Heavy Rain
6 Lagarto
Notas iniciais
O tempo estava correndo, Quinn tremia muito, sabia que teria que fazer a tarefa aonde o origami do lagarto a havia levado, era a única forma de salvar a Rachel.
Aproximou-se da mesa e começou a pensar em como faria aquilo, no relógio já faltavam cerca de 4 minutos. Quinn olhou ao redor, buscou uma barra de ferro em uma pilha de entulhos que havia em um canto daquele cômodo, se aproximou do fogão e consegui ligar uma de suas bocas, sabia que precisava ter algo pra estancar o sangue ou poderia até morrer ali. Colocou uma das pontas do ferro em cima da chama e deixou ali enquanto se voltou pra mesa, haviam duas opções, um serrote e um machado, calculou que seria melhor usar o machado, pois o serrote exigiria de mais de um golpe pra realizar o trabalho. Quinn o pegou na mão, enquanto olhava pros dedos da outra, sua mão tremia muito, ela suava frio e tentava controlar a respiração, mas era quase impossível, estava ofegante como se tivesse corrido uma maratona. Faltavam 2 minutos e meio, era agora ou nunca, Quinn buscou a barra de ferro e desligou o fogo, se sentou na cadeira em frente a câmera e colocou a barra sobre a mesa, ainda segurava o machado, não tinha muito tempo, pegou o pago que estava na sua frente, junto a uma garrafa de álcool, e o colocou na boca o pressionando forte com os dentes, jogou um pouco de álcool sobre a lamina para evitar, se possível, alguma contaminação. Chegou a hora. Por ser destra, Quinn escolheu que cortaria um dedo da mão esquerda, colocou ela sobre a mesa com os dedos bem abertos, aproximou o machado do dedinho e calculou aonde golpearia colocando a lamina suavemente sobre a pele, cortaria a primeira sessão do dedinho, bem na articulação abaixo da base da unha. O relógio marcava 1 minuto, Quinn ergueu o machado, “é pela Rachel... é pela Rachel” repetia mentalmente, no segundo seguinte desceu o objeto com toda a força que tinha sobre o lugar que havia planejado, dor? Quinn nunca havia sentido nada como aquilo antes, o ar faltou em seus pulmões, e voltou em forma de grito, se deu conta de que uma parte daquele ponta do dedo ainda se prendia em sua mão, foi quando teve que golpear friamente pela segunda vez. Quinn largou o machado e se arremessou ao chão, gritava com toda a sua força, o sangue escorria pelo seu braço e sua visão começou a ficar turva, tinha que estancar aquilo. Levantou com dificuldade, suas pernas estavam completamente bambas, se aproximou da mesa e sem pensar muito agarrou a barra de ferro e comprimiu sua ponta em brasa contra o ferimento. Quinn estava indo pro inferno pela terceira vez sentindo aquela dor lhe corroer por dentro, largou a barra e se lançou novamente ao chão. Ouvia a voz eletrônica que vinha o tablet dizer
“Parabéns, sua recompensa esta debaixo da estaca de madeira do chão, debaixo desta mesa”
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Finn estava pensativo no carro, sua mente conflitava sobre o que deveria fazer, como as coisas chegaram aquele ponto? Ele conhecia a Quinn a tantos anos, como ele não percebeu nada, talvez não existisse nada, ele precisava de mais provas, tudo indicava que ela estivesse envolvida mais parte de Finn não deixava ele se convencer disso.
Três carros a paisana da policia entraram na rua, Blake havia recebido uma denuncia anônima de alguém que tinha visto o carro da Quinn na região, não foi difícil localizar ela depois que todas as emissoras começaram a transmitir que ela estava foragida.
Finn observava a movimentação dos carros cheios de policias que se posicionavam ao redor do carro de Quinn, nenhum deles havia descido ainda, pareciam estar esperando a hora certa pra agir
Pol – afirmativo senhor, estamos posicionados – a confirmação vinha do radio do veiculo onde estavam Norman e o Blake, que comandavam a operação
B – perfeito. Ninguém se move até eu dar o sinal, esta claro? Vamos surpreende-la assim que ela por o pé pra fora da casa
Pol – Sim senhor! – Blake desligou o rádio
N – o que ela faz ai? – Norman olhava desconfiado pela janela
B – bom.. você é o investigador que veio pra formular o perfil psicológico do assassino.. achei que já estivesse dentro da cabeça dela – Blake riu ironizando
N – exatamente, e o que eu sei sobre a Quinn Fabray não se encaixa com o perfil que tenho traçado...
B – eu sei o que o juiz vai preferir entre teorias e provas concretas... – antes que ele pudesse retrucar suas atenções se voltaram pra um movimento inesperado
Finn começou a ficar desesperado com a ideia de perder a ultima chance que talvez teria de falar com Quinn, e descobrir aonde a Rachel estava, quando viu os policias de tocaia. Esse sentimento fez ele sair do carro, colocou seu capuz e foi em direção a casa.
B – que merda esse cara ta fazendo ali? – eles observavam sem perceber que era Finn quem se aproximava da porta pra adentrar a casa
N – talvez ele more ai... o que vamos fazer? Tirar ele?
B – não, vamos esperar um pouco.
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Quinn pegou seu premio, mais um cartão de memória, debaixo de um dos tacos de madeira do chão. Ela sentia muita dor, envolveu o braço machucado com o pano que usara pra morder durante o golpe.
Ao colocar o cartão no celular, novamente um vídeo apareceu. Pro desespero de Quinn dessa vez Rachel aparecia com o nível da água praticamente na altura dos seios, ela não gritava mais, ela apenas chorava baixinho. Assim como das vezes anteriores, quando o vídeo acabou apareceram as novas letras
Quinn se levantou enxugando algumas lagrimas, tinha muito medo de não conseguir completar as provas, sua mão doía muito.
Caminhava pra saída quando deu de cara com o Finn que acabara de adentrar o edifício, Quinn levou um susto
Q – o que você ta fazendo aqui? – se encostou na parede por conta da dor
F – Quinn! O que é isso? – olhava assustado pra roupa ensangüentada da loira enquanto se aproximava dela
Q – O QUE VOCÊ TA FAZENDO AQUI?
F – Cadê a Rachel? – ele avançou rapidamente pro cômodo de que Quinn tinha saído, mas voltou sem entender
Q – eu não sei aonde ela esta...
F – a policia esta la fora...
Q – O QUE?
F – eles já sabem que você é o assassino Quinn... Essa é a sua ultima chance, me diz aonde ela ta, eu tiro ela de la, você não quer machuca la, quer?
Q – PORRA! – Quinn estava preocupada, teria cortado o dedo em vão se fosse presa pois a Rachel morreria – EU NÃO SEI AONDE ELA TA, EU CORTEI MEU DEDO PRA SALVAR ELA!
F – Quinn isso não faz sentido... você não esta bem! – Finn tentava manter a calma mais estava exalando medo
Q – SAI DAQUI!
F – me explica o que ta acontecendo – estava muito nervoso
Q – Eu sou a única chance que ela tem... Você tem que confiar em mim! – suplicava olhando nos olhos de Finn que estava imóvel
F – eu não sei... eu... Quinn isso é muito confuso pra mim...
Q – eu te explico tudo que eu puder, só me ajuda a sair daqui... Por favor! – Finn passou a mão pela cabeça e se virou de costas, ele também estava prestes a surtar naquele momento
F – ta bem! Ta bem! Anda... não temos muito tempo
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Blake pegou o rádio novamente
B – atenção, todos em posição, vamos entrar!
N – não acha cedo de mais?
B – cedo? Se mais alguém morrer nessa história toda eu to ferrado... – voltou a colocar o radio próximo da própria boca – ao meu sinal...
Os policias começavam a sair armados dos carros e tomar suas posições
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F – pela frente não vai dar... tem alguma janela?
Q – eu não sei... lá no fundo deve ter... anda me ajuda!
Quinn se apoio em Finn e começaram a caminhar juntos para os fundos da casa, havia uma janela coberta por tapumes. Finn deixou Quinn apoiada na parede e foi até a janela e a forçou até que conseguiu abrir uma parte dela. Se inclinou pra fora pra checar a altura, ainda chovia muito em Ohio.
F – deve ter uns 2 metros e meio... da pra pular... vem, eu te ajudo!
Finn pulou primeiro, a loira passou as pernas com dificuldade pro lado de fora, ela olhou pra trás e pode ouvir que com uma só pancada na porta os policias entraram na casa
Pol – MÃO PRA CIMA! POLICA!
Quinn pulou pra fora sem pensar, Finn conseguiu pega la mas ela gemeu de dor, estava muito ferida.
Pol – POR ALI! ELES ESTÃO FUGINDO!
Finn começou a correr pela rua com a Quinn no colo, era evidente que ela não teria condições de fugir. Os policias já davam a volta na casa e os viam no final da calçada
B – PEGUEM ELES! SEUS IDIOTAS! EU MANDEI CERCAREM A CASA! – Blake perdia a cabeça enquanto também corria pela rua
Os dois continuavam ignorando os gritos de ordem dos policias que vinham atrás. Finn avistou o metro e correu direto para ele, haviam muitas pessoas nas escadas de acesso, mas ele passava por eles correndo, esbarrando e empurrando até chegar nas catracas, ele passou Quinn pro outro lado e depois ele próprio pulou. Quinn segurou em seu braço e continuaram a correr como podiam no meio da multidão.
Os policias já estavam na estação, procuravam pelos dois desesperadamente sob os gritos de Blake.
Finalmente os dois conseguiram entrar em um vagão, algumas pessoas olhavam com estranheza, principalmente pra loira que estava ferida, ela se sentou em um dos bancos e fechou rapidamente o casaco, evitando assim que vissem o sangue e colocou a mão ferida, que estava enrolada no pano, dentro do bolso. Quinn fechou os olhos e respirou fundo, tinham conseguido. Pelo menos por enquanto.
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TV
“ A policia quase prendeu nesta manha, Quinn Fabray, acusada de ser a responsável por 7 assassinatos até agora como o assassino origami. Ela fugiu em meio a uma operação e parece ter um comparsa até agora não identificado, a policia alerta que ela esta a solta, deve estar armada e é considerada de alta periculosidade.. a policia espera prender esta assassina ainda hoje..."
Quinn desligou a TV e arremessou o controle com raiva, estava sentada na beira da cama do quarto do motel, tinha acabado de trocar de roupa pois estava ensopada, e fez um curativo com o que tinha no kit de primeiro socorros em sua mão ferida. Finn entrou no quarto
F – trouxe comida, água e alguns remédios pra você... – ele rapidamente colocou a sacola sobre a escrivaninha
Q – anda me de os remédios... – Quinn estendeu a mão
F – toma... – Finn jogou duas caixinhas pra ela, um analgésico e um anti térmico, pois Quinn estava ardendo em febre quando chegaram.
A loira abriu as duas caixas com pressa e tomou cerca de 3 comprimidos de cada, Finn assistia calado, a loira se levantou em busca da garrafa de água, aonde deu longos goles
F – você não acha que é de mais? – fazia menção aos remédios
Q – preciso de efeitos rápidos... estou cada vez mais sem tempo.. – Quinn voltou a se sentar na cama, Finn se encostou próximo a janela, aonde as gotas da chuva corriam sem trégua
F – você esta em todos os noticiários... não deve haver um policial nessa cidade que não esta caçando você... – Quinn passou a mão pelo próprio rosto, parecia preocupada
F – eles dizem ter provas de que você é o assassino... isso é verdade Quinn? – ele a olhava fixamente
Q – eu... eu costumava ter muitos blackouts por conta dos anti depressivos que eu tomava... a mistura de medicamentos era muito forte... nesses momentos, eu não sei o que estou fazendo... me torno uma pessoa completamente diferente de mim, segundo a minha própria mãe que me viu chegando em casa algumas vezes... a única coisa que eu consigo me lembrar é da chuva.... e de procurar da Rachel, de pensar nela, de querer dizer coisas pra ela... as vezes eu estava com raiva... eu não sei se eu fiz algo, ou se pedi pra alguém fazer... eles dizem ter provas contra mim, mas eu simplesmente não sei Finn... Conscientemente eu jamais machucaria a Rachel – olhou nos olhos de Finn, ele podia sentir o desespero em seu olhar
F – por que você esta machucada... por que você estava naquela casa?
Q – talvez meu outro lado esteja querendo me testar... ou eu tenha pedido pra alguém me testar... Testar meu amor pela Rachel.... eu recebi alguns desafios, e a única forma de salva la é completando todos eles...
F – isso é loucura! – Finn cruzou o quarto com as mãos na cabeça – por que você não diz isso a policia?
Q – dizer o que a eles? Que eu sou uma esquizofrênica que ajuda a matar pessoas e seqüestrei minha própria namorada? ELES NUNCA ME DEIXARIAM SAIR! – se alterava enquanto começava a chorar – estar livre é a única forma de salvar Rachel, EU NÃO TENHO ESCOLHA!.... Só eu posso fazer isso! – Quinn respirou fundo – quando ela estiver fora de perigo eu me entrego, se eu realmente for a culpada eu pago por isso... mas agora eu só quero salva la...
F – você não pode continuar assim... esta se destruindo Quinn...
Q – salvar Rachel é a única coisa que importa – disse com frieza
F – deve haver outro jeito!
Q – O TEMPO ESTA CORRENDO, RACHEL VAI MORRER EM ALGUMAS HORAS, EU NÃO TENHO ESOLHA! – Quinn se levantou e se pois na frente de Finn
F – Eu estou ajudando um detetive particular... seja lá quem esteja fazendo isso nós vamos pegar Quinn!
Q – Olha... obrigada pela ajuda... – Quinn se virou de costas — mas você precisa ir.. só esquece tudo ok?
F – Não! Eu já estou envolvido de mais... e se você não me deixar ajuda la eu vou ter que chamar a policia – Finn se pois em frente a porta – eu não quero carregar o remorso de não ter feito nada por ela caso tudo de errado...
Q – VOCÊ O QUE? – Quinn se virou e voltou ferozmente pra ele – VAI CHAMAR A POLICA? CHAMA! – a loira tirou a arma que carregava presa no cinto, Finn se enrigeceu, jamais pensou que ela estaria armada. Achou que morreria naquele momento, mas ao invés de Quinn apontar pra ele, ela levou a arma a própria cabeça
Q – Chama! Anda... só que eu estar presa significa a Rachel morrer, e eu não sou forte o bastante pra isso, eu acabo com isso agora mesmo... – Finn permanecia imóvel, jamais imaginaria aquele tipo de reação por parte dela – ANDA FINN!
F – calma! Se acalma! Eu não vou fazer isso... – Finn se aproximou com cuidado e segurou a mão da loira fazendo com que ela abaixasse a arma – você ta surtando... todos nós estamos, a cada minuto é mais desesperador.... mas nós vamos salvar a Rachel, vamos pegar o verdadeiro culpado... mas você tem que deixar eu te ajudar! – Quinn chorava de soluçar
F – você não pode mais ficar andando por ai sozinha... – a loira assentiu – eu te dou a minha palavra... não conto a ninguém que você esta aqui, e nós terminamos isso juntos...
Q – TA BEM!
F – agora você fica aqui e descansa, espera os remédios fazerem efeito, a poeira abaixar um pouco... – olhou em seu próprio relógio de pulso, ja eram quase 3 horas, tinha que encontrar Manfred como Scott pediu – tenho que ir atrás da investigação... mas você me espera aqui, em duas horas eu volto! Certo?
Q – tudo bem... – Quinn deitou-se na cama, seu corpo estava mole, realmente precisava de um tempo
F – quantos origamis faltam?
Q – dois... só mais dois Rachel.. – a loira fechou os olhos
F — confia em mim... eu vou achar quem ta fazendo isso — Finn disse antes de sair, mesmo que muito provavelmente, Quinn não tivesse ouvido.
[CONTINUA]
Notas finais
próximo capitulo vai ser muito importante em termos de pistas! não faltam muitos capítulos, aguentem firme ai rs, devo postar até o final da semana.
Por favor comentem o que estão achando, opinem.. é muito importante pra eu poder compor os capítulos, quanto mais vocês interagem mais rápido eu posso postar, ja que eu espero o feedback de vocês..
então é isso ai, até a próxima!
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