Heroes

4 003 - Bem vinda ao Inferno!


Notas iniciais
Desculpem a demora pessoal... esse capítulo ficou até grandinho *-* estou feliz com ele..
Capítulo dedicado á Samara, minha amiga fofa que é uma das personagens da fic. Fiquem de olho nela que ela vai incendiar isso aqui..... talvez literalmente

O Velhinho que havia me recepcionado se chamava Alfred, e ele era realmente muito simpático. Ele me conduziu até o segundo andar da ala oeste. Ele me conduziu a uma porta de madeira escura e abriu-a me deixando entrar.

-Este é o seu quarto – ele disse com um sorriso – Seu pai mandou montá-lo quando você nasceu, mas como sua mãe nunca permitiu que você viesse ele nunca foi usado. Ele passou por uma reforma nos últimos dois dias e acreditamos que esteja perfeito pra você agora. Fique a vontade, vou buscar um lanche para a senhorita.

- Obrigada, Alfred – eu agradeci e entrei no quarto dando uma boa olhada.

Analisei o ambiente e suspirei “pelo menos não era rosa”. O quarto era de um lilás bem clarinho com uma das paredes mais escura. O quarto era tipo: o triplo do que era o meu em Londres!

Havia uma enorme cama espaçosa coberta com uma colcha branca e com algumas almofadas lilases. A cama tinha quatro pilares que sustentavam um véu branco como um mosqueteiro de criança amarrados com fita de cetim também branca.

Todos os móveis eram brancos, assim como os criados mudos e a maior penteadeira que eu tinha visto na vida. Sobre ela havia algumas caixas empilhadas que eu não tive o atrevimento de olhar dentro.

Sob os criados haviam dois abajures, brancos com o suporte em lilás bem clarinho. Num dos cantos Havia uma mesinha de centro com dois sofás de dois lugares em lilás e branco e em cima da mesinha havia um jogo de chá e um daqueles “porta cupcakes” fofos que se vê em lojas de bonecas. Acho que meu pai acabou errando um pouquinho no estilo, mas eu não o culpava, ele mal me conhecia.

Do outro lado (na parede oposta a cama) Haviam duas portas . Uma era dupla e provavelmente seria o closet. Resolvi não olhar no momento e a outra era provavelmente o banheiro.

Coloquei minha mochila em cima do sofá e peguei de dentro delas o meu precioso coelhinho e meus dois mokonas e os coloquei arrumados sob a cama. Havia em um canto próximo á porta que dava acesso á sacada uma escrivaninha enorme com um notebook e alguns livros, e prateleiras abarrotadas deles. Eu dei um sorriso de canto quando percebi que havia alguns de meus livros favoritos. Aproximei-me da prateleira e passei os dedos sobre a coleção de livros escrita por J.K Rowling.

Decidi tomar um banho. Entrei no enorme banheiro branco, e me deixei relaxar sob a água quente do chuveiro. Lavei os cabelos com o shampoo de morango que havia pra mim sob a pia e quanto terminei e me enrolei na toalha, eu resolvi enfrentar o closet. E era exatamente como eu imaginava. Havia um porção daquelas roupas de festa de patricinha e do outro lado roupas “normais” metade daquelas roupas iria para a caridade e eu pediria ao meu pai para eu mesma sair pra fazer compras. Encontrei um short e uma camiseta roxa no closet e calcei um par de chinelos que encontrei junto aos sapatos (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=51379576&.locale=pt-br).

Depois de comer alguns bolinhos e tomar do chá que Alfred havia deixado sob a mesinha do meu quarto eu resolvi descer as escadas e ir até a sala de televisão. Após me perder umas duas vezes pela mansão finalmente encontrei a sala de tv.

Era uma sala escura com as paredes revestidas de madeira escura e havia um jogo de sofás pretos de couro e uma enorme televisão pregada na parede.

Sentei-me no sofá maior e liguei a tv. Encontrei um canal Japonês que passava animes, e me senti feliz. Agradeci mentalmente á minha mãe por ter pago meu curso de japonês já que não havia legendas no canal. Em meio a reprise de Fullmetal Alchemist eu resolvi dar uma zapeada pelo canal e parei no canal de notícias locais.

Havia uma repórter um pouco espalhafatosa demais. Cabelos ruivos e olhos muito verdes. Na legenda se lia “Angelina McBell” a notícia era sobre um roubo que havia sido impedido novamente pelos heróis locais “Batman e Robin”. Sim eu conhecia esses nomes... eles eram famosos, assim como o Superman todo mundo conhece. Eu diria até que poderia fazer “´Parte do clube” se eu quisesse e tivesse controle sobre essas coisas. Acabei pegando no sono ali mesmo no sofá.

Acordei tendo uma manta fina sob mim e percebi que meu pai estava sentado na poltrona ao meu lado olhando seriamente para o canal de notícias.

-Finalmente acordou – ele disse ainda olhando pra televisão – sei que está cansada, querida, mas acho melhor você ir dormir em seu quarto. Suas aulas começam amanhã e o seu uniforme está no closet.

Dito isso ele se levantou da poltrona levando a mão ao ombro, ele devia ter deslocado de alguma forma e ele parecia sentir dor.

-Você está bem? – perguntei um pouco preocupada.

-Está tudo bem, Emylle, pode ir deitar – ele sorriu – eu só dei um jeito no meu ombro treinando ... está tudo bem.. acontece as vezes.

-Se o senhor diz...

Levantei-me e fui para o meu quarto e desabei na cama gigante abraçando meu coelhinho de pelúcia.

__________________________________________________

Despertei assustada com o despertador tocando. Eram 6:30 da manhã. Arrastei-me até o banheiro e tomei um banho para acordar. Lavei os cabelos novamente e me enrolei no roupão atoalhado e me dirigi a penteadeira onde sequei os cabelos com o secador e resolvi abrir uma das caixas, nelas haviam variados tipos de maquiagem, peguei um delineador líquido e contornei os olhos e passei uma sombra num tom de cobre. Passei um pouco de blush e um gloss transparente. Fiz questão de separar toda a maquiagem fru-fru numa caixa separada.

Abri o closet e encontrei meu uniforme pendurado. Suspirei pesadamente. Não tinha como ser um pouquinho mais baranga não?

O uniforme era daqueles bem “colegial de seriado” era uma saia xadrez vermelha, uma camisa social branca, um blaser preto com o escudo da escola bordado e uma gravata listrada. E para completar a belezura que ia ficar meias ¾ brancas e sapato preto. Pelo menos era o que estava na lista.

Aproveitei-me que na lista dizia “sapato preto” e peguei no closet um sapato de salto. Pelo menos assim eu poderia ficar um pouco menos “baranga” quem sabe... Talvez daqui a alguns dias eu colocasse uns spikes e umas tachinhas no blaser, umas correntes na saia... e comprasse um coturno preto bem legal. Mas hoje eu iria desse jeito mesmo já que não havia tempo para “transformar o uniforme”. (http://www.polyvore.com/emylle_st_mary/set?id=41966060)

Desci as escadas carregando a minha fiel mochila preta com um monte de botons de bandas de rock e me dirigi á copa onde havia uma mesa de café da manhã posta. Meu pai estava sentado na cabeceira bebericando uma xícara de café enquanto lia o jornal.

Então eu vi aquele garoto insolente que havia quase me matado naquela porra de moto no dia anterior. Ele estava sentado á mesa do lado esquerdo de Bruce e comia uma tigela de cereais.

-Bom dia – cumprimentei olhando o garoto com um pouco de raiva e me sentei a mesa. Alfred me serviu uma tigela de sorvete de frutas e um copo de suco de morango.

Após terminar a refeição escovei os dentes e fiquei aguardando o que sucederia, afinal eu não fazia ideia de como eu iria para a escola.

-Emylle, se não se importar, você vai com Richard para a escola. Ele está te esperando na garagem no Camaro preto.

-Ah.... ele tem idade pra dirigir? Ele me parece um tanto quanto irresponsável.

-Não se preocupe com isso, querida – ele deu um sorriso leve – Richard é de minha confiança e ele vai te manter segura. Tome cuidado e por favor não cause problemas.

-Não sou do tipo de garota que causa problemas – retruquei.

-Não foi o que sua mãe me disse – ele me fitou. Okay admito que as vezes eu tenho alguns “acidentes” na escola, mas não é sempre culpa minha...

-Desculpe – eu dei um sorriso de canto um pouco sarcástico eu confesso – vou me comportar...

Sendo assim eu me dirigi á garagem onde o menino-mala estava . ele estava também com o uniforme do colégio St Mary, o que me irritou um pouco, isso queria dizer que ele era do mesmo colégio que eu. Rezei mentalmente para que por sorte não tivéssemos nenhuma aula juntos.

Ele olhou pra mim com uma cara de desdém e montou naquela maldita moto.

-Meu pai disse que iriamos de carro pra escola – eu cruzei os braços- Não vou subir nessa coisa de novo...

-Deixa de ser fresca, garota! – ele disse com sarcasmo.

- é pra você ir pra porra do Camaro AGORA – eu gritei morta de raiva.

-Tudo bem, princesinha – ele saiu de cima da moto e destrancou o carro com aqueles “botões” que tem no chaveiro. Não sei como aquilo chama então foda-se.

Sentei-me no banco do carona jogando a mochila no banco de trás e liguei o rádio enquanto ele tirava o carro da garagem. Procurei uma estação que passasse algo que prestasse e larguei numa que tocava Green Day.

Richard pareceu não se importar com o rádio e dirigiu pelo centro de Gotham atravessando até o leste da cidade. Entramos numa espécie de prisão de grades brancas, e ele estacionou o carro.

-Fique perto de mim – ele disse me puxando pelo braço e me guiando pela entrada principal do enorme colégio. Senti um enorme nojo ao ver que a maior parte das pessoas ali eram aquelas patricinhas nojentas e melosas. Uma loira chegou a dar em cima de Richard, mas ele a olhou feio e ela se afastou. Deuses, ele era agora o BAD BOY da escola? Tô ferrada, se esse almofadinha é o Bad Boy imagina o careta como não é?

Que Deus me ajudasse, eu estava no inferno sem ter pecado.... eu acho.

- Não quero que converse com aqueles garotos – ele gesticulou para um grupo recheado de garotos LINDOS.

-Por que? Eles são.... legais...

-Simplesmente por que você não vai gostar nada do que eles querem “reservar pra você”. Vem comigo – ele me puxou pela mão pela escola subindo um lance de escadas e me deixando em frente a uma sala de aulas que tinha uma placa “Sra Dodds – Matemática” [N/A: sim ... é a professora Fúria de Percy Jackson kkkk não resisti].

-Me espere aqui no final da aula que eu vou te levar para a sua próxima aula ok? — ele parecia um pouco nervoso.

-Não se por que eu deveria te obedecer – eu disse olhando-o com desprezo. – Para o seu bem é melhor me obedecer... e para todos os efeitos, você é minha nova namorada ok?

-NAMORADA? – eu disse exasperada – você ficou maluco? Eu não vou dizer pra ninguém que sou sua namorada, eu nem te conheço, fala sério!

-Ok... diga que é minha irmã então, feito? Sério, seu pai me mandou proteger você...

-Não entendo toda essa necessidade de proteção – eu disse emburrada – todos aqui são riquinhos... que diferença faz?

-Você não entende e espero que continue assim ok? – ele disse dando um passo pra frente me fazendo escorar na parede para não ficar colada com ele.

-Tá... só se afasta então... você está me sufocando – eu disse arfando com o cheiro mentolado que ele exalava. MERDA!

-Richard, deixa a menina em paz – uma voz feminina soou ao meu lado- Já não basta a Sophie?

Meus olhos fitaram a menina. Ela tinha cabelos pretos num corte repicado muuuuuuuito legal, e as pontas dos seus cabelos eram vermelho-sangue. Ela tinha olhos claros e mano, ela era muito bonita. E descolada também... Talvez eu tivesse alguma esperança nesse inferno.

-Não me torra o saco, Samara – Richard disse se virando pra ela meio nervoso.

-Deixa a menina quieta então – ela parecia estar segurando a raiva de alguma forma.

-Como quiser, Srta pacto com o demônio – ele disse com sarcasmo – mas é bom você ficar longe dela também.

-Até parece, Richard....- Ela rolou os olhos meio impaciente e se virou pra mim – Você está bem? O Mauricinho ali te assustou?

-E-Eu... eu estou bem – eu sorri fracamente – Richard é... ahn... eu irmão, ele é mala mas... não fez nada comigo...

-Que eu saiba Richard é filho único – ela me fitou desconfiada.

-Bem... somos irmãos de criação... eu sou filha do tutor dele... – eu esclareci antes que ficasse mais incômoda ainda a situação.

-Ah! Então você é filha do Wayne – ela deu de ombros – bem.. Seja bem vinda ao St Mary, lar dos Tarados filhinhos de papai e das daminhas da sociedade que só se importam com a cor da sombra.

-Ahn... Obrigada eu acho....

-Não se preocupe, eu te ensino como as coisas aqui funcionam ... – ela sorriu pra mim – Meu nome é Samara Quinton ... sou do Terceiro ano e você é...

-Emylle... – eu suspirei – Emylle Wayne.

-Ah... então é Wayne mesmo – ela riu – desculpe é que parecia surreal demais.

-Tudo bem... eu acabei de me mudar pra cá eu morava em Londres com a minha mãe.

-Então tá explicado – ela riu me puxando para dentro da sala de aula e me conduzindo até uma cadeira no fundo. – a propósito, cuidado com a Senhora Dodds, ela é maluca.. com aquele “agora, meu bem” sabe.... as vezes eu acho que ela é um monstro ou sei lá o que. – ela riu e eu sorri de volta.

-Bem, eu preciso ir, tenho aula de história com o Sr Brunner (*-*), te vejo no intervalo... cuidado com os garotos e deixe o Richard comigo....

Continua....

Notas finais
Espero que tenham gostado, pessoal. Conto com Reviews de vocês e talvez com uma recomendação, o que acham?