Heroes
15 014 -Começar de novo
Notas iniciais
Boa leitura nos falamos mais lá em baixo
Eu não sabia exatamente que horas eram quando eu acordei. Apenas sei que estou de pé diante do quarto dele a tempo demais.
O quarto está vazio. Não há nenhuma pista de que alguém habitava esse quarto a menos de 10 horas. Senti-me decepcionada.
-Ele foi embora. Deixou um recado.
Foram apenas essas palavras que eu ouvira da boca de meu pai. Eu não conseguia escutar o resto das informações que ele me passava. Depois de tudo aquilo era assim que ele resolvia as coisas? Fugia?
-Emylle... EMYLLE! – eu ouvi meu pai gritar chamando a minha atenção.
-O que foi? – perguntei baixo com a voz rouca. Era como se eu fizesse um esforço monumental para que a minha voz saísse. Meu corpo doía, meu coração doía e eu só queria chorar naquele momento.
- Você está parada aqui a mais de 5 horas... querida, você precisa pelo menos comer alguma coisa.
-Não tenho fome, pai. – respondi simplesmente. E foi só ai que eu percebera que minhas pernas doíam de mais. Cai de joelhos no chão, mas logo foi aparada pelo meu progenitor.
-Vem... vamos comer alguma coisa e conversar um pouco.
Meu pai me carregou sem nenhuma dificuldade até a enorme cozinha de piso branco e paredes azulejadas . Sentou-me em cima da bancada e me entregou um pacote de cookies de baunilha com gotas de chocolate. Mordisquei um deles com alguma dificuldade e logo meu pai colocou um copo de leite ao meu lado. Ele se sentou em uma das banquetas em minha frente e tentou dar um sorriso daqueles confortantes. Mas como era de se esperar do poderoso Bruce Wayne, ele falhou miseravelmente. Mas pelo menos eu pude tirar uma risada fraca da cena.
-Estou preocupado com você, querida... por que ficou tão mal com a ida de Richard? Uma hora ou outra ele iria procurar o caminho dele... e eu pensei que vocês não se dessem bem...
- E-eu não sei por que fiquei assim, papai – menti descaradamente. Eu nunca diria ao meu pai que noite passada eu quase tinha ‘dormido’ com o Richard.
-Olha querida... eu sei que ele vai fazer falta dentro dessa casa e sei que vai ser difícil pra você a partir de hoje, mas infelizmente eu preciso ter essa conversa com você. Eu não quero esconder as coisas de você e quero que saiba verdadeiramente o por que de eu estar indo para Metrópolis essa semana...
Eu fechei meus olhos com força. Que merda seria essa? Meu pai estava anunciando que iria me abandonar também? Era sacanagem isso certo? Era apenas um trote não é?
- Filha, eu sei que eu nunca fui um pai presente. Mas infelizmente tem coisas que eu não posso mudar não é? Sua mãe e eu não fomos feitos para ficarmos juntos, mas eu a amei muito, quero que saiba disso. Mas existem coisas sobre a sua mãe que infelizmente eu vou deixar que você descubra sozinha ou nem mesmo descubra . Quero manter você bem.
-Não sei onde você quer chegar com isso... – disse baixinho. Eu realmente não estava entendendo o que ele queria dizer com isso. Minha mãe não era quem eu pensava?
-Olha, Emmy, eu sei tudo que há pra saber sobre você. Acredite eu sei mesmo... sei que você tem uma mutação e sei que você anda perambulando por Gotham a noite usando um vestidinho rosa. Não era algo que eu gostaria que você fizesse é perigoso, mas eu acho que eu não posso impedir você não é? Escute, filha, é algo difícil a se contar mas sendo você quem é ... e neste caso sendo você “Butterfly” – ele riu pelo nariz e encarou minha expressão de surpresa – creio eu que estamos do mesmo lado. E aparentemente você herdou da gente a vontade de usar máscara e fantasia.
- Pai.. pare de enrolar. Por favor pegue o atalho – eu disse ligeiramente irritada. Ele sabia que eu era a Butterfly mas por que ele não falava de uma vez o que ele tinha que falar sobre viajar? – Eu não sou uma criança. Não precisa suavizar pra mim....
-Pois bem – ele pigarreou – eu estou tentando te contar que eu, Bruce Wayne assim como seu padrinho Clark estamos nos juntando a um grupo de bem feitores que pretende manter a terra a salvo. As ameaças para com o nosso planeta estão cada vez mais graves e mais intensas. Está apenas crescendo o índice. Por isso eu vou ficar em Metropolis por um tempo. Até terminarmos de construir a base no espaço.
-E-espaço? Pai, você vai me deixar aqui?
-Desculpe, Emylle, mas é preciso. É meu dever...
-Seu dever como quem?
-Como o cavaleiro das trevas e como protetor da terra. E principalmente como seu pai. Acha que eu não quero proteger você e te manter segura de tudo?
-E-eu...
-Eu vou deixar Gotham em suas mãos por um tempo, querida, sei que você dá conta. Mas eu não vou abandonar você, assim que eu puder eu volto pra ficar com você. Agora coma um pouco e descanse. Essa fuga do Richard deve ter mesmo preocupado você e isso me deixa de cabelos em pé. Se cuide ok? Eu volto assim que possível.
Sendo assim ele me deu as costas e desceu até o hangar dos carros. Eu apenas joguei o biscoito mal comido sobre a bancada e sai da cozinha um tanto quanto decepcionada. Infelizmente nada do que meu pai me dissera me fizera entrar em choque. Ele era o Batman, Richard era o Robin... eu era Butterfly... e eu estava sozinha.
Naquela noite eu dormi na antiga cama de Richard abraçada ao travesseiro. Meu rosto estava inchado, vermelho e molhado pelas lagrimas.
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Haviam se passado quase tres anos depois da ida de Richard, e eu já começava a me sentir menos morta. Talvez eu já tivesse superado tudo aquilo.
Nos últimos tempos eu havia feito tudo o que havia ao meu alcance para esquecer aquele garoto. Seja ficando com alguns garotos perigosos pela cidade, seja cortando-me para ver se a dor física aliviava a mental.
Nesses últimos tempos eu havia me afastado de Samara também e a única parte de mim que permanecia intacta era Butterfly. Eu não via qualquer motivo para alterar nada nela.
Enquanto meu pai ficava mais tempo na plataforma espacial da Liga da justiça, junto com todos aqueles amigos dele que eu descobrira mais tarde serem também super heróis, do que em casa eu aproveitava a vida.
Não era como se eu tivesse me tornado uma piriguete ou algo do gênero, eu só havia decidido arranjar um modo de esquecer aquele garoto.
Imagine ser abandonada por uma pessoa que você ama mais que a sua vida. É assim que eu infelizmente me sinto até hoje. Só depois da ida dele que eu pude descobrir o quanto eu amava aqueles olhos azuis, o quanto eu gostava do jeito arrogante dele e o quanto eu o queria perto de mim.
Só Deus sabe o quanto eu me arrependo de não ter finalmente ficado com ele naquela noite. Quem sabe se eu tivesse contado pra ele que eu era a Butterfly ele tivesse ficado. Por que de uma coisa eu tinha absoluta certeza, ele se fora por que eu descobrira a identidade secreta dele.
Depois que ele se foi eu fiquei sozinha em Gotham, terminei meus estudos e agora frequento a faculdade de artes na ilha vizinha. Alfred manda um piloto me buscar todos os dias. Apesar de eu poder muito bem voltar de ônibus sozinha. Afinal eu acabei de completar 18 anos.
Neste momento eu estou voltando de uma festa na casa de um dos meus amigos de faculdade. Ele é alto, bonito, um artista excelente e querem um bônus? Ele é asiático.
O único som que eu consigo ouvir nesse momento é dos saltos das minhas litas batendo sobre o asfalto quente e molhado. A alguns segundos eu ainda conseguia ouvir as risadas dos meus outros amigos bêbados. Mas eu estava sóbria. A bebida não me apetecia.
(Roupa: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=70808365&.locale=pt-br)
Tirei de dentro da minha bolsa as chaves do meu carro e apertei o botão do alarme destrancando-o. E quando eu estava prestes a abrir a porta apareceu um homem enorme com o rosto tampado por uma bandana preta.
-Cai fora, gatinha, eu vou levar esse carrão aqui comigo.
-Desculpe, mas eu acho que não – eu disse sarcástica antes de chutar-lhe as costas com os saltos altos e o fazer ir de cara contra o vidro blindado do veículo. Eu sabia que seria sacanagem usar qualquer poder contra ele já que era apenas mais um desses batedores de carteira. Mas eu estava de mau humor. Com apenas um toque eu botei fogo na jaqueta dele e o home saiu horrorizado rolando no chão para apagar as chamas.
Eu apenas abri a porta do carro, me sentei no banco do motorista e dei partida. Precisava voltar para Gotham.
Ouvi um bip chato que estava me incomodando e apertei o botão para atender a chamada. Era Alfred.
-Minha querida, temos um problema... Na prefeitura. É o Joker...
Notas finais
Finalmente acabou a espera pra quem queria ver os JOVENS TITANS .... UHUU!!!
espero que tenham gostado do capítulo. A partir de agora teremos uma Emylle 3 anos mais velha, mais madura e como podemos ver machucada pela fuga do Richard. Espero que curtam a nova temporada e quero ver comentários por aqui ok?
Beijos!
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