Pela noite o vento gela os corpos já fracos

No silêncio, pensamentos provocam

Olha cruelmente para resto dos becos

Muitas vidas mortas, observa a solução

Dos renegados sorrisos irônicos de satisfação

Em um canto acoado ressona uma canção

A morte pálida flutua sobre a perdida inocência

Tantas são as trevas que realça a essência

No interior da Morte começa uma estranha ardência

Assusta-se ao ver algo tão fictício

Expulsa o frio ao ficar sob o mórbido cilício

Em sua cabeça absma um anúncio

A voz da Morte mais qualquer calor humano

As palavras claras lhe causam engano

O espaço muda, os dois flutuam, em um calmo oceano

Das águas surgem uma decisão arriscada

Perante a menina, uma lâmina afiada

A Morte pede companhia, com a mão esticada

Para a lâmina a garota caminha confiante

E rasga sua vida perfurando seu coração errante

Sua alma viva, finalmente exibia um sorriso crescente

A Pureza agora era da Morte acompanhante