Heroes
16 015 - Titã
Notas iniciais
Boa Leitura!
Já fazia quase 3 anos que eu estava vivendo uma nova vida, 3 anos que eu tentava viver como se toda a minha fase de Gotham nunca tivesse acontecido.
Por um lado essa mudança brusca de ambiente foi algo realmente bom pra mim. Encontrei um grupo novo – ou melhor fui persuadido e muito chantageado para formar esse grupo – onde eu sou o líder e não preciso mais receber ordens de ninguém.
Não é como se Bruce tentasse me controlar o tempo todo,– Na verdade era, mas vamos fingir que não e florear um pouco esse momento certo?- Mas liderar os Titans me fazia realmente bem... isso é se não contarmos com a quantidade de bandidos malucos e fantasiados que aparecem nessa cidade. Parece que Jump atrai mais bandidos e gente maluca que qualquer outro lugar em todo o Estados Unidos.
Mas fora isso eu não tinha mesmo do que reclamar. Eu estava vivendo muito bem, obrigado. Moro numa torre em forma de “T” numa ilha particular, tenho um quarto só pra mim e a prova de curiosos, equipamento de primeira, uma moto da hora... fora que tenho amigos e por aqui não se fala muito em vida pessoal, então minha tarefa de esquecer todo o período que vivi em Gotham fica um pouco menos complicado.
Nesses últimos anos que passei aqui conheci também uma pessoa, se é que eu posso me referir a ela assim se contarmos que ela é de outro planeta. Seu nome é Koryander e ela vem de um planeta chamado Tamaran. Eu sei que pode não ser muito comum mas eu estou interessado nela neste momento. Ela pode ser a chave pra que a Butterfly suma da minha mente, pelo menos por uns tempos.
Desde que eu saí de Gotham a tal da Aphrodite mantém contato, ela monitora cada passo meu desde que saí daquela cidade para ter certeza de que eu não vá me aproximar de Butterfly novamente. Santo deus das mulheres inseguras. Mas algo que me incomoda é que no meio das minhas investigações sobre um vilão em particular, descobri que Aphrodite e aquele Festus trabalham pra ele.
No ultimo ano nós os Titans fomos apresentados a um cara – não sei se posso chamar aquele homem de lata assim, mas relevem. – seu nome é Slade. Ele é exatamente o tipo de gente que eu chamo de “filho da puta”. Ele realmente me irrita e como se não fosse o bastante ele havia introduzido uma espiã no nosso time. Terra.
O que mais me irrita nessa história toda é que além de eu não saber quem é esse filho da puta, ele ainda conseguiu praticamente acabar com o Beast Boy. Acontece que ele era completamente apaixonado pela Terra.
Então agora na torre nós meio que vivemos um mini-drama: Cyborg está atarefado tentando ajudar um outro grupo de Titans que se formou na costa leste e ainda se recupera do golpe que sofreu do irmão-Sangue. Beast Boy ainda está lamentando o incidente com a Terra, já que a menina acabou virando pedra depois de se rebelar contra o homem de lata chamado Slade. Starfire é inocente demais pra algumas coisas, mas é visível que ela anda preocupada com alguma coisa, mas por mais que eu pergunte ela não quer falar. E Raven... bem é difícil saber o que se passa com ela já que ela nunca se abre com nenhum de nós.
Neste momento eu estou trancado no meu quarto assistindo a um noticiário qualquer. Nada está me interessando de verdade. Eu estou simplesmente focado em descobrir quem é o tal do Slade.
Ouvi batidas na minha porta, levantei-me sem muito humor para abri-la. Era Starfire. Aqui na torre nós cuidamos para nunca nos tratarmos pelos nossos nomes verdadeiros. Mais pela segurança das nossas identidades secretas do que por qualquer outro motivo.
– Não vai descer pra jantar? – Starfire me perguntou com um sorrisinho nos lábios. Os olhos verdes brilhavam em expectativa ela estava feliz por algum motivo.
–Já vou descer.– eu disse apenas e ela saiu saltitando pelo corredor como uma criança. Naquele momento eu já tentava me recordar do numero da disk entrega de pizza, aquela animação não era normal. Que os deuses me ajudassem, tomara que Koryander não tenha a feito comida.
Quando desci para onde ficava a nossa cozinha encontrei todos os membros reunidos em volta de uma panela gigante de alguma coisa que eu não sabia o que era. Starfire era a única em pé e praticamente dava pulinhos de excitação. É eu estava certo ela havia cozinhado o jantar. Raven me fitou com aquela velha cara sem expressão enquanto Beast Boy praticamente chorava implorando que eu fizesse alguma coisa. Tem horas que eu realmente desejo não ser o Líder.
Depois de todos provarmos a gororoba que a Starfire havia feito e praticamente vomitado tudo logo em seguida decidimos pedir uma pizza – como mandava a tradição. E já era bem tarde quando decidimos que iríamos dormir.
Mas como dizem: não há hora certa para problemas. Nossos comunicadores apitaram e sabíamos que havia algum problema a ser resolvido.
–É no banco – Cyborg anunciou – espero que não seja coisa do Slade, não estou afim de ver a cara dele a essa hora.
– Eu estou com sono ...– Starfire reclamou se arrastando pra fora do sofá sendo imitada por Beast Boy que logo se transformou em uma preguiça.
–Vamos logo com isso – eu ralhei definitivamente irritado – quanto mais rápido resolvermos isso mais rápido voltamos.
–Você quem manda, Chefe. – Raven disse com a sua voz tipicamente rouca e sem emoções.
E saímos pela cidade atrás do que eu julgava ser mais um maluco fantasiado.
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Emylle P.O.V
Eu nunca tive tanta preguiça na vida de ir a aula. Sério! Acordei com uma puta dor de cabeça. Pudera também eu tinha exagerado um pouquinho na festa de ontem. Tomei um banho rápido e tentei desfazer com cuidado os nós que se faziam presentes nos meus cabelos. Mas não adiantou muita coisa se comparar com o resultado. Hoje era um dia em que ele estava rebelde. Então eu apenas o deixei do jeito que estava. Foda-se.
Vesti-me e fiz uma maquiagem um pouco pesada. Normal. Fui na direção do hangar. A melhor parte de estar sozinha em casa era que eu podia escolher o carro que eu queria na garagem sem ter meu pai falando na minha cabeça. E foda-se o mundo!
(Roupa: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=70888452&.locale=pt-br)
Peguei uma das Mercedes* pretas, eu gostava de Mercedes, elas combinavam um pouco comigo.
Ajeitei os espelhos retrovisores e dei partida em direção a ilha vizinha onde ficava a minha faculdade. Não demorou muito a eu ver rostos conhecidos por ali. Alguns meninos do curso de fotografia me cercaram, mas eu nunca dava bola pra eles. Stalkeei em volta procurando o meu asiático lindo que dera a festa de ontem. Sem sucesso.
Deus sabe o quanto eu odeio isso. Por que ele sempre “fugia”? Será que eu era tão estranha assim? Ah, qual é?
Então a multidão meio que se dispersou quando a sineta do primeiro tempo soou, e uma garota subia as escadarias apressadas. Os saltos amarelos batiam no piso e faziam um barulho realmente irritante. Mas quando ela olhou pra mim eu não pude acreditar. Eu poderia reconhecer aquela cara de pastel em qualquer lugar. E a Cabeleira loira estava presa num rabo de cavalo com um laço de fita enfeitando, os olhos verdes expressivos brilharam quando ela me viu e aparentemente me reconheceu. Eu não a via a anos.
(Roupa: http://www.polyvore.com/alice/set?id=70889515)
–Emylle?
–Alice! – eu praticamente berrei e fui correr até ela. E a abracei.
– A quanto tempo! O que tem feito? Desde que veio para a américa você sumiu.
–Eu estou cursando Artes aqui. – eu sorri – e você, que ventos a trazem até o Estados Unidos?
– Bem... eu ganhei uma bolsa para a escola de ballet de Gotham e bem... transferi-me para cá.
–Oh! Mas isso é muito bom! Vamos viver uma perto da outra novamente.
–Ao que parece sim... mas acho que vou sentir falta de casa... ah como eu amo Londres.
– Eu também sinto falta de Londres, mas não acho que eu tenha coragem de voltar pra lá.
–Eu entendo você... Mas por outro lado é bom eu estar aqui... assim me livro dos meus irmãos mais velhos. Deuses como eles são chatos!
–Pelo menos você tem irmãos... eu sou apenas uma sozinha abandonada nesse mundo...
–ué, onde está seu pai?
–Em metrópoles... resolvendo problemas...
–Metropolis não é tão longe...
–É.. ele costuma vir em casa alguns dias por semana...
–deve estar sendo difícil pra você né?
–Um pouco ... mas eu já estou acostumada com isso... lembra que a minha mãe vivia saind em turnê? É quase a mesma coisa...
–Ah..- ela sorriu – Desculpe, Emmy, mas eu preciso ir agora... tenho que finalizar minha matrícula. Nós podemos almoçar juntas... o que acha?
– Claro.. eu te ligo ok?
–Ok.
Depois que Alice me deu as costas correndo na direção da secretaria e eu apenas sorri com a cena. Eu sentia falta dela, era minha amiga de infância. Pelo menos hoje eu teria um almoço como antigamente junto com minha melhor amiga.
Mas eu não tive muito tempo de felicidade minha pulseira piscou duas vezes e deu um apito. Alguma coisa estava acontecendo na cidade. Droga!
Corri o máximo que eu pude até o carro onde troquei de roupa e saí atrás do maldito do bandido.
Notas finais
e então, gostaram? Comentem ok?
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