Heiwa No Mahou
5 Capitulo 4 – A Viagem e os Gatunos
Em um hotel sujo e precário de Minakuko.
—Ei, Shuji! Acorda! A gente só tinha dinheiro pra uma noite.
Foram essas as primeiras palavras que Shuji ouviu naquele dia, vindo de Magy, que arrumava suas coisas para partirem.
—Aqui, come isso, não temos muito tempo.
Disse Magy enquanto dava uma banana para Shuji, ela colocou seu capuz e foi até a porta para irem.
“Ela acha que eu sou o que? Um macaco?” Pensou Shuji.
—Se você não quiser comer ela eu devolvo pro macaco que eu roubei isso hoje cedo.
“É. Ela realmente acha que eu sou um macaco.”
Pegaram suas coisas, comida, roupas, equipamentos e foram para uma viagem até o reino de Kuzuma. O caminho era longo e cansativo, talvez demorasse dias indo a pé.
“Por que ela não simplesmente faz algum carro ou carroça pra levar a gente? Até uma bicicleta seria legal poxa.”
Pensou Shuji.
—Aqui, olha no mapa, teremos que viajar ao noroeste daqui e depois seguir ao leste, passando por algumas cidades, montanhas e, olha! Tem um laguinho por ali perto. Você entendeu?
Shuji ficou encarando Magy com uma cara de raiva.
—Ah é verdade, você não pode falar.
Havia um campo enorme de grama pelo qual eles deviam passar, a brisa fresca do vento batendo seus rostos. O lugar era calmo e pacifico, as flores desabrochavam, os pássaros cantavam, Magy até estava sem colocar seu capuz.
—Sabe Shuji, por mais que você não possa falar e tudo mais, você é a primeira pessoa que me escuta tranquilamente, mesmo depois do que fizemos com aquela vila.
Shuji olhou com uma cara meio torta e confuso pra ela e pensou.
“Eu fui criado pra isso, além do mais eu sou obrigado a isso!”
—Meus pais costumavam dizer que eu era talentosa, mas até agora as pessoas sempre têm medo de mim e não falam muito comigo. Então obrigada por estar comigo...
Magy sorriu sutilmente olhando para Shuji, que continuou com o olhar torto e confuso.
“Essa garota é mais carente do que eu achava.”
Passaram dois pássaros voando sobre eles, que logo pousaram sobre o solo e começaram a andar por ali.
“Bem que eu poderia voar igual eles e sair daqui.”
Caminhando mais um pouco eles chegam em um outro bosque.
—De acordo com o mapa, no final desse bosque chegaremos em uma vila próxima, aonde podemos dormir, o que você acha?”
Shuji olhou com ódio e raiva para Magy.
—Ah é verdade. Desculpa, desculpa!
Eles entraram no bosque, lá era escuro, havia alguns animais tomando água em um lago. O lugar era bem úmido.
—Sabe... aqui me lembra da minha vila antiga. Quando eu e meu irmão éramos mais novos, a gente vivia brincando de pega-pega em bosques assim.
Shuji olhou para Magy, ela tinha uma lagrima escorrendo sobre seu rosto enquanto dava um sorriso meigo.
—S-Será que ele está bem?
“Ah, entendo! Ela sente falta da família. Então até alguém como ela tem um coração genti-”
—Será que... ele ainda está vivo?
“O que?”
Shuji se assustou ao ouvir o que Magy disse.
—Não se preocupe. A irmãzona está aqui pra livrar a gente desse mau.
Magy limpava as lagrimas de seu rosto enquanto via miragens dela e seu irmão brincando como antigamente pelo rio.
—Eu prometo...
Shuji colocou a mão sobre a cabeça de Magy e sorriu para ela.
“Talvez ela se importe muito com os outros, por isso quer mudar o mundo de sua manei-”
—Eu não pedi para você colocar suas mãos sujas de macaco na minha cabeça.
Shuji tirou a mão de Magy, fez olhou para o lado com uma cara de desapontado.
“Eu desisto dessa garota.”
Chegando até a pequena cidade, eles logo foram para um hotel próximo que eles conseguiriam pagar. Não era dos melhores, mas depois do último qualquer coisa serve.
—O que posso fazer por você madame?
Disse o balconista do hotel, um homem gordo e barbudo que usava um terno preto para parecer um pouco mais elegante.
—Queremos um quarto para uma noite.
—Só uma noite? Ah essa juventude... hahaha.
—Por favor, apenas me dê logo a chave de uma vez.
—Claro, claro! Aqui está! Só não faça muita bagunça lá em cima!
O homem pisca para os dois, Magy impaciente pega a chave e começa a subir as escadas.
—Vamos subir logo Shuji.
Shuji fez um gesto agradecendo um homem e subiu as escadas. O homem acenou para os dois enquanto sorria.
“Por que as pessoas ficam olhando pra gente? Só por que um garoto e uma garota estão dividindo um quarto de hotel sozinhos? Céus.”
Pensou Shuji enquanto seguia Magy até seu quarto.
—Ei, Shuji, olha só!
Disse Magy ao entrar no quarto, ela apontou para as camas e para o banheiro.
—Pelo menos aqui as camas e o banheiro ainda estão inteiros.
“Isso não deveria ser obrigatório?”
Pensou Shuji com uma cara de idiota.
—Mas é melhor não nos acostumarmos, amanhã bem cedo vamos embora o mais rápido possível. Eu não fui com a cara daquele velho.
“Eu ainda tenho tempo de pedir demissão?”
Pensou Shuji em meio a lagrimas.
A lua veio aos céus, tomando a grande imensidão por seu brilho. Shuji dormia enquanto Magy olhava pela janela pensando em seus futuros planos.
—Qual será nosso próximo passo?
Enquanto isso em Minakoku, um bandido tentava fugir da pessoa misteriosa que assombrava inúmeros malfeitores pela cidade.
—Por favor não me machuque! EU não fiz por mau! E-Eu só sou um vagabundo preguiçoso que não gosta de trabalhar. Eu imploro!
O homem se encontrava encurralado em um beco sujo, que combinava com suas roupas podres. Em sua barriga haviam leves cortes, deles saiam um pouco de sangue e algum tipo de vento, como um vapor ou uma brisa leve.
Saiu da escuridão daquele beco uma pessoa usando capa com capuz, a escuridão da noite e do capuz impediam de ver seu rosto. Abaixo da capa só havia uma roupa preta, que ia desde seu pescoço até seus pés, porém a sua mão direita não era coberta. Era naquela mão direita em que ela empunhava sua espada, mais precisamente uma katana, que brilhava junto com a luz do luar.
A Pessoa Misteriosa apontou a sua arma para o bandido e disse bem claro.
—A polícia já está chegando. Se eu ter que ver mais uma vez você cometendo crimes, será a última coisa que você fara em sua pobre vida.
Um vento forte bateu naquele beco e a pessoa havia sumido. Parecia que o vento havia a levado embora, mas na verdade ela estava em algum outro telhado a procura de mais outro malfeitor próximo.
Os guardas chegaram para prender o ultimo bandido encontrado.
—Graças a deus vocês vieram! E-Eu achei que aquilo iria me matar! Obrigado tiras! Eu prometo arranjar um trabalho!
Os guardas se olharam confusos enquanto algemavam o pobre bandido que cantava músicas para celebrar mais um dia de vida.
—Aquela coisa... Não é como se ela estivesse do nosso lado, mas ao mesmo tempo ela vive nos ajudando. Me pergunto quem está por trás daquela capa preta.
A luz do luar iluminava a Pessoa Misteriosa, que pulava de um prédio para o outro investigando a cidade.
“Eu detesto fazer isso. Mas... se eu não fizer quem fará no meu lugar? Droga.”
Pensava ela.
O sol tomou o lugar da lua e um novo dia se fez.
—Shuji! Acorda! A gente só tinha dinheiro pra uma noite.
“Ela bem que podia me acordar de um jeito diferente pelo menos.”
Pensou Shuji com uma cara de mal-humorado, enquanto tapava seus ouvidos com o travesseiro.
—Levanta logo. Se não eu te jogo pela janela.
Shuji levantou e olhou com uma cara de apavorado para Magy.
—Tá bom. Eu não sou tão cruel assim.
“É meio difícil acreditar nisso vindo de alguém como ela. Mas ainda sim vou ficar inteirinho.”
Shuji fez uma cara de aliviado, se arrumou e eles desceram até a portaria.
—Então. Como foi a noite dos mocinhos?
Disse o balconista sorrindo para os dois.
—Aqui está a chave. Com licença.
—Ela não é de falar muito não é mesmo rapaz? Hahaha!
Shuji deu um sorriso forçado para o balconista, fez o mesmo gesto de agradecimento e os dois foram embora.
—Aqui. No mapa diz para seguirmos ao oeste. A gente vai passar por uma trilha perto de umas montanhas, mas acho que a gente atravessa rápido.
“Ela vai me jogar de uma montanha agora?”
O caminho era longo e estreito, qualquer deslize ou tropece poderia acabar em uma tragédia.
“Da pra ver a cidade daqui de cima. Que vista!”
Pensava Shuji, chegando na parte mais alta do caminho.
—Ei, aqui é bem fácil de deslizar. Eu prestaria mais atenção no caminho se fosse você... Shuji? SHUJI?!
Ela olhou para o lado e Shuji havia sumido. Magy olhou para baixo e Shuji estava quase caindo montanha abaixo, se segurando apenas com uma mão.
—Ah você tá aqui, eu te avisei não foi?
“Ela vai deixar eu cair, ela vai deixar eu cair, ela vai deixar eu cair!”
—Aqui, me de sua mão.
Ela oferecia sua mão para Shuji, que olhava com desespero visto naquela situação.
“Se você não quiser pegar tudo bem, amanhã eu faço outro Shuji.”
Ele agarrou a mão dela com todas as forças, ela começou a puxar ele, quase caindo junto, mas depois trazendo ele ao chão novamente.
“Graças aos deuses eu estou a salvo.”
Shuji respirou fundo colocando a mão em seu peito.
—Não precisa me agradecer.
Disse Magy enquanto voltava a trilhar o caminho.
—Ah é verdade, você nem pode mesmo.
“Eu devia ter me jogado ao invés de ter ficado.”
Eles continuaram o caminho até chegarem no final, Shuji estava morrendo de sono, mesmo depois de quase ter batido as botas.
—Você quer dormir não quer?
“Ela lê mentes agora?”
Shuji balança a cabeça, porém com o rosto desanimado.
“Conhecendo ela bem ela não vai deix-”
—Tudo bem, acho que é bom descansar depois do que acabou de acontecer mesmo.
Shuji encosta numa árvore ali perto e adormece.
—E se eu tentasse algo diferente...?
Pensava Magy.
Shuji então estava acordando, ainda sonolento. Enquanto bocejava ele pensou.
“Ahhh, bom dia mamãe. O que tem pro café hoje?”
—Ah, vejo que você acordou. Pode sair de cima de mim agora?
“Sair de cima? Do que ela... pera, por que eu to me mexendo sem usar as pernas?”
Magy estava carregando Shuji pelas costas, enquanto uma joaninha de madeira carregava suas mochilas.
—É sério. Você é mais pesado do que eu achei.
“Por que ela tá me carregando e o que é aquilo ali se mexendo do lado dela?”
—Se você não sair agora eu vou cair.
“Cair o que?”
Magy cai de frente na grama na qual caminhavam, Shuji ficou sentado em cima dela com uma cara de confuso sem entender o que havia acontecido. Ele se levanta e pensa.
“Obrigado pela carona, grande deus. Pode ficar com o troco.”
Juntou suas mãos, igual quando alguém ora agradecendo a Deus, levantou de Magy, que ainda estava no chão. A joaninha começou a cabecear Magy tentando virar ela.
—Eu o...io mi...a via!
Gritou Magy com a boca na grama ainda.
“Eu não entendi nada que ela falou”
Magy vira o rosto da grama e fala:
—Você parecia muito cansado, mas a gente não pode ficar muito tempo parado só descansando, então eu pensei que se eu te carregasse até lá ficaria tudo ok.
“Não era mais fácil só ter feito um carrinho ou uma carroça?
Ela se levanta, se limpa e fala.
—Bem... vamos fingir que isso, nunca aconteceu.
Magy virou seu rosto, meio avermelhada e continuou o caminho. A joaninha começou a cabecear o Shuji.
“Isso aqui veio do mesmo lugar que eu?
Pensou ele com uma cara de confuso.
Magy estralou os dedos e a joaninha voltou a sua matéria prima, alguns gravetos e um corpo de joaninha morta.
—Não precisamos mais dela. Você leva as mochilas agora.
“Ela derreteu meu irmãozinho.”
Olhou Shuji assustado para Magy.
—Criacionism é a melhor magia de todas, pode falar.
Os dois continuaram a caminhar para seu destino.
—Ah é verdade, você não pode.
Enquanto isso, do lado oposto do mapa.
Shouko estava prestes a ter uma reunião sobre assuntos políticos. No caminho, ele encontra Jovani Kuro. Um feralman próximo dos trinta, negro, alto e magro, ele usava roupas caras e uns óculos escuros muito estilosos (pra ele pelo menos).
—E – A – E – MISTER JUNIOR !!!
—Ah você de novo. E pode parar, eu já disse que não vou ser seu Kuro Junior.
Shouko colocava a mão em sua testa tentando disfarçar a vergonha.
—My god! Mister Shouko está melhor então?
—Me chame apenas de Shouko, por favor...
—Shoukinho, você fere meus grandes sentimentos.
—Pra alguém que leva um fora de todas as mulheres que dá em cima, ficar sentimental sobre um cara é meio triste.
—Já entendi, já entendi! Hahaha! Isso não tem graça Kuro Kid!
—Você me escuta quando eu falo?
—Enfim, posso saber aonde o meu garotão está indo?
—Hã? Ah sim, quase me esqueço. Uma reunião sobre assuntos políticos, tenho que ver essas reuniões com meu pai.
—Haha! Nas minhas grandes empresas mixurucas nós também temos reuniões diversificadas e muito sérias.
—Mixurucas? Você só é dono de um dono dos maiores cassinos do pais. E mesmo assim ainda consegue levar fora de todas as mulheres que fala.
—O que eu falei de ferir os sentimentos de um grande homem como eu? Elas só não gostam de muito pelo.
—Se você só tem isso a dizer eu vou indo.
—ESPERE!
Jovani segurou o braço de Shouko e disse seriamente para ele.
—Diga a Naka-chan que nós encontramos o quarto guardião.
—Sério?
—Seríssimo, meu jovem.
—Então, com você, a Azuma, a Kurone e esse quarto, teremos os quatro juntos de novo?
—Isso mesmo, Kuro-Bin!
—Eu desisto de você.
Shouko se virou e foi a caminho da reunião com seu pai.
—Diga a Naka-chan que eu mandei um abraço!
Gritou Jovani que já estava um pouco longe de Shouko
—Ela vai te rejeitar igual todas as outras!
—Isso é cruel, Kuro-Chan!
Voltando a viagem de Shuji e Magy no outro lado.
Os dois viajantes haviam que passar por um grande lago ali próximo, no meio do lago havia uma ponte de madeira marrom, grande e largo dando caminho para viajantes como eles. Como eles não poderiam atravessar em volta do lago porque era muito grande ou até mesmo ir pelo lago mesmo, os dois tiveram que atravessar o grande lago pela ponte.
—Cuidado pra não cair de novo.
“Engraçadinha ela não?”
Peixes começaram a saltitar da água, fazendo ondinhas leves e agradáveis de se ver. Alguns pássaros pegaram os peixes menores que pulavam por ali. No final da ponte, havia um garoto de cabelo lilás, usando um bigode falso e uns óculos de brinquedo.
“Mas que porr-”
—Olha viajantes! Esse aqui é o pedágio universal do grande lago verde! A passagem custa 15 ouros. Se estiver acompanhado de idosos ou crianças fazemos descontos de até 8%!
—Você sabe que não é assim que funciona pedágio, não é?
“Claro que ele sabe.”
—Como assim não é? Meu pai era o maior pedegeiro do país!
—Essa palavra nem existe.
—Vocês não existem!
“Que garoto chato.”
—Shuji, joga ele no lago.
—Shu oq?
“Não é mais fácil só pedir pra ele sair?”
—Anda logo! Vai ser engraçado.
—Agora... é com você Mina-chan!
O garoto gritou. Algo havia pulado da água, molhando os dois viajantes.
Ao abaixar a água se viu uma garota de cabelo violeta, usando um traje de natação máscara de mergulho, em suas mãos tinha uma linda flor rosa, que logo depois se transformou em uma pistola.
Sim, uma garotinha fofa com uma pistola.
—Ataque surpresa que o irmãozão bolou já!!!
A garota gritou.
“O que tá acontecendo exatamente?”
—Quem não paga o pedágio costuma pagar com sua vida, pobre viajantes! Hahaha!
—Tente de novo daqui a alguns anos criança... Criacionism!
Quando a bala estava prestes a chegar em sua cara, os dois ladrões se depararam com uma grande folha gigante, protegendo do tiro.
A única coisa que eles conseguiram ouvir depois foi um estalo de dedos. A grande se transformou numa pequena folha verde, que caiu até os dedos de Magy, que a segurou com seus dois dedos.
—C-Como isso é possível? — Disse a garota de traje estranho, que tentava subir a ponte pelos lados.
—Minha magia se chama Criacionism, ela pode criar qualquer coisa que eu quiser com simples materiais.
—M-Minha flor tá toda molhada. Irmãoooooooooooo!
A garota correu até o garoto ali parado, o abraçou e começou a chorar.
—Calma Mina, ela ainda vai secar e vai ficar tudo bem! — Dizia ele enquanto passava a mão em sua cabeça.
“O que diabos acabou de acontecer exatamente?”
—Irmãos? O que irmãos ladrões como vocês fazem aqui roubando viajantes idiotas?
—Nós não fomos sempre ladrões! Éramos gatunos!
—É a mesma coisa, irmão. *Sniff*
—Posso perguntar o nome de vocês dois ‘gatunos’?
“A gente precisa mesmo disso?”
O garoto, tirou a mão da cabeça de sua irmã, tirou seu bigode e óculos falso, olhou para os dois e disse:
—Meu nome é Kyodai Mikoto, 21 anos. Eu costumava trapacear em apostas e era extremamente sortudo. Hoje trabalho como gatuno e procuro um emprego que me pague bem. Muito prazer.
O garoto se curvou como se fosse uma apresentação de teatro.
—*Sniff* E-Eu... meu nome é Mina Mikoto, 13 anos. Eu sou a irmã mais nova do maninho. E-Eu... *sniff*
—Você?
—Não sei nada!
“Podemos jogar eles no lago agora? Eu acho uma ótima ideia.”
—Vocês dois procuram emprego?
—Sim, mademoiselle! Somos dois vagabundos rondando o mundo e roubando dinheiro de trouxas como vocês. — Disse o irmão mais velho com um olhar brilhante.
—Já pensaram em trabalhar como mercenários? Gostei do jeito que sua irmã saca uma arma e atira sem remorso na cara dos outros.
Magy disse isso com um sutil sorriso em seu rosto.
—Isso parece meio trabalhoso, quanto você pode pagar?
—O suficiente pra você comprar um disfarce 10 vezes melhor.
—Okay estamos dentro.
“Isso foi mais fácil do que eu pensei.”
Magy e Kyodai apertaram suas mãos concordando com a proposta, os dois sorriam. Até começar a chover.
“Isso seria mais engraçado se eu não tivesse me molhado duas vezes.”
—Eu esqueci de perguntar. Qual o nome de vocês, chefia?
—Meu nome é Magy Inko e esse é meu parceiro de crime Diego Frachesco.
“Eu vou matar essa garota.”
—Pode chama-lo de Shuji se quiser.
Mina puxou a blusa de seu irmão e disse:
—Irmão, melhor a gente ir pra casa antes que você fique resfriado de novo.
—Verdade maninha. Isso seria muito... ah... ATCHIM!
“E foi assim que conhecemos nossos novos parceiros, Mina e Kyodai. O que eu tô fazendo da minha vida Deus?”
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