Heroes

3 002 - A Cidade Melancólica


Notas iniciais
Era pra ser um capítulo GIGANTE, mas resolvi dividir em dois pra vocês... então essa semana tem outro post ok? Boa leitura

Tá bom, Okay, Okay... Isso simplesmente não está acontecendo!

Eu nunca fui o tipo de garota que chora, mas já fazem tres dias que as lágrimas simplesmente rolam pelo meu rosto sem que eu tenha qualquer tipo de controle. Elas somente rolam pelo meu rosto...

Alice bateu mais uma vez na porta do meu quarto, ela parecia desesperada.

-Emy.... Por favor, Abre a porta... Você precisa comer...

-Ela não sai daí a dias – A voz de Taylor soou do outro lado da porta.

-Eu preciso que você saia daí... –Alice sussurrou

-Eu quero ficar sozinha – respondi com a voz embargada.

-Menina, seu pai ligou, ele disse que vem te buscar...

-Eu não vou! – respondi ríspida- Não preciso dele! Nunca Precisei...

-Emy, Por favor, não torne as coisas mais difíceis, eu sei que está sendo difícil pra você, mas é Preciso seguir em frente...

Eu simplesmente não respondi, entendia perfeitamente a preocupação de Taylor e de Alice, mas eu não queria ver ninguém. Eu estava irritada e triste.

Me cobri com o edredom e fechei os olhos. Minha cabeça doía muito e eu não dormia a três dias. Nem mesmo para o velório de minha mãe eu havia saído do quarto então eu estava a três dias sem comer também.

A luz atrapalhou meu sono, quando abri os olhos as cortinas do meu quarto estavam abertas e o vento as balançavam fazendo as carretilhas fazerem barulho. Levantei-me da cama, meu corpo doía. A porta do meu quarto estava destrancada. Taylor devia ter encontrado a chave mestra.

Arrastei-me até o banheiro e fitei-me no espelho. Meu rosto estava inchado, vermelho e eu tinha enormes olheiras.

Retirei minhas roupas e entrei em baixo da água quente do chuveiro. A água relaxava meus músculos.

Depois do meu banho, eu penteei meus cabelos e cobri meu rosto com uma boa camada da maquiagem. Delineei os olhos de preto e passei um pouco de blush para amenizar a quantidade exagerada de base e pó

Vesti a primeira coisa que vi dentro do meu closet. Uma calça preta de Lycra toda rasgada nas pernas, e uma camiseta da banda “paramore” (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=50197017&.locale=pt-br) Calçei um par de All stars pretos e peguei minha jaqueta de couro preta. Desci as escadas.

Taylor havia preparado o café da manhã, comecei a roer uma torrada, e beberiquei um pouco de suco. Minha fome não tinha voltado ainda.

Em alguns instantes a campainha tocou. Um homem corpulenro e de vibrantes olhos azuis entrou na sala. Ele usava uma calça jeans escura e um sueter de lã cinza. Os cabelos milimetricamente arrumados . Eu tive que admitir que o tiozão era mesmo bonito. Seus olhos azuis bateram em mim e eu engoli um seco.

Taylor se aproximou da mesa e me fitou pesarosa.

-É o seu pai...

-Eu sei que está sendo difícil pra você – ele falou com a voz baixa porém ainda com um enorme tom de imponência – mas acho que se você vir comigo, vai ser mais fácil pra você.

-Não tenho certeza sobre isso...- sussurrei- Minha mãe sabia bem como lidar comigo, mas eu nçao sei o que fazer agora – eu fechei os olhos e cerrei os punhos, ouvi um tilintar de objetos que estavam sobre a mesa, e tentei me acalmar antes que eu tivesse outro ataque.

-não se preocupe com isso, Emylle – ele respirou funfo – sua mãe sempre me manteve informado sobre tudo o que acontece com você...

-Eu... eu não sabia sobre isso...- admiti

-Sua mãe recusou qualquer ajuda minha durante esses 15 anos... ela mal me deixava te mandar presentes em seu aniversário...

-Por que?^- perguntei um pouco curiosa. Para mim meu pai nunca havia entrado em contato simplesmente por que ele não se interessava por mim...

-Sua mãe e eu passavamos a maior parte do tempo em lados diferentes...- ele respirou fundo mais uma vez – seria um pouco ruim pra vocês duas me ter presente...

-O que você quer dizer com isso?

-Tudo ao seu tempo, querida... Prometo te exolicar tudo isso mais tarde.

-Certo – eu suspirei

-Acho melhor vocês irem – Taylor disse enquanto retirava a mesa do café – o vôo de vocês sai daqui a duas horas....

Levantei-me da cadeira sem muito ânimo, eu não queria me mudar. Subi as escadas sem muita animação, levei cerca de 10 minutos para me despedir de toda a casa. Peguei minha mochila no meu antigo quarto e coloquei lá dentro meu precioso coelhinho e meus dois mokonas de pelúcia.

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O vidro do carro começava a ficar coberto de vapor. Meu pai conversava com alguém no celular pelo fone Bluetooth. Observei a cidade, e me senti mais deprimida ainda. Gotham fazia jus ao nome... Uma cidade escura, suja e melancólica. Como foi que minha mãe conseguiu morar nesse inferno?

-Emylle, eu vou precisar dar uma passada na empresa. Você se importa?

-Não – respondi – Podemos fazer uma pausa...

Meu pai parou o carro na porta de um prédio enorme. Havia um saguão imenso depois das portas de vidro. Saí do carro e acompanhei meu pai. A mulher da recepção fez uma brebe saudação para nós e então entramos no elevador.

Eu nem me dei conta de quantos andares subimos. No andar em que descemos havia uma segunda recepção. Meu pai me conduziu até uma sala enorme.

-Pode esperar aqui um segundo? Não vou demorar

-Okay...

-Se quiser beber alguma coisa tem um frigobar ali – ele apontou para a geladeirinha que havia no canto.

Eu fiquei cerca de 20 minutos esperando meu pai voltar então fiquei brincando na cadeira enorme dele e estragando alguns clip´s .

Enrçao um carinha – do tipo muito gato – entrou na sala. Ele era alto, forte... – Não do tipo incrivel hulk, do tipo gostoso – ele tinha olhos muito azuis e cabelos muito negros que estavam arrepiados e a pele branca tinha um leve bronseado.

-O que você está fazendo aqui? – ele perguntou num tom impertinente

-Estou esperando meu pai voltar- respondi ríspida jogando uma bolinha de papel na lixeira.

-Então vá esperar lá fora, Por que o Bruce nçao vai gostar de uma pirralha na cadeira dele;

Argh! O que esse garoto tem de bonito ele tem de chato! Deuses!

-Duvido – desafiei- ele mesmo me mandou esperar aqui...

-Você está querendo me diser que...

-Emylle – a voz do meu pai soou atrás do garoto – Você.. – ele parou na porta da sala e fitou o garoto.

-Oi, Pai – falei sínicamente fitando o menino de olhos azuis.

-Bruce... – o garoto sussurrou. Acho que ele se assustou

-Richard, — ele se virou para o garoto – Você poderia levar a Emylle pra casa por mim^- ele gesticulou para mim – tenho um problema pra resolver...do tipo coringa...

-Ah! Sem problemas, Bruce – ele respondeu – volto logo.

Então meu pai sumiu no corredor e o garoto, Richard praticamente me carregou até a garagem.

Ele me estendeu um capacete vermelho e montou numa moto enorme.

-SOBE – ele falou apressado.

-Por que eu deveria? Eu nem sei se você tem Habilitação pra pilotar essa coisa

-Cala a boa e sobre logo na PORRA DA MOTO — ele falou nervoso.

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Se eu achava a casa da mamãe enorme, eu não acho mais. A casa do meu pai era simplesmente monumental. Tenho certeza que eu vou me perder lá dentro.

Richard me deixou na porta, e saiu acelerando a moto. Um velho vestindo um fraque me recepcionou.

-Srta. Wayne! – Ele sorriu queira me acompanhar, Sim?

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo ok? Não esqueçam os meus reviews e se quiserem recomendar eu não vou reclamar ok?