Heroes

17 016 - Jump City me Aguarda


Notas iniciais
espero que gostem. Ficou pequeno....

Ser uma super heroína não é divertido...sério! e lá estava eu novamente perseguindo um maldito fantasiado. Não era uma coisa muito legal, eu estava realmente tendo trabalho para pegar aquele cara. Ele tinha aparecido no dia anterior e eu estava até agora atrás dele. Ele simplesmente parecia estar me guiando pra um lugar bem longe. Por que acredite eu estava bem longe de Gotham. Sorte minha – ou não – eu estava usando a minha moto personalizada – dada pelo meu pai, claro. O papai morcego tinha que tentar fazer algo de bom pra filha pelo menos uma vez na vida. Mas o maluco era muito mais rápido do que eu imaginava e constantemente eu o perdia de vista. O problema era que eu não conseguia acertá-lo com nenhuma das minhas bolas de fogo ou qualquer outro ataque que eu tentasse.

Mas agora eu estava numa cidade desconhecida da costa, e tinha perdido oficialmente o cara de vista. Passei por uma ponte sobre o rio e pude ver ao longe uma enorme torre em forma de T. okay, aquilo era bem estranho, mas também o que poderia ser normal numa cidade chamada JUMP?

Parei a moto no centro, algumas pessoas olhavam para mim de forma estranha, outras apontavam e diziam “olha é a Butterfly!” decidi que talvez era melhor procurar uma loja e comprar roupas normais pra eu vestir. Pelo menos Emylle Wayne chama menos a atenção que a Butterfly de vestido rosa e mascara né?

Mas eu não tive muito tempo pra isso avistei o cara maluco em cima de um dos prédios. Comecei a persegui-lo novamente. A aquela altura eu já devia ter percebido que correr atrás do cara não era o melhor jeito de captura-lo. Mas fui atrás dele mesmo assim. Fomos parar num campo aberto ele estava parado e segurava um envelope nas mãos. Eu não podia ver seu rosto por que este estava coberto por uma marcara metálica preta e alaranjada

(http://i592.photobucket.com/albums/tt7/Sara_Shadow/Teen%20Titans/Slade.jpg)

Eu engoli um seco naquele momento, ele parecia realmente ameaçador. Tentei usar então tudo o que eu tinha aprendido com Samara um tempo atrás. Bati o salto no gramado criando uma ondulação de terra que foi na direção do homem, mas não adiantou nada por que ele se livrou saltando agilmente para o lado.

-Ora, pequena borboletinha... por que está tão empenhada em correr atrás de mim?

-Por que você roubou informações confidenciais que me pertencem. – eu disse com a voz amarga. Aquele filho da puta tinha invadido a caverna e roubado várias informações do computador de meu pai. Eu não fazia nem ideia do que era, mas tinha absoluta certeza de que era importante.

-Não é por que o que está escrito aqui fala sobre você e a sua mamãe que isso lhe diga respeito, pequena. – o homem disse sendo debochado.

-Desgraçado!

-olhe como fala, pequenininha... não faz muito o seu perfil delicadinho falar essas coisas.

Eu senti tanto ódio naquele momento que não consegui nem mesmo responde-lo. Eu simplesmente parti pra cima dele. Desferi socos, chutes e ataques com os punhos repletos de fogo, mas nada surtia efeito.

Eu estava sendo imprudente e descuidada, e demorei tempo demais para perceber que ele havia grudado um pequeno detonador na barra do meu vestido. E em alguns segundos aquilo explodiu. Senti meu corpo se chocar contra um muro e confesso aquilo doeu pra cacete.

Mas não era pior do que estar seminua na frente de um bandido maluco. E pra completar eu tinha um ferimento gigante no que ia do ombro até meu abdome. Meu vestido estava em frangalhos e eu estava apenas com o short que eu felizmente usava por baixo do traje – que era feito de um material mais resistente que a roupa – e o top que estava todo sujo de sangue. Terminei de rasgar o vestido que sóbria precariamente apenas uma parte do meu corpo e o joguei no chão. Não era importante, eu tinha outros iguais a esse guardados. Não era a primeira vez que eu rasgava o uniforme.

Estalei a língua em sinal de reprovação. Aquele filho da puta ainda estava de pé e ria de mim. Me senti em fúria e o ataquei novamente, ataquei do jeito que eu podia, desajeitada, ferida e sentindo muita dor.

Mas novamente eu senti aquele formigamento vindo do meu ventre e se espalhando pelo meu corpo. Droga! Eu não podia me descontrolar agora.

A cerca de 3 anos eu tinha voltado a ter recaídas com meus poderes. Talvez pela depressão e pelos remédios fortíssimos que eu fora obrigada a tomar para me acalmar. Mas ponham-se no meu lugar, eu não tinha mais a minha mãe, não tinha mais o amor da minha vida – que tinha acabado de me abandonar – e meu pai não ficava em casa. Eu tinha sido tomada pelo meu maior medo. Ficar sozinha. Desde aquela época se eu não controlasse muito bem os meus sentimentos isso acontecia. Eu tinha surtos de descontrole de poderes, e como se não bastasse a enorme possibilidade de eu machucar gravemente alguém, eu poderia morrer numa situação dessas. Principalmente por que naquele momento eu estava diante de um inimigo, e o filho da puta era bem resistente.

Tentei ignorar agora a dor e o formigamento que deixava meus membros amolecidos e desferi outro ataque. O Homem simplesmente desviava e ria alto. Mas como eu já suspeitava não consegui permanecer firme por muito tempo. Eu simplesmente vi tudo apagar diante de mim.

Acordei sentindo minha cabeça latejar com força. Doía tanto que eu pensei que meu cérebro iria explodir. Senti-me um pouco desconfortável algo apertava meu abdome e eu não conseguia mover meu ombro direito. Percebi então que eu estava numa cama e que eu estava toda enfaixada. Analisei bem o lugar onde eu estava. Era um quarto claro, coberto de armários brancos. Havia uma escrivaninha perto da janela coberta de papéis rabiscados e escritos e alguns adereços e parafusos em cima.

O piso era coberto por um carpete azul marinho e eu estava numa cama bem no centro do quarto. Levantei-me com dificuldades. Notei que eu estava com uma roupa que não era minha. Uma camisola preta. Procurei pela porta para sair dali. Onde eu estava? Será que o homem de máscara laranja tinha me pego como refém?

Descobri um botão na parede e o pressionei meio receosa. A porta se abriu e eu saí por ali. Corredor era escuro, e comprido e haviam outras 5 portas iguais espalhadas pelo mesmo. Mas havia uma luz de um dos lados. Segui receosa em na direção dela. Deparei-me com uma sala montada com um sofá enorme em volta de uma mesa redonda, do outro lado havia uma pequena cozinha e uma copa. Ouvi passos vindo em minha direção. Senti meu corpo congelar.

-você deveria ter permanecido em repouso. Você se machucou feio, Emylle... – ouvi a voz rouca chegar aos meus ouvidos. Uma voz que eu conhecia bem. A voz cujo o dono me fizera chorar durante três anos.

Notas finais
e então ficou bom? Gostaram?
Mandem review e recomendem a fic ok? eu ficaria agradecida.