Hell Stalker: Ceifeiro do Inferno
5 Cap4 - Porão...
Porão...
Enquanto nos escondíamos na virada do corredor e Piece tentava olhar para a porta, eu senti algo se aproximando, não sabia direito o que era, mas estava bem perto de nos. Foi quando alguma coisa encostou no ombro do Kensuke, ele ficou paralisado e olhou para trás...
— O que esta acontecendo aqui?
Kensuke faz uma cara de aliviado e fala...
— Ceguinho, ah... Você me assustou cara.
— Eu não queria ficar lá, então convenci o resto da galera a vir também.
— Estão todos com você?
— Não, alguns japas ficaram na sala.
Michael se vira...
— Acho que aquela coisa sumiu... Não consigo ver mais ela.
— Então, o que vamos fazer agora? As portas estão trancadas e não tem como sair. — Pergunta Suzy.
— Nós tínhamos ido até o porão para ver como estava o gerador, estão todos lá, eu vim aqui procurar vocês e chama-los para irem também. — Fala Pedro
Decidimos-nos seguir Pedro, fomos até o porão do colégio onde estava o resto da turma. O lugar estava mais escuro do que todo o resto do colégio, mas por sorte Stefani havia encontrado algumas velas. Estavam procurando pelo gerador, ninguém sabia realmente onde ficava e aquele lugar era enorme. Então nos organizamos em grupos para procurar, ficamos horas lá embaixo até que encontramos o gerador, que estava quebrado, provavelmente por causa da explosão de antes. Todos se reuniram perto dele...
— E agora, isso com certeza não vai funcionar mais, vamos ficar sem luz o resto da noite. — Falou um dos japas.
— Falando em noite... Que horas são? — Perguntou Raidam.
Olhamos para nossos relógios e uma surpresa... Ainda eram oito da noite, mas pelo meu perceber haviam passado horas lá. Então, Stefani olhou para seu relógio, que era aqueles de ponteiros...
— Estranho, eu troquei a pilha disso ontem. Mas... Está parado...
O relógio estava parado, reparamos que nossos também estavam, percebia-se que passavam minutos, mas os relógios não saiam das oito horas em ponto.
— Tem alguma coisa errada, como é possível todos os relógios terem parado assim? — Perguntou Piece.
— Ok, isso esta ficando estranho, devemos analisar a situação, com certeza ha alguma explicação lógica para isso tudo. Vamos, contem o que viram ou sabem até agora... — Disse Kensuke.
Juntamos todas as informações, desde a hora em que o senhor Kamoto sumiu até aquele momento. O que tínhamos conseguido foi o seguinte: Primeiro houve o black-out, senhor Kamoto vai até a diretoria para perguntar sobre o gerador que não havia ligado. Eu vi aquela sombra no corredor e Raidam também viu, provavelmente eram alguns professores indo até a diretoria também. Logo depois, acontece uma explosão no porão, o senhor Kamoto chega na sala e diz que o gerador pifou, fala que o colégio estava trancado e sai novamente buscar velas, mas não volta. Eu, Piece, Kensuke, Suzy e alguns japas saímos procurar pelo senhor Kamoto e tentar achar um meio de sair do colégio. Descobrimos que os carros do estacionamento sumiram, provavelmente conseguiram sair e foram embora, todas as outras salas estão trancadas e aparentemente não ha mais ninguém no colégio além de nós. Fomos até a porta principal e não conseguimos abri-la, vimos uma coisa estranha andando do lado de fora que de repente some. Pedro aparece e nos chama para ir até o porão com os outros para sabermos o que aconteceu com o gerador. Chagamos no porão, encontramos os outros, procuramos pelo gerador e o encontramos. Então percebemos que nossos relógios haviam parado em 8:00, sendo que tínhamos certeza de que já tinha passado das 1:00 ou 11:00.
— Bem, só podemos tirar a conclusão de que os outros conseguiram ir embora e esqueceram de nós aqui, por isso as outras salas estão trancadas e não ha nenhum carro no estacionamento. A explosão do gerador deve de ter afetado aparelhos eletrônicos de alguma forma, por isso nossos relógios estão parados. O que foi visto andando no pátio do colégio provavelmente era a ultima pessoa a ter conseguido sair, por isso desapareceu um pouco depois, pois deve de ter ido embora. O que podemos fazer agora é esperar amanhecer, amanhã o zelador vai chegar e abrir o colégio e nos encontrara aqui, e tudo será resolvido. — Grande conclusão de Stefani, ela disse isso porque não sabia o que vimos lá fora, ela não tinha visto aquilo, aquela coisa não era humana, mas nem tentamos falar isso, sabíamos que não seria possível convence-la. Ela sempre esta com conclusões lógicas e não aceita coisas... Como posso dizer... Paranormais, talvez.
Mas foi o decidido, encontramos alguns cobertores ali, e dormimos no porão mesmo, eu e Raidam ficamos acordados o resto da noite, nós sabíamos que tinha alguma coisa errada acontecendo. Passaram-se horas e mais horas, olhávamos nos relógios e eles continuavam a marcar oito da noite...
— Raidam!? Será que já amanheceu? Os relógios ainda marcam oito da noite, mas já deve de ter passado umas seis horas desde que estamos aqui...
— Sei lá cara. Não da pra saber estando aqui...
— Então acho que vou subir lá encima, ver se o Sol já saiu.
— Tem certeza cara? Você sabe que tem alguma coisa rondando esses corredores... Você sabe, nos dois vimos.
— Mas eu não me aguento de impaciência, vou subir lá e ver se...
Antes que eu terminasse de falar, ouvimos algum barulho vindo do outro lado do porão... Parecia caixas caindo no chão. Ficamos preocupados com o que poderia ser, mas nos levantamos e fomos até lá.
— Não acha melhor achar alguma coisa para nos defendermos, cara?
— Olhe, pegue aqueles dois bastões de baseball ali, acho que devem servir pra bater...
Eu corri até o balcão no canto, peguei dois bastões, entreguei um para o Raidam e continuamos andando até a origem daquele barulho.
— Que... Diabos é isso...? — Falou raidam enquanto nos escondíamos atrás de algumas caixas.
— Parece a mesma coisa que vimos andando no pátio do colégio antes do Pedro chegar e nos chamar.
— Isso bate com o formato da sombra que vi no corredor...
— A que eu vi também.
Uma visão horrível, estava parada perto da parede, olhando para os lados, emitia um som horripilante e as coisas ao seu redor pareciam perder a forma, aquilo estava meio que distorcendo a atmosfera ao seu redor. Ficamos nos perguntando o que fazer naquela hora, e decidimos avisar os outros, Raidam foi até aonde os outros dormiam e eu fiquei ali, olhando para aquilo. Era horrível, tinha pernas longas, quatro braços, uma cauda com espinhos na ponta e chifres enrolados ao lado dos olhos, parecia mesmo uma sombra de pé, mas dava pra ver claramente veias em todo seu corpo... Eu senti algo perto de mim, olhei para trás, mas não havia nada, me virei e aquela coisa ainda estava lá, mas estava arranhando a parede, seus movimentos eram trêmulos, parecia que estava sentindo dor. Percebi novamente uma presença ao meu lado, e escutei uma voz...
— Cooo... rrooo.. mmm.. piii.. doo..
Uma voz calma, baixa e lenta, não estava vindo daquela coisa, estava claramente vindo de algo à minha direita, mas não tinha nada ao meu lado, apenas mais caixas...
Continua no próximo capítulo: Amanhecer...
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