Hedonismo
14 Famílias --- cap propaganda SIM!
Notas iniciais
Tinha sido tudo muito estranho.
Desde que me entendo por gente, meu irmão me protegia de tudo; e eu tinha Hikari como minha amiga e era apaixonado por seu irmão o Taichi. Nosso incrivelmente destemido lider.
E de repente...
OoOoOoOoOo
—--- Takeru... Você quer ver ele? ---- a vos suave dela vem a meus ouvidos ainda fraca. ---- Você me apoiou desde o inicio. Não vou esconde-lo de você. ---- e um sorriso doce me abraça. Ela tinha o dom de me fazer sentir querido e isso eu nao poderia negar.
Me aproximo curioso como uma criança, não sabia como fazer. Se o pegava ou não, e logo os demais se aproximam curiosos de fininho, mas ela o esconde de todos eles. Só eu poderia velo.
O pequeno se retorcia nos braços inexperientes da mãe, afim de se ajeitar. Murmurava ruidinhos tenros que qualquer bebe faria, ponho minha mão para tentar tirar um pouco do manto que o envolvia e ele agarra um de meus dedos; era a coisa mais meiga do mundo. Dedinhos roliços e frágeis seguram o meu como se fosse um tronco e posso ver o quanto era pequeno. Ele nem consegui fechar a mão entorno de um dedo meu...
—--- É tão fofo. Que nome você vai dar a ele? ---- questiono a inda a apreciar o pequeno ser que permanecia de olhos fechados.
Branco como o leite, possuía os cabelos em um tom de anil como se fosse um Kiimon, ate mesmo as orelhas eram levemente ponte agudas, mas em sua nuca podia notar pequenas e frágeis asas de algodão; era como se a energia purificadora de Hikari o tivesse convertido em um Puttimon. Mas ele era perfeito, completamente perfeito.
Um hibrido perfeito.
Perfeito em manter as características físicas dos pais como um ser humano e poder se corromper e mudar como um digimom. Mas ate onde ele era Humano? Ate onde seria um Digimon?
Isso não era da minha conta.
Vou para casa e me deparo com um pedacinho do inferno.
Todos estavam na minha sala de estar a me esperar: mãe, pai, irmão, tios e avos; e ate mesmo os parentes de Daisuke estavam ali.
—--- O que esta havendo aqui? ---- questiono assustado já esperando pelo pior. ---- Uma intercessão? Gente eu não to fazendo nada de errado.
—--- Calma Tak o poir já passou. Você perdeu enquanto via o bebe da Hikari. E alias...? Como ele é? ---- o ruivo vem ate mim, era o mais descontraído para variar, porem mesmo assim demonstrava estar tenso. Tinha começado a me apelidar de Tak desde que iniciamos o namoro oficial, engraçado que havia me acostumado muito mais em ser encarado do que com este apelido.
—--- Uma gracinha. É coisa mais fofa do mundo, juro. ---- argumento ao me sentar e vejo que alguns já se levantavam. Eu realmente havia chegado no final da reunião.
—--- Imagino. ---- meu irmão vem em minha direção, parecia querer falar para mim varias coisas mas só o que sai de sua boca é esta única palavra.
—--- As coisas devem estar feias na casa dos Kamya. ---- o ruivo logo se ajeita do meu lado passando o braço pelas minhas costas.
Como ele podia fazer aquilo?
Ali?
No meio de todos os nossos parentes!
Me levanto por intuito e ele fica me encarnado com um sorriso que não conseguia decifrar.
—--- Vou passar lá amanha. Quer ir junto Tak?
—--- E-eu? Tudo bem... mas não sei como vão estar as coisas e...
—--- O Taichi vai estar a ponto de matar um isso é verdade. ---- meu irmão volta a falar, estava tão quieto que as vezes nem parecia que estava na sala. ---- Vou ter que ira ate lá por um pouco de razão naquela cabeça oca. ... Igual ele pos na minha. ---- e por fim ele me encara.
Daisuke deixa a sala de instantâneo e logo estamos sozinhos.
—--- Me desculpe por tudo que te disse Takeru.
O que? Para tudo! O irmãozao estava pedindo desculpas.
—--- Eu estava revoltado com muita coisa e... Isso junto... Me desculpa. ---- dava pra ver que ele falava com franqueza, mas não conseguia olhar firmemente em minha direção. Sentia vergonha e fitava as paredes, quadros e ate mesmo o tapete. Tive certeza que tinha encanado que a mancha de suco tinha a cara do Patamon. ---- Acho que... posso te contar o que esta havendo. Afinal você não é mais criança não é.
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A verdade que a anos atrás quando retornamos a este mundo e nos despedimos de nossos amigos
Achamos que aquilo seria a pior coisa que poderia acontecer conosco...
Estávamos muito errados.
Assim que voltamos a nosso próprio mundo, fomos presos pelo exercito e vistos como aberrações; monstros ou ate mesmo pactuantes com os lados obscuros.
Isso mesmo que você entendeu.
O governo se assustou com tudo que fizemos durante a luta contra myotismon e todos os demais, entre outros feitos como: andar com criaturas estranhas que tem poderes e abrir um portal no céu e ir a outro mundo.
Foram desde acusações pesadas a testes dolorosos.
Na mídia de todo mundo fomos chamados de “crianças do pacto” e nossas vidas foram quase destruídas.
Dia a, pois dia era uma tortura e tormento; eles queria respostas que não podíamos dar. Como tínhamos esta ligação com os digimons, o que eles eram e de onde tinham vindo.
Exames minuciosos e completamente evasivos, junto de interrogatórios extensos e exaustivos a onde não acreditavam em nada do que dizíamos.
Então por que continuavam a nos perguntar?
Me recordo bem de como foi quando voltamos.
Assim que saímos do pequeno bonde e pisamos no nosso mundo...
—---- Parados! Mãos para cima e entreguem os monstros! ---- ordena um dos policiais que nos cercavam.
A luz do helicóptero estava sob nós e não podíamos ver com clareza o que ocorria do lado de fora. Mas ouvíamos. ---- Saiam agora ou vamos atirar. ---- estavam nos tratando como criminosos perigosos.
Medo não era bem a palavra para expressar o que sentíamos naquele momento. E creio que ate hoje eu não consigo expressar isso corretamente.
—--- Ei o que esta havendo aqui? ---- Taichi era o nosso líder e é o primeiro e o único a se pronunciar, saindo do bonde como o ordenado. Ele estava apenas curioso, e estava obedecendo o que lhe foi pedido.
Não faço idéia do por que terem feito aquilo com ele.
Um barulho alto.
Um disparo rápido, e nós o vimos cair ao chão.
—--- Taichi! ---- gritamos em um coro e quisermos ir ate ele. Mas ele nos olha e faz sinal para ficarmos para traz.
Tinham o acertado.
Ele estava abaixado e parecia sentir muita dor. ---- P-por que fizeram isso? O q-que eu fiz?
—--- A onde estão os monstros? ---- um “deles” se aproxima, ainda a apontar uma arma para sua cabeça. Eu odiei ficar vendo aquilo, queria fazer algo.
Eles usavam uma farda coberta, com capacetes e escudos, era alguma frota especial. E nos tratavam como criminosos perigosos.
Fomos arrastados de lá a força e trancafiados em um carro frio e assustador. Hikari chorava desesperada vendo o irmão ferido, e ele sorria tentando acalma-la e afirmava que tudo iria ficar bem. Mas eu via o sangue escorrer e manchar o banco, ninguém parecia ligar, ninguém estava vindo tratar ele.
—--- Taichi... ---- murmurei furioso, não poderia berrar tudo que queria. Não podia questionar o tratamento que estava levando. Isso só deixaria tudo ainda pior; os irritaria e apenas deixaria Hikari ainda mais em pânico e em vão. ---- Desgraçados...
—--- Irmãozão? ---- você se agarrava a mim, mas não tirava os olhos de Hikari que não conseguia conter o pranto. Ainda tremendo e com medo ele vai ate Taichi. ---- O que esta havendo? Por que eles estão fazendo isso? Nós salvamos o mundo... ---- você se sentou e ficou ao lado de Hikari a abraçando, dando um tempo para que Taichi pudesse tentar respirar um pouco.
—--- Eles estão com medo. ---- Koushiro responde fitando o ar como se não enxergasse ninguém ali, seus olhos atônitos estavam sem vida. ---- Monstros vieram do céu, lutamos no meio da cidade. E abrimos um portal... ---- ele era inteligente o suficiente para fazer as contas. Seu melhor amigo tinha sido baleado sem o menor remorso, e eles não pareciam dar a mínima para o seu estado.
Nós éramos oito, um a menos não faria a menor diferença.
—--- Maninho. Maninho.
Ela chorava sem parar.
E nós não podíamos fazer nada para acalantar seu pranto interminável. Aquele choro sentindo ia perfurando nossas almas e trazendo um profundo desespero. Iríamos morrer ali? Sem direitos e sem ajuda; tudo porque salvamos o mundo...
—--- Maninhu. Maninhooooo. ---- ela se debruça sobre o corpo desacordado do irmão, tentava o fazer se mexer. Já não tinha mais forças para usar seu apito. E mesmo que as tivesse ele o havia sido tomado pelos nossos carcereiros. ---- Maninho, maninho. Por favor acorda!
—--- Desgraçados. ---- volto a murmurar em um leve monoxó e logo volto à esmurrar a porta. ---- O que pretende fazer? Vão mesmo deixar ele morrer assim!
[---- Sente-se e fique quieto. ---- a voz abafada responde com uma cobertura de medo. Medo de nós?
—--- Seus desgraçados! Por que estão fazendo isso! Nós não fizemos nada de errado!
—--- Matt... por favor. Isso não vai ajudar. ---- o mais velho me segura impedindo que o louro continuasse a esmurrar a porta daquele modo. Logo virando sua atenção para o líder que parecia cada vez mais fraco. ---- Não acredito que vão deixar ele sangrar ate a morte... ---- ele era sabido, tinha a família toda dentro da área da medicina e logo também estaria; então não era estranho que soubesse o que fazer para estancar o sangramento. Mas não possuíamos o necessário e o local era de difícil aceso.
O fato é que passamos um bom tempo naquela pequena cela apertada ate que alguém resolvesse nos separar.
—--- Naaaaaoooo! Maninhoooo! ---- ela grita desesperada chutando e esmurrando ao tentar se livrar dos homens que nos arrastavam para fora.
Acho que na cabeça dela, se ficasse perto dele ele melhoraria. Eu não sei...
—--- Levante garoto! ---- um dos homens se aproxima de Taichi enquanto outro me levava para longe. ---- Não ouviu. Levante-se agora ou...
—--- Vocês atiraram nele suas mulas! ---- o Izumi exclama irado, e esta é a ultima coisa que vejo.
Eles me arrastam ate uma sala de metal assustadora com um espelho de vidro e me algemam a uma mesa; dois homens armados entram e se sentam.
E tudo começa.
Me lembro dos interrogatórios incessantes e intermináveis.
Nos acusavam de trair o pais, a nação.
Exigiam ter os digimons e os chamavam de “armas” perigosas.
Eles trataram as feridas de Taichi, mas ele ainda não estava bem. Eu e ele assumimos as responsabilidades de você e Hikari, alegamos que só nos acompanhavam.
Vocês só choravam o tempo todo, eram crianças pequenas.
Então não tinha muito o que fazer, os liberaram.
Mas o resto de nós...
Nós não éramos apenas crianças...
Tínhamos acabado de derrotar seres extremamente poderosos com nossos parceiros.
~~ºº~~
Ouço a tudo que meu irmão contava em silencio, atordoado e pensativo. Como pude esquecer tal coisa?
—--- Mas isso não tem nada haver com eu ter te tratado como tratei. ---- ele pontua por fim. ---- A verdade é que todos andamos cuidado para que isso não ocorra com vocês e... A minha parte anda me deixando muito estressado e descontei em quem não deveria. O problema é que HIkari deve estar em grande risco agora...
—--- Acha que vão tentar matar o hibrido?
—--- Matar seria bondade. ---- ele engole seco e depois respira fundo pondo a mão no meu ombro. ---- Mas o assunto aqui é outro. Me perdoa?
Ele era grosso, rude, muito cretino e não sabia pedir desculpas.
Mas era o meu irmão.
Então o abracei e foi como se tudo voltasse ao normal. Quase...
—--- Mas nada de ficarem de agarramento na minha frente. Isso ainda é estranho.
—--- Tudo bem. ---- rio com o modo sem graça dele se portar vendo Daisuke que conversava alegremente com meu pai e minha mãe na cozinha. ---- Você fica ai agindo como um homofônico, mas eu sei o que já fez com o Taichi. ---- provoco e ele engasga com o ar.
—--- Foi só uma vês! ---- indaga revoltado e eu rio mais ainda. ---- Takero vou te bater, cala essa boca i-me-di-a-ta-men-te.
—--- Ta bom ta bom! ---- rio a ponto de cair sentado com o semblante desconsertado do meu irmão. Tava na cara de que tinha mais alguma coisa por trás, mas resolvi deixar pra lá. Por hora. ---- Vem vamos ver o que eles estão aprontando na cozinha. ---- ainda entre risos vou em direção a cozinha a onde Daisuke me recebe com um abraço transformado meu riso em vergonha. ---- E-ei. N-não faz isso!
—--- Como é tímido na frente dos outros em. Estamos em casa ta tudo bem. ---- ele argumenta em vão e eu escapo de seus braços enquanto meu próprio pai ria da minha cara. ---- Ei sogrão vê se pode isso. Olha como ele me trata.
—--- Você que se vire. Não tenho nada haver com a relação de vocês. ---- ele ri ao se servir de mais um copo e me dói conta ver como a casa estava tranqüila e de bom humor. Não fazia idéia do que tinham conversado, mas agradecia muito.
Finalmente tudo parecia bem de novo.
—--- Vai dormir aqui Daisuke? ---- é a minha vez de engasgar com o ar, quando delicadamente minha mãe pergunta.
—--- Posso? ---- questiona animado com a idéia.
—--- Claro meu anjo. Quando quiser. Só não faça muita bagunça tudo bem.
—--- Valeu!!!
Este grito elevado de animação era inegável e logo meu irmão me encara como se falasse “Copia do Taichi” e o clima entre nós volta a ficar tenso. Mas logo meu pai corta com uma única frase em um tom tão baixo que só nós ouvimos.
—--- Irmãos não deveriam brigar por um homem.
Nos viramos de imediato e logo vejo meu irmão sair pela porta e meu pai soltar uma pequena gargalhada.
—--- O bom é que não tem que se preocupar com pijama... Só não quebre a cama. ---- o comentário me cobra a atenção. Tive vontade de gritar mas não tinha intimidade com a irmã de Daisuke.
—--- Jun! Casete! Se toca!
Ele esbraveja e grita mais uma vez.
Ouço algo sobre eu passar um tempo na casa deles.
Em resumo... foi um bom dia.
Não!
Ótimo dia.
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