Heroes
7 006- Enigmático
Samara corria pelo longo corredor. A dor de cabeça que ela sentia era tão forte que ela se sentia nauseada. Aquilo estava se tornando comum nos últimos dias. Ela ajeitou a saia preta que usava e se escorou ao lado da fonte que jorrava água numa espécie de piscina. Era tão grande que era possível nadar dentro dela. (http://www.polyvore.com/samara/set?.locale=pt-br&id=52387427)
Ela bebeu um pouco da água que continha em sua garrafinha e suspirou. Seus olhos brilharam e como um caleidoscópio suas íris antes num tom de castanho se tornaram azuis.
Um homem sentado em uma cadeira de rodas se aproximou. Ele era careca e possuía uma expressão sábia.
- Está tudo bem, Samara? – ele perguntou calmo.
-Minha cabeça ainda dói, mas acho que eu estou bem.
- Certeza? Você não me parece bem, criança. Diga-me o que anda causando essas dores de cabeça?
-O nome dela é Emylle...
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Emylle P.O.V
Vou te contar, viu, essa vida de super heroína é desgastante, mas tem suas vantagens, eu confesso.
Nos últimos três meses eu ando bem, meus poderes estão mais fáceis de controlar eu acho. Pelo menos não tive nenhum ataque desde que comecei essa história de super-heroína.
Mas esse tempo lutando contra o crime também me trouxe pensamentos e um objetivo foco. Pensei comigo que como já estou lutando mesmo contra esses caras não me daria muito esforço descobrir qual desses fez aquilo com a minha mãe, e na minha posição de defensora da Lei eu poderia puni-lo da forma certa. Era só uma questão de tempo.
Eu estava correndo desesperada subindo feito uma louca as escadarias daquele prédio abandonado. Malditos saltos! Por que raios eu não sabia voar?
Eu já tinha subido uns 20 andares correndo e nada da pista do Riddler (Charada). Ouvi um barulho no andar de cima. Era o ultimo. Corri o máximo que eu pude. Meus pulmões ardiam e eu estava ofegante. Ao colocar os pés no corredor do 21° andar eu me deparei com uma caixa verde cheia de interrogações pintadas em preto. Aproximei-me dela. Era a nova pista e eu já estava cansada de correr atrás daquele maluco de cabelo colorido.
Então ouvi passos atrás de mim, alguém corria em minha direção. Virei-me rapidamente para me certificar de que não era o próprio Riddler. Senti um par de mãos me segurarem a cintura e correr em direção á Janela me levando junto. As janelas se espatifaram com o chute que a pessoa que me carregava deu com suas botas revertidas de titânio. Então eu senti meu corpo caindo em queda livre até ser parada bruscamente. Levantei o olhar e finalmente vi quem era o “sequestrador” e então o 21° andar do prédio explodiu e eu estava agarrada á Robin me balançando num cabo fino em volta do edifício. Eu o encarava meio entorpecida. Nossas respirações se mesclavam e o cheio mentolado dele me deixava tonta. Estávamos tão próximos que eu quase podia sentir o calor dos lábios dele nos meus. Arfei apenas com o pensamento. Que merda estava acontecendo comigo?
- Essa foi por pouco, Senhorita – ele sussurrou e então nós “pousamos” em cima de um prédio próximo. ( neste caso era o prédio vizinho) – Você devia tomar mais cuidado – ele disse ainda sussurrando, mas as mãos dele não abandonaram minha cintura, ainda estávamos colados um no outro.
Então algo no bolso dele vibrou e piscou em amarelo.
-O dever me chama... Vá pra casa, princesinha, nós damos um jeito no Riddler.
Então ele se afastou de mim correndo e pulando no beiral do prédio. DROGA!
Com alguma dificuldade eu consegui descer do prédio. Minha pulseira vibrou e eu ouvi a voz de Alfred.
- Senhorita, terminou o trabalho? Acredito que terá problemas se não estiver em casa na próxima meia hora.
-Droga! O maldito baile – eu suspirei – já estou voltando...
Eu adentrei em um beco e me troquei enfiando o uniforme dentro da minha mochila. Não me perguntem o motivo de eu estar vestida de “mestre Pokémon” hoje... mas acho que faz parte de ser um pouco nerd. (http://www.polyvore.com/emylle/set?id=53485678)
Corri para casa chegando lá em tempo recorde.
-Seu pai e o Senhor Richard ainda não chegaram. Seu banho está pronto e o vestido que seu pai comprou está em cima da cama. Você tem 1 hora.
-Obrigada Alfred – eu disse subindo as escadas correndo e entrando em meu quarto.
Larguei as roupas que eu usava pelo caminho e entrei na banheira de água quente. Procurei lavar meus cabelos e não me demorar lá dentro. Mas eu precisava tirar qualquer vestígio de que estive a poucos minutos em uma batalha com um louco ‘charadeiro’.
Ao fim do meu banho rápido me enrolei na toalha e segui para a penteadeira. Sequei os cabelos com o secador e os prendi em um coque frouxo na nuca deixando a franja solta. Fiz uma maquiagem leve e me vesti.
Meu pai tinha me comprado um vestido azul Royal – pelo menos não era rosa né? (http://www.polyvore.com/emylle/set?id=53486310)
Coloquei as joias e calcei o sapato. Eu estava pronta em exatos 58 minutos. Mano, eu sou uma artista!
Quando desci as escadas deparei –me com meu pai e Richard esperando na ponta da escada. Ambos de smoking e gravata. Engoli um seco e me aproximei dos dois.
-Você está linda, querida – meu pai sorriu.
-Finalmente a magrela parece gente! – Richard debochou antes de me oferecer o braço.
Nos últimos 3 meses Richard e eu meio que andamos nos comportando como irmãos. Até mesmo nas brigas, diga-se de passagem. Era até divertido.
Entramos os três em um dos carros enormes de meu pai – uma limusine na verdade. Paramos a princípio na porta de uma enorme casa espalhafatosa onde uma mulher muito bonita entrou conosco no veículo. O nome dela era Angelina e ela era uma sócia da empresa do papai... (http://www.polyvore.com/angelina/set?id=53486967)
Não demorou muito para finalmente chegarmos ao enorme salão de uma das mansões de um sócio de meu pai. O local estava lotado de mulheres lotadas de joias muito brilho e vestidos extravagantes. Meu pai logo foi se juntando a um bando de sócios chatos que ficaram me encarando quando meu pai me apresentou.
-Mas não era você a filha de Elisabeth Stewart? – um dos homens perguntou sorrindo malicioso.
-Sim, senhor – respondi com meu melhor sorriso falso – Minha mãe era Elisabeth Stewart... mas...
-Ah! – ele sorriu- não sabia que tinha tido um romance com ela, Wayne... ela era muito bonita. Sua filha é linda como a mãe.
-Sem dúvidas – meu pai sorriu para mim – ela e a mãe são idênticas. Mas Elisabeth foi um romance antigo...
- Reconheci a sua menina de uma revista.... Pobrezinha – o Homem deu palmadinhas nos ombros de meu pai e me olhou com pena. Como eu odiava que as pessoas me olhassem assim.
Senti alguém me cutucar e quando me virei dei de cara com os olhos azuis penetrantes de Richard.
-Vamos dançar? – ele perguntou lançando um olhar aos homens que ainda falavam de mim. Notei que ele queria me ajudar a me livrar deles.
-Claro – concordei pegando a mão dele e sendo levada até o meio do salão onde alguns casais dançavam musica lenta.
-Você sabe dançar né, Magrela? – ele sussurrou.
-Cale a boca – respondi ríspida.
As mãos dele seguraram firmemente a minha cintura e eu passei os braços em volta do pescoço dele. Começamos a nos mover ao ritmo lento da música. Alguns casais rodopiavam, mas eu me sentia tonta sem saber por que. Richard e eu nunca havíamos ficado próximos assim. Era... bom. Quando a musica parou Richard parou de se mover mas as mãos dele continuavam apertando a minha cintura. Vi o rosto dele se aproximando do meu, nossas respirações se mesclando. Cheguei até mesmo a sentir o roçar do calor dos lábios dele nos meus. Mas então algo fez um dos enormes vitrais explodir e nos separamos bruscamente nos deparando com Riddler vestido com um terno preto com leds em forma de interrogações verdes piscando. Ele tinha um sorriso sarcástico no rosto e olhava diretamente para mim.
Notas finais
Deixem Reviews com a opinião de vocês e recomendem a fic ok? Beijos e até o próximo capítulo.
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