Notas iniciais
primeiramente me desculpem, deveria ter postado esse capitulo na quarta feira, mas por conta de problemas pessoais acabei não tendo tempo de finaliza-lo como eu queria, por isso o atraso.

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8 horas da manha

Finn chegou cedo ao escritório do detetive Scott que se surpreendeu ao vê lo, agora faltavam cerca de 48 horas para encontrar Rachel, o que deixava Finn bastante aflito. Entrou, e se sentou perto a mesa enquanto Scott providenciava um café pra ele.

Finn tinha todas as suas esperanças depositadas em Scott, e olhava atentamente cada detalhe daquela sala, um gosto refinado, uma coleção de maquinas de escrever ornando perfeitamente com uma decoração retro, nas paredes varias manchetes de casos que Scott tinha desvendado, vários deles de quando Scott ainda era um policial.

O detetive voltou e sentou junto ao garoto para tomar o café.

F – por que o senhor largou a policia? – apontou pra um dos quadros enquanto dava um gole

S – divergência de interesses, corrupções dentro da corporação... Problemas pessoais... Era a hora de sair

F – O senhor não sente vontade de voltar?

S – não, minha carreira como policial definitivamente acabou... Afinal, posso fazer mais como detetive

F – como assim?

S – o irmão do delegado já era o governador na época que eu estava la... você sabe, não é bom pra imagem deles certos acontecimentos, muitas coisas eram encobertas, muita coisa errada eram protegidas pelo delegado que faz de tudo para garantir o cargo do irmão, imagina só como esta agora que ele mesmo é candidato... Eu não sei trabalhar assim...

F – então você realmente acha que o caso do assassino tem haver com a policia ou alguém que quer manchar a imagem do governador?

S – é uma grande possibilidade, mas eu venho investigando cuidadosamente... É mais complexo do que você poderia imaginar

F – mas eu quero.... – colocou a xícara na mesa — digo... Estou aqui pra ajudar o senhor, eu quero salvar a Rachel

S – eu trabalho sozinho Finn, mas admiro seu entusiasmo

F – Scott você é minha única chance, eu preciso salva la eu a amo muito...

S – e ela o amava?

F – não... – assumiu cabisbaixo – mas eu não posso perde la... eu me sinto culpado, sabe, ela já gostou de mim mas e graças a minha falta de interesse na época ela se aproximou da Quinn e... você sabe, isso de certa forma arruinou as vidas delas... Eu não posso deixar que ela perca tudo, ela merece uma segunda chance... Comigo

S – entendo, mas esse é um trabalho muito perigoso Finn eu não posso colocar a sua vida em risco...

F – mas eu quero! Eu serei útil justamente por ser discreto e ter acesso a coisas que ninguém tem... Como a Quinn por exemplo... Ela esta muito abalada certamente não falaria com qualquer um, mas ela falou comigo ontem... E eu roubei isso de seu casaco – Finn jogou sobre a mesa o papel que tinha encontrado, Scott imediatamente o pegou e começou a examina lo

S – escrito por uma genuína Olivetti Lettera 82.... – deu um sorriso leve pela conclusão

F – o que?

S – é uma maquina de escrever meio rara, eu sou colecionador, entendo dessas coisas... Pela curvatura da letra, certamente foi uma dessas... Não creio que a Quinn seja uma colecionadora, certo?

F – não... E também ela já teria vendido caso fosse de seu pai ou algo do tipo...

S – isso deve ter sido dado a ela... Não sei o que significa, mas vou investigar...

F – eu pesquisei esse endereço e vi que é um pátio de carros que tem serviços de mecânico, não faz muito sentido... Mas percebi algo que me preocupou... – Finn retirou o papel da mão de Scott e começou a habilmente dobra lo – ontem percebi que o papel estava todo marcado por dobras, por curiosidade comecei a segui las... – Finn colocou novamente na mão de Scott o papel, dessa vez como um origami, bem torto, devido o desgaste do papel e a falta de habilidade de Finn, que formava a figura do urso

S – isso é incrível Finn! – Scott se aproximou e olhou com cuidado — Isso com certeza tem a ver com a assassino... ela sabe que você pegou isso? Ela te disse algo?

F – não, ela só insistiu que não queria ajuda, porem ela estava muito diferente, tensa... Eu peguei escondido do bolso dela, tenho certeza de que ela sabe de mais coisa... Será que o assassino esta mantendo algum tipo de contato com ela?

S – é provável...

F – o assassino manteve contato com alguém ligado a vítima antes?

S – eu acredito que sim, mas não tenho provas.... Em todos os casos as pessoas mais próximas sofreram grande trauma, umas simplesmente sumiram, outras se recusam a falar sobre o assunto, e teve até um caso de suicídio... Esse é um crime que mexe muito com as pessoas...

F – bom agora temos uma pista... Talvez esse endereço ajude em alguma coisa...

S – eu vou checar, Finn! Obrigado.

F – então eu estou dentro?

S – não! Posso te manter informado, mas não posso te levar comigo – Finn pegou o origami da mesa

F – então deixa... Mas isso vai comigo, talvez outros tenham maior interesse em ter a minha ajuda, o agente Norman por exemplo... – Scott respirou fundo e passou a mão pela cabeça

S – esta bem Finn... – assentiu — você pode me ajudar...

F – ótimo! – devolveu o objeto a mesa sorrindo vitorioso.


Na delegacia, o diretor Figgins acabava de deixar a sala do delegado, ele e o professor Will foram chamados as pressas assim que a mãe da Quinn lhes deu aquelas informações, Norman queria saber mais sobre o comportamento da Quinn nas ultimas semanas, apesar do Blake achar perda de tempo, acabou deixando que ele os interrogasse.

Figgins não trouxe nada relevante, mostrou a eles o prontuário e as notas perfeitas de Quinn até o dia do acidente.. Mas pelo Will o agente Norman esperava ansioso, segundo as informações que recebeu os alunos confiavam muito nele e ele tinha sido confidente da Quinn muitas vezes.

Ele entrou na sala com o rosto marcado por preocupação, os cumprimentou e sentou na cadeira em frente a mesa de Blake, Norman estava ao seu lado e foi direto ao ponto.

N – Willian Schuester.. certo? – ele assentiu – precisamos de algumas informações...

W – do que você precisa exatamente?

N – qualquer coisa que você se lembre que Quinn tenha dito ou feito que possa conectá-la ao assassino... ela o procurou pra conversar alguma vez?

W – somente antes de tudo acontecer... como os pais dela não sabiam de nada ela vinha a mim pedir conselhos...

N – que tipos de conselhos?

W – sobre como lidar com aquele relacionamento escondido... as vezes ela ficava muito mal por não poder ser pra Rachel a namorada que ela esperava... por não poder dizer aos outros a verdade, isso sempre a sufocou de certa forma

N – e depois do acidente...?

W – não... a Quinn se fechou completamente depois que a Rachel foi pra NY, era difícil chegar até ela... mas eu tentei... – Blake cruzou os braços

W – vocês sabem... ela sofreu um trauma muito grande, isso acabou levando ela a procurar bebidas, cigarros e anti depressivos... sei que as vezes ela ficava muito mal, eu procurava por ela, não queria que ela se perdesse nessas coisas

N – então ela realmente estava usando algumas substancias? – Norman anotava tudo em seu notebook

W – sim... eu encontrei ela na rua em um estado lamentável na semana retrasada, foi a ultima vez que eu a vi, ela falava coisas sem sentido, tentou me bater por tentar ajuda la, eu nunca tinha visto ela daquela forma... mas eu consegui leva la pra casa

N – o que ela dizia?

W – olha... eu conheço a minha aluna, vi ela crescer praticamente, ela estava alcoolizada, não se pode levar em consideração as coisas que uma pessoa naquele estado fala...

N – sim, mas tente se lembrar o que ela dizia...

W – nada de mais... – Will parecia desconfortável

B – Willian... – Blake se inclinou sobre a mesa se aproximando dele – eu sei que você pode nos oferecer mais do que isso... eu já interroguei mais de mil homens nessa sala... eu entendo que você queira proteger a sua aluna, mas psicopatas são mestres em nos enganar, se ela for quem pensamos que ela é você precisa nos ajudar a pega la.... – Will abaixou a cabeça

W – eu não tenho mais nada pra dizer delegado...

B – você não se importa com a Rachel? – ele permanecia em silencio — O senhor sabe que se recusar a ajudar pode ser acusado como cúmplice, não sabe? – Will se mantinha em silencio, os seus olhos se encheram de lagrimas

N – Willian....?

W – eu já disse tudo que sabia... – Will se levantou – eu espero que peguem o responsável por isso logo... – Blake se levantou irritado

B – SENHOR SCHUESTER! – caminhou em volta da mesa até ele e o pegou pelo gola – EU NÃO TENHO MAIS TEMPO PRA BRINCADEIRAS!

N – Blake! Solta ele! – Norman pedia tentando manter a calma

B – A GAROTA VAI MORRER, VOCÊ ENTENDE ISSO? – Will fechou os olhos com força, esperava levar uma pancada a qualquer momento, desistiu

W – Ela me perguntou se... – Will respirava ofegante – se eu já tinha visto alguma pessoa morrer... – Blake finalmente o soltou – ela disse que tinha vindo de um lugar aonde ela via pessoas morrendo... quando eu questionei ela sobre isso ela mudou de assunto, começou a chorar... depois apagou, eu juro que não sei mais nada, eu juro... – Will se afastou dando alguns passos pra trás – eu só não acho que ela tenha feito alguma coisa... a Quinn não machucaria a Rachel, eu nunca vi alguém amar tanto outra pessoa quanto ela ama a Rachel

B – obrigado Willian! O senhor pode se retirar, se precisarmos do senhor esteja pronto a voltar pra ca... quer acrescentar alguma coisa? – Will apenas negou com a cabeça antes de sair da sala com pressa.

Blake se riu assim que a porta bateu enquanto Norman o olhava sério

B – o que foi? não te ensinaram isso na faculdade?

N – você não pode ameaçar os interrogados... – Blake ignorou e tirou seu walk talk do bolso

B – atenção! Preparem o pessoal para sairmos em 5 minutos para a casa da Quinn Fabray!

N – o que vamos fazer agora?

B – agora vamos fazer do meu jeito!

Os efeitos do remédio que Quinn havia tomado pra dormir durante a madrugada só fizeram efeito pela manha, ela estava muito tensa, não parava de pensar na Rachel quando pegou no sono. De todos os pensamentos que ela tinha, foi cair justamente no que mais lhe causava remorso.

[FLASHBACK/SONHO]

Era uma tarde de treino normal das Cheerios no McKinley que aconteceu cerca de 2 meses antes do acidente com seu pai. Como sempre Quinn era a ultima a deixar o campo, ela fazia jus ao cargo que tinha como capitã das lideres de torcida, todas queriam ser como ela.

Rachel observava a namorada com adoração da arquibancada enquanto tentava terminar de ler um livro, mas ela estava pensativa e parecia desanimada. Quinn sabia o que rondava a sua cabeça... o baile de formatura se aproximava, faltavam apenas algumas semanas e todas as garotas só falavam sobre vestidos e seus respectivos pares... Como sempre Quinn foi indicada para ser rainha do baile, e para seu rei Finn Hudson foi indicado, não seria difícil ganhar, eles estavam no topo do McKinley e Quinn gostava disso já que passou anos construindo um bom status. Mas Rachel não sabia lidar direito com o ciúmes e o medo de perde la, ela sabia que todos desejavam Quinn Fabray, e ela sentia como se cada dia fosse uma nova chance de perde la.

O treino acabou e após esperar um pouco a Rachel entrou no vestiário, todas as garotas já saiam, exceto Quinn que ainda recebia algumas instruções da sua treinado Sue Silvester. Rachel se encostou próximo ao armário dela e esperou que ela viesse, e não demorou muito e Quinn veio, sorria lindamente ao ver a namorada esperando por ela. Quinn podia sentir seu coração batendo mais forte só de se lembrar o que era ter a Rachel esperando por ela no final de um dia comprido.

A loirta se aproximou e beijou seus lábios suavemente, a morena continuava séria

Q – o que foi? tudo mundo já saiu...

R – eu sei... – ajeitou o cabelo da namorada que guardava seu uniforme naquele armário

Q – então me diz o porquê dessa carinha? – fechou o armário e levantou o rosto da morena

R – é que você é tão linda... – Rachel deu um meio sorriso

Q – e isso é um problema? – Quinn sorriu de volta enquanto acariciava a lateral do rosto de Rachel

R – eu queria ir ao baile com você... – confessou – você vai estar tão linda.... mas não vai ser pra mim...

Q – Claro que vai! Eu vou estar com você... Bom, não como um casal... Mas nós já conversamos sobre isso Rach...

R – eu sei... Eu sei... É que... Eu queria tanto poder dizer pra todo mundo que você é minha, andar por ai de mãos dadas com você, e te beijar o tempo todo...

Q – eu gostei.. Especialmente dessa parte... – Quinn sorriu e se curvou para alcançar os lábios da namorada, aonde depositou um segundo beijo que Rachel cortou

R – eu to falando sério.... você vai ser a rainha, e vai dançar a valsa com ele, e não comigo... – apontou pro pôster da campanha Fabray-Hudson para rei e rainha do baile

Q – Rach... eu não posso fazer isso... você sabe que eu não posso assumir agora... a única coisa que eu posso fazer é não ir ao baile e ficar com você...

R – não! – respirou fundo enquanto desviou o olhar — Eu sei o quanto é importante pra você... eu quero que você ganhe.... mas eu queria estar ao seu lado quando você ganhar

Q – Amor... – Quinn a abraçou com força enquanto seus olhos se enchiam de lagrimas – me desculpa...

Quinn queria abraça la mais forte, nunca mais soltar, mas era um sonho... Apenas uma memória, ela não podia mudar aquilo.

Em seguida se lembrou de algumas cenas em flash. As duas escolhendo vestido juntas, do beijo que Quinn roubou dela no provador da loja, lembrou da Rachel dormindo em sua cama, de ficar olhando pra ela acariciando seus cabelos... do cheiro do seu pescoço, e no momento seguinte estava no baile, lembrou da musica, das luzes, Finn segurava a sua mão enquanto ela entrava no ginásio, ele disse algo sobre seus olhos, mas ela estava prestando atenção na Rachel que conversava com o Sam e a Mercedes em uma mesa próxima a pista de dança, Rachel parecia triste, distante. Quinn queria ir até ela, queria beija la ali mesmo, mudar tudo... mas era apenas uma memória e não foi o que ela fez naquele dia. Quinn queria acordar, doía muito reviver tudo aquilo, mas não conseguia.

Lembrou-se da valsa, como poderia se esquecer do olhar que a Rachel lançou pra ela?

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Ela sabia que tudo estava errado, os pais de Rachel tinham razão, ela estava prestes a ser a rainha do baile enquanto a sua namorada cantava pra ela dançar com outro, a Rachel pediu pra ir com ela, e ela disse não... Quinn não podia suportar esse remorso, era um dia pra ser esquecido.

Assim que a Rachel acabou de cantar ela decidiu ir embora, saiu da festa sem que percebessem, deixou Quinn e todos os outros aflitos por não saberem o que aconteceu.

Foi direto pra casa, chorava, abraçou seus pais que tentavam fazer de tudo para anima la mas era em vão.

Logo após a coroação a Quinn deixou a festa em busca dela, deixando Finn totalmente frustrado pois ainda tinha esperanças de que pudesse rolar algo entre eles já que agora era oficialmente o casal mais popular da escola. A loira não se importava mais com aquilo, se sentia uma traidora, talvez ela realmente fosse, pois estava vivendo uma realidade que não era a sua.

Os pais da morena não queriam que ela entrasse já que a Rachel acabara de ir pro quarto se deitar, eles não queriam que tudo recomeçasse, mas Quinn acabou convencendo eles de que precisava falar com ela. Ao entrar no quarto viu a Rachel de bruços na posição que geralmente dormia, Quinn se aproximou da cama

Q – Rachel... – a morena se virou rapidamente e surpresa pela presença de Quinn ali

R – você não devia estar aqui...

Q – nem você... – sentou-se na borda da cama enquanto a morena também se sentava de frente pra ela

R – eu só não queria ficar lá... Mas eu sei o quanto é importante pra você, você devia estar no baile...

Q – Rachel... só me escuta, por favor... – segurou a mão da morena – eu te amo mais do que tudo, e eu sei que a nossa situação é complicada principalmente por minha causa... mas eu peço que você possa esperar até NY, eu não tenho como assumir agora, mas isso não faz com que eu te ame menos... e eu não quero que você se sinta rejeitada...

R – eu sei meu amor, eu fui egoísta também...

Q – não... a culpa é minha, eu queria poder ter um relacionamento normal com você... e eu vou ter um dia... se você agüentar esperar até lá... – Rachel sorriu

R – eu espero... – se aproximou e deu um selinho na loira – mas você precisa compreender quando eu tiver algumas crises de ciúmes pelo caminho...

Q – feito! – Quinn sorriu de volta

R – afinal.. ganhou a coroa?

Q – sim... – Quinn ergueu a mão mostrando a coroa que carregava

R – oh meu deus, isso é ótimo! – a morena a abraçou rapidamente

Q – mas eu não quero ficar com ela...

R – como assim?

Q – achei que me sentiria melhor quando ganhasse uma.... mas eu ja tenho tudo o que preciso... e não mereço isso...

R – como não, Quinn?

Q – ela é sua... – a morena não estava compreendendo direito enquanto a Quinn ajeitava delicadamente a coroa na cabeça da namorada

R – o que?

Q – eu não teria a força que você teve hoje de me deixar ir ao baile com o Finn... de aceitar todas as minhas loucuras numa boa... eu nunca vou cantar um solo como você nem ficar tão bem em suéteres de bichinhos... você é forte como uma líder tem que ser, a minha rainha, e eu não preciso dessa coroa por que eu já tenho você... – a morena permanecia olhando pra loira perplexa

Q – desculpa ter demorado tanto pra perceber isso...

R – Quinn eu não posso aceitar... é o seu sonho – ela fez menção de que tiraria a coroa mas a loira impediu

Q – não! Ela é sua... pra você se lembrar de como é especial pra mim, pois eu troco qualquer sonho meu por você... você é o meu maior sonho agora – Quinn a beijou com urgência, ela correspondeu, Rachel acariciava suavemente a sua nuca enquanto podia sentir um sorriso se formar no rosto de Quinn enquanto a beijava. Rachel começou a se deitar puxando Quinn pra ficar sobre ela sem separar o beijo, mas a Quinn sabia como aquilo acabava e achou melhor se afastar

R – o que foi?

Q – eu tenho que ir...

R – não! Dorme aqui..

Q – seus pais não estão muito felizes com o que aconteceu hoje... eu não quero ser inconveniente

R – você não pode invadir meu quarto com esse vestido de festa e sair ilesa.. – se levantou novamente para tentar puxar Quinn para a cama

Q – não Rachel, é sério....

R – sério mesmo? – fez um bico, e depois depositou alguns beijos pelo pescoço da loira que estremeceu

Q – sério mesmo! – Quinn se levantou mas se voltou pra morena pra um beijo de despedida

Q – Eu prometo que vou compensar toda essa confusão ok? Eu vou arrumar toda essa bagunça o quanto antes... A começar pelo seu aniversário no mês que vem....

R – o que você vai fazer? – Rachel sorriu curiosa

Q – vou programar algo especial, nós vamos sair como um casal... e não vou desgrudar de você...

R – nem um minuto?

Q – nem um minuto! Quando você acordar eu vou estar aqui...

R – promete?

Q – eu prometo!

[FLASHBACK/SONHO OFF]

Quinn acordou de repente como se lhe faltasse o ar nos pulmões, nem os remédios conseguiram acalma la por tanto tempo, a pressão que ela sentia em salvar Rachel impedia que ela fizesse qualquer outra coisa, estava pilhada. Era hora de continuar, ela tinha que ajeitar as coisas... ela prometeu pra Rachel que faria.

Já próximo do meio dia, depois de realizarem algumas pesquisas no próprio escritório, Finn e Scottt estabeleceram algumas metas de investigação, o detetive ligou pra um amigo de velha data, Manfred, o dono de uma loja de antiguidades de Ohio, a única que consertava e restaurava maquinas de escrever

S – Manfred! É o Scott! – Finn continuava a procurar informações em algumas pastas cheias de documento que Scott havia lhe direcionado

M – Scott? Não o vejo a tanto tempo...

S – muito trabalho! Recebeu o fax que eu te passei?

M – sim! O que é isso exatamente?

S – Como você deve ter percebido a caligrafia se trata de uma Olivetti, não é mesmo?

M – certamente!

S – ótimo! Preciso da sua ajuda... Queremos saber quem são as pessoas que possuem Olivettis em uso em Ohio, com certeza o dono dessa maquina deve ser seu cliente se ele ainda a usa.. você tem algum tipo de registro pra nos fornecer?

M – claro! Tudo que vendo ou conserto na loja eu arquivo as notas fiscais assinadas... eu só preciso de algum tempo pra mexer no meu velho arquivo...

S – de quanto tempo precisa?

M – Estou um pouco indisposto hoje... — Manfred já eras um senhor de idade avançada — mas acho que até as 3 horas posso lhe ajeitar uma lista de clientes...

S – perfeito! Meu assistente vai buscar

M – estarei esperando!

Ao desligar, Finn esperava ansioso por respostas.

S – Ele vai providenciar uma lista com os clientes... estamos em um bom caminho Finn, tenho certeza de que o nome do assassino vai estar nessa lista...

F – isso é ótimo!

S – agora ande!... vamos nos separar, tenho que fazer umas visitas enquanto isso você fica de olho na Quinn... você sabe aonde ela esta, certo?

F – sim!

S – ótimo! Fique na cola dela até umas 3 horas... então você busca a lista e nós voltamos pra cá pra ver como ligamos todas as informações que temos...

F – certo!


Blake estava no quarto alugado em que Quinn morava desde que a sua mãe a expulsou de casa. Seus homens reviravam todo o lugar sem ética alguma, os pertences da loira eram jogas e espalhadas por toda a parte, ele queria pistas e olhava atento a toda investigação.

N – não deveríamos ter um mandado pra realizar esse tipo de busca? – Norman observava os policias mexendo nas gavetas

B – você vai ligar pra quem? Pra policia? – Blake riu.

Foi quando um de seus homens se aproximou

Pol – Senhor! Isso estava em dos casacos da menina... – O policia entregou ao Blake um origami que achará

N – Isso é....? — Norman parecia surprese ao constatar do que se tratava

B – é ela! – Blake arregalou os olhos — Vamos embora! estamos perdendo tempo aqui! Bob – chamou a atenção de um dos agentes que estava lá – levante a informação de onde esta a Quinn Fabray, ela esta com o carro da familia... Ed! – chamou a atenção de um segundo a gente – reúna o pessoal e acione todas as unidades de Ohio, eu quero que seja feita a prisão preventiva da Quinn ainda hoje! ANDA!



Em poucos minutos Finn já se dirigia pro motel, ia ouvindo as noticias no rádio

“a última noticia que temos é que hoje cedo foi decretada a prisão preventiva de Quinn Fabray, ex namorada da atual vítima do assassino origami... a policia foi até sua casa mas até agora não consegui encontra la, as unidades de todo o estado procuram por Quinn que deve se apresentar em qualquer delegacia até as 16 horas se não será considerada foragida da policia... o delegado ainda não disse que tipo de envolvimento ela pode ter com o caso, aguardamos mais informações....”

Finn ouviu aquilo atentamente, ele achava que tinha algo errado com Quinn e agora ela estava sendo procurada pela policia, eles deviam ter alguma prova. Finn começou a se questionar se realmente devia vigia la, se não era mais certo ligar pra policia e dizer aonde ela estava, sua mente rondava todas as possibilidades.

Finn chegou ao motel e viu que o carro da família de Quinn estava estacionado em frente ao quarto da loira o que indicava que ela deveria estar ali ainda, ele parou afastado e decidiu esperar, não queria se precipitar, achava melhor investigar Quinn e saber aonde Rachel estava antes de denuncia la a policia, ele concluiu que caso ela realmente estivesse envolvida então ela queria Rachel morta, se a prendessem agora ela blefaria e se não dissesse nada em menos de 2 dias Rachel estaria morta, então ele tinha que descobrir o cativeiro antes de tomar qualquer atitude.


No motel Quinn acabará de abrir o terceiro origami, em forma de lagarto, dentro dele havia uma chave e um endereço seguido da frase

“você esta preparada pra se sacrificar por quem você ama?”

Quinn estremeceu, tinha medo do que aquelas palavras pudessem significar, mesmo assim saiu sem pensar duas vezes.

Finn a viu saindo e então começou a segui la sem que ela percebesse. Ela foi com o carro até um bairro industrial distante, parou em frente ao que parecia ser uma casa abandonada. A adrenalina de Finn estava a mil, ele tinha certeza que estava diante do cativeiro da Rachel.

Quinn entrou no sobrado, abrindo a porta com uma chave que ela retirou do próprio bolso, Finn não sabia se devia ir atrás ou esperar que ela saísse, não queria se precipitar, Scott estava longe, tinha que tomar uma decisão ou estragaria tudo.


Quinn começou a andar por aquela casa abandonada, era horrível, totalmente mórbida, era escura e fedia mofo, os papeis de paredes estavam rasgados, haviam pichações e móveis quebrado la dentro.

A loira chegou então cômodo que parecia ser uma cozinha pois havia um fogão e uma mesa ali, nessa mesa havia um tablet, um frasco com álcool e um pano, um serrote e um machado. Quinn estava muito assustada, seu coração parecia querer pular de seu peito. Ela se aproximou da mesa e se sentou em uma cadeira posta em frente ao tablet, tremendo, Quinn tocou a tela que automaticamente ligou a câmera do aparelho que a refletia sua imagem como um espelho, então uma voz eletrônica semelhante a do GPS começou a falar

“Esta preparada pra sofrer por quem você ama? Você tem 5 minutos pra cortar a ponta de um de seus dedos em frente a câmera, só assim terá as suas letras”

Assim que a frase acabou um relógio apareceu na tela sobre o vídeo e começou uma contagem regressiva.

Quinn se levantou rapidamente e encostou na parede, olhava pra aquela cena muito assustada, sabia que tinha pouco tempo, mas ela teria coragem suficiente pra cumprir a tarefa?

[CONTINUA]

Notas finais
Comentem, o que vocês acham que Quinn deveria fazer?
música do capítulo : Nickelback - Someday (http://www.youtube.com/watch?v=-VMFdpdDYYA)

Sei que é um capitulo cheio de incertezas e informações mas tudo será esclarecido ao longo da fic, tenham paciência.
Pretendo atualizar no final de semana, mas isso só vai depender dos comentários de vocês... como eu disse inicialmente, eles podem mudar o rumo da história, então não deixem de comentar!
Obrigada desde já a todos que estão acompanhando ;)