Heroes

6 005 - Brincando de Jardineira


Notas iniciais
Eu estava meio entediada hoje então escrevi esse capítulo. Espero que curtam.

Finalmente a enfermeira havia ido embora e me deixado sozinha, eu não aguentava mais essa chatice de ficar me vigiando.

Depois do incidente no café cosplay e da explosão ....e de tudo pegar fogo ....e de eu ter desmaiado eu fui trazida ao hospital particular daqui de Gotham. Meu pai ficou entrando e saindo do quarto de cinco em cinco minutos me perguntando a cada segundo se seu me sentia bem. E eu já estava cansada de responder “ sim pai, estou bem, não há motivos para eu estar num hospital, estou perfeitamente bem”. Mas pelo visto isso não funcionava com o S.r. Bruce Wayne.

No final da tarde daquele mesmo dia eu voltei para casa, a enfermeira havia feito tantos exames pra se certificar que eu estava bem que eu cheguei até mesmo a acreditar que eu estava doente.

- Emylle, – Meu pai me chamou pela manhã quando eu desci já uniformizada e pronta para ir a escola – preciso te fazer uma pergunta, meu bem...- ele parecia preocupado.

-O que foi? – Perguntei me sentando diante da mesa enorme de café da manhã e me servindo de cereais com mel e morango e jogando por cima deles um pouco de leite.

- O que aconteceu ontem? – ele perguntou me fitando.

-Você fala da explosão? – eu arregalei os olhos – não foi culpa minha...

-Não te culpei pela explosão, Emylle, eu apenas te perguntei o que aconteceu...

-Bem... eu saí com uma amiga da escola, a Samara, fomos a um café na praça e quando estávamos saindo apareceu uma mulher louca tacando uma arvore na gente, depois disso eu vi fogo e um barulho de explosão e em seguida eu acordei no hospital...

-Então foi só isso que aconteceu? – ele me pareceu desconfiado.

-Lógico – respondi desafiadora – o que você pensa que pode ter acontecido a mais? Eu ter sei lá... saído voando com as borboletas e ido parar no país das maravilhas?

-Não, querida... eu só queria me certificar que está tudo bem....

-Olha, pai, eu sei que eu tenho um pequeno probleminha, mas eu estou bem...sério... não tive qualquer problema com eles desde que eu cheguei em Gotham... eles não se ativaram nenhuma outra vez.... além do mais o máximo que eu consigo fazer é fazer algumas coisas tremerem e se levantarem por alguns centímetros.

- Pelo que eu sei você não faz só isso....

-Bem... Minha mãe dizia que comecei a andar com uns 5 meses.... eu conseguia subir nas coisas ... mas é só isso.... o máximo que eu consigo hoje em dia e fazer aquelas coisas de animadora de torcida, e mesmo assim não é algo surpreendente... já que minha mãe me obrigava a fazer Ballet... – eu suspirei com a lembrança – Acho que já terminei meu café... vou esperar Richard no Camaro..

Falar da minha mãe ainda era doloroso demais, principalmente por que tudo me lembrava a ela.

Escorei-me no carro deixando minha mochila repousar no capô do carro e me deixei ser levada pelos meus pensamentos.

Quando dei por mim eu já estava sentada no Camaro com Samara no banco de trás tagarelando sobre alguma coisa – leia –se brigando com Richard- enquanto um Richard vestido com o uniforme do time de futebol (futebol americano) dirigia com uma paciência divina.

Richard parou em frente a casa de Samara, ela agradeceu a carona e desceu do carro. Quando ele deu a partida de novo ele se virou pra mim, ele tinha um semblante um pouco preocupado

-Você está bem, Emylle? Você não disse nada o dia inteiro e está parecendo um zumbi...

-Estou bem – respondi estranhando o som da minha voz.

- Acho que você deveria ter ficado no hospital... você não parece bem...

-Desculpe... eu estava apenas pensando...

-Na sua mãe né? — ele pareceu triste – bem... se isso te ajudar a se sentir menos ruim, eu também perdi meus pais...- ele ficou olhando pra frente — não reclamo de Bruce tendo cuidado de mim desde meus 8 anos. Mas entendo como se sente... pelo menos em parte... Minha mãe morreu no meu parto, e meu pai morreu quando eu tinha 8 ...

-Oh! – eu me surpreendi com as palavras dele. Então esse era o motivo dele morar na mansão comigo e com meu pai. Eu nunca tinha parado para pensar nisso... me senti uma egoísta pensando apenas em mim e nem me prontifiquei a saber mais sobre o garoto que mora comigo.

- Olha... eu não digo nunca que não sinto a falta deles... mas não fico me lamentando... sei que nenhum dos dois iria gostar se eu ficasse apenas preso ás lembranças deles entende? –ele deu um sorriso de canto – Pense em seu pai também... você sabe a história de seus avós né?

-Sim – respondi triste – assassinados na frente de meu pai...

-Olha, eu não estou dizendo pra você não ficar triste, ou não se lembrar da sua mãe, por que eu sei que isso seria impossível... só estou dizendo que seguir em frente é melhor... sua mãe mesmo não estando mais entre nós ainda vive em você...

-Obrigada, Richard... você é legal quando quer – eu dei um sorriso e saí do carro assim que ele parou na garagem.

Subi as escadas em direção ao meu quarto. Encontrei uma caixa enorme com um enorme laço lilás sobre a cama. Curiosa eu fui ver o que era. Abri-a aflita para finalmente ver o que tinha lá dentro.

Era um vestido, rosa com detalhes em lilás com uma enorme borboleta no peito. No fundo da caixa havia um par de botas brancas . eu fiquei olhando aquilo por um segundo sem saber o que aquilo poderia significar.

- Achei que seria apropriado e creio que é do seu tamanho – ouvi a voz velha de Alfred e ele me deu um sorriso. – Olhe, conheço o patrão Bruce desde que ele nasceu, e acredite eu sei tudo sobre você... sei o que aconteceu ontem até mesmo o que você não contou para seu pai esta manhã... acredito que queira manter segredo dele não é... – ele sorriu amigavelmente – isso é uma coisinha que eu mesmo fiz pra você... é pra você sair por aí e ajudar o seu velho pai... por mais que ele negue ajuda ele precisa de você...

-Como é que eu vou ajudar meu pai me fantasiando de mulher-borboleta?

-Eu pensei que seu nome era “Butterfly” – ele riu – mas acredite, se você estiver do lado certo, fazendo o certo você estára ajudando seu pai de alguma forma... Agora acho melhor você ir se trocar... tá vendo aquilo ali – ele apontou para um sinal em forma de morcego nas nuvens tempestuosas da cidade – aquilo é o Bat-sinal Você deve ter conhecido nossos protetores especiais... e quando aquele sinal é dado é por que há problemas... então... por que você não ajuda?

-Obrigada ...

Então lá estava eu, vestida com roupas cor-de-rosa e botas brancas, e usando uma máscara. Eu era uma heroína que não fazia ideia do que fazer naquele momento. Tentei me lembrar das habilidades que eu tinha quando era criança, e me surpreendi ao conseguir subir pelos muros e correr como um gato me esgueirando por frestas e becos até chegar onde provavelmente havia sido um campo de batalha de plantas

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Me pareceu tudo muito estranho quando eu cheguei lá... mas eu já sabia quem estava por trás daquilo. Afinal parece que sutileza não é sinônimo de Era...

O beco estava coberto de flores que exalavam um perfume tão forte que me deixara tonta. Haviam grama espalhada por todo canto e crescendo do meio do concreto, e num canto haviam dois homens presos em enormes galhas folhosas.

Entrei por ali sorrateira tomando cuidado para não fazer barulho. A mulher com extravagantes e provocativos trajes verdes estava sentada em uma espécie de trono feito com flores vermelhas e bulbosas que tinham um cheiro muito forte. Ela parecia se deliciar com o sofrimento dos dois homens presos.

Ao me aproximar não demorei a reconhecer Batman e Robin. Mas que porra é essa? Que porra de heróis eles são que só vivem amarrados por essa louca? Fui expulsa de meus pensamentos quando um ramo tentou agarrar minha perna. Percebi que a mulher ruiva me fitava com um olhar divertido.

-Ora ora o que temos aqui....- ela sorriu maliciosa – o que faz aqui meu bem? Já passou da hora de crianças irem para a cama.

-Na verdade não – eu respondi sorrindo – ainda são 7 da noite... é hora das plantinhas irem fazer fotossíntese.

Não sei descrever exatamente qual foi a louca que me deu, quando percebi eu já estava saltando em direção a ruiva e desferindo um chute em seu rosto. Ela puxou minha perna me fazendo ir ao chão, mas eu caí perfeitamente bem apoiada nas mãos como um felino. Ouvi um barulho de terra ruindo e dei um salto pra trás. A terra explodiu a minha frente jogando Era em um buraco.

A Mulher ficou furiosa, e veio novamente pra cima de mim lançando bombas de sementes que quanto tocavam a minha pele espalhavam uma gosma verde que ardia e queimava a minha pele.

-Como ousa me jogar em um buraco, sua pirralha!

-Desta vez a culpa não é minha – eu disse desviando das sementes

-E como não? Só tem nós duas aqui, meu bem... e aqueles dois ali estão sendo digeridos pela Maggie... – ela sorriu mandando um beijinho para a planta que agarrava os heróis. Percebi que eu não tinha muito tempo e que eu precisava urgentemente acabar logo com aquela briga.

Dei um mortal pra trás quando uma bomba explodiu aos meus pés espalhando gosma verde. Senti alguns galhos se erguendo comigo e me dando apoio. Não entendi exatamente o que eu tinha feito, mas se era assim iria ser assim mesmo.

Fiz um gesto para as galhas e elas se moveram de acordo com a minha vontade. Lancei-as contra era e fiz com que as galhas a prendessem no buraco que por milagre havia se aberto mais cedo. E quando observei a planta que segurava Batman e Robin estava pegando fogo e os dois heróis estavam no chão. Pareciam ter acordado de um sono. Aproximei-me deles de vagar.

-Está tudo bem com vocês, rapazes?

-Quem é você? – perguntou-me Robin se levantando e removendo os restos da planta das vestes.

-Sou Butterfly – respondi com um sorriso sarcástico.

-Obrigada pela ajuda... mas agora você pode ir embora... não precisamos de mais ajuda – ele disse arrogante.

-Ora... eu vou embora se eu quiser... além do mais se não fosse por mim os dois tinham virado comida de planta... Agradeçam mais tarde – eu sorri pra eles e subi no muro com agilidade e saí correndo em direção á mansão sem que eles me percebessem

Meu pai estava no escritório uma hora dessas, e Richard devia estar lá fazendo o estágio dele. Com sorte eu chegaria a tempo, tomaria um banho e estaria apresentável antes que eles se quer sonhassem que eu havia saído de casa pra brincar de jardineira com Era Venenosa.

Notas finais
Quero Agradecer ao Rodrigo por ter feito esse desenho mais do que divo da Emylle com a roupa de super-heroína.
BRIGADÃAAAAAAAAAAAAAAAAAO!!
Então seus lindos, mereço um review?
Recomendem a Fic ok? Beijinhos