Heiwa No Mahou

6 Capitulo 5 - A Assassina e A Nova Guardiã


Nove da noite, em uma casa de madeira próxima ao grande lago verde.

—Então... por que exatamente vocês querem tanto ir para Kuzuma? — Perguntou Kyodai, sentado em uma cadeira de madeira e com os pés na mesa.

—Só queremos... conhecer pessoas novas. — Respondeu Magy, sentada ao lado de Shuji, em um sofá velho, enquanto lia um jornal. — Para falar a verdade, tem uma pessoa em particular que eu gostaria de conversar lá.

Magy fecha o jornal, dobra ele e o guarda, na capa do jornal havia uma manchete dizendo “A Assassina de Kuzuma ainda está a solta! O Rei Kujo manda aumentar a segurança.”

—Você sabe algo a assassina de Kuzuma, Kyodai?

—Kuzuma? Hmm... — Kyodai começou a coçar a cabeça para tentar lembrar de algo. —Já tentaram me matar de várias maneiras por lá... mas nunca vi nenhuma assassina.

—Qual foi a última vez que você esteve lá?

—Talvez uns três ou quatro anos... os moradores locais me expulsaram de lá.

“Claro... você tentou trapacear um reino inteiro...” Pensou Shuji.

—Você não está sendo muito útil.

—Ei! Se não fosse por mim vocês estariam dormindo com os lobos agora!

“Lobos não seriam tão ruins.”

—Falando nisso, a Mina foi dormir?

—Ela dorme bem cedo.

—O que era aquela flor dela?

—Aquilo? Ah nada, só um presente de nossa mãe.

—Por que raios aquilo virou uma arma do nada, exatamente?

—Esse é o poder da Mina.

—Hein?

—Quando ela concentra a magia dela na flor, ela pode transformar ela em qualquer arma que ela já tenha tocado.

—Isso é bem útil!

—Normalmente eu falo para ela usar armas de longo alcance, tipo pistolas, snipers... qualquer coisa que ela possa usar em um lugar seguro.

—Você se preocupa bastante com sua irmã.

“Olha quem fala, a doida que fala sozinha no bosque!” Pensou Shuji.

—E você? Não tem algum parente ou algo assim?

—Eu tinha um irmão...

—Tinha?

—Desculpe... do que falávamos mesmo? Ah, sim! Sobre a assassina de Kuzuma.

“Ela desviou a conversa!”

—De acordo Com os jornais ela costuma aparecer de noite. — Disse Magy

—Falando nisso. O que você quer com ela?

—Eu quero contrata-la! Assim como vocês dois.

—E para que exatamente você quer tantos mercenários?

—Eu tenho uma história para acabar.

—História? Que tipo d— Antes de completar a frase, Kyodai foi cortado pela seguinte frase de Magy.

—Os guardiões. Já ouviu falar deles?

—Hã? Os caras daquelas lendas bobas de criança?

—Não são bobas...

—Ah, qualé! Cristais mágicos que trazem magias poderosas pra qualquer pé rapado por ai? Como alguém p—

—Acredite em mim, não são histórias bobas.

—Me prove então! — Disse Kyodai rindo.

Magy se levantou, foi até ele, que logo se sentou direito na cadeira e fez um olhar meio estranho. Ela apontou para a marca em seu rosto.

—Vê isso?

—Uma asa de morcego e uma foice? É uma bela tatuagem mesmo!

—Não é isso. Essa é a tatua- digo... marca que a deusa da morte colocou em mim.

—Merty?

—Sim. A própria.

—Se eu me lembro bem, as lendas diziam que os cristais e os guardiões foram criados para parar ela e seus planos, correto?

—Correto.

—Isso quer dizer que você está contra eles?

—Não. Isso quer dizer que nós estamos contra eles.

—Uma elfa antissocial, um cara mudo com cara de pamonha, uma semi-loli e um apostador maluco. Você acha mesmo que temos chances?

“Quem ele ta chamando de ‘cara de pamonha’?!”

—Eu fiquei sabendo que um deles vive em Minakoku.

—Garota, você tem amor a própria vida?

—Eu já morri uma vez, morrer de novo e de novo não deve ser tão ruim.

—Espera... o-o que... do que voc—

—Você já sofreu algo no passado que achou injusto?

—Hã? Claro, todo nós já pass—

—Eu quero que ninguém sofra o que eu sofri. Quero fazer o que meu coração diz que é certo.

Kyodai riu, deixando Magy confusa, então disse:

—Minha mãe dizia a mesma coisa.

—Sua mãe?

—Ela sempre dizia coisas como “A vida é como uma flor desabrochando. Pode demorar muito, mas logo você verá as belezas dela”.

“Isso explica a flor de Mina-chan...”

—Quer saber de uma coisa... — Kyodai levantou, olhou para Magy e Shuji e disse:

—Eu nunca fui muito com a cara dos heróis mesmo. Sempre preferi os vilões!

—Nós não somos os vilões!

—Hmm... então poderíamos ser... anti-heróis?

—Eu acho que serve.

De repente, se ouve uma voz vinda do corredor.

—Vocês poderiam por favor falar mais baixo? — Era Mina-chan, de pijama rosa com florzinhas, se escondendo atrás da parede e com sono.

—Irmãzinha! Perdoe a burrice de seu pobre irmão! Kyodai se jogou de joelhos no chão em frente a Mina, pedindo desculpas desesperadas.

—Tudo bem... eu vou voltar para cama... —Bocejou Mina.

“Esses dois são uns cabeças de vento.” — Pensou Shuji, que depois olhou para o jornal ao seu lado. — “Assassina? Isso me cheira mal.” — Shuji terminou olhando para Magy, que se encontrava vendo os dois irmãos bagunçando.

Duas da tarde do dia seguinte. Centro de Minakoku, na entrada do palaciio, Azuma e Shouko chegavam até o local da reunião.

—Para de reclamar e anda logo! — Disse Shouko irritado com Azuma.

—Eu estava num evento importante até você me trazer aqui!

—Evento? O que seria esse ‘evento’?

—Puhuhu — Riu Azuma.

—...então...?

—O dia em que eu finalmente ia conseguir meu diamante! Puhuhu...

Shouko puxou Azuma pela orelha, ela gritou de dor enquanto chorava. Parecia uma mãe educando seu filho.

—Ai! Shouko! Shouzinho! Eu tava brincando! Para!

—Às vezes eu me arrependo de ter concordado sobre morar com você! —Disse Shouko furioso.

Eles andaram até chegar na sala de reuniões, em frente a porta estava Kurone, com uma cara de irritada.

—Estão atrasados. Como sempre.

—Kurone — Gritou Azuma, que correu até sua amiga, Shouko a deixou escapar.

—Kurone! Kurone! —Azuma sorria para ela.

—Pela última vez... eu não tenho que tirar meus braç—

—Você está linda hoje!

—O que?

—Hihi! —Azuma riu e entrou na sala. Shouko foi até Kurone e disse.

—Não me pergunte o que ela tem.

—E-eu não ia!

—Ia sim.

—T-Talvez...

—Acertei?

—E-enfim! Eu... invejo ela. Só isso...

—Inveja?

—Sim. Ela não se preocupa com nada e sempre está tão feliz e boba.

—Parece mais uma idiota para mim.

—Tenho medo do que pode acontecer com o emocional dela se algo de ruim acontecer de novo.

—Sabe, eu também tenho medo disso. — Disse Shouko, que logo depois olhou para Kurone, ela estava olhando para sua mão robótica, pensativa.

—Sabe, Kurone, mesmo você sendo mais nova que ela você é bem mais madura.

—Eu sou a guardiã da inteligência, sou obrigada a ser assim.

Jovani virou o corredor e viu os dois conversando, então, se aproximou de fininho por trás de Shouko e lhe deu um tapinha na parte de cima de sua cabeça, então disse:

—Aha! Então você já chegou Shou-chan?

—Kurone... me diz que não é quem eu estou pensando que é atrás de mim com a mão na minha cabeça. Só me diz que não é.

—Claro que sou eu! Quem mais pod—

Antes de Jovani terminar de falar, Shouko lhe deu um soco direto no estomago, fazendo com que ele caísse de joelhos no chão enquanto Shouko sorria sadicamente e Kurone ficava paralisada.

—Você sabe como eu adoro fazer isso. É tão divertido! — Disse Shouko rindo.

—Urgh, eu sei que eu não sinto tanta dor assim, mas... eu tinha acabado de comer.

—Sorte a sua ser o tal guardião da resistência. Apesar de eu não acreditar muito.

—Isso não é meio exagerado? — Disse Kurone.

Azuma colocou a cabeça para fora da porta e disse para os outros.

—A gente pode começar logo? Tipo, eu meio que quero ir para casa logo e tals.

—Ah, Azuma. — Disse Jovani

—Oh, oi homem furry.

—Q-Quem você ta chamando de furry, sua cara pelada!

Azuma mostrou a língua e fez uma careta, depois voltou a sala.

—Acho melhor entrarmos logo. — Disse Jovani, que levantou e se limpou.

—Concordo... — Disse Kurone ainda congelada com a situação, ela respirou fundo e entrou.

—Se meu soco não doeu, por que você caiu? — Disse Shouko

—Para deixar a cena mais engraçada, não é mesmo? — Disse Jovani sorrindo para Shouko. — vamos entrar logo. — Os dois entraram na sala.

Dentro, era uma grande sala com paredes brancas e uma janela, ao centro havia uma grande mesa preta e retangular, próxima a porta estava sentada Azuma, ao lado de Kurone que estava um pouco a direita.

—Podem se sentar, eu irei trazer ela. Ela está no banheiro, eu acho. — Disse Jovani para Shouko. — Não vou demorar muito.

Jovani saiu da sala e foi ao corredor, aonde encontrou a garota.

—Ah, ai está você! Estamos te esperando! Me siga. — Disse Jovani.

—Ae Kurone, você acha que ela vai ser esquisitona? — Disse Azuma na sala.

—A única esquisita aqui é você.

—Não posso discordar. — Disse Shouko do outro lado da mesa.

—Vocês são cruéis de mais!

Jovani entrou na sala, então disse.

—Não fique com vergonha! Pode entrar!

Então, entra na sala uma garota morena, com um cabelos pretos e... orelhas de gato?

—WOAH! — Gritou Azuma, que deu um pulo da cadeira — OUTRA FURRY!

Bem, a garota era uma Feralwoman. Ela tinha um cabelo com rabo de cavalo, olhos verdes, orelhas de gato e garras em suas mãos, também tinha um pouco de pelo em seu corpo, como um gato.

—AZUMA! SENTE-SE! — Disse Jovani irritado — Isso deveria ser considerado racismo!

—Desculpa, desculpa.

—Continuando... pode se apresentar. — Disse Jovani, que logo se sentou em seu acento.

A garota se colocou na frente de todos, meio envergonhada e disse:

—Eu, Yohka Donkyu. Yohka, guardiã. Yohka feliz em conhecer outros. — Ela sorriu sutilmente com os olhos fechados.

—Você pode dizer “Nyan”, por favor?! — Gritou Azuma de seu lugar.

—AZUMA! — Gritaram Shouko e Jovani.

—É pelo bem da ciência!

—Tohka diz. Nyan. — Disse Tohka envergonhada.

—Viram?! Não foi difícil.

—Então... — Disse Kurone — Se era apenas para ela se apresentar, uma reunião não é meio exagerado?

—Aí que vem a questão, cara Kurone. — Disse Jovani — Gostaria de pedir que algum de vocês ficasse com ela.

—O que? — Disse Kurone.

—Querendo ou não, ela ainda é um feralman, e eu, melhor do que ninguém sei do que feralmans selvagens podem fazer.

—Não é melhor um feralman cuidar de outro? — Perguntou Shouko.

—Eu não sou o melhor em cuidar dos outros, você sabe como é.

—Bem... eu já tenho que cuidar do Shouko, mais um em casa vai atrapalhar meu sono. — Disse Azuma.

—Você cuida de quem?! — Disse Shouko.

—Ordem no tribunal! — Disse Jovani, batendo a mão na mesa.

—Isso não é um tribunal! — Gritou Shouko já revoltado.

—Enfim, eu acho que a Kurone devia ficar com ela.

—Kuro... ne? — Disse Yohka.

—E-EU? POR QUE EU? — Gritou Kurone que pulou da cadeira revoltada.

—Não está claro Kurone? — Disse Jovani rindo — Yohka, querendo ou não ainda é uma selvagem, ela não sabe ler nem mesmo escrever e tem enorme dificuldade em falar nossa língua! Se ela ficar com você, ela vai poder aprender muito!

—Você quer que eu more com ela ou que a eduque?

—Os dois de preferência.

—Urgh

—Com licença! — Gritou Azuma.

—O que foi agora? — Disse Jovani.

—Posso ir ao banheiro?

—...

—É sério!

—Vai logo.

—Fuis... — Azuma correu para fora da porta, piscou para Yohka enquanto passava pela porta e foi embora do palácio. — Acho que ainda dá tempo de eu chegar lá. — Azuma olhava o relógio de seu celular enquanto corria até a praça.

—Azuma-Senpai! Aqui! — Gritou um garoto de cabelo verde, sentado em um banco da praça.

—AH! Eu me atrasei por causa daquela reunião chata, desculpa Mi-kun.

Miro é um elfo de cabelo roxos e olhos verdes, no qual se denomina Kouhai de Azuma.

—Então, o que você queria conversar mesmo? — Pergunta Azuma curiosa.

—E-Eu queria dizer algo meio bobo na verdade... — Miro ficou envergonhado.

—Hm? — Azuma senta ao lado de Miro no banco.

—V-você...

—Hmm?

—C-COMO VOCÊ FAZ P-PARA SER UMA HEROINA MESMO SENDO PREGUIÇOSA? — Gritou Miro.

—O QUE? — Gritou Azuma junto a Miro.

—Q-quer dizer...

—Como assim heroína?

—V-Você sabe... guardiã... heroína...

—Puhuhu... — Riu Azuma.

—Do que você está rindo Senpai?

—Ser herói não é pra qualquer um!

—Oh! — Disse Miro impressionado.

—Para ser um herói você precisa de muita dedicação e treinamento árduo todos os dias, levantar e fazer ao menos 200 flexões e agachamentos, então ajudar todos que aparecerem!

—Mas...

—Massssssss?

—Você fica o dia todo dormindo em casa, jogando alguma coisa aleatória no computador e assistindo anime! E raramente sai de casa!

—AH! — Disse Azuma com cara de surpresa. — Bem... eu sou uma exceção.

—Isso nem faz sentido!

—Bem... — Azuma ficou pensando um pouco.

—Hm? Senpai?

—Sinceramente, para mim ser uma heroína é fazer aquilo que seu coração diz que é certo. — Azuma colocou o dedo no peito de Miro, mais precisamente, aonde fica o coração.

—O que... é certo?

—Eu gostaria de dizer que heróis de verdade lutam até a morte e não temem o perigo... mas... isso é o que você faz enquanto faz o que é certo.

—Como assim?

—Ser um herói de verdade é proteger os sonhos e esperanças de todos enquanto segue seu coração, fazendo eles gritarem por uma única voz.

—Azuma-senpai...

—Só por que nós não lutamos, não quer dizer que não tenhamos os nossos próprios propósitos e corações frágeis.

—Azuma-senpai!

—Heróis de verdade lutam até o fim, mas não contra os outros, e sim contra si mesmo...

—Senpai! Eu já entend-

—Heróis de verdade não precisam lutar! — Gritou Azuma para Miro.

—Ah!

—Pra mim... isso é ser uma heroína. — Azuma olhou para o céu azul de Minakoku.

—Senpai... não sabia que você podia ser tão séria! Será que algum dia eu vou me tornar um herói também?

—Por que você quer tanto isso?

—Eu quero proteger os outros e não correr com medo igual quando eu era menor...

—Se você continuar treinando com seu arco maneiro, pode ser que algum dia você chegue ao meu nível! Puhuhu...

—Sério? Ser do mesmo nível que a senpai?! — Gritava Miro com os olhos brilhando.

—Puhuhu... apesar de que eu sou perfeita de mai- AH! — Gritou Azuma — EU ESQUECI DA REUNIÃO! — Azuma saiu correndo enquanto se despedia de Miro. — TE VEJO POR AI MI-KUN!

Miro só acenava enquanto via sua senpai correndo desesperada para chegar ao palácio.

—Acho melhor eu continuar sendo eu mesmo... — Disse Miro.

Onze e Quinze da noite, no Reino Kuzuma, em um beco escuro.

—Olá! Como vai? — Dizia Magy, junto a Shuji para o que parecia ser a suposta assassina de Kuzuma, que segurava um homem sangrando e morrendo em seu braço esquerdo.

—Eu estou um pouco ocupada no momento, por favor deixar mensagem inbox.

A assassina tinha cabelos cor de oliva e encaracolados, usava uma longa roupa preta que ia de seu pescoço até seus pés, deixando os dedos dos pés e seus braços amostra, com faixas em seus braços e um lenço vermelho com um triangulo preto e outro branco desenhado, parecia bastante uma bandana ou algo do tipo. Em sua mão direita havia uma grande foice preta com correntes indo ao chão.

—Ah... que pena... não estou interessa em deixar nenhuma mensagem.

—Ah é? — A assassina larga o homem no chão, sangrando. — Diga o que você quer, garota. Já perdi a diversão com esse aqui.

—Eu tenho uma propost- — Antes de terminar a frase Magy é interrompida pela assassina, que apontava sua foice para ela.

—Eu não vou aceitar nada que envolva prazeres pessoais, não me importo com dinheiro e tão pouco com esses seus malditos trabalhos nojentos.

—Então eu não fui a primeira a perguntar isso?

—Todos com desejos egoístas acabam como esse aqui. — Ela chuta o cadáver do homem no chão. — Como eu disse, não quero dinheiro ou trabalho.

—Então o que eu posso fazer por você?

—Huhuhu... — Riu a assassina com um largo sorriso sádico — Eu faço o que eu faço por diversão. Ver as pessoas gritarem, ver eles implorarem por suas vidas, pedirem por ajuda e então, sangrarem até a morte, isso é o que me entretêm.

—Se você se juntar a nós, ira ter tudo isso.

—Então me dê um bom motivo para eu não te cortar em pedaços aqui e agora. — Ela aproximou a foice até o nariz de Magy.

—Por que eu faria o mesmo antes de você sequer pensar. — Disse Magy sorrindo.

Antes da assassina perceber, Shuji estava atrás dela segurando a espada dele em seu pescoço, próximo a corta-lo.

—Ah... então você joga sujo... mas eu não contaria com isso. — Depois de dizer isso, sua corrente na foice começa a se mexer, então, uma lamina sai do chão, se abre como uma garra e puxa a perna de Shuji, o fazendo cair de cara no chão junto a sua espada.

“Da onde que... o que é isso?” —Pensava Shuji

—Você é cheia de truques, não é?

—Podemos dizer que sim. Sabe, a muito tempo ninguém esteve tão próximo a me matar assim, a sensação é tão prazerosa.

—Una-se a nós e terá muito mais corpos para se divertir.

—Gostei da ideia... huhuhu. — Riu a assassina — Karma.

—Karma?

—Rikka Hiruka, mas pode me chamar de Karma.

—Magy Inko e Shuji Inko.

—Eu não perguntei os seus nomes.

—E eu muito menos o seu.

—Huhuhu... — As duas apertaram as mãos confirmando o acordo.

“Da pra me soltar agora?” — Pensava Shuji, ainda no chão.

—Por sinal. — Disse Karma. — Vocês têm algum lugar para se esconder ou algo assim?

—Por que?

—Podemos dizer que tem uma louca que vive correndo atrás de assassinos por aí como eu. Particularmente eu acho que ela me odeia em especial... é tão amoroso! — Disse Karma com um sorriso malicioso.

—E o que tem de mai- — Antes de terminar de falar, algumas adagas, pretas com listras vermelhas na lamina, foram jogadas aos pés deles.

Ao olhar mais para cima, havia algo com uma roupa preta, quase igual ao de Karma, porém cobrindo tudo, em seu peitoral haviam faixas brancas formando um X.. Ela também usava uma mascara, que deixava apenas seus olhos e cabelos de fora.

—Ah... lá está ela ai... bem... melhor correr, ela sempre chama os guardas quando me vê.

Os três fugiram pelos pecos escuros, enquanto Karma tentava distrair a suposta mulher com sua lamina na corrente. Eles correram até a casa escondida próximo ao rio, aonde chegaram sãs e salvos.

—Uh... quem é essa garota estranha com vocês? — Perguntava Kyodai, sentado no sofá tomando café ao lado de Mina.

—Pode me chamar de meu bem, se preferir. — Disse Karma.

—Não, obrigado.

—Essa é Karma, a assassina de Minakoku. — Disse Magy.

—O QUE?! PFFF — Kyodai cospe o café fora, ele cai no chão e suja o tapete. — Vocês realmente foram lá?!

“Não só fomos como também fomos atacados lá. Duas vezes.”

—Não sabia que eu era tão famosa assim. Que vergonha! — Disse Karma fingindo estar envergonhada.

—Me mantenha longe disso, ok? — Disse Kyodai.

—Ah... oi... — Disse Mina com vergonha para Karma.

—Hã? Por que tem crianças aqui? — Disse Karma.

—Posso te chamar de Karma Nee-san? — Disse Mina com os olhos brilhando e envergonhada.

—Essa é a coisa mais linda que eu já vi na minha vida, pode sim pivetinha!

“Parece que nosso grupo contra os guardiões não é dos mais sérios... mas funciona, e eu to fazendo o meu.” — Disse Shuji, enquanto pegava um café e tomava.
“URGH! Sem açúcar!”

Então a lua já brilhava no céu. O grupo foi dormir pois Magy havia preparado algo grande para amanhã.