Hedonismo
2 Corações desiludidos
Notas iniciais
O dia anterior tinha sido como um sonho dourado.
Desperto entre os lençóis cheirosos, cheios de provas do nosso pequeno crime.
Meu pequeno crime na verdade.
Podia ouvir as pessoas conversando na cozinha e logo me dou conta que tinha esquecido a porta aberta o tempo todo. Me levanto assustado e me dando conta que já estava completamente vestido. Não me lembro de ter me trocado...
—--- Será que o Takeru esta bem? Vou chamar ele. ---- ouço a doce e inocente voz de Hikari vindo em direção a porta, e nervoso aperto as mãos sobre o colchão. Só então sinto algo estranho escorrer de mim, e engulo seco. (deve ter marcado a calça, vão notar. Olha o local!)
—--- Deixa ele dormir. ---- a voz forte corta as conversas e a porta se abre. Ele me encara por poucos segundos e vira o rosto, se sentando sobre a escrivaninha e depois se debruça olhando para a parede descascada. ---- Des... culpa. ---- murmura baixinho. Ele não fazia mesmo o feitio de ignorar o fato.
—--- Foi à bebida. ---- afirmo rápido me levantando, não queria instigar nada que o fizesse se culpar tal como não queria que ele notasse que tinha sido eu a iniciar e provocar aquilo. ---- Melhor... não falarmos sobre isso. Tudo bem? ---- tinha sido a minha primeira vez, claro que eu queria aproveitar e viver o momento o mais romântico possível; mas tinha noção que não era à hora.
—--- Esta cama velha não foi feita pra isso... ---- ele afirma ainda debruçado dobre a cômoda. ---- Quase quebrou.
—--- Não é por menos... Digo! Você tem ela desde bem garotinho não é? ---- disfarço a gafe enquanto saio de fininho em direção a porta.
—--- Espera eu vou com você! ---- ele se levanta em um salto e vai comigo ate a porta. ---- Vou deixar o Takeru na estação. Tudo bem? ---- ele estava apressado e mais estabanado que nunca, eu ri.
—--- Tudo bem! ---- Hikari sorri vindo da cozinha. ---- Não quer tomar café antes?
—--- Esta tudo bem. Meus pais devem estar preocupados. ---- nego, já sabia a fama que a mãe da família tinha em cozinhar. Mas me perguntava onde Hikari teria ido para chegar tão tarde; ou cedo neste caso.
—--- Tudo bem. ---- ela sorri meiga novamente. Não conseguia acreditar que era irmã de Taichi... Não tinha nada haver! Pelo amor...
Saímos em silencio, e continuamos assim ate chegar no ultimo piso.
—--- Não conte ao Yamato ok? ---- ele pede meio que ordenando enquanto olha para outro lado, parecia achar qualquer coisa mil vezes mais interessante que minha face.
—--- Eu não sou louco... ---- respondo abruptamente e aperto o passo; um nó havia se formado em minha garganta e parecia que só a distancia dele poderia desfaze-lo.
Mas ele me segura.
—--- Takeru eu... ---- ele queria falar, sinto que queria me confortar pelo que havia feito de alguma forma; mas não consegue, ele simplesmente não tinha o que dizer. Para ele, ele tinha me atacado sem motivos após uma crise de cachaça.
—--- Foi a bebida já disse... ---- abaixo meu rosto para que ele não perceba nada, o que é inútil. ---- Você não é de beber eu te conheço, foi culpa dela. Mas eu não vou contar sobre “ela”, ou a bebida... muito menos... ---- engulo seco.
O que eu estava imaginando? O que eu estava fantasiando? Que depois de uma noite mágica ele iria ser convertido e nós iríamos nos apaixonar loucamente? Tenho que parar de ver anime yaoi...
—--- Nada mudou entre nos Taichi... Você ainda é o mesmo pra mim. ---- eu tentava sair e partir mas ele permanecia a segurar meu pulso; não parecia nem estar fazendo força enquanto eu... o maximo que consigo fazer é me machucar. Ai então ele me solta.
—--- Takeru... eu... Eu não sabia. ---- estas palavras recortadas me atingem como um relâmpago. Apago? Não. O bom deus não teria esta misericórdia de mim, eu não desmaio muito menos entro em transe, fico ai o fitando de volta, enquanto ele continua a se explicar. ---- Eu via como seu irmão te tratava. Via que ele não gostava quando estávamos juntos, mas eu nunca entendi. Nunca vi nada de mais de estar com você ou fazer... te tratar como sempre tratei. ---- eu escutava já esperando pelo pior. O nó em minha garganta se aperta cada vez mais me roubando o ar. ---- Eu pensei que... Imaginei que fosse uma admiração normal. Coisa de jovens com os mais velhos como o Daisuke.
—--- Eu... ---- tento falar, me explicar, mentir. Mas a voz já sai chorosa e então paro.
—--- Takeru eu... sinto muito. Mesmo. ---- ele respira fundo e se aproxima mais de mim. Me afasto. ---- Eu não sei lidar com isso... Não sei o que dizer eu... Simplesmente não esperava. ---- fecho os olhos e aperto a vista com a esperança de não poder ouvir mais nada. Como se isso fosse fazer algum sentido. ---- Eu não quero dizer pra nunca mais nos vermos ou mudar o modo que sou com você mas...
—--- Fica difícil sabendo... o que eu sou. ---- engulo seco, estava fazendo de tudo para parecer mais maduro; eu não tinha o que desmentir sobre tudo. Ele se lembrava, lembrava que fui eu quem deu o primeiro passo e incentivei; mas ele estava bêbado, sim, eu não.
—--- Não. O que você sente... ---- ele retruca e emudece. ---- Eu... não sei lidar com isso... ---- volta a falar depois de um tempo. ---- Isso nunca aconteceu antes... Não por que você é um garoto mas... nem com garotas... ---- ele passa a mão sobre aqueles cabelos sedosos e castanhos, jogando-os para traz, mas eles eram tão rebeldes quanto ele. ---- O que você quer...? Digo o que prefere...? ---- é claro que ele não sabia o que me dizer. ---- Que fingirmos que nunca rolou? Eu não sei se tenho esta capacidade...
—--- Claro quebrou a cama... ---- brinco e sorrio de volta. Ele ri. Bem sem graça mas ri.
—--- Ta certo... Olha eu...! Unn ---- volta a ficar mudo, desta vez parecia menos constrangido e eu sinto que as coisas ficariam bem. ---- Estamos nervosos por que acabou de rolar. Que tal... Sei lá! Você ir pra casa e depois voltamos a falar disso? Quando não for assim... tão recente.
—--- Acho uma boa idéia. ---- aceno que sim com a cabeça. ---- Conversar de cabeça fria é o melhor. ---- estava bem mais calmo, ou pelo menos imaginava que estava, quando sinto seus dedos... aqueles mesmo dedos, fortes e firmes, passarem sobre o meu rosto e secarem uma lagrima que escorria. Me afasto por intuito. ---- Eu...! eu tenho que ir. Tenho que tomar banho... ---- afirmo isso e o vejo corar dos pés a cabeça.
—--- Errr ta certo. ---- ele se vira e sai em direção ao próprio prédio e me deixa para traz. ---- Ate. ---- ele grita já ao entrar no elevador.
Não entendo de imediato. Fico a imaginar o porque de seu ultimo gesto, penso e indago tantas vezes que me perco em memórias e idéias e acabo seguindo todo o trajeto a pé; quando dou por mim já estava perto de casa.
Porem... avisto em uma praça um silhueta conhecida. Ken... ele estava ali sentado a fitar os próprios pés e não parecia bem. Estava muito cedo e ele estava ali parado, provavelmente a muito tempo e eu me pergunto se ele havia passado a noite fora de casa.
—--- Ken o que você...? ---- paro de falar assim que ele ergue o rosto. Os olhos estavam vermelhos e eu não conseguia decifrar o motivo, apenas o cato pelo pulso e subo as escadas do meu apartamento. Eu não iria abandonar um amigo lá desta forma.
Entro em casa e leio o recado da minha mãe. Já tinha ido para o trabalho.
Vou a cozinha e preparo um chá, o deixo na sala e ele fica ali parado ainda a fitar os pés.
—--- Logo o chá fica pronto. Espero que goste de maça com canela. ---- volto sorridente e me sento o convidando a se juntar a mim. Só agora que estava mais calmo é que sinto a minha ”área” quente e pulsando como se tivesse um coração próprio. Travo e me lembro que minha calça poderia estar manchada, repenso se tinha sido uma boa idéia trazer Ken nesta hora. ---- Eu vou tomar um banho fique à-vontade.
—--- Por que as garotas são tão complicadas? ---- ele solta a frase como um murmúrio. ---- Por que elas querem que... o que elas querem? Elas acham que podemos ler suas mentes?
—--- Eu não sei. ---- respondo firme, e volto a me sentar. Era claro que ele estava sofrendo por alguém. ---- Sempre dizem que garotas são complicadas. Eu não tenho muita experiência com elas.
—--- Mas você é amigo da Hikari não é? Desde criança! ---- ele grita, nunca tinha o visto gritar desde que largou o manto de Kaiser. ---- Ela nunca te disse nada? Nunca te explicou o que pensa.
—--- Eu e ela... nós não... falamos destas coisas. ---- fiquei imaginando da onde ele tirou a idéia de que eu seria um tipo de amigo que ela falaria de garotos, imaginava se ele sendo um gênio poderia ter notado. ---- Você...
—---- Não gosto da Hikari. ---- ele afirma duramente. ---- Eu só... Só citei ela por causa do modo que ela brinca com os sentimentos dele.
—--- Dele? Daisuke?
—--- Quem mais seria?
—--- Eu não sei. Tem muitos caras que gostam dela. ---- começo a imaginar se ele teria ciúmes de Daisuke, e estranhamente sinto ciúmes desta idéia. ---- Eu vou tomar banho! Já volto. ---- afirmo apressado e saio em direção ao banheiro a o sentir o “liquido” escorrer por entre e atingir o tecido da roupa. Perco a preocupação e educação e o abandono na sala de estar sem mais nem menos já indo ao meu quarto e procurando algo pra me trocar.
Entro no banheiro apresado já me despindo. Nunca tive o costume de ter que trancar a porta; vivia apenas eu e minha mãe desde sempre. Mas não éramos só nós ali naquele dia.
—--- Esta tudo bem? ---- ele invade o banheiro invertendo minha pergunta anterior. E para na porta me olhando.
Engulo seco quando ele fecha aporta atrás de si e passa o trinco. Seus olhos estava fixos em uma peça de roupa intima que apressado larguei no chão. Uma mancha branca em um ângulo desfavorecido era seu alvo.
—--- Então... Você é mesmo. ---- ele se segura antes de falar.
—--- Ken eu posso explicar. ---- me exalto sem saber o que falar, eu não queria que ninguém descobrisse e na minha mente ele poderia espalhar pra o mundo, mesmo sabendo que não era o seu perfil, meu medo não tinha esta certeza. ---- Não é o que você esta imaginando.
—--- Dói? É bom?
—--- O que...? ---- engasgo com minhas duvidas que pareciam lotar o apartamento.
—--- Fazer isso... com um outro homem... dói? ---- ele finalmente volta a olhar para mim. Não adiantava mentir ele era um gênio.
—--- Um pouco... ---- respondo envergonhado e acabo me olhando no espelho. Finalmente noto a quantidade de marcas e hematoma em meu corpo.
Ignoro a presença de Ken e passo a me olhar. Roxos e marcas avermelhadas, podia diferenciar a onde eram marcas feitas por seus lábios ou suas mãos. Suas mãos pesadas, firmes e fortes.
—--- Deve ser muito bom então. ---- ele afiram parado bem atrás de mim e eu me viro. ---- Se não notou isso. Não deve ter doido... imagino.
—--- Eu...
—--- Desculpe estou sendo indelicado. ---- ele se vira para sair.
—--- Espera! ---- grito e ele se vira de volta.
—--- Eu não vou contar. ---- ele afirma.
—--- Eu sei disso. Eu só quero saber... ---- me toco que tinha largado o chuveiro ligado e me viro para fecha-lo, já não ligava que ele “vise” ele já sabia. ---- Por que estava chorando? Por que me perguntou se doía?
—--- Você quer falar sobre isso agora? Assim? ---- ele permanece parado em frente aporta entretanto ela permanecia trancada. ---- Imaginei se seria melhor gostar de homens. Todos sempre me olham como se eu gostasse disso. Mas a verdade é que eu não sei... ---- ele volta a olhar para os próprios pés. ---- Só beijei uma garota e não foi como imaginei. Pode ser que estejam certos... e eu só esteja fugindo por que acho que vou sentir dor.
—--- Ken... você quer...?
—--- Eu não sei. ---- ele vira o rosto pra o lado e os cabelos finos lhe cobrem a face e eu me aproximo os tirando. ---- Amanha terá aquele piquenique com os veteranos... Eu... não quero ver ela de novo. Mas não posso fugir.
—--- Você gosta dela? Fazer isso... querer isso... achar que quer isso... Não vai te fazer esquecer ela.
—--- Eu não sei se gosto dela ou é uma desculpa. ---- ele me encara fundo nos olhos e depois volta a encarar os pés. ---- Você pode... me ajudar a descobrir?
—--- O-o que v-você quer dizer c-com isso? ---- pergunto mesmo já sabendo a resposta. E por conta disso nem me espanto quando ele me beija.
Eu deixo.
Afinal também queria esquecer o toque de alguém.
Mas seu toque era tão diferente que não tinha nem como dizer que era o oposto; lógico que ele era muito menos experiente, na verdade era completamente inexperiente no assunto. E sou “eu” quem toma o dever de conduzir as coisas e o “ensinar”, posição meio nova para mim...
Mas ele era um gênio e aprendia “muito” rápido, tinha confiança e uma ótima intuição. Mas não tinha aquela pegada bruta e brusca que eu tinha gostado tanto e buscava; tento ate mesmo que incentiva-lo, mas isso apenas o bloqueia ainda mais e ele cessa as caricias por completo.
—--- Tudo bem... já viu se gosta ou não certo. ---- afirmo voltando a ligar o chuveiro. Admito que estivesse um pouco irritado e desapontado por ele ter cortado a brincadeira daquela forma.
Ligo o chuveiro e entro, e ele fica lá me olhando; lavo os cabelos e ele ali me olhando.
—--- O que foi?
—--- Nada...
—--- O que tanto olha?
Silencio.
—--- Foi só um beijo não foi nada de mais. ---- afirmo tentando me convencer de que era verdade. Mas me sentia mal, noite passada tinha me aproveitado das magoas de Taichi e seu estado, e agora novamente voltava a me aproveitar das emoções abaladas de alguém que confia em mim. Me sentia um...
—--- Mas você estava nu... ---- ele afirma e eu o olho e ele vira o rosto.
Não sei por que mas meus olhos desceram um pouco, e eu pude notar o efeito que meu beijo tinha causado nele. Sorrio de um modo maldoso.
Não tinha sido de propósito! Eu apenas pensei coisas e o sorriso se estabeleceu no meu rosto. Não foi culpa minha.
Mas ele notou.
—--- Você tem experiência nisso... ---- ele afirma a ainda a fitar o trinco da porta como se fosse à coisa mais legal do mundo. ---- Já fez muitas vezes?
—--- Não. ---- respondo rápido me recordando da noite anterior, e depois me toco que ele estava falando do beijo. ---- Sim.
O clima volta a ficar estranho e eu me perco em pensamentos terríveis sobre mim mesmo. No que estava me transformando? Eu não podia tirar minha ultima conversa com Taichi da cabeça, muito menos o que fizemos.
Me apegava a idéia que ele podia não estar tão bêbado assim; que ele tinha uma boa dose de consciência e seria este o motivo de seu desconforto comigo a poucas horas.
—--- Takeru... ---- a voz tímida me desperta de meus pensamentos. Como pude esquecer que ele estava ali a me observar durante todo este tempo? ---- Takeru você... esta saindo com alguém? ---- ele me questiona nervoso e envergonhado. Tinha visto meu corpo e ainda estava vendo.
—--- Não... ---- eu queria dizer que sim, mas meus lábios me traíram e falaram a verdade. Me senti sujo e me virei; queria sumir.
O que eu estava parecendo para ele? Um nojento libertino? Tínhamos acabado de nos agarrar como dois amantes sedentos por luxuria, ele me pegou no flagrante, viu o estado de minhas roupas, notou que era fresco... E eu afirmo que não estou saindo com ninguém?
Eu defensivamente sentia nojo de mim mesmo.
—--- Por que esta tremendo? ---- a vos cálida e calma surge junto de minha nuca e eu travo. Quando ele tinha se aproximado tanto? ---- Sabe... senti inveja de você agora... ---- ele afirma ainda perto de mim, relembro o estado que o tinha deixado e engulo seco. ---- Você não é preso como eu... É livre para sentir o que quiser. Não surta... ---- ele continuava a falar e eu me negava a me virar permanecendo a sentir a água do chuveiro cair sobre mim. ---- Você sabe o que quer, o que gosta. E faz sem medo... Queria ser como você. ---- ouço a porta do box abrir e o calor do chuveiro fugir pela porta, me retenho.
—--- Ken... por que você diz...??? ---- me viro indo desligar o chuveiro. ---- Quando você tirou a roupa? ---- deveria ter dito outra coisa. Era pra eu ter pergunta do o por que não quando. ---- K-Ken... você... Você esta confuso, magoado. ---- tentava o explicar e afasta-lo de mim, mas meus olhos eram atraídos para uma única direção e isto o incentivava.
—--- Você quer... ---- não soube dizer se ele estava afirmando ou perguntando. As batidas do meu coração estavam altas de mais. ---- Me ensine... isto também. ---- ele recosta a testa sobre meu tórax e a água do chuveiro começa a cair sobre seus cabelos escuros.
Sempre achei Ken atraente. Uma beleza exótica, aquele tipo de beleza fina que vem com um ar de superioridade ligado a perfeição e destreza. Mas ele era uma pessoa meiga... não gostava dos meigos.
—--- Ta-ke-ru... ---- ele volta a repetir meu nome e eu tentava não pensar no fato de estarmos daquele modo.
Suas mãos delicadas passam em torno de mim, faziam cócegas; mas aos poucos vão apertando um pouco, e depois mais. Sinto dor. Ele apertava em cima dos hematomas que Taichi havia deixado e sinto meu corpo pegar fogo.
—--- Ken você... ---- tento argumentar, evitar aquilo mas...
Ele levanta o rosto. Os olhos azuis escuros me encaram de baixo e eu congelo, sabia que iria me beijar novamente. Mas desta vês tento resistir.
Não iria fazer aquilo...
Mentira.
Ele era um gênio e aprendia muito rápido de fato. Estava diferente, violento; e eu gostava.
Punha as mãos a onde desejava e apertava; explorava todos os cantos ate deixar minhas pernas bambas.
Eu ouço a porta de casa abrir e alguém chamar pelo meu nome. Não reconheço... Estava ocupado de mais para isso.
—--- Você gosta de ser tocado aqui? Ou prefere aqui? ---- ele pergunta, sua vos não era mais doce e amendoada, estava carregada de luxuria. E eu gosto. ---- Unh. Então prefere aqui...
Ele não usa os dedos. Ao contrario disso retira o bocal do chuveirinho e...
—--- Ai! Ken! Esta... fundo... ---- afirmo tentando me manter em pé mas minhas pernas perdem completamente a força, enquanto ele continuava a brincar com o cano do chuveirinho.
—--- Eu sei. ---- ele me olha de cima. Tinha posto tudo o que podia, não cabia mais um milímetro a mais e estava ligado. ---- Que bom que esta se divertindo. ---- ele afirma, mas não consigo mas ver seu rosto. Me contorço no chão enquanto ele brincava com o cano. Era fino, mas longo, e estava ligado. ---- Mas eu também quero me divertir. ---- ele sacode e remexe o chuveirinho e eu ergo o rosto. Ele sorri e segura meus cabelos com força, me aproximando em um ângulo perfeito.
Eu já estava na posição, já tinha chegado tão longe e também tinha provocado aquela situação toda para cima de mim.
Me sentia sujo, mesmo com o chuveirinho ligado.
Me sentia errado.
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