Heroes Of Sand
3 2 - The Evil is Coming
Notas iniciais
2 – The Evil is Coming
POV Mário Sullivan
Mais um dia monótono na escola, provas e vestibular na cabeça. Eu não queria fazer faculdade, mas meus pais insistiam que eu estudasse, então arranjei algo que eu amo nessa vida: música. Eu estava certo de que iria conseguir passar na faculdade e isso traria orgulho á eles.
Me dirigi á aula de história, sentei-me no mesmo lugar de sempre e abri o caderno.
– Olá pessoal! Animados? – aquele professor tinha o que na cabeça? Tudo que eu não tinha era ânimo para estudar e... Parei imediatamente o que fazia para olhá-la – Trouxe uma nova aluna e quero que sejam legais com ela ok? Ela se chama Natália! – ela estava tímida, não encarava a sala. – Sente-se perto do Mário ok? Ele vai te ajudar – o professor apontou para um lugar vago á minha frente. Meus amigos, João, Hugo e Luiz babaram pela garota
– Cara quem é essa deusa? Mário do céu!
– João... Menos cara! – Hugo disse rindo
– Quem sabe agora você deixa de ser bv e...
– João cala essa boca! – eu gritei e o professor nos olhou. A garota ficou um pouco assustada. Até que meu celular vibrou: “Pai”, logo a foto dele apareceu no visor e a garota esboçou um sorriso
– Você gosta dele? Sabe quem é? – perguntei desligando o celular. Ela assentiu e me mostrou seu caderno com a capa do Avenged Sevenfold. Era comum achar fãs da banda do meu pai. – Eles são muito bons mesmo! O baterista é meu pai – ela ficou indignada e parecia não acreditar
– E nós somos os melhores amigos dele tá? Qualquer dúvida é só falar conosco – João disse se mostrando. Ela pareceu nem se importar. Olhei para o outro caderno e vi que ela gostava daquele filme, o Rei leão. Sorri, por que eu também gostava. A aula se baseou nisso: João passando cantadas idiotas para Natália, Hugo dormia o tempo todo, Luiz ficava desenhando e eu viajava por aí. Fiquei observando a garota a aula toda, ela era linda. Senti meu rosto corar quando ela se virou para me perguntar algo. O sinal tocou.
– Que aula temos agora?
– Biologia, você vai gostar do professor. Ele é engraçado. Se quiser sentar comigo no laboratório seria legal mesmo – eu disse sorrindo
– Ah... Claro! Você é muito simpático... Mário certo?
– Sim, Mário Sullivan – sorri estendendo minha mão para ela
– Natália Cerrao – o sorriso dela era incrível. Fiquei um instante olhando para seus olhos castanhos. Droga, meu pai sempre me disse que quando essas coisas acontecem, é bom ficar preocupado, afinal ele sentiu isso quando conheceu minha mãe.
– Vamos é por aqui – eu e ela subimos para o laboratório com João falando besteiras ao nosso ouvido
POV Natália
Mundo estranho, para mim era terrível estar em uma escola nova, mas parece que aquele garoto poderia me ajudar e... Calma ele disse ser filho do The Rev? Não acreditei, embora ele parecesse muito e tivesse olhos azuis como os dele. Eu era uma fã maluca do Avenged e quando eles anunciaram o fim da banda, fiquei triste demais. Meu favorito era o Brian e o Rev, e agora estar frente a frente com o filho dele... Fiquei observando Mário a aula toda. Ele era alegre e muito maluco, assim como o pai
– Você vai matar aula? – perguntei. Ele mostrou o sorriso mais lindo que já vi
– Não... Hoje não! Mas ele sempre vai – ele apontou para aquele garoto que ficou me cantando.
– Ah hoje a última aula é de atualidades cara! Vamos sair e a gente pode beber alguma coisa no bar!
– To dentro! – Hugo disse levantando a mão
– Ah por que não? – Luiz sorriu
– Podem ir vocês, eu vou ajudar a Natália e depois tenho que sair com meus pais mais tarde. Vamos jantar fora hoje. – ele disse
– Seu pai... Ele é mesmo o The Rev? O Jimmy? – eu estava maravilhada – Pode conseguir um autógrafo pra mim?
– É claro! Eu te apresento ele hoje pode ser? – ele sorria e eu apertava o caderno do A7X contra meu peito.
A aula terminou e os garotos já tinham ido para o bar, Mário ficou comigo o dia todo, me fazia rir e mostrava fotos lindas da família e das turnês incríveis do Avenged.
– Posso te acompanhar até sua casa?
– Claro... – saímos da escola. Ele ficava contando piadas idiotas que me faziam rir e nem sei por que. Sem contar que ele insistiu para carregar meu fichário.
– Moro perto daqui Natália, quando quiser conhecer o The Rev me avise – ele disse me devolvendo meu fichário
– Pensei que ia me apresentar ele hoje
– Pois é, mas... Ah olha, aquela é minha mãe! — ele apontou para uma mulher muito bonita. Então ela era esposa do Rev? Nem acredito. Ela estava com as mãos cheias de sacola de supermercado – Mãe! – ele gritou e a mulher sorriu, veio até nós. – Mãe essa é minha amiga Natália, acredita que ela é fã do Avenged? Ela ama o pai!
– Prazer querida... Sou Beatriz, mas pode me chamar de Bia ok? É mais legal – sorri. Ela era simpática demais.
– Prazer senhora... Bom eu tenho que ir... – me virei para Mário. Encarar aqueles olhos azuis era demais – Nos vemos amanhã?
– Com certeza avenger... – ele me beijou a bochecha – Amanhã eu vou te apresentar o meu pai – sorri, estava corada. Ele se afastou com a mãe e eu fiquei ali, como uma idiota sem saber o que dizer, talvez esse encantamento fosse passar ou não... Talvez Mário Sullivan marcaria minha vida sem que eu pudesse recuar, com certeza eu não recuaria.
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Embarque — Aeroporto de Congonhas — São Paulo (15:30 da tarde)
– Chegamos... Mal posso esperar! – a mesma mulher do beco estava de volta. Segurava malas pesadas e estava com seu homem.
– Você sabe onde eles moram?
– Fique tranqüilo, tenho contatos nesse país... – ela andava sem preocupação alguma, tinha amigos no Brasil e estava decidida e seguir com seu plano de vingança. Seu companheiro passou a levar sua bagagem. Matar... Era só o que ela pensava. Ver o sangue de seus inimigos jorrarem. Seu amante lhe ajudaria no que fosse preciso. Ela arranjara mais um homem, mas agora ela não obedecia, ela mandava. “Estou de volta, vou matar um por um, vou destruir todos” Seu pensamento era só este apenas. Pobre mulher. Pobre de classe, pobre de espírito.
(Pobres aqueles que acreditam na vingança, que tentam ser o que não são. Cuidado com suas ações, você nunca sabe o preço que elas lhe custarão) — autora
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