não, percebi que eu não enxergava direito e todos os meus sentidos estavam estranhos.
Olhei minhas mãos e não tive certeza do que acontecia, eu estava mesmo tão branca? Ou era só minha visão turva?
A água do chuveiro parou de cair sobre mim e eu me encolhi mais, então senti algo me envolver, olhei e reconheci com muita dificuldade uma toalha.
Eu tremia, e só havia percebido isso agora. Meu corpo dava solavancos e meus dentes batiam, causando um barulho insuportável em meus ouvidos.
O que é que estava acontecendo mesmo? Eu só estava com frio? Não…
Fui colocada sobre algo macio, mas eu não queria abrir os olhos, a luz fazia uma sombra vermelha atrás dos meus olhos e ela já era dolorosa, não queria a dor dos olhos abertos, então deixei as mãos do homem sem rosto passarem a toalha sobre mim.
Minha cabeça doía e meu estômago se contraiu estranhamente, meus braços foram envolvidos com algum tecido, que depois foi passado pela minha cabeça, mas ele não terminou de puxar a blusa sobre meu corpo, tirou meu sutiã antes de terminar de me vestir.
Ele me levantou da cama e me segurou enquanto tirava minha calcinha, depois me colocou deitada na cama, colocando um pesado cobertor sobre o meu corpo.
Agora eu queria saber quem era, agora minha mente não estava mais tão idiota, mas já era tarde. A luz do lugar apagou e eu ouvi uma porta se fechar.
Abri os olhos na escuridão, mas não consegui enxergar absolutamente nada e me deixei ser vencida pela dor dos meus músculos.
Não tenho absoluta certeza se eu dormi ou desmaiei, mas o que importava de verdade era que a dor não me incomodava mais.
Acordei com algo se movendo em meu braço, abri os olhos na penumbra e percebi que a porta do quarto estava aberta. Alguém olhava um termômetro sentado na beirada da cama.
Ele grunhiu e ajeitou as cobertas ao meu redor, só então percebi que sentia frio e me encolhi mais. O homem saiu do meu lado e voltou alguns segundos depois, colocando algo pesado sobre mim, franzi a testa e tentei entender o que era, pensei um pouco então concluí que era outra coberta.
- Fica bem Sam. — Ele murmurou acariciando meu rosto.
A voz era conhecida, mas eu ainda não estava bem para identificar quem era.
Minha cabeça doía tanto quanto minha garganta, e elas ganhavam por pouco do resto do corpo inteiro.
Dormi, ou desmaiei, de novo, enquanto sentia o conhecido acariciar meu rosto.
Meus sonhos eram conturbados e eu me afogava neles, em todos eles, eu tossia e sentia minha garganta arder enquanto vomitava a água. Era nojento e assustador.
Então quando acordei e sentei na cama foi um alívio, mas então senti todo o meu corpo doer, minha garganta e atrás dos meus olhos queimavam em uma dor quase insuportável.
O relógio digital luminoso ao lado da cama, me informava que eram quase cinco da manhã.
Tentei engolir e aquilo doeu e quase me fez vomitar, então tossi e senti as lágrimas nos meus olhos, garganta inflamada e entupida, ótimo!
- Você está se sentindo melhor? — A voz na escuridão era sonolenta.
- Dói. — Respondi sem muita capacidade de pensar.
Ele se movimentou no escuro e sentou perto de mim.
- Me dá sua mão. — Estendi a mão aberta na direção da voz e senti algo ser colocado na palma. — Toma isso. Vai melhorar.
Obedeci-o e coloquei o comprimido na boca, logo tendo um copo empurrado na minha mão, bebi a água com dificuldade e minha garganta protestou, fazendo um movimento que me deu outra ânsia de vômito.
- Obrigada.
- De nada. Agora dorme tá?
Concordei com a cabeça, mesmo sabendo que ele não me veria.
Deitei na cama e puxei o número incerto de cobertas para cima de mim, ele ajeitou-as mais ao meu redor e acariciou meu cabelo antes de se afastar.
Eu queria saber quem era, mas não achei legal perguntar, provavelmente ele acharia que eu estava delirando.
Fechei os olhos e revirei na cama, eu estava incomodada pela ideia de ter tirado a cama de seja quem for que me salvou, mas estava ainda mais incomodada pela ideia de quem poderia ser.
Tentei lembrar o rosto dele, vi várias vezes, no elevador, no banheiro… Mas eu simplesmente não consegui lembrar.
Revirei incomodada por muito tempo e só consegui ir dormir quando a luz do sol começava a invadir o quarto através das frestas da cortina.
Yeah, you created a rift within me
Now there have been several complications
That have left me feeling nothing
I might say, you were wrong to take it from me
Left me feeling nothing
Crawling now, I'm beaten down
I'm tortured now and I'm feeling nothing
Like hunting now, I'm stalking now
I'm reaching out and I'm killing nothing
Ooh, I can feel you ripping and tearing
And feeding and growing inside of me
I want this more than you know
I need this, give it back to me
Yeah, você criou uma rachadura dentro de mim
Agora há várias complicações
Que me deixaram sem sentir nadaEu devo dizer, você estava errado de tirar isso de mim
Me deixando sem sentir nada
Rastejando agora, eu estou espancado
Eu estou torturado agora, e eu não estou sentindo nada
Como se estivesse caçando agora, eu estou te seguindo
Eu estou alcançando e não estou matando nada
Ooh, eu posso sentir você rasgando e dilacerando
E alimentando e crescendo dentro de mim
Eu quero isso mais do que você imagina
Eu preciso disso, me dê de volta.
Notas finais
http://letras.mus.br/disturbed/11168/#traducao
A tradução do site tá toda errada =/
Lembrando que esse pode ser o último post aqui no nyah... Então bora todos pro animespirit: http://animespirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-idolos-avenged-sevenfold-hesitate-410838
Beijos! e mandem reviews ou o mundo realmente vai acabar pra vocês ¬¬'
kkkk'
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