Heavy Rain
4 O urso e a borboleta
Notas iniciais
“você tem 5 minutos para percorrer 5 quilômetros na contra mão dessa rodovia, está pronta? Toque na tela para iniciar a contagem"
A mensagem se repetia sem parar até que Quinn tomou a decisão e tocou a tela dando inicio a contagem do relógio. Com o novo destino marcado na tela do GPS ela deu partida e saiu com o carro.
Quinn estava apavorada, o GPS realmente indicava que ela devia seguir na contra mão, assim ela fez, entrou na rodovia e começou a acelerar, agora tinha menos de 5 minutos para atingir o objetivo.
“Faltam 4 quilômetros...”
Quinn habilmente desviava de alguns veículos que vinham em sua direção, ela sabia que morreria caso se chocasse com qualquer um deles, estava em alta velocidade...
“faltam 3 quilômetros....”
Um caminhão vinha em sua direção buzinando, Quinn desviou bruscamente, a chuva forte a fez derrapar e bater na mureta que protegia a rodovia, o espelho lateral foi arrancado imediatamente, a loira manteve as mãos firmes no volante, rapidamente voltou pra pista dessa vez acelerando mais, faltava pouco tempo...
“faltam 2 quilômetros...”
Quinn avistou a sua frente um pedágio, a loira tremia muito, haviam muitos carros ali inclusive policiais, Quinn acelerou e atravessou o único cavalete que estava desativado, destruindo-o, nesse instante ela pode ouvir as sirenes serem ligadas, agora os policiais corriam atrás dela, mas ela não tinha a intenção de parar...
“falta um quilometro...”
Os dois carros de policia que a perseguiam batiam na sua lateral traseira tentando fazer com que seu carro derrapasse e então parasse, mas ela acelerava cada vez mais. Consegui tomar uma certa distancia, como chovia muito os policiais tinham medo de se arriscar como ela. Um ônibus e alguns carros vinham na sua direção, todos freavam e buzinavam tentando evitar o choque, menos Quinn que mantinha o pé no acelerador. Quando o ônibus derrapou batendo no carro que vinha na direção da loira, eles acabaram bloqueando a pista em sua frente, ela então entrou no acostamento sem diminuir a velocidade e continuou, pelo retrovisor viu os policiais se chocarem com o ônibus, Quinn sabia que provavelmente estariam bem machucados, ela queria voltar, mas não podia, era sua única chance de salvar Rachel...
“Destino alcançado.... destino alcançado... destino alcançado...”
O GPS repetia novamente sem parar, foi nesse momento em que Quinn tentava voltar pra pista que passou por uma buraco, isso fez com que ela perdesse o controle do veículo, o carro acabou capotando duas vezes para o barranco que acompanhava o acostamento, até que parou de ponta cabeça próximo as arvores que estavam la em baixo.
Tudo ficou preto por um curto período de tempo, Quinn estava de cinto mas mesmo assim acabou tomando uma forte pancada na cabeça, aos poucos ela voltava a ouvir “Destino alcançado.... destino alcançado...” Quinn sabia que precisava sair dali, uma fumaça preta começava a tomar conta do interior do veículo, ela soltou o cinto e caiu assim sobre o teto do carro, e assim como fez a primeira vez, tocou a tela do GPS
“muito bem, seu premio esta dentro do GPS” dizia a mensagem.
Quinn se agarrou ao aparelho, tossia muito, tinha que sair dali, golpeou com toda a força que ainda tinha a janela do passageiro até que ela se quebrou possibilitando que ela saisse rastejando do carro. Do lado de fora viu que o motor pegava fogo, se afastou rápido entrando na mata que cercava a rodovia, andou até uma distancia segura e então se sentou encostada em uma das arvores. Quinn estava ofegante, com dor e principalmente medo, sentiu uma gota de sangue escorrer da sua testa, ela enxugou com frieza e imediatamente tacou o GPS com força no chão pra encontrar seu conteúdo, um novo cartão de memória para o celular caiu no chão, Quinn o colocou no aparelho com pressa, ao ligar um novo vídeo apareceu na tela. Rachel estava no mesmo lugar de antes, dessa vez estava mais agitada, gritava desesperada por socorro, o coração de Quinn doía muito ao ver a cena, a água já cobria as pernas da Rachel, o vídeo acabou. Alguns caracteres que formariam o endereço apareceram em seguida, ainda faltavam muitos, mas era um começo.
Na delegacia, Finn já se preparava pra ir pra casa, era tarde, todas as buscas daquele primeiro dia tinham sido em vão, ele sabia que ficar ali sentado esperando nos próximos dias não resultariam em nada, então estava determinado a fazer alguma coisa quando amanhecesse.
Antes de sair Finn foi pegar um pouco de café, que estava em uma mesa próxima a sala do delegado. Ao se aproximar, a porta entre aberta da sala, possibilitou que ele ouvisse parte da conversa que acontecia la dentro entre o agente do FBI Norman, que também se apresentou pra ele mais cedo, e o delegado Blake.
N – De acordo com as minhas pesquisas o assassino não tem nenhuma ligação pessoal com as vitimas... – Finn se encostou na parede do lado de fora fingindo estar apenas tomando café mas se atentou na conversa
B – então por que ele mata se não tem nada contra elas? – o delegado ironizou
N – ele parece estar querendo mostrar alguma coisa, dar uma lição em alguém talvez... O fato dele colocar a orquídea e o origami sobre os corpos me parece uma forma de pedir desculpas a vitima...
B – isso é uma piada! – o delegado riu – não é nada disso... As eleições são daqui duas semanas... Tenho muita coisa pra fazer, como sabe eu sou candidato... Isso tudo pode até ser uma armação da oposição para estragar a minha campanha...
N – Isso sim é um absurdo!
B – Você não entende nada de política né rapaz? Olha a repercussão desse caso... já viu um caso de Ohio ir tão longe assim? É obvio que estão querendo acabar com a minha candidatura! Deixa meus homens cuidarem disso, já estamos investigando algumas pessoas, não vamos demorar pra achar o culpado e tudo vai voltar a ser como era antes...
N – Mas vocês estão indo pelo caminho errado!
B – não venha até a minha delegacia me ensinar a trabalhar agente Norman! – o delegado bateu na mesa com força
N – Eu vim aqui pra achar um criminoso e é o que eu vou fazer! – ele respondeu igualmente firme, uma tensão se instaurou por um momento até que Norman quebrou o silencio, dessa vez mais calmo – Assassinos em série costumam atacar perto das suas casas, eles só atacam mais longe conforme vão ganhando confiança pra isso... partindo disso eu isolei uma área aonde ele provavelmente deve morar, levando em contra as casas das vítimas...
B – ótimo... e de quanto seria essa zona?
N – cerca de 10 mil quilômetros... – Blake se riu
B – e devem viver quantas pessoas nesse espaço... umas 10 mil? Você sugere que nós comecemos a investiga las uma por uma?
N – quantas mais pistas a gente conseguir mais poderemos reduzir essa área cruzando as informações, até chegar no assassino
B – e agora?
N – eu já tenho algumas pessoas que eu gostaria de interrogar.. podemos começar dessa forma...
B – nós precisamos achar o assassino, não temos tempo pra perguntas! Se mais uma pessoa morrer... se mais outras sumirem... você sabe o que será de mim?... o secretario da defesa me liga todos os dias querendo progressos, eu tenho que prender alguém!
N – você não vai conseguir nada patrulhando as ruas... o assassino é alguém inteligente, organizado e metódico...
B – já esta tarde... o senhor devia ir descansar, voltamos a trabalhar no caso amanha... – Blake se levantou ainda rindo da audácia de um agente bem mais novo do que ele querer lhe ensinar sobre o seu trabalho.
N – Sim... só tem mais uma coisa, que claro.. a sua eficiente equipe não percebeu... Levando em consideração o espaço de tempo entre o sumiço das vitimas e a meteorologia de Ohio, cheguei a conclusão que as vitimas morrem afogadas com a água da chuva... ele deve mante las em alguma espécie do poço, pois quanto mais chove mais rápido as vitimas morrem...
B – e levando em conta o clima tempo dessa semana....? – Blake o olhou intrigado
N – levando em consideração tudo isso, mais a altura da garota desaparecida... Temos cerca de 72 horas pra encontra la com vida...
Finn se assustou ao ouvir isso, não conseguiu se conter, decidiu sair dali , aquela noticia o havia acertado em cheio... dois dias, mizeros dois dias e ele poderia estar indo ao enterro da Rachel caso nada fosse feito.
Foi direto pro seu carro, achou melhor não ser o portador da noticia pros pais da Rachel, só queria ir par casa e pensar o que poderia fazer... Estranhava a ausência de entusiasmos do delegado com a ajuda do agente Norman, que a até agora parecia o único a ter um raciocínio coerente... como Scott disse talvez a delegacia fosse um ambiente perigoso... Scott! Finn se lembrou do detetive e decidiu que no dia seguinte, o mais cedo possível, iria até seu escritório e ia tentar convence lo a deixar ele ajudar no caso, parecia ser o mais certo a se fazer.
Finn já estava perto de casa quando parou o carro no farol, chovia muito, alguém vinha atravessando, a pessoa mantinha a mão na cabeça e mancava levemente, ao passar na frente do carro Finn percebeu que era Quinn. Ele imediatamente buzinou e fez sinal pra ela entrar no carro, ela parecia em duvida sobre aceitar ou não a carona, Finn abaixou a janela
F – anda logo Quinn! Eu te levo! – a loira acabou aceitando, entrou no carro ensopada, só então Finn se deu conta de que sua testa sangrava
F – o que é isso? – Finn saiu com carro ainda revezando o olhar assustado entre a Quinn e a pista
Q – estava procurando a Rachel... começou a chover muito, me desequilibrei e acabei caindo...
F – isso ta feio... quer que eu te leve pro hospital?
Q – não!! Não precisa... me deixa no motel no final do quarteirão por favor...
F – motel?
Q – é eu resolvi ir pra la por causa da imprensa, que não sai da minha casa...
F – ok...
Finn não sabia como se sentir quanto aquilo, tudo era muito estranho e confuso, mas foi com Quinn até aonde ela queria.
Ela insistiu que estava tudo bem mas Finn fingiu querer ajudar só pra acompanha la até o quarto, queria ter certeza de que ela estava falando a verdade e estava sozinha.
Ao entrar no quarto Quinn se virou e agradeceu
F – não... espera, deixa eu te ajudar... você precisa cuidar disso...
Q – Finn você já me ajudou, não somos amigos, eu não to bem, vá embora! – ela ia fechar a porta mais ele segurou
F – você pode não me considerar um... mas eu sou... e o mais sensato a fazer é te ajudar... você já não quis ir pro hospital, pelo menos me deixa certificar de que você vai ficar bem
Quinn bufou mas acabou deixando ele entrar.
Q – certo... vou ver o que acho pra fazer um curativo... tem um kit de primeiros socorros no banheiro...
F – você devia tomar um banho antes, você ta ensopada... – Quinn assentiu, tirou o casaco e colocou sobre a cadeira da escrivaninha então seguio pro banheiro enquanto Finn se sentava na cama
F – fica falando comigo ok? Você perdeu sangue, pode ter uma queda de pressão..
Q – ta bom Finn! Ta bom! – entrou no banheiro estressada, estava nervosa com o fato do Finn estar no quarto com todas aquelas coisas debaixo da cama... ele provavelmente não mexeria, mas e se mexesse? Quinn se apressou, rapidamente entrou no banho, sentia muita dor, seu corpo estava dolorido da pancada.
Q – me diz... por que ta se preocupando comigo agora? – mantinha a comunicação que Finn pediu
F – para com essa frieza – ele começou a andar pelo quarto em busca de algo suspeito, ele estava certo de que talvez Quinn soubesse de alguma coisa – nós já tivemos um relacionamento... eu não te odeio... embora você tenha roubado minha garota
Q – eu não roubei! Você a deixou... não era pra ser Finn aceitei...
F – se ela estivesse comigo provavelmente não estaríamos aqui agora...
Q – olha, não começa... – Finn mexia nas gavetas da cômoda, todas vazias
F – é que eu nunca entendi você duas... você a odiava no começo...
Q – eu nunca a odiei... odiava a atração que sentia por ela, e acabei descontando da forma errada, mas pelo menos eu tive meu tempo pra redimir...
F – então já da ela como perdida? — ele estranhou
Q – não... nunca! – Finn pegou o casaco de Quinn e começou a fuçar nos bolsos, encontrou o papel que antes era o origami com o endereço e os dizeres da oficina, Finn olhou pra aquilo com estranheza, algo estava errado... guardou o papel em seu próprio bolso pra analisar com mais calma mais tarde, pois ouviu que a loira acabara de desligar o chuveiro.
Q – desculpa Finn... mas você tem que entender que ela é a minha vida, falhei com ela uma vez, não posso falhar de novo... eu só peço que entenda
F – eu também a amo Quinn! – ele voltou a se sentar na cama simulando que não tinha saido do lugar – e eu tenho muito medo do que pode acontecer... tem certeza de que você não sabe de nada?
Q – claro que não... – Quinn se vestia ainda no banheiro – mas eu vou acha la
F – ao invés de ficar andando por ai por que você não ajuda a policia?
Q – por que não! Eu sei o que eu to fazendo Finn...
F – quer ajuda? posso passar aqui amanha, pode ser perigoso ficar por ai sozinha..
Q – NÃO! — ela respondeu rápido — E é bom que ninguém saiba que eu to aqui, eu não quero nenhum tipo de assédio...
F – você ta estranha... – Quinn saiu do banheiro comprimindo uma gazi que achará no kit de primeiros socorros contra seu ferimento na testa
Q – a minha namorada sumiu caso você não tenha percebido...
F – ex! – seu tom fez Quinn perder a paciencia
Q – chega Finn! Eu já to bem... você pode ir... — Quinn caminhou até a porta e a abriu, Finn se levantou e foi até ela
F – 72 horas... é o que temos até a Rachel aparecer morta... se você souber de algo por favor me procure ou vá até a policia, sem arrependimentos Quinn... – ele saiu antes que ela pudesse perguntar aonde ele conseguiu aquelas informações
Agora ela tinha menos tempo do que antes imaginava, precisava muito descansar e se recuperar do acidente, mas ela tinha que fazer algo ou seria tarde de mais.
Pegou a caixa de baixo da cama e buscou por mais um origami, desta vez o em formado te borboleta, o abriu
“você esta preparada pra sofrer pra salvar que você ama? Vá a antiga estação de energia no centro velho da cidade.”
Quinn sabia que era longe e que precisaria de um carro para a sua locomoção, decidiu então passar aonde sua mãe estava morando e pegar o carro.
Quinn colocou um blusão com capuz por debaixo da sua jaqueta, pretendia assim evitar que sua mãe visse o ferimento em sua testa, este já não sangrava mais mas mesmo assim era visível, tomou alguns comprimidos pra dor e saiu.
J – Quinnie pra que você quer o carro a essa hora? Por onde você tem andado? – sua mãe se mantinha espantada em ver a filha aquela hora em sua casa, elas já não se falavam a semanas
Q – Eu preciso encontrar a Rachel... eu te devolvo o mais rápido possível
J – deixa que os policiais cuidem disso filha...
Q – só me de as chaves, por favor... – Quinn respirou fundo
J – não! Já perdemos muito por causa das suas decisões irracionais... – Judy segurava a chave do carro com força
Q – CHEGA! Eu cansei... Eu preciso do carro e eu vou leva lo! – Quinn avançou sobre sua mãe e arrancou lhe as chaves com força, tentando impedi la, sua mãe puxou sua blusa fazendo com que o capuz saísse de sua cabeça, então ela viu o ferimento
J – O que é isso Quinn? – ela mantinha uma expressão assustada diante de toda aquela situação, Quinn colocou novamente o capuz
Q – Nada! Se alguém perguntar se eu estive aqui você não me viu, entendeu? – Quinn mantinha um ar ameaçador que fez sua mãe assentir varias vezes
Em seguida ela saiu, sabia que era errado agir daquela forma, mas ela estava desesperada e só Rachel importava agora.
Chegou a velha estação, rodeou o local pensando em uma maneira de entrar, mas parecia impossível devido aos muros altos e os fios de alta tenção que a cercavam, foi quando avistou em um beco uma porta de ferro com um desenho de uma borboleta pichado nela, ao julgar pela forma do origami, Quinn estacionou o carro imediatamente e foi até lá.
A porta era pesada, mas estava destrancada e dava em pequeno depósito de limpeza que estava visivelmente abandonado, não tinha portas nem janelas, apenas um tubo de ventilação que estava com a tampa entre aberta, nela se via a mesma marcação que estava na porta, uma borboleta. Quinn entendeu que, assim como fez a primeira vez, devia seguir por aquele caminho.
Ao retirar a tampa encontrou uma caixinha de fósforos, a pegou e começou a entrar por aquele duto. Era muito apertado e completamente escuro, foi então que Quinn acendeu um dos fósforos e se rastejou rapidamente mais a diante até que aquele fósforo se queimou todo, não via um final, apenas escuridão. Acendeu outro e repetiu o procedimento, mas desta vez cortou seu braço em algo, Quinn gemeu de dor, quando acendeu o terceiro fósforo pra ver o que era notou que dali em diante o chão estava coberto por cacos de vidro, “DROGA!” ela murmurou com raiva, sabia que não tinha escolha, decidiu avançar vagarosamente e com mais cuidado, mas mesmo assim sentia alguns dos cacos atravessarem sua jaqueta de couro e rasgarem sua pele, o mesmo acontecia com seus joelhos e coxas, mas Quinn continuava friamente até finalmente chegar a uma sala.
Quinn saiu do buraco na parede e retirou alguns cacos que ainda estavam cravados em sua pele, a maioria só havia arranhado, mas os poucos que a penetraram doíam intensamente.
Ela então se deu conta de que aquela tinha sido apenas a primeira parte da tarefa. Diante de seus olhos estava uma grande sala com geradores e distribuidores de alta tensão, todos ligados por cabos com pouca distancia entre um e outro, que trocavam grandes descargas elétricas, Quinn estremeceu ao ver o barulho e as cores que os choques faziam percorrendo de um equipamento a outro. Do outro lado dos geradores avistou uma mesa com uma caixa, sabia que aquele era seu destino.
Adiantou-se então em tentar passar, se abaixou com muito cuidado e começou a ultrapassar as primeiras maquinas, sabia que se encostasse minimamente em qualquer um daqueles cabos morreria imediatamente com a descarga elétrica. Quinn estava com muito medo, suava frio, se esqueceu das dores e continuou, faltava pouco, o barulho da alta tensão corria próximo de seu ouvido, Quinn pedia baixinho a Deus que não deixasse ela morrer ali.
Finalmente Quinn chegou ao outro lado, mal acreditou que tinha conseguido, foi diretamente até a caixa em cima da mesa e a abriu, havia mais um cartão de memória dentro, Quinn o colocou no celular e o download do arquivo foi feito imediatamente. Novamente apareceu um vídeo da Rachel na tela, dessa vez ela já estava mais quieta, pedia ajuda murmurando, estava sem forças, a água estava mais acima do que o vídeo anterior, Quinn estremeceu e uma lagrima correu seu rosto. Em seguida mais algumas letras apareceram no endereço, ainda sem fazer sentido algum já que ainda faltavam muitas.
Quinn guardou o celular no bolso e se apressou pra voltar pro motel, ela tinha que descansar um pouco para que pudesse terminar o quanto antes as tarefas.
No dia seguinte logo cedo, naquela manha chuvosa, Judy, a mãe de Quinn, chegou a delegacia e pediu para falar com os responsáveis com o caso do assassino origami. Entrou então na sala do delegado Blake que a esperava juntamente com o agente Norman do FBI
B – Bom dia senhora Fabray... a que a devo a honra de sua presença tão cedo, aqui na delegacia?
J – não consegui dormir... Provavelmente não tem nada a ver mais acho que vocês precisam saber de umas coisas...
B – pois não...
J – todos sabem como minha filha ficou abalada e mudou depois do acidente... Ela realmente parece outra pessoa... Ela saiu de casa, sei que andou bebendo e fumando muito, às vezes até usava algumas drogas como analgésicos e antidepressivos... o fato é, ela mudou, mudou tanto que eu passei a ter medo dela...
B – e o que tipo de ligação a senhora acha que isso tem com o caso?
J – bem... No dia em que ela saiu de casa nós brigamos feio, ela não me bateu, mas me ameaçou depois de eu falar algumas verdades pra ela, ela estava sob o efeito de alguma coisa, não era ela em seus olhos, então ela foi embora... E no dia seguinte, eu sei que pode não haver ligação nenhuma... — respirou fundo — mas o corpo da segunda vítima foi encontrado pela manha... – Norman anotava tudo atentamente, o delegado Blake arregalou os olhos
B — e a senhora tem visto sua filha ultimamente?
J – não muito.. mas eu a vi ontem a noite, ela foi até minha casa e tomou o carro da família, disse que precisava dele, mas que me devolveria, ela não voltou mais...
B – isso realmente é estranho... Teve mais alguma coisa?
J – sim... Ela estava com um machucado feio na testa que parecia ser bem recente, ela não me disse o que era aquilo, apesar de eu ter perguntado... E ainda me disse pra eu não dizer a ninguém que ela esteve la... – Judy chorava muito – eu odeio ter que fazer isso... Eu odeio achar que minha filha pode ter se tornado um monstro...
N – a senhora fez o certo, nós agora vamos poder checar tudo isso e assim evitar que mais pessoas percam a vida...
J – mas vocês acham que realmente pode ser ela?
B – talvez ela não esteja sozinha... Sua loucura pode ter se juntado com a de outra pessoa... Não sabemos, mas vamos investigar... Obrigado pela sua contribuição realmente pode ser relevante!
No motel, Quinn se revirava na cama, teve poucas horas de sono extremamente mal dormidas, não conseguia relaxar, ela ouvia a Rachel chamando por ela e quando abria os olhos não ouvia mais nada... isso se repetiu inúmeras vezes até que ela desistiu, despertou e se sentou na cama. Pegou o celular e re viu os videos da Rachel milhares de vezes, seus olhos se mantinham vidrados em cada movimento da morena.
Quinn não fazia ideia que sua mãe acabara de procurar a policia para acusa la, ela estava sozinha, nunca se sentiu tão perdida assim. Seu corpo doía muito, tomou mais alguns comprimidos, deu pause em um dos videos e ficou olhando pra Rachel
Q — eu não sei viver sem você... eu sei que você ta me chamando, que precisa de mim, mas eu não sei aonde você esta... — algumas lagrimas escorriam pelo seu rosto — eu quero você Rachel... e quando eu te encontrar, nunca mais vou deixar você ir... e se eu não e encontrar? você me encontra?... — murmurava sozinha, como se a morena pudesse ouvi la — eu te amo.
[CONTINUA]
Notas finais
No próximo capitulo prometo mais flashbacks faberry, pistas e um novo desafio... espero que estejam gostando!
Nova postagem no decorrer da semana!
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