Notas iniciais
Olá meus queridos leitores,peço desculpas pela demora,estava finalizando uma outra fanfic minha,então não tive muito tempo,e como vocês já sabem,eu tenho varias outras fanfics também. Queria avisar a vocês que agora tenho uma co-autora o/ ela é Mari Mitarashi. Uma personagem de uma fic dela esta fazendo uma participação especial nesse capitulo,a jovem Alicie. Recomendo que leiam a fic dela também,para entenderem melhor sobre a personagem,fora que a Sasha Thatcher também irá aparecer na fic da Mari,na Sede de Sangue de um Shinigami e um amor obsessivo.

Eu estava imersa dentro das lembranças do dia anterior, via Undertaker apoiado em sua foice, olhando para o corpo do Shinigami caído no chão, contando a história trágica de um amor proibido, depois seu rosto se voltava para mim, com seu sorriso largo, era como se tudo fosse uma piada.

Acordei assustada, estava com os cabelos grudados em meu rosto, estava suada. Olhei para as janelas, as cortinas estavam fechadas, impedindo a minha visão. Tinha algo errado, meus extintos me diziam isso. Estava me sentindo solitária, eu nunca me senti assim, nem quando era mais nova, eu sempre tinha alguém do meu lado e esse alguém era a Criss. Tirei as cobertas de cima de mim, com um pulo sai da cama e fui atrás da minha governanta, procurei por toda a mansão mas não a encontrei. Me sentei na frente da porta da mansão e abracei meus joelhos,o sol sumia entre as nuvens,escurecendo o dia ou a tarde,não conseguiria dizer.

Eu estava sozinha, com uma grande mansão atrás de mim, pedindo silenciosamente para não ser esquecida.

Estava em um grande salão ajoelhada perante a rainha, seus dois mordomos estavam ao seu lado, eles a serviam fielmente.

– Seu pai, o conde Thatcher não esta mas entre nos,mas por muito tempo ele me serviu fielmente,cuidando para que os assuntos do submundo não chegasse a ouvidos impróprios,para que continua-se em segredo. Hoje eu lhe passo esse fardo, sabendo que você não irá me decepcionar. – disse a rainha com toda a sua autoridade e confiança.

– Eu jamais irei lhe decepcionar vossa majestade – disse humildemente, em resposta.

– A partir de agora eu a nomeio como a aranha da rainha.

Com essa lembrança em despertei-me da minha auto-piedade. Eu fui nomeada como a aranha da rainha, uma honra que poucos tiveram, eu não tinha tempo de ficar choramingando. O mundo era cruel com todos, não importava a sua classe social, isso não era nada! Perdi minha mãe, o meu pai, todos os empregados da mansão, agora perdi a única pessoa que sempre ficou ao meu lado.

– Mas ficar aqui sentada, esperando a chuva me molhar, não servirá de nada – disse me levantando do chão – Nesse mundo, eu só posso contar comigo mesma, por que no final nada vai realmente importar. – dei as costas para o jardim e entrei novamente a mansão. Fui direto para o meu quarto, tomei um longo banho, quando saí me enxuguei da melhor forma que eu consegui e fui para frente do guarda roupa. – Nessas horas que eu preciso de ajuda, como eu vou colocar um espartilho?

– Posse lhe ajudar, condessa? – disse uma voz conhecida atrás de mim. Virei-me de pressa, olhei nos olhos dela com uma raiva que nunca tive antes.

– Hannah Annafellows, eu deveria ter te matado quando tive a chance – disse com uma voz fria.

– Você não puxou nenhum pouco da delicadeza do seu pai – disse Hannah sorrindo – Embora ela fosse falsa.

– O que faz aqui? – perguntei indo direto ao ponto

– Achei que poderia precisar de ajuda, já que agora seu anjo massacrante foi embora – respondeu o demônio, estreitei meus olhos, demônios realmente me irritavam.

– Não preciso da sua ajuda! – gritei

– Você nem sabe como se vestir, obviamente você precisa da minha ajuda – disse o demônio dando um sorriso.

– Não Hannah – invoquei meus poderes adormecidos, minha raiva mandava, Hannah pagaria por ter invocado minha irá. Minha sombra monstruosa não era só uma sombra, agora ela era eu. Minhas asas estavam abertas, deixando o demônio na minha frente me encarando com horror, com um movimento do meu braço fiz Hannah cair no chão, nem tinha percebido que minha asa tinha lançado uma rajada de penas com aquele movimento, só reparei quando me aproximei dela. Coloquei meu pé em sua garganta, minhas unhas eram negras e afiadas. – Você é que precisa de mim, você teme o demônio chamado Sebastian Michaelis – seus olhos estavam arregalados de medo e pavor. – Não tente me enganar, você já chegou a quase morrer pelas minhas penas, se tentar outra vez, eu vou garantir que você morra e bem lentamente – as palavras saíram da minha boca como veneno – Agora se levante! – ordenei, tirando meu pé de cima dela. Com os meus sentimentos mais calmos, meu corpo voltou ao normal – E me prepare um banho descente.

***

Depois que coloquei o demônio em seu devido lugar, voltei ao banheiro, esperei que ela preparasse tudo. Alguns minutos depois eu já estava de banho tomado, arrumada e de cabelo penteado. Mandei Hannah contratar alguns funcionários, mesmo ela sendo um demônio, podendo conseguir fazer tudo sozinha na minha mansão mas eu precisava agir como uma humana,pelo menos perante a sociedade.

Estava no meu escritório vendo umas papeladas antigas e atuais, assinei alguns papeis. Fiquei trabalhando até o final da tarde. Escutei duas batidas na porta.

– Entre – sabia que era a Hannah, só tinha ela e eu naquela mansão.

– My lady,trouxe três novos empregados – disse o demônio,ela parecia estar bem a vontade,considerando que eu quase matei ela de puro terror hoje cedo.

– Ótimo, espero que tenha contratado um chefe, logo descerei para o jantar – disse em resposta.

– Sim my lady – disse Hannah,esperava que ela saísse logo e me deixasse trabalhar,mas ela se aproximou de mim,fazendo que eu parasse o meu trabalho. Olhei para ela e vi que segurava uma carta. – Chegou hoje cedo. – peguei a carta de sua mão, ela tinha uma gota de cera a selando, que logo a quebrei para ler o conteúdo da carta.

Lady Thatcher, irei mandar minha funcionaria até sua mansão para pegar o pagamento dos meus serviços prestados, ela deve chegar ao anoitecer.

Ps: Vou querer risadas também.

– Mande prepare mais um lugar a mesa, teremos uma convidada, ela chegará logo – avisei me retirando do escritório.

Andei pelos corredores da mansão, precisava andar um pouco, embora eu tenha andado bastante esse tarde. Andei até um dos quartos de hospedes e entrei, fiquei surpresa por um garoto estar arrumando a cama, ele deveria ser alguém que a Hannah trouxe. Ele terminou de arrumar a cama em menos de dois segundos. Depois me encarou dando uma leve reverência.

– Preciso lembrar a Hannah de me apresentar a vocês, devidamente – comentei em alto

Voltei a andar, mas logo me cansei e resolvi ir para sala de jantar, desci as escadas vi Hannah me esperando no final da escada.

Fiquei atrás do demônio, entramos na sala e fui me sentar em meu lugar, onde o chefe da família ficava. Hannah me ajudou com a cadeira.

– O jantar em breve será servido — disse Hannah dando um leve sorriso

Fiquei esperando alguns minutos, até o garoto que vi antes aparecer, só que ele tinha dois irmãos, eles eram trigêmeos. Um deles estava me servindo os outros dois estavam um pouco mais afastados.

– Esses são Timber, Thompson, Canterbury, respectivamente – disse Hannah, apresentando-os. – Canterbury é o mordomo, Timber é o cozinheiro e Thompson é o jardineiro.

O som da campanhinha preencheu meus ouvidos.

– Canterbury, atenda a porta, nossa convidada chegou – mandei, ele logo acatou minha ordem. – Como será ela – fiquei pensando.

Alguns minutos depois uma jovem apareceu, fiquei surpresa, quem diria que uma moça tão bela trabalharia para o Undertaker. Levantei da cadeira.

– Seja bem vinda a mansão dos Thatcher, me chamo Sasha – me apresentei.

– Obrigada pela hospitalidade Lady Thatcher.

A jovem é bastante educada e possui uma postura excelente para uma assistente de funerário.

– Como se chama? — perguntei curiosa.

– Alicie Michaelis.

Essa mulher tem o mesmo sobrenome do meu pai. Que tipo ligação ela tem com ele? Preciso descobrir.

– Deve está um pouco cansada da viajem, senhorita Michaelis.

– Por favor, me chame de Alicie — pediu docemente a minha convidada.

– Desculpe-me.

– Não precisa se desculpar Lady.

– Por favor, me chame de Sasha.

– Como quiser. — Ela sorriu da forma mais doce que alguém poderia sorrir.

Aquela doçura estava me deixando enjoada, desde que senti sua presença algo está me dizendo que aquela mulher não é o que aparenta. Hannah está estranha também, posso ouvir seu coração batendo com força e seu rosto está branco como papel, os trigêmeos também estão tensos com a presença de Alicie. O que me deixa mais curiosa em relação a ela.

– Hoje teremos carne assada ao molho a madeira, acompanhado com risoto e legumes. E de sobremesa teremos torta de chocolate com amêndoas – disse o mordomo Canterbury, em quanto nos servia.

Eu e Alicie conversamos sobre assuntos banais em quanto jantávamos. Reparei que ela trajava um vestido branco como a cor de sua pele, seus fios negros caiam graciosamente por cima do seu pescoço.

– O jantar este delicioso Lady Sasha – disse Alicie

– Obrigada Alicie, meu chefe se esforçou hoje – disse dando um leve sorriso

– Deve ser um pouco solitário viver em uma mansão tão grande – disse Alicie

– Isso não me incomoda mais, com o tempo se acostuma – disse em quanto a analisava, ela não parecia ser humana, mas tinha vestígios humanos, não pela sua aparência mas algo em sua volta,seu cheiro,era diferente e ao mesmo tempo familiar.

Mais um dos seus sorrisos gentis e doces foi lançado a mim,aquilo me revirava o estomago,parecia que eu estava jantando com uma condessa, e o tema seria como aproveitar o rendimento das empresas da minha família.

– Então Alicie como se tornou assistente de um homem como o Undertaker? – perguntei

– Um amigo incomum disse que o senhor Undertaker precisava de alguém para ajudá-lo e como eu estava à procura de emprego, resolvi tentar, foi assim que virei assistente do senhor Undertaker. – respondeu

– Quem seria esse amigo que lhe apresentou ao funerário? – chegamos ao ponto desejado, agora eu teria minhas respostas.

– Sebastian Michaelis

– Sebastian? O ex-mordomo da casa dos Phantomhive? – fingi surpresa, mas eu só não queria que ela soubesse do meu interesse.

– Ele mesmo.

– Desculpe-me a pergunta, mas ambos têm o mesmo sobrenome, por acaso são parentes ou algo do gênero? – perguntei

Alicie prendeu a respiração por um momento, consegui sentir seu nervosismo com a pergunta,como se varias lembranças passasse diante dos seus olhos naquela hora,e todas elas fossem desagradáveis. Eu precisava saber que ligação ela tinha com o meu pai.

– Digamos que somos parentes distantes, bem distantes – respondeu, por fim.

– Primos de terceiro grau, eu suponho?

– Sim.

Que interessante meu pai tem uma prima, não sabia que demônios tinham parentes. Fora que ela não se parece em nada com ele, mas ainda tem algo que me incomoda nele.

– Deve ser difícil ter um parente tão famoso quanto seu primo.

– Não tenho muito contato com ele,só algumas vezes,quando ele precisa da minha ajuda – posso sentir a amargura quando ela menciona meu pai,seus olhos mostram dor e magoa,mas isso não importa,preciso de mais informações,preciso descobrir que ligação ela tem com ele.

Como uma aranha deve tecer minha teia cuidadosamente envolta da minha presa de modo que ela não perceba, e no momento certo capturá-la.

– Não quero mais falar do senhor Sebastian, vamos conversa sobre algo mais agradável. – disse Alicie, com um sorriso. Que tipo de pessoa chama um primo de senhor? E esse sorriso, é o mesmo daquele homem, argh! Como eu odeio isso.

– Por favor – insisti – Quero saber mais sobre o famoso mordomo dos Phantomhive. É um pouco difícil saber sobre ele, depois de seu sumiço – menti

– Sumiço? – perguntou interessada

– Você não sabe? Quando o Conde Phantomhive morreu, seu mordomo sumiu – respondi

Sua expressão deixou de transparecer a tranqüilidade, seus olhos se arregalaram por um momento, sua mão esquerda foi até o seu pescoço, massageando o local, devagar, como se doesse.

– Algum problema Alicie? – perguntei preocupada

– Não, foi um pequeno mal estar, mas já passou – disse tentando disfarçar. Obviamente ela não estava nada bem, mas se ela quer continuar, seguiremos em frente. – Por favor, continue o que estava dizendo – sua voz estava um pouco tremula.

– Como disse, hoje em dia é difícil ter alguma informação do antigo mordomo dos Phantomhive. – Alicie apertou a toalha da mesa com força,fazendo o pano enrugar,as pálpebras se contraíram com força indicando que sentia dor. Meu mordomo recuou um passo atrás,ficando atrás de mim. Fiquei sem entender a atitude do Canterbury.

– Como arde – sussurrou Alicie

– O que arde? – perguntei preocupada, mas ainda curiosa, falar sobre o Sebastian lhe trouxe uma reação bem diferente do que eu esperava. Minha convidada ficou quieta por um minuto, sua respiração saiu de ritmo, ela abriu os olhos devagar, revelando dois orbes vermelhos como sangue, sua energia ficou densa, e ameaçadora. Ela me encarava de uma forma assassina.

– A marca que ele deixou em mim – respondeu friamente, seu rosto perdeu a doçura que exalava minutos antes, agora ela só mostrava ódio, rancor e amargura.

Notas finais
Espero que tenham gostado e não deixem de comentar.