Hell Stalker: Ceifeiro do Inferno
4 Cap3 - Trancados...
Trancados...
O senhor Kamoto entrou na sala e deu uma noticia preocupante, o gerador do colégio havia explodido, ficaríamos sem luz, quando Pedro lembrou que ja era hora de todos voltarmos para casa, porém, havia uma ultima coisa terrível a ser dita...
— Vamos ficar no escuro então!?
— Calma Suzy, daqui a pouco já vai dar a hora de nos sairmos... ou melhor, ja esta na hora. São sete e dez, podemos ir embora agora... — Falava Pedro, com um ar de alivio.
O senhor Kamoto olhou pra ele...
— Não... Não vai dar...
— Como assim não vai dar? — Perguntou Pedro
— O colégio... Esta... Trancado...
Todos ficaram sem entender nada, o senhor Kamoto estava apavorado, Suzy também. Kensuke olhou para fora da sala...
— Trancados? Duvido se eu não boto uma dessas portas abaixo e saímos daqui rapidinho.
— Todos, fiquem nas salas, os outros professores já estão em reunião para decidirmos o que fazer, não quero ninguém andando pelos corredores ou chutando portas. Vou buscar algumas velas para vocês, não saiam daqui. — Falava Kamoto enquanto saia da sala.
— Viu? Aquela sombra que vocês dois viram provavelmente era de professores indo para a reunião, não precisam ficar tão assustados. — Stefani insistia que o que vimos não era nada. Mas eu e Raidam não aceitávamos, tínhamos certeza de que não era normal...
— Fala isso por que não foi você quem viu, Tefinha. — Dizia Raidam, ainda encostado na carteira.
— Afinal de contas, porque esta encostado aí, Raidam? — Eu perguntei
— Não é nada, só não gosto de deixar minhas costas desprotegidas...
Nós esperamos por algum tempo, mas o senhor Kamoto não voltava...
— Não agüento mais esperar...
— Não precisa ter medo, Suzy, foi só um black-out, logo o senhor Kamoto voltará com velas, o cenário até ficará mais romântico...
— E como você explica o fato de estarmos trancados aqui, Michael? — Perguntou Stefani
— Deve de ter sido uma brincadeira infantil de algum pivete da 5ª série...
— Brincadeira ou não, estamos trancados aqui... e eu estou ficando entediado com tudo isso...
— Você esta sempre entediado, Kensuke... — Falava Michael com um ar sarcástico
— Ok, ok... Não aguento mais ficar aqui, vou lá fora ver se acho uma saída... — Dizia Kensuke enquanto saía da sala.
— Espere cara, o senhor Kamoto falou para esperarmos aqui. — Michael se levantou e o segurou pelo braço. Eu fui para a porta também...
— Ele tem razão, já faz um tempão que o velho careca saiu buscar as velas, deve de ter acontecido alguma coisa, não vai adiantar ficarmos aqui parados. — Falei e saí da sala.
— Viu? Até ele concordou comigo, vamos, ficar aqui não vai adiantar. — Disse Kensuke puxando Michael para fora também.
Suzy se levantou e saiu também.
— Eu vou junto, não aguento mais ficar nessa sala escura.
— Está mais escuro ainda lá fora, é melhor ficarmos aqui — Falou Raidam
— Você sabe que não vai consegui convence-la, essa menina é mais teimosa do que... Sei la! — Disse Stefani.
Kensuke olhou para dentro da sala, perguntou se mais ninguém ia também, alguns japas foram conosco, então saímos pelos corredores, procurando por mais alguém. O estranho é que todas as outras salas estavam trancadas, até a diretoria estava. Não havia sinal de ninguém pelo colégio. Suzy olhou pela janela que dava para o estacionamento...
— Nã-não tem nenhum carro lá fora...
Michael correu para a janela...
— Será que todos saíram e nos deixaram aqui? Será que esqueceram de nós aqui?
— O velho careca não esqueceria nós no colégio, ele é meio caduca, mas nunca foi irresponsável. Deve de ter alguma explicação pra isso. — Eu disse enquanto continuava o caminho pelo corredor.
— Alguém notou que quanto mais andamos, mais escuro esses corredores ficam? — Falou um dos japas que estava conosco.
— Não seja medroso, deve ser coisa da sua cabeça, eu não reparei em nada.
— Você nunca repara nas coisas, Michael-kun. — Falou o japa olhando com um ar irônico.
Continuamos pelos corredores, até eu passei a notar que o escuro realmente aumentava. Chegamos na porta principal do colégio, e adivinha... Estava trancada.
— Droga, não tem como sair daqui? — Dizia Kensuke enquanto chutava a porta.
— Calma assim você vai quebrá-la, Kensuke. — Disse Suzy.
— Essa é a idéia! Quebrar a porta e sair desse lugar! — Kensuke não parava de bater.
— Essa porta... é feita de vidro e junções de madeira, não deveria ser tão difícil de quebrar. — Falou o japa, enquanto olhava fixamente para a porta.
Kensuke desistiu, ele encostou-se à parede com as mãos no bolso e ficou resmungando. O japa foi até a porta e ficou olhando para ela.
— Estranho... Não ha nenhum arranhão aqui, nenhum sinal de rachadura ou qualquer coisa. — Ele falava e analisava a porta.
— Você é tão fraco assim, Kensuke? Não pode nem arranhar uma porta de vidro? — Disse Michael apontando para Kensuke e dando risada.
— Não sou tão fraco assim...
O japa deu meia volta, foi até uns bancos que estavam logo atrás, pegou um e o jogou na porta com toda a força, mas não aconteceu nada na porta.
— Não é que Kensuke-kun seja fraco, é essa porta que esta estranha. — Dizia o japa arrumando os óculos.
— E-e-ele, jogou o banco... — Falou Michael meio gaguejando e surpreso.
Eu ohei para o lado, Suzy estava paralisada, olhando para fora pelo vidro da porta.
— O que ha, Suzy? Parece que viu alguma coisa... — Perguntei
— Laranja-kun... O... O que é... Aquilo? — Dizia ela apontando para fora.
Então, todos foram até a porta, e olharam para fora...
— Que diabos é aquilo...? — Perguntou Kensuke.
Olhei atentamente, não dava para ver direito, mas acho que era a mesma coisa que eu tinha visto no corredor. Parecia uma sombra, mas não estava projetada no chão, nem nas paredes, estava andando pelo pátio, livremente, parecia procurar por algo.
— É a mesma coisa que eu vi no corredor, mas está meio diferente.
— Você não disse que tinha visto uma sombra? Aquilo definitivamente não é uma sombra, está de pé, sombras ficam no chão ou paredes ou objetos, aquilo simplesmente esta de pé. Não é uma sombra, não é mesmo.
— Eu sei Piece, mas... Tem o mesmo formato.
Piece era o apelido do Michael, não sei bem o motivo, ou melhor, não fazia idéia do motivo desse apelido, mas isso não vem ao caso. Naquela hora, a coisa la fora pareceu ter nos visto. Demos um pulo para trás e nos afastamos da porta.
— Aquilo, olhou pra nós... — Falou o japa.
— Como você sabe? Nem dava pra ver direito aonde era a cabeça daquilo, não da pra saber se ele olhou pra cá. — Falava Michael tentando olhar para fora.
Enquanto nos escondíamos na virada do corredor e Piece tentava olhar para a porta, eu senti algo se aproximando, não sabia direito o que era, mas estava bem perto de nos. Foi quando alguma coisa encostou-se ao ombro do Kensuke, ele ficou paralisado e olhou para trás...
Continua no próximo capítulo: Porão...
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