Notas iniciais
simulador de chuva: http://www.rainymood.com/

eu indiquei durante a fic, mas vale a pena ressaltar que o que estiver em itálico são pensamentos!

Finn chegou no endereço que Scott havia lhe passado, a loja de Manfred era modesta porem lotada de antiguidades por todos os lados. Finn adentrou a loja, quando abriu a porta um sininho tocou. A loja estava deserta, nem vendedor nem clientes, somente os sons das centenas de relógios que tomavam conta de uma parede inteira, e batiam em sincronia.

F – Senhor Manfred? – Finn o procurava entre as bagunças – tem alguém ai? – avistou uma saleta ao fundo da loja, a porta estava entre aberta, Finn se aproximou

F – com licença... – ele empurrou um pouco a porta e só então pode ver Manfred estirado no chão do escritório. Finn se aproximou com cuidado daquele senhor de cabelos grisalhos jogado ao chão e o chamou algumas vezes, procurou uma de suas veias e então constatou que não havia pulso.

Finn deu dois passos pra trás completamente assustado, nunca tinha visto, muito menos tocado em alguém morto. Imediatamente buscou o celular no bolso e ligou pra Scott se virando de costas para o defunto.

S – Finn?

F – SCOTT! Que bom que atendeu, eu cheguei aqui na loja e eu acho que... que... o Manf.... o Manfred esta morto.. – Finn estava bem nervoso

S – O QUE? – o homem se surpreendeu do outro lado da linha – mas como Finn? Como morto??! Você checou o corpo dele?

F – sim... sim... não tem pulso... – ele começou a andar de um ladro pro outro, desesperado — e agora....? o que eu faço?!

S – SAIA DAÍ! Vou ligar pra policia e fazer uma denuncia anônima...

F – tudo bem! – Finn passou a mão pela cabeça enquanto se virava novamente pra constatar que aquela cena era real – meu deus! Eu não devia depor?

S – a policia tomaria seu dia todo na delegacia... Temos que achar a Rachel, certo?

F – sim...

S – ótimo! Agora sai daí...

F – certo! – Finn desligou

Não queria sair de mãos abanando, Manfred provavelmente conheceu o assassino, embora não soubesse disso... Finn foi até a mesa do escritório, ultrapassando cuidadosamente o cadáver no chão, e pegou os dois livros de registros que estavam ali em cima, Manfred devia estar mexendo neles quando morreu, aparentemente de um mal súbito, pois não havia sangue ou sinal de agressão ou arrombamento no local. Finn saiu o mais rápido possível, se esforçando ao maximo pra não ser notado pela vizinhança.



Blake estava ainda muito alterado por não ter conseguido prender Quinn, já na delegacia ele esbravejava com todos exigindo resultados, queria que localizassem ela imediatamente, o tempo estava correndo e isso deixava todos cada vez mais nervosos.

Norman mantinha-se sentado mexendo em suas próprias anotações na sala de Blake, que andava de um lado a outro.

B – idiotas, um bando de idiotas! Assim fica impossível trabalhar! Já era pra estarmos com tudo resolvido a uma hora dessas...

N – Blake, vocês estão todos correndo na direção errada... Tivemos uma grande chance hoje, mas não de pegar a Quinn...

B – como não? – Blake se apoio na mesa bem em frente ao Norman que calmamente levantou o olhar pra ele

N – você sabe muito bem que o laudo do sangue encontrado no local já saiu... O sangue é da Quinn.. Provavelmente aquele homem estava fazendo dela uma nova vitima... Não faz sentido ela ter se machucado ali, e não havia nenhuma misera evidencia da Rachel ter estado no local... Provavelmente foi uma armadilha pro assassino pega-la também...

B – e como você explica o origami na casa dela? O depoimento da própria mãe? O depoimento do Sr. Schuester? Jogamos tudo no lixo? – ironizou se afastando

N – claro que não... Tudo tem que ser investigado, mas você esta focando todas as suas forças nela enquanto deixa passar batido um monte de fatos... A mãe dela veio até aqui, contou tudo aquilo, e não te passou pela cabeça nenhuma vez que ela seria a maior interessada na Rachel sumir? “graças” a ela o marido de Judy esta morto... ela também dele ser investigada... se Quinn pode ter pedido a alguém pra fazer isso, sua mãe também pode ter feito! – Blake o olhou pensativo – E Quinn culpada ou não, aquele homem que fugiu com ela no colo é o assassino e precisamos descobrir quem ele é!

B – pegar ela é pegar ele também, e é por isso que eu vou pra rua! Não temos tanto tempo assim... mas se não estiver de acordo, agente Norman, você pode ficar aqui e trabalhar sozinho...

N – acho mais produtivo do que ir pra rua...

B – ótimo então... Me avise se tiver alguém descoberta genial! – ironizou enquanto se preparava pra sair

N – faça o mesmo... – Blake saiu

Norman finalmente respirou aliviado, teria algum tempo pra pensar em paz, precisava de provas... Alguma prova devia estar ali, só esperando pra ser encontrada. Além disso ele teria tempo pra checar uma de suas suspeitas mais fortes, o envolvimento da policia com os crimes e Judy.



Scott mantinha os olhos marejados, pelo recente falecimento de seu amigo de longa data, Manfred, enquanto folheava os registro que Finn trouxe consigo. O rapaz, que estava sentado na frente de Scott na mesa de seu escritório, tentava se acalmar depois dos últimos acontecimentos, dando largos goles em um cope de água que Scott o fornecerá.

F – você acha que conseguiremos algo com isso?

S – muitos nomes... muitos dos registros de serviços estão abreviados... Manfred certamente nos daria o caminho certo...

F – eu sinto muito... – Finn disse sincero, enquanto colocava o copo sobre a mesa, e se voltava pra uma pilha de revistas que estava bem na sua frente

S – obrigado...

F – o que é isso? – Finn retirou duas revistas da pilha, com um ar curioso

S – revistas que ensinam a fazer origami, são as únicas comercializadas em Ohio... Achei que talvez o assassino utilizasse uma delas, e tentei encontrar alguma forma significativa... Mas não consegui concluir nada.

F – espera! Isso é ótimo! – Finn se empolgou se aproximando um pouco mais da mesa – se o assassino é assinante de qualquer uma dessas duas revistas, e ele esteve na loja do Manfred... Se cruzarmos os registros da loja com a lista de assinantes teremos um nome em comum nas duas...

S – O nome do assassino!!

F – Sim! É uma grande chance...

S – o problema é que temos muitos nomes.. Ainda mais na lista de assinantes... Levariam horas, talvez dias pra conseguir checar todos, e ainda existe a possibilidade de o assassino não ser assinante!

F – e é nessa hora que você agradece por eu estar aqui! – Finn sorriu pra Scott que parecia confuso – Eu vou puxar a lista eletrônica de assinantes no computador... e com alguns comandos básicos eu consigo jogar os nomes dos clientes e em segundos o computador nos da a resposta que precisamos!

S – sério? Eu definitivamente precisava de um curso... – Scott riu, descontraindo um pouco, Finn concordou


F – o único nome que estava presente nas duas listas é de um garoto que morreu com 10 anos... Eu não entendo... O que faremos agora? – Finn estava desanimado

S – vamos investigar... e se nada der certo, partimos pra outras evidencias... esse é um jogo de tentativa e erro, não tem jeito... mas eu acho que é perda de tempo vir aqui

Os dois entravam em um cemitério, cerca de meia hora depois que Finn encontrou aquele nome, a chuva forte parecia ter dado uma trégua, mas a garoa continuava sem cessar, os trovoes ao fundo indicavam que seria por pouco tempo, e mais tempestades significavam menos tempo para encontrar Rachel.

F – talvez a gente encontre alguma coisa... não achamos quase nenhum registro do menino... talvez o assassino esteja usando o nome dele, por algum motivo...

S – mas ai voltamos a estaca zero, pois ele pode ser qualquer um... – andavam os dois lado a lado entre as lapides olhando atentamente cada um dos nomes

S – eu não entendo... por que alguém usaria o nome de uma criança que morreu a 15 anos atrás?

F – isso é o que nós temos que descobrir... continue procurando, é “John Sheppard” não se esqueça...

Depois de algum tempo de procura

S – Finn! Finn! Venha aqui! – o garoto se aproximou, protegendo o rosto da garoa – aqui! John Sheppard!

F – olha só pra isso... – Scott se abaixou e apanho uma dentre as figuras de origami que haviam ao redor de seu tumulo, além disso algumas orquídeas brancas também haviam sido depositadas no local

F – seria de mais ser apenas uma coincidência... – Finn olhava curioso, a pequena figura nas mãos de Scott.

S – o papel não esta tão deteriorado pela chuva... e as flores são frescas... parece que alguém continua vindo aqui..

F – o assassino?

S – provavelmente...

Um senhor negro, e com o rosto já marcado pela idade se aproximou dos dois

T – pobrezinho... estive aqui nesse dia... alias estive em tantos dias tristes... é o que se coleciona trabalhando em um cemitério por quase toda a vida...

S – o senhor conheceu John Sheppard?

T – pode me chamar de Tom! – o senhor estendeu a mão cumprimentando os dois – eu apenas me lembro o que aconteceu... fazem quinze anos eu acho... foi em um outubro chuvoso como este.. as pessoas que vieram pra aquele enterro contavam a mesma história... uma mãe perdeu completamente a cabeça quando seu segundo filho morreu ainda dentro dela, na gestação. Quando ela voltou pra casa do hospital nunca mais foi a mesma, ela ainda tinha o filho mais velho, o John, e o seu marido que a amava muito, mas ela precisava de ajuda... a mulher começou a beber, não queria mais saber da família, o marido saia para trabalhar e ela enchia a cara todas as tardes, estava depressiva... foi em uma dessas tardes que seu filho, depois de voltar da escola, foi enxotado de casa, ela mandou ele ir brincar na rua pois não gostava que ele a visse naquele estado pois contaria pro pai, embora ele já soubesse que isso acontecia... chovia muito, mas o menino saiu como a mãe ordenou... ele não tinha pra onde ir, então acabou indo pra uma construção abandonada que ficava no final da rua em que ele morava... diziam que ele costumava brincar la, entre os entulhos, todas as tardes em que aquilo se repetia... Mas daquela vez o menino se descuidou e acabou escorregando e caindo em um bueiro que estava destampado, sua perna ficou presa em alguma coisa. Em condições normais ele teria se salvado... mas chovia muito, enquanto ele se abaixava pra puxar a perna o nível da água subia cada vez mais, até que o garoto não consegui subir pra pegar ar e acabou morrendo afogado... Pobrezinho, deve ter tentado de tudo pela própria vida...

F – e o pai? – Finn tinha os olhos cheios de lagrimas, assim como Scott, eles pensavam em como devia ter sido aqueles últimos momentos desesperadores de John

T – quando ele chegou no final da tarde, já era tarde de mais... o corpo do menino foi encontrado no dia seguinte, quando a água da chuva abaixou....

S – você sabe algo sobre os pais dele?

T – não muito... sei que a mãe dele não aguentou a verdade quando se deu conta do que tinha acontecido, ela se matou dias depois... – Tom apontou para um segundo nome que havia na lapide “Elisa Sheppard”- e nunca soube mais nada do pai... uns dizem que ele se mudou pra longe... outros que ele também se matou anos mais tarde, em outra cidade... mas eu realmente não sei... os senhores são parentes dele?

F – não...

S – amigos da família... – Scott completou rápido

T – bom.. parece que tem uma tempestade chegando... – o homem olhou para o céu — esta na hora de ir pra casa, até mais senhores. – ele começou a se afastar

F – meu deus, que história horrível... você acha que o pai, ou algum famliar dele possa ser o assassino?

S – é uma possibilidade... – Finn olhou no relógio, já estava 10 minutos atrasado do horários que havia combinado com a Quinn

F – droga! Tenho que fazer uma coisa... nos encontramos mais tarde?

S – claro! Vou ver o que consigo descobrir com as informações que pegamos hoje...

F – certo... – Finn começou a se afastar – te vejo em algumas horas... – Finn saiu com pressa.


Scott permaneceu ali um pouco, se sentou em um banco próximo a entrada do cemitério, mas aonde ainda tinha visão da lapide de John, pensava em como prosseguir, em como aquela história era horrível. Foi quando um senhor já grisalho, porem muito bem vestido, e acompanhado de um homem que parecia ser um segurança particular passaram por ele e se aproximaram da lapide de John. Scott estava confuso, reconheceu seu rosto, ele era o homem mais rico de Ohio, Charles Kramer, dono de indústrias importantes, além disso ele estava envolvido com a política da cidade, e naquelas eleições estava tentando eleger seu filho, um moleque mimado de vinte e poucos anos, segundo a concepção de Scott.

O velho se aproximou e colocou algumas orquídeas que trouxera consigo no tumulo, enquanto seu segurança segurava um guarda chuva sobre ele.

Que diabos eles estava fazendo ali? Scott não consegui formular qualquer ligação entre ele e as pessoas ali enterradas, era hora de investigar.



Quinn já havia se levantado, esperava impaciente por Finn, se ele se atrasasse mais 10 minutos ela sairia sem ele, não podia por tudo a perder.

Ela pegou a velha caixa de sapatos que escondeu em baixo da cama, respirou fundo, era a hora de abrir mais um origami, ela tinha muito medo do que poderia conter nesse novo desafio.

Abriu o quarto origami, aquele em formato de tubarão

“Esta preparada pra matar alguém para salvar Rachel?
Brad Silver. 6784 Longway Road, Lexington. Mate ele. Mande uma foto. Ganhe a sua recompensa.”

Quinn largou o origami e passou a mão sobre o rosto inacreditada, matar alguém? Matar um homem? Isso é loucura, como ela faria isso? Pegou o revolver que ganhou do assassino e o examinou com cuidado, o destino de alguém estava prestes a mudar naquela tarde.

Finn bateu na porta, Quinn levou alguns minutos até que saiu preocupada, checando se não havia ninguém por perto

F – esta limpo.. anda... – Finn levou ela até o carro que estava estacionado bem em frente ao quarto dela

F – já sabe qual é o desafio?

Q – sim. – foi seca – segue por ali... – começou a indicar o caminho

F – o que você vai ter que fazer?

Q – eu não posso dizer... se alguém interferir nas provas a Rachel morre

F – mas eu não vou interfiri...

Q – Finn, fica fora disso por favor! – encostou na janela, observava as gotas correndo pelo vidro, pedia mentalmente pra que a aquela chuva parasse

F – a sua mão... foi uma prova?

Q – sim.

F – você ta muito ferida das outras? – Quinn mantinha a mão machucada abraçada contra o próprio corpo, repousada sobre o lado direito das costelas, aonde também doía muito, ela provavelmente teve alguma fratura no acidente de carro.

Q – tanto faz... tenho que terminar isso de qualquer forma... descobriram alguma coisa? – mudou rapidamente de assunto antes que ele insistisse

F – sim! Ainda não sabemos muito... mas estamos em um bom caminho.



Ao chegar no endereço, Quinn desceu do carro e pediu que Finn esperasse por ela com o carro ligado e que em hipótese alguma subisse, se algo desse errado ele devia ir embora. Finn não tinha grande escolha, então concordou, mas estava tão nervoso quanto a loira.

Era um prédio de poucos andares no subúrbio de Ohio, ela subiu as escadas e parou em frente a uma porta. Era ali.

“eu não vim até aqui pra desistir agora... tenho que salvar a Rachel” ela pensava enquanto estava paralisada olhando para a maçaneta “ele abre a porta, eu atiro... vou embora e não olho pra trás” tentava se concentrar. Bateu na porta, esperar era agonizante “anda, pense na Rachel, pense apenas na Rachel!” Quinn segurava o cabo da arma que estava em suas costas. Um homem abriu uma fresta na porta

B – o que você quer? – ele estava usando um roupão vinho, encarava Quinn de cima a baixo, ele deu um sorriso sarcástico e abriu a porta por completo quando reconheceu Quinn, que agora entendia quem era aquele rosto familiar

B – eu já disse um milhão de vezes que não quero viciados vindo bater na minha porta...

Quinn sabia quem ele era, um traficante local que sempre estava no parque, ele vendia drogas pesadas pra todas aquelas pessoas que já estavam perdidas em si mesmas, ele tirava a única chance que qualquer uma delas tinha de sair de uma situação desesperadora. Ele sempre tentava fazer com que Quinn comprasse, mas até então a loira tinha a lucidez de saber que usar aquilo a mataria, então ela se esforçava para se manter apenas no álcool, nos cigarros e nos antidepressivos. Mas por quanto tempo mais ela diria não? Ele era um assassino, quantos já teriam morrido por overdose por culpa dele? Ela faria um bem a humanidade se atirasse nele naquele momento? Então por que ela não conseguia fazer aquilo? “É pela Rachel... É pela Rachel...” ela continuava repetindo a si mesma. Sacou a arma e apontou pro homem que se surpreendeu levantando as mãos e dando alguns passos para trás, Quinn o acompanhou para dentro do apartamento

B – HEY! Caminha ai... calminha ok? Eu te vendo as paradinhas aqui, não tem problema... – Quinn mantinha o olhar firme sobre ele, e segurando a arma com as duas mãos enquanto mirava a cabeça de Brad, não dizia nada

B – não quer comprar? Tudo bem.. O que você quer? Dinheiro? Drogas? Eu tenho certeza que podemos fazer um acordo... – o homem se mantinha com as mãos erguidas

Q – CALA A BOCA! – o homem, em um movimento rápido, jogou um abajur que estava em uma mesinha ao seu lado sobre a Quinn e correu para o final do corredor, Quinn foi atrás dele.

Ele pegou uma arma atrás da porta da lavanderia e continuou correndo, jogando varias coisas pelo caminho pra atrapalhar Quinn, ele parecia querer ganhar tempo, ele passou novamente pelo corredor e entrou em um dos quartos, era uma quarto todo rosa, de criança. Ele revirava desesperado algumas gavetas em busca de balas quando Quinn o alcançou, ainda mirava na direção dele conforme se aproximava com cuidado, ele revezava o olhar desesperado entre ela e a arma quando, ele apontou contra a loira, apertou o a gatilho algumas vezes, finalmente desistiu, ele estava sem balas, largou o objeto no chão e se ajoelhou diante de Quinn.

B – abaixa isso! Por favor... eu dou o que você quiser... quer drogas? É isso? Eu posso te dar o quanto você quiser...- Quinn continuou apontando pra ele, se aproximou um pouco – por favor! Por favor! Eu tenho filhas... – Brad olhou ao redor – duas meninas... esta vendo? Essa é Sarah... – apontou pra um porta retrato ao lado da cama – e essa é Cindy, a minha caçula... – apontou pra uma segunda foto, escorriam lagrimas pelo rosto de Quinn que se mantinha firme, olhando apenas para ele – eu quero ver elas de novo... por favor! Não me mate! – o homem suplicava ainda de joelhos

Q – Você destruiu a vida de muita gente... – disse com uma voz cortada – esta na hora de se redimir ajudando a salvar alguém que realmente vale a pena...

B – o que? O que você quer? – o homem chorava – por favor, não atire, eu faço o que você quiser... eu amo as minhas filhas... por favor...

Q – eu também amo alguém. – Quinn fechou os olhos e atirou, uma bala diretamente na cabeça do homem. Ele caiu e uma poça de sangue começou a crescer ao redor de seu corpo.

Quinn tinha matado um homem, seu estomago se embrulhou, ela se agachou ao lado do corpo e vomitou, a sensação de matar uma pessoa era muito forte pra suportar. Sentiu remorso pelas meninas, mas sabia que não podia pensar nisso, estava mais perto de salvar a Rachel agora, e esse era o único pensamento que reconfortava ela.

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Quinn tirou uma foto com o celular e enviou como foi pedido. Ela se mantinha sentada na frente do corpo, em estado de choque, até que seu celular apitou uma nova mensagem.

“Sua recompensa esta no cabo da arma”

Quinn começou a golpe la contra o chão, até que conseguiu pegar o novo cartão de memória, que colocou rapidamente no aparelho.

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Apenas uma letra apareceu, as muitas que ainda faltavam só viriam com a realização do ultimo origami, Quinn temia muito este, mas depois daquilo ela estava certa de que cumpriria qualquer coisa para salvar Rachel.

No novo vídeo que recebeu, Rachel aparecia com a água lhe atingindo quase a altura dos ombros, ela estava quieta, parecia desacordada, só se ouvia o barulho da chuva.

Quinn se levantou tremendo e saiu dali, entrou no carro pálida, completamente em estado de choque.

F – o que foi? — Finn se assutou com o estado da loira

Q – anda Finn... – ele saiu com o carro mas se manteve preocupado

F – o que aconteceu? Você se machucou? – Quinn o puxou pela gola e aproximou seus rostos

Q – nunca na sua vida você vai dizer pra alguém que essa prova existiu, entendeu? Você não me trouxe aqui, esse dia não existiu, você não vai me perguntar, não vai falar, nem se quer lembrar que um dia esteve aqui, você entendeu? – Quinn respirava pesado, mantinha uma frieza na fala, pois ser fria agora era a única forma de terminar tudo aquilo. Finn assentiu varias vezes e ela o soltou.

Q – estamos quase acabando...

A loira se encostou no vidro da carro, estava chorando, olhava pra chuva, via a estrada correndo, pedia mentalmente que ela pudesse leva la até Rachel, só ela podia tirar Quinn daquela angustia, se lembrou então de uma das vezes em que Rachel a consolou

FLASHBACK

Elas estavam deitadas abraçadas na cama, uma de frente pra outra, Quinn chorava

R — não chora meu amor... não chora... vai passar... — ela beijou cada lagrima que escorreu pelo rosto da loira até finalmente chegar em seus lábios, aonde depositou um beijo suave

Q — eu preciso de você... nunca me deixe...

R — eu não vou te deixar... nunca. — Rachel a beijou novamente

FLASHBACK OFF

"seja forte Rachel... você prometeu que não me deixaria... e eu prometi que eu vou te encontrar, custe o que custar"

[CONTINUA]

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Notas finais
Música do episódio: Highway Don't Care - Tim McGraw (http://www.youtube.com/watch?v=isNtEh6nQok)

Comentem! é muito importante pra mim saber como conduzir a história, estão achando justas as escolhas da Quinn? gostariam que ela agisse de outra forma? Não deixem de considerar a pressão que ela vem sofrendo e o desespero crescente em encontrar Rachel com vida