Heroes Of Sand

4 3 - Running Alone


Notas iniciais
Oi gentee *--* novos personagens vão aparecer ao longo dos capítulos tá? os amigos do Mário são inspirados em meus amigos mesmo.. João, Hugo e Luiz. As meninas Stella @srtoliveiraa e Victória @AboutVicky também são amigas deles!O Caio tbm é inspirado em um amigo meu ♥ Agradeço demais aos leitores Lhama Boy, Senhoritasullivan,MayShadows OnlyAvenger ♥ vcs são demais ♥

3 – Running Alone

POV Jimmy

- Brian, como você tá? – anos sem ver meu guitarrista favorito me fizeram ter milhares de histórias para contar – Seu viado! Cadê você aqui?

- Jimmy meu vôo atrasou, vou embarcar amanhã tudo bem? Diego, Kamily, Carol e Leticya vão comigo! Tem lugar aí pra gente dormir?

- As garotas dormem no quarto de hóspedes, Diego dorme na sala e você... Bem pode dormir na casinha da Pinkly, é grande até – sorri

- Cala boca seu puto! E a Bia linda como está? E o mini Rev?

- Estão todos bem... E a Carol?

- Cara... Nós nos casamos acredita? – sinceramente não.

- Parabéns...

- Tá certo, agora o ser da beleza mais admirável vai para lençóis. Rev, amanhã de manhã estaremos aí! Boa noite viado – ele desligou na minha cara.

- Quem era amor? – Bia aparecera na sala

- Brian... Ele embarca amanhã com o pessoal. – eu disse me aproximando dela

- Estou com tanta saudade deles e... – abracei- a por trás calando-a com um beijo – Você não cansa de fazer isso né? Vem, vamos dormir – Bia me levou para o quarto.

Não me lembro de muita coisa, nos beijamos até que eu apaguei abraçado á ela.

Sonhos... Eu os detesto, ainda mais quando não são boas coisas. Logo eu estava num lugar escuro, sozinho. Meu filho estava no sonho, Mário andava com pessoas estranhas e ele estava diferente. O local era estranho e várias pessoas gritavam por socorro, eu estava num lugar onde almas pediam ajuda. Era muito maluco tudo aquilo. Eu corria atrás de Mário, mas ele ficava cada vez mais distante. Pessoas que eu conheci estavam lá, antigos amigos, família e... Flávio. Ele sorria, meu filho ia cada vez mais perto dele, como se estivesse sendo atraído para o perigo. Eu não podia fazer nada... Flavio segurou meu filho pelo braço como se eles estivessem se unindo em um só. As almas gritavam e aquilo doía dentro de mim, caí agonizando no chão enquanto aquelas vozes ecoavam na minha mente. Choros, gemidos, gritos. Eu não agüentava mais. Flávio ficava a me observar. Algumas palavras foram ditas:

“Está feito... Sullivan você perdeu”. Acordei assustado, suava frio. Olhei no relógio e eram 4:00 horas da manhã. Bia acordou também.

- Jimmy o que houve?

- Tive um sonho, sabe aqueles malditos flashes quem vem á minha mente?

- Amor, você está suando calma! Vou pegar um copo d’água pra você – ela se levantou e foi para cozinha. Aquela visão foi terrível, era muita dor num lugar só. Pessoas suplicando por ajuda. Eu pude ver o desespero, a maldade toda num só local. Mas por que eu e Mário estávamos lá? Bia voltara

- Amor, bebe – segurei o copo, minhas mãos tremiam.

- Era tão real Bia eu... – ela me abraçou

- Vem, vamos dormir amor – deitei em seu colo e apaguei.

POV Mário Sullivan

Eu estava atrasado para aula como sempre. Meus pais ainda não tinham acordado e já era hora de sair. Coloquei minha camiseta do Avenged, uma calça jeans qualquer e meu All star. Fui até o quarto deles e bati na porta.

- Pai, mãe eu estou atrasado sabiam? – minha mãe levantou correndo

- Filho, vou te levar á escola hoje tá? Seu pai não dormiu muito bem

- Tudo bem mãe, mas agente podia ir rápido né? – ela sorriu. Minha mãe desceu, estava linda como sempre, me levou até seu carro. Não demorou muito pra que chegássemos ao colégio. Me despedi dela e saí do carro. Não tinha visto uma rodinha estranha de garotos atrás da quadra. Eles estavam se drogando eu acho. Passei por eles, mas é óbvio que eles iriam mexer comigo.

- Sullivan, o filhinho idiota do The Rev! Dá pra acreditar que esse aí é filho de um cara tão foda que nem ele? – tentei ignorar, mas eles vieram até mim

- Me deixem em paz ok? – eles me empurraram na parede

- Você é tão ridículo cara! É um viado mesmo. Aquela aluna nova muito gostosa está na sua e o que você faz? Devíamos encher você de porrada! – tentei sair, mas eles eram mais fortes – Você tá vendo isso aqui? – o cara me mostrou a droga, parecia cocaína. – Somente os machos tem coragem de usar, não é seu caso né bichinha? – eles riam. Empurrei o cara e corri pra dentro do colégio. Corri muito e nem percebi alguém me chamar

- Mário? – Natália estava parada em frente aos nossos armários

- Oi, tudo bem? – respondi sem graça

- Sim, mas do que você está correndo menino? – ela riu

- Nada não. Vem, vamos pra aula avenger! – peguei em sua mão e a levei pra sala. Sentei-me na janela e fiquei observando aqueles caras perto da quadra. Olhei para meu reflexo no vidro. Será mesmo que eu sou tão idiota assim? Eles pareciam se divertir enquanto cheiravam a droga. Eram populares, tinham muitos amigos e garotas. Parecia ser boa a sensação, será que eu... Devia...

- Mário, por que você está quieto? Algum problema? – A voz doce de Natália me tirou do transe

- Não, tudo bem... – ela desconfiou. Não demorou muito para que os atrasados chegassem. E um deles era Murilo, estava na roda com os caras lá embaixo. Ele entrou de óculos escuros, tentava esconder seus olhos vermelhos. Ele foi para a última carteira, me observava por debaixo das lentes. Assim que ele abriu a mochila, vi pequenos pacotinhos com algum pó branco.

- Cocaína – Natália disse me olhando

- Como sabe?

- Não sou ingênua Mário, já passei por coisas que você nem imagina – me perguntei o que ela escondia. 17 anos e tantas experiências? Ignorei seu comentário. Murilo tratou de esconder a droga quando percebeu nosso olhar. Não sei por que, mas uma curiosidade me invadiu, uma vontade de saber... Seria bom?

POV Natália

Eu podia ser tudo menos ingênua. Já havia passado por toda a dor e sofrimento possível, mas não queria dizer isso á ele. Por um instante achei que Mário pudesse estar interessado em...

- Bom dia mini Rev! Bom dia flor de maracujá! – João chegara com aquelas cantadas ridículas. Sorri de canto

- Oi João

- Qual a boa de hoje? Vamos sair né galera? Eu preciso beber!

- Vocês bebem? – perguntei assustada

- Ah qual é Natália, uma aventura não pode te fazer mal! Nós vamos né Mário? – pensei que ele jamais fosse aceitar, mas ele estava com um olhar diferente.

- Sim nós vamos! Matamos a aula de geografia – olhei fixamente pra ele

- Beleza! Vou avisar a galera

- Por que isso Mário?

- Cansei de ser idiota Natália, quem sabe uma aventura dessas não me faça bem! Nunca matei aula antes, mas parece divertido! Você vem? – ele sorriu pra mim. Eu não podia ir, mas também não deixaria aqueles malucos sozinhos.

- Tudo bem Mário eu vou... Mas só pra garantir que você não faça besteiras ok? – ele sorriu mais ainda e me abraçou. Corei na hora. Eu não sei onde estava com a cabeça, mas essa história não ia dar certo, e meu medo era maior.

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A mulher saía do hotel, junto dela seu homem.

- Vem, vamos dar uma volta Caio – ela o chamou. Cruzavam a avenida movimentada de São Paulo até entrarem numa rua que dava de frente com o colégio Santo Agostinho.

Alguns jovens estavam pulando o muro e corriam, quando deram de encontro á eles

- Ah! Cuidado seus moleques! Olhem por onde andam e... – a mulher congelou. Reconheceu aqueles olhos

- Desculpe, foi sem querer – o garoto lhe respondeu. Ela sorriu

- Vamos Mário! Temos que ser rápidos! – outro garoto o chamava

- Você é Mário? – ela tinha olhar de êxtase enquanto seu companheiro já havia percebido tudo

- Sim, Mário Sullivan. E você não me é estranha! E amiga da minha mãe? – suas palavras eram mais que inocentes. Ela não respondeu, apenas sorriu para ele – Tenho que ir! Desculpe – o garoto saiu correndo com seus amigos

- Era ele? O filho do tal cara?

- Esse mesmo! Sabe amor... Isso vai ser mais que divertido! – ela sorriu. Já tinha uma ideia, um plano. Seguiram os garotos sem levantar qualquer suspeita.

Notas finais
Gostaram pessoal? amanha yo vorto *-* kk