Here With You
17 But It's Better If You Do
Notas iniciais
Capitulo 17 – But It’s Better If You Do
O moreno a encarou pasmo. Ela estava lhe pedindo desculpas? E ela realmente queria o seu perdão? Bem, era o que parecia. Seus olhos cinzas o encaravam suplicantes. E ele não conseguia resistir a aquele olhar tristonho. E não conseguia resistir a ela. Annabeth era tão linda e tinha um efeito tão intenso sobre ele que chegava a ser quase anormal. Percy estava completamente apaixonado por ela, e tinha plena consciência disso. E ver a loira naquele estado estava quase o matando por dentro. Ele queria dizer que sim, que a perdoava e que tudo que mais queria era tê-la ao seu lado. Mas sabia que tinha que se controlar, afinal não queria parecer muito desesperado.
— Eu sei que você não deve querer me perdoar. Afinal eu fui muito cruel com você e te julguei sem saber a verdade. E isso foi horrível. Sei que você ainda deve estar ressentido. Eu realmente não queria ter feito aquilo! Foi algo meio impulsivo, sabe. Eu estava com raiva e terrivelmente triste, era como se uma parte de mim tivesse que culpar alguém e você foi o primeiro a aparecer. Eu deveria ter te ouvido primeiro. – ela parou para respirar, o olhou e viu que ele a encarava pacientemente – E também sei que não tenho real motivo para ter ficado com tanta raiva e você também não tem motivo para me perdoar, porque não temos nenhum relacionamento além de amizade ainda. Tudo que temos foi um beijo. E isso não significa que você seja meu e que não possa ficar com outras garotas, por isso, se você não quiser me perdoar e quiser ficar com Rachel, acho que você tem todo o direito de fazê-lo.
Percy a encarava meio surpreso. Ele havia ficado incrivelmente feliz por dentro por ela ter ficado triste de vê-lo beijando Rachel, pois isso mostrava que ela gostava dele, mesmo que ele ficasse triste ao vê-la sentindo-se mau. Ele não sabia o que falar para a loira depois de tudo aquilo.
Uma parte dele queria dizer que a perdoava e que não importava que eles ainda não tinham alguma coisa, ele queria que tivessem. Mas a outra parte o dizia para não ser tão bom assim com ela, afinal ela o havia magoado e o irritado. Mas ela estava lá pedindo-lhe desculpas e parecia realmente arrependida. Porém ela não tinha pensado em como ele se sentiria quando ela gritou com ele. Mas... Argh! Ele queria decidir-se logo! Como agiria? Seria bom ou mau com ela? Se fosse bom, ela ficaria feliz e eles teriam mais chances de ficar juntos. Se ele fosse mau, ela se sentiria tão mau quanto ele se sentira depois que ela o desprezara. E ele não agüentava vê-la triste ou simplesmente saber que ela estava triste.
Isso basicamente limitava suas opções para uma. Não que ele não quisesse perdoar Annabeth, ele queria. Queria muito. E esse era o problema. Percy não queria querer tanto. Não queria ser tão dependente da loira! Mas não conseguia. Seu coração já havia tomado conta de todo o resto do corpo. Ele suspirou e olhou-a. Ela ainda o encarava esperançosa, com aquele doce brilho de inocência nos olhos. Tal brilho que o fazia esquecer de tudo e fazer tudo que a Chase pedisse. Então, ele pegou suas mãos, olhou profundamente em seus olhos cinzas e disse:
— É claro que eu te perdôo Annabeth. Sei que você agiu por impulso.
Então ela sorriu e foi o sorriso mais lindo que Percy já havia visto na vida. Era tão lindo, tão vivo e tão cheio de esperança que até um cego sentiria a felicidade transbordando de Annabeth naquele momento, mesmo sem poder vê-lo. Depois ela fez uma coisa que o surpreendeu muito: a loira pulou em seu colo e tascou-lhe um beijo. Um beijo calmo e doce, repleto de amor e felicidade por ambos os lados. Percy nunca se sentira tão bem por uma decisão.
Ele amava a sensação de seus lábios nos dela, amava o gosto de morango de seus lábios, amava o jeito que as mãos dela brincavam com seus cabelos, amava o jeito que a respiração quente dela batia em seu rosto, amava o brilho nos olhos dela quando se separavam, amava o sorriso dela. Amava ela. E já tinha certeza disso há meses. Já tinha certeza disso desde a primeira vez que a vira. Porque não importava como e o quanto ela estraçalhava seu coração em pedaços, ele sempre voltava. Sempre que ela pedia ou precisava, ele voltava sorrindo para ela, disposto a até morrer por ela. Porque mesmo quando diziam que ela não valia a pena, mesmo sabendo que haviam outras garotas, nenhuma delas era Annabeth. Nenhuma delas era tão linda quanto Annabeth, ou o fazia feliz como Annabeth fazia, ou o fazia sorrir com ela fazia. E era isso que a tornava única.
Annabeth também amava o beijo de Percy. Tinha algo naquele beijo que o tornava diferente. Um tipo de carinho, afeição ou paixão que a envolviam e a hipnotizavam no beijo de Percy. Sem levar em conta o gosto doce de sorvete de seus lábios, o seu delicioso cheiro de mar, o carinho que suas mãos másculas faziam em sua cintura, dentre outras coisas.
Ambos poderiam se beijar para sempre, porem o ar lhes faltou e eles tiveram que se separar. Ao contrario da outra vez, quando se distanciaram, nenhum dos dois parecia exibir qualquer tipo de pudor. Ambos exibiam um sorriso alegre. Estavam tão feliz que nenhum sorriso do mundo conseguiria expressar tal emoção.
— Annie? – ele disse.
— Sim. – ela respondeu.
— Sabe quando você disse que nós não tínhamos nada além de amizade por isso você na tinha real motivo para ficar com raiva?
Ela corou.
— Sim, por quê?
— Porque eu não quero assim.
Então ela sorriu.
— Percy, me beija? – perguntou inocentemente.
— Oh, tudo bem. Mas por que você pediu? Foi você que me beijou da ultima vez!
Ela riu.
— Porque é melhor se você fizer.
Percy sorriu e então concedeu seu pedido, beijando-a.
E assim passaram o resto da tarde, trocando beijos, caricias e palavras bonitas. Naquele momento não importava se ele era paraplégico ou se ela não tinha memória, eles sentiam-se felizes e apaixonados. Mal eles sabiam que as coisas que fizeram naquela tarde e os sentimentos bons que sentiram seriam muito presentes em ambas as vidas. E isso poderia mudar o curso de seus destinos para sempre.
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