Hesitate

12 New Year


Notas iniciais
Haha, so.. Prontos pro capítulo 12?
Espero que gostem!
Beeeijos


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Eu tinha decidido, nada ia ser como era mais e ser chamada de Ruby pelas pessoas que conhecia estava começando a a embrulhar meu estômago…
Brian tinha razão quando disse que eu não poderia ser nada além daquilo tendo o “cabelo da Ruby” se eu mudara de uma forma da primeira vez, então eu ia fazer o mesmo dessa.
Radicalizando muito mais do que eu jamais imaginei que faria apliquei a tinta azul pelas mechas descoloridas.
Nicky e Ian voltariam a cidade para o ano novo, Tom continuaria fora até as aulas recomeçarem então o por enquanto minhas novas ideias teriam que ser postergadas.

Eu tinha pensado em pintar o cabelo apenas amanhã, no dia primeiro, mas aí decidi que queria começar o ano como uma pessoa diferente, então aqui estou eu sentada no meu banheiro e ouvindo música enquanto faço a unha e pinto o cabelo, é estou tendo meu momento de menininha.
Talvez meus pais não gostassem do fato de agora eu ter o cabelo colorido, mas eu não me importei com isso de verdade.

Quando deu a hora, fui lavar a tinta e secar o cabelo, os fios azuis com as mechas brancas fez com que eu sorrisse instantaneamente.
Saí do quarto e desci as escadas encontrando a casa vazia.
Era dia de ano novo e Jimmy tinha ido beber com os amigos, a ideia inicial era fazer isso aqui, mas como eu e Zacky terminamos eles foram para a casa de Matt.
Nós tínhamos a tradição de ir para a praia faltando pouco para a meia noite para assistir os fogos, e é claro pro meu pai pular sete ondinhas. Mas antes nós jantaríamos aqui em casa e vovó e vovô estariam aqui, não sabia como eles reagiriam ao cabelo azul, quando fiquei ruiva eles gostaram, mas azul é um tanto quanto incomum.
Subi para o meu quarto para dormir até de noite, uma vez que se não o fizesse mal ia aguentar a festa de ano novo.

Acordei com Jimmy sacudindo-me na cama.
– Anda mana! — Ele disse rindo
– Mh? Me deixa dormir Jimbo.
– Deixa de ser chata e levanta dessa cama. E me explica porque parece que você esfregou um Smurff no cabelo.
Ri e ele me puxou, obrigando-me a sentar no colchão.
– Eu pintei Jim. Não gostou?
– Gostei mana, agora vamos descer porque eu estou com fome e nós só podemos comer com todo mundo na mesa.
– Ok, deixa só eu trocar de roupa?
– Anda rápido. — Ele disse e saiu do meu quarto.

Levantei da cama e coloquei a roupa que já tinha separado, um short e um corset branco, com uma rasteirinha.
Fui para o banheiro e arrumei meu cabelo, passando uma maquiagem não muito pesada e desci para a sala.
– Sammy! — Vovó disse alegre vindo me abraçar — Seu cabelo está lindo amor.
– Obrigada vovó.
– O que foi que você fez agora? — Mamãe perguntou sorrindo — Ah tanto faz, ficou bom.
Ri — Valeu.
– Vamos comer! — Jimmy disse erguendo os braços
Sentamos na mesa já posta e nos servimos, conversando coisas aleatórias, eu não conseguia me concentrar muito e Jimmy não sabia esconder que estava bêbado.
– Já são onze e quarenta, devíamos estar indo para a praia.
– Não cabe todo mundo no carro. — Eu comentei.
– E é por isso que nós dois vamos a pé! — Jimmy disse alegre.
– Por que nós dois? Vai só você!
– Eu te carrego mana chatinha.
– Não obrigada, eu posso até ir a pé, mas recuso ser carregada.
– Se vocês vão a pé deviam sair agora. — Papai comentou e Jimmy pulou da cadeira agarrando minha mão.

Caminhamos pela rua enquanto ele cantava uma música da Britney Spears.
– Você sabe que música é essa não sabe? — Perguntei divertida
– Yeah, mas eu ouvi hoje e não sai da minha cabeça. E você anda muito devagar sabia?
– Eu não costumo andar com esse tipo de sapato estranho e tem pedrinhas entrando, tá começando a me irritar. — Comentei olhando meus pés.
– Então vem cá. — Ele disse vindo para o meu lado.
– Não Jimmy! — Disse alto e um tanto quanto histérica quando ele segurou minha cintura.
– Deixa de ser chata!
Ele me pôs nas costas e começou a correr pela rua, riamos juntos enquanto o ar salgado balançava meu cabelo.

Chegamos na praia e ele me desceu, puxando minha mão para caminharmos, porém eu o parei para tirar as malditas rasteirinhas, ia deixá-las no carro quando desse.
Nos aproximamos de Matt que estava abraçado à vadia dele enquanto bebia cerveja.
– HEY SHADOWS! — Jimmy gritou balançando as duas mãos no ar, arrancando um sorriso do amigo e da vadia xerox.
– E ai Rev, Sam? — Ele perguntou sorrindo — Gostei do novo cabelo.
– Valeu.
– Eu também! — Valary disse alegre — Que tinta você usou? — Perguntou, mas antes de eu responder Jimmy começou a falar.
– Cara, eu acho que aquele troço subiu direto pra minha cabeça e nunca mais vai descer. — Ele comentou rindo enquanto abraçava o amigo.
– Ah Jimmy, nada nunca desce, você fica chapado até quando não tem nada no corpo.
– Eu sou tipo o cara daquele desenho que caiu no caldeirão quando era criança e não podia beber a poção depois por causa disso.
– Obelix? — Valary perguntou rindo.
– É, esse mesmo!
– Só que você desobedece e bebe. — Eu comentei e ele riu, abraçando meus ombros.
– Mas é que a vida é muito mais legal assim Sam.
Ri e rolei os olhos — Então tá Jim beba a poção.
– Poção? — Ouvi a voz rouca que, normalmente, me faria sorrir, mas eu sabia que ele não estava sozinho antes mesmo de olhar.
Brian sorria meio abraçado a Matt e Zacky mantinha as mãos enterradas nos bolsos, olhando para algo além do mar.
– Eu sou o Obe… Como é mesmo Val?
– Obelix Jimmy! — Ela disse divertida
– Isso aí, eu sou o Obelix! Mas eu bebo a poção!
Brian franziu a testa e o olhou como se Jimmy estivesse louco — Então beleza. — Disse e riu, vindo me abraçar. — Oi Sam.
– E ai? — Perguntei mecanicamente.
– Tudo bem com você? — Perguntou baixo, me olhando preocupado.

Sacudi a cabeça voltando a mim e sorri, olhando para os olhos castanhos.
– Tudo sim.
Ele sorriu para mim e afagou meu cabelo — Ótimo, e eu gostei da cor. — Comentou puxando uma mecha e prendendo-a entre os dedos. — Isso é azul certo?
– Certo. — Respondi rindo, estranhamente era como se não houvesse mais ninguém ali, mesmo sabendo que todos conversavam ao nosso redor e Zacky nos olhava.
– Não ria de mim droga. A culpa não é minha, tá escuro aqui e não dá pra ver direito.
– FALA GALERA! — Johnny berrou enquanto corria ao nosso encontro, ele estava de bermuda branca e sem camisa, corria com os braços abertos e uma garrafa na mão.
– E aí anãozinho? — Jimmy disse alegre, pegando a garrafa dele.
– AZUL! — Ele gritou pulando em mim — Que massa Sam! Eu vou pintar o meu de vermelho bem berrante!
Ri — Isso aí Joh, junte-se a mim no time dos fodões de cabelo colorido!
– Eu iriei minha deusa. — Ele disse abraçando minha cintura e eu ri mordendo sua bochecha.

Meu celular tocou e eu puxei o aparelho do bolso, falando rapidamente com minha mãe que queria que eu e Jimmy fossemos até ela.
Puxei meu bêbado para longe do pessoal e fomos ao encontro da nossa família.
Deixei os sapatos com eles e combinamos de nos encontrar e tal e essas coisas, então eu e Jimmy voltamos a caminhar pela areia, ele chutava os grãos que espalhavam e alguns batiam em minhas pernas, causando coceira, então eu dei tapas em seus ombros para que ele parasse.

A atmosfera divertida e idiota acabou assim que olhei de volta para os garotos.
Zacky estava sentado perto do mar enquanto os outros conversavam, agora Michelle também integrava o cenário e ela estava sobre os ombros de Brian.
– Oi gente! — Ela disse animada
– Oi! — Jimmy disse alegre.
– E ai? — Perguntei não muito bem humorada. Nenhum deles assumiu que fosse por causa dela, a não ser Brian, que me lançou um olhar divertido.
Eles recomeçaram a conversa e eu resolvi caminhar um pouco pela praia, alegando que ia ver meus amigo

Andava enterrando os dedos na areia apenas pelo prazer de espalhar tudo e deixar as marcas fundas no chão.
Ao invés de ir para onde as pessoas estavam, caminhei até uma barraca de madeira e me sentei no balcão olhando o mar nada calmo bater contra a areia, fiquei tão perdida em pensamentos que quando Brian se sentou ao meu lado, tomei um susto quase caindo do balcão.
– Hey! Desulpa, não queria te assustar. — Ele disse divertido, segurando meus ombros.
– Mh, tudo bem. — Eu disse afastando-me de suas mãos.
– Tudo bem? — Perguntou virando o corpo em minha direção, mantendo as pernas para fora do balcão, uma de cada lado.
– Tudo sim. — Respondi vagamente sem olhar para ele.
– Certeza?
– Se eu digo que estou bem Brian, é porque eu estou bem. — Respondi mau humorada lançando-lhe um olhar cortante, que só fez com que ele sorrisse.
– A Michele ainda é minha amiga você sabe.
Franzi a testa, fingindo confusão. — Sim. E?
– E… Você não está aqui por que…?
– Eu estou aqui porque eu resolvi caminhar oras. — Disse simplesmente forçando um sorriso.
Ele ergueu as sobrancelhas me analisando — Ok então. Mas se não é por isso, por que você resolveu se isolar aqui?
– Bem, agora eu sou uma outra pessoa cem por cento. Eu cansei de mudanças mau feitas e fiz uma para valer agora.
– E eu vou gostar dessa outra pessoa que você resolveu se tornar? — Perguntou no tom rouco e sexy que ele forçava em mim de vez em quando, mas eu estranhamente consegui resistir.
Lancei um pequeno sorriso irônico para ele — Eu não prevejo o futuro por tanto não posso te dar essa informação.
Ele riu e chegou mais perto de mim.
– Você não prevê o futuro, mas me conhece Sam. — Disse passando uma das mãos pela minha coxa. — Você pode não ter certeza, mas tem um palpite.
– Meu palpite é que você ainda quer que eu seja a mesma pessoa idiota de três anos atrás, portanto não. Você não vai gostar. — Eu disse seca e ele se assustou um pouco pelo tom da minha voz e ficou confuso.
– E o que faz você pensar isso Sam?
– Muitas coisas. Mas não estou afim de discutir o que você gosta ou não gosta nas diferentes fases da minha vida.

Brian me encarou por um tempo e pulou para dentro da barraca, achei que ele simplesmente ia sair por ali, mas então senti suas mãos em minha cintura e meu corpo foi puxado com força para trás.
Não tive tempo de resistir, fui arrancada de onde estava e a próxima coisa que eu vi, estava no chão sentada sobre as pernas de Brian de costas para ele.
Seus dedos apertavam minha pele com força e eu não tinha absolutamente nenhuma reação enquanto sua boca encontrava meu pescoço e passava pela pele de leve.
Acordei do meu transe quando senti seus dentes se enterrarem em mim, um suspiro involuntário saiu dos meus lábios e ele me puxou contra seu corpo.
Sua mão foi para meu rosto e ele me puxou, virando para que pudesse alcançar minha boca.
Assim que sua língua tocou a minha, levei a mão ao seu cabelo por puro reflexo e ele sorriu entre o beijo, me ajudando a virar o corpo e sentar em seu colo.
– Não parece uma pessoa diferente Sam. Você ainda tem o mesmo gosto de sempre. — Comentou antes de morder minha boca.

Minha mente vagou lentamente, decidindo se eu resistiria a ele ou não, mas como sempre, quando se tratava de Brian, meu corpo decidiu antes e eu o puxei mais para perto, aprofundando o beijo urgente que ele me dava.
Ele começou a soltar os botões do corset de baixo para cima, mas parou antes de soltar todos.
Brian deslizou as mãos pela pele exposta da minha barriga, fazendo-me arrepiar e ter calafrios, arranhei sua nuca e mordi seus lábios, escutando sua risada baixa.
Sua mão livre de me acariciar, pousou na parte exposta da minha coxa, apertando de leve a pele branca e puxando-me mais para perto, colando completamente nossos corpos.
Escorreguei minhas mãos pelas suas costas e entrei com elas por debaixo da camisa, arranhando-o de leve logo acima da calça e depois subindo até os ombros.
Partimos o beijo para ele tirar a camisa, mas logo sua boca encontrou a minha de forma urgente como das outras vezes.
Ouvi-o abrir a calça e depois me puxou mais para perto, me forçando contra a ereção e gemendo contra minha boca.
– A gente precisa parar de se pegar em locais ou horas tão impropicias. — Murmurou e eu ri.
– Você quem sempre começa. — Respondi e ele mordeu meu queixo.
– E você me deixa começar, então… — Ri e, só para piorar a situação, esfreguei meu quadril nele, fazendo com que Brian mordesse meu pescoço com mais força do que normalmente fazia.

A música do celular dele me assustou e eu acabei dando um pulo, o que o fez rir.
– Relaxa Sam. — Disse divertido puxando o aparelho do bolso — Seu irmão. — Comentou e eu fiquei muito quieta enquanto ouvia ele atender. — Fala Rev!
Jimmy gritou coisas que eu não pude entender, mas podia ouvir sua voz.
– To andando por aqui, por que?
Ele gritou algo e dessa vez eu entendi meu nome.
– Beleza eu acho ela e a gente volta.
Meu coração gelou e eu me levantei no mesmo segundo, arrumando minhas roupas enquanto ele continuava a conversar com Jimmy no telefone.

Saí da barraca e andei com passos largos e rápidos até onde estávamos antes. Jimmy ainda estava no telefone, então acho que ele disse a Brian que eu tinha chegado e desligou.
– Aonde você estava pirralha? — Matt perguntou divertido.
– O Rev tava quase tendo um filho de preocupação. — Johnny comentou rindo depois de virar o resto do líquido da garrafa em sua boca.
– Eu estava com meus amigos. — Menti fazendo careta — Mas por que o desespero?
– Faltam uns cinco minutos pra contagem regressiva e tal, pai e mãe passaram aqui te procurando e tal.
– Relaxa Rev. — A voz divertida atrás de mim acabou me fazendo arrepiar, virei-me para ver o sorriso de Brian. — Agora, cadê o Zacky? — Perguntou olhando em volta e eu percebi que ele estava certo, não o via em lugar nenhum.
– Ele saiu um tempo atrás. — Matt comentou dando de ombros
– Eu vou atrás dele.

Encarei Brian sair e continuei encarando o local onde ele desaparecera, isso até Jimmy me puxar para perto da água, percebi que alguém fazia uma contagem regressiva em um microfone e a voz que contava para a virada do ano ecoava por toda a praia.
Quando chegou ao zero, os fogos estouraram iluminando o céu, eu olhei em volta e vi Brian e Zacky meio abraçados de lado.
Jimmy me puxou gritando algo sobre feliz ano novo na minha orelha, depois foi abraçar o resto dos amigos. Eu abracei todos também inclusive Zacky, que se aproximou lentamente de mim.
– Feliz ano novo. — Murmurou
– Para você também. — Respondi e me afastei rapidamente dele.

Eu e Jimmy fomos até nossos pais e ficamos lá por um tempo, até ele resolver voltar para os amigos, tinha combinado de ir em uma festa.
Fui arrastada pela areia até onde eles estavam, então fui arrastada até um carro, ignorei completamente o fato de que eu estava descalça, até porque aparentemente era um luau.
Estávamos no carro de Matt junto com as vadias, mas eu não tinha minha cabeça no lugar, então nem me importei com isso.
Desci do carro e todas as pessoas ficavam falando coisas de feliz ano novo para mim, eu respondi para todas enquanto procurava por Brian.
Esbarrei em alguém e ouvi um murmúrio de desculpas, levantei os olhos e encontrei as conhecidas orbes verdes me encarando.
Franzi a testa — Hey Zacky, o que você faz quando quer lembrar de algo que aconteceu quando estava bêbado?
– Amh… Eu não costumo tentar lembrar… Mas vem com o tempo, ou eu lembro quando fico bêbado de novo… Epifanias da vida, você jura que nunca mais vai beber por causa daquilo e depois… Bebe de novo. — Disse dando de ombros.
– Umh…
– Mas no seu caso, bem, se você lembrar de alguma coisa daquele dia e estiver bêbada pode ser pior. Não acha? — Perguntou sorrindo um pouco estranho e eu automaticamente dei um passo para trás.
– Eu preciso lembrar. — Disse e ele deu de ombros
– Boa sorte então… Mas não fique andando por aí sozinha e bêbada. Aparentemente não deu certo da última vez uh?
Estranhei o jeito que ele estava agindo, mas ignorei isso e cogitei sua ideia, caminhando lentamente até o bar.

Eu tinha adotado a política do Straight Edge e não queria desrespeitar minha nova forma de vida, mas eu simplesmente precisava ter certeza do que tinha acontecido.
Sentei-me em um dos bancos de madeira e olhei para a prateleira com garrafas cheias de líquido colorido de aparência ruim para o meu fígado.
– Pensando em trair seu movimento? — Brian perguntou divertido
– Estou precisando me lembrar de quando eu estava bêbada.
– Mh, mas é realmente importante? — Perguntou bebendo do próprio copo — Eu nunca lembro muito e fica tudo de boa para mim.
Ri — É, mas eu preciso.
Ele deu de ombros — Então boa sorte.
Escolhi algo de de coloração azul e bebi, era doce, mas queimava minha garganta.
– Droga. — Grunhi fazendo careta — Esse troço não é nada bom.
– Isso é porque você desacostumou a beber álcool.
– Não é isso, eu não gosto mesmo.
– Pareceu gostar bastante aquele dia.
Suspirei e virei o copo, sacudindo a cabeça e fazendo careta.
– É, mas acho que foi só aquele dia mesmo.
Ele riu e se levantou, puxando minha mão.
– Vem, nós vamos andar e quem sabe você se lembre?
Concordei e o segui pela areia até bem próximos ao mar, então ele me puxou para continuarmos andando.

Ele ficou em silêncio enquanto eu murmurava sozinha frases como “qual é, por que eu não consigo lembrar dessa merda?”
Até que eu apelei e chutei a areia, espalhando-a e me deixando ainda mais irritada.
Sentei no chão exasperada e cruzei os braços um pouco deprimida e muito irritada, cruzei os braços e olhei o céu escuro se encontrar com o mar ao longe.
– Talvez se você parasse de tentar tanto, conseguiria se lembrar mais fácil. — Ele murmurou em minha orelha, e só então eu percebi que Brian estava agachado atrás de mim.
– Eu tentei por três anos Brian…
– Então não tente, é exatamente o que eu estou dizendo. — Disse passando as mãos pelos meus braços.
Sorri e concordei com a cabeça. — É talvez seja melhor.
Brian me puxou para cima e me fez voltar a caminhar a areia me atrapalhava a caminhar, mas continuei mesmo assim, ele me colocou em um balcão de madeira e percebi que tínhamos andado até a praia que estávamos mais cedo, que era bem longe se quer saber.

Dessa vez ele não sentou-se ao meu lado, ficou parado na minha frente e sorriu.
– Tudo bem?
– Mh, é… Tudo.
Ouvi sua risada sonora e ele se aproximou de mim, ficando realmente perto.
– Você é um lixo pra mentir, sabia?
– Aparentemente eu sou pior do que isso, mas tanto faz.
Senti suas mãos passarem por mim e sorri para a visão dos olhos castanhos, ele me puxou e beijou minha boca de um jeito diferente do que costumava fazer.
Aquilo me fez bem, mas então minha cabeça girou enquanto eu respirava o cheiro conhecido.

Ele mordia de leve meu pescoço enquanto suas mãos passavam pelo meu corpo, enterrei minhas unhas em suas costas e ele riu baixinho, levantando o rosto e me encarando.
– Seja boazinha Libby.


Love, should it be so tragic?
Should it be dramatic?
Should it take such a toll on you?

Trust, why is our trust faded?
Trade our scars for his promises
Wait, how long will you wait here?
Your life longs for a new year
Your healing must begin somewhere
Everything you could ever want
Is right before you
He is close to your broken heart
You're right where you should be

Amor, isso deveria ser tão trágico?
Deveria ser dramático?
Deveria te cobrar tão caro?

Confiança, porque nossa confiança está tão apagada?
Troque nossas cicatrizes pelas promessas dele
Espere, quanto tempo você vai esperar aqui?
Sua vida anseia por um ano novo.
Sua cura deveria começar em algum lugar
Tudo o que você jamais poderia querer
Está bem diante de você
Ele está perto do seu coração partido
Você está exatamente onde deveria estar.

Notas finais
Liked?
Claro que não ia ser tão esclarecedor assim né gente? Vocês não esperavam que eu fosse tão legal assim...
Maas... nos vemos nos reviews! =D
No próximo capítulo teremos o início de uma "nova fase" na fic... Se você leu a Give it up, provavelmente sabe do que eu estou falando, mas se não... Nos vemos no 13 galera ;D