Heavy Rain
1 Feliz Aniversário
Notas iniciais
Tentei fazer algo totalmente novo em questões de fic, então essa fic não pretende começar, se desenvolver ou terminar da forma que vocês estão acostumados, ela se trata de um suspense com uma história que aborda temas fortes, eu realmente espero que gostem dessa nova proposta.
MUITO IMPORTANTE:
- as atualizações serão feitas de uma a duas vezes por semana (vai depender do capito e do ponto da história), mediante o feedback de vocês nós podemos melhorar isso, então volto a dizer, comentem! é bom pra mim e para vocês que querem capítulos novos
- nas notas finais de cada capitulo haverá uma musica, estarão nas notas finais por que as musicas são totalmente pensadas para fechar o capitulo e traduzir as emoções das personagens (sendo assim se viessem antes seria spoiler) então não deixem de conferir as musicas e suas respectivas letras/traduções!
A manha era de sol, Quinn acordou cedo naquele sábado, levantou zonza já procurando o celular,. Em um salto levantou da cama e começou a se arrumar, tentava não bagunçar aquele quarto que ela mesma mantinha impecável, apesar da pressa, dobrou o pijama e arrumou a cama. Desceu as escadas correndo, nenhum momento daquele dia devia ser desperdiçado. Sua mãe, Judy, manteve a mesa posta do café que tomara com o pai de Quinn, Russel, e se espantou ao ver a filha passar mexendo na bolsa, celular e ajeitando o cabelo ao mesmo tempo em que buscava as chaves nos bolsos
J: filha, já de pé?... vem tomar café
Q: não dá mãe... é aniversário da Rachel, prometi que a encontraria logo cedo.. tenho que ir!
J: mas tão cedo?
Q: ela é minha melhor amiga mãe, você sabe...– passou pela mãe rapidamente depositando um beijo forte em uma de suas bochechas, a mãe nem teve tempo de responder e Quinn saiu.
Quinn estava simples porem devidamente arrumada, como sempre, seus cabelos loiros estavam em perfeito estado e suas roupas sempre com um ornamento perfeito, estava casual, de calça jeans, uma bota baixa, uma blusa cinza com uma jaqueta marrom despojada. Andava pelas ruas com pressa sempre buscando o relógio, temia estar atrasada, mesmo assim atravessou o parque da cidade em busca de um lírio branco, marca registrada daquela região de Ohio. Feito isso se adiantou para casa de Rachel.
Leroy: Quinn! Que surpresa! – Um dos pais de Rachel a abraçou rapidamente
Q: a Rachel já acordou? Queria fazer uma surpresa de aniversário...
Leroy: Não! Pelo menos ainda não desceu, suba até o quarto dela, quem sabe você não tem sorte? – ele sorria amigável dando passagem pra jovem loira que não hesitou em correr pelas escadas até o quarto da morena.
Quinn entrou com cuidado, viu que Rachel ainda dormia de bruços, se aproximou com cautela, largou sua bolsa no chão perto da porta e delicadamente foi subindo na cama até esta por cima dela sendo sustentada apenas pela força de seus braços, se aproximou do rosto de Rachel cuidadosamente e deu lhe um beijo no pescoço, e então na bochecha, e assim prosseguiu por todo rosto da morena que começou a despertar sorrindo. Ela se virou um pouco e a beijou nos lábios ainda de olhos fechados, sabia que era Quinn, aquele perfume era inconfundível.
Q: bom dia meu amor!
R: não é que você veio mesmo.. – abriu os olhos enquanto passava a mão carinhosamente pela nuca da loira que ainda se mantinha sobre ela
Q: eu nunca deixo de cumprir uma promessa, você sabe...
R: eu sei! – assentiu puxando a novamente para um beijo, dessa vez mais intenso e demorado.
Quinn se afastou e mostrou então o lírio que carregava
Q: parabéns! – Rachel sentou se na cama e prontamente segurou a flor que significava muito pra elas, já que em todas as ocasiões especiais em seu relacionamento haviam sido “presenciadas” por lírios, fossem os do parque, aonde se beijaram a primeira vez, fossem os lírios que repousavam ao lado da cama de Rachel, em um pequeno vaso, enquanto elas passavam horas juntas, se beijando ou fazendo amor, ou até aqueles que estiveram nos momentos mais simples, como no caminho da escola que faziam juntas de manha etc.
R: Obrigada! – ela respondia sincera, ter a Quinn com ela naquela manha já era seu melhor presente
Q: preparei algumas coisas pra você hoje...
R: pra mim?
Q: sim! – respondia animada
R: ok! Vou me arrumar e já descemos juntas, mas você sabe que vou ter que almoçar com os meus pais né?... e com você claro
Q: sim! Depois disso saímos... – Rachel assentiu e se levantou, estava apenas de calcinha e com uma camiseta que nela ficava grande graças a sua baixa estatura, Quinn reconheceu que era uma de suas velhas camisetas de banda que havia esquecido lá a algumas semanas atrás. Quinn a envolveu e a beijou com carinho, mas não pode deixar de passar a mão em sua bunda fazendo com que a camiseta se levantasse um pouco, a morena sorriu com o gesto
R: calminha ai! Vou me arrumar...
Q: espera!... quero te dar seus presentes... – buscou sua bolsa
R: pra mim? – seus olhos brilharam
Q: sim... você é a única fazendo 18 anos aqui né? – elas riram.
Rachel sorriu ao receber dois pacotes, e os abriu como uma criança em véspera de natal, em um deles tinha um vestido que ela namorava a meses, ele era de grife então ela já tinha se contentado com a idéia de não te lo, e no outro um perfume que também era muito cobiçado pela morena. Ela imediatamente largou tudo na cama e pulou nos braços da loira enchendo a de beijos e agradecimentos
R: obrigada, obrigada, meu deus você não precisava ter gastado tanto.
Q: não mesmo, se você sabe que eu prefiro você sem roupa... e que pra mim o melhor perfume é o natural da sua pele... mas eu sabia que você ia gostar, então... – Rachel a beijou novamente
R: perfeita! Minha namorada perfeita! — se afastou sorrindo pra namorada que olhava sedenta aquele corpo perfeito. Ela queria agarra la ali mesmo, mas sabia que não seria prudente, seus pais estavam em casa e poderiam entrar a qualquer momento. Quinn se sentou na cama e começou a zapear alguns canais na TV enquanto a morena escolhia uma roupa no pequeno closet que tinha ali.
O relacionamento delas já durava cerca de um ano, mas Quinn vem de uma família extremamente religiosa e conservadora, a possibilidade de ter uma filha gay era inconcebível, então concordaram em só tornar o relacionamento publico quando se formassem e fossem juntas pra NY como haviam planejado, assim Quinn já não seria mais dependente de seus pais se algo desse errado, então somente poucas pessoas sabiam, dentre elas os pais da Rachel e alguns amigos mais próximos.
Logo após o almoço e todo o ritual de cortar o bolo na casa da morena elas seguiram pra casa de Quinn, que pegou o carro da família emprestado. Quinn era quem conduzia o veiculo, Rachel ia falando toda animada sobre como seria perfeito quando elas morassem juntas em NY, a loira ficava fascinada com a capacidade de Rachel de sonhar e formular soluções pra toda as barreiras que pudessem enfrentar.
Foram até um cinema bem distante, do outro lado da cidade, aonde poderiam ficar a vontade como um casal. Assistiram a um filme de comédia romântica que Rachel esperava pra ver a muito tempo, o que a fez muito feliz, mas Quinn só se concentrava nas caricias que fazia e recebia de sua namorada.
Após o filme foram ter um jantar romântico, em um restaurante modesto daquele lado da cidade e então seguiram pra casa. Rachel insistiu que queria dormir com Quinn que acatou a idéia levando-se pelo desejo que tinha em ter a sua namorada aquela noite, sugeriu então que fossem pra sua própria casa já que era mais perto e seu pai pediu que voltassem cedo pra que ela não ficasse dirigindo por ai a noite, Rachel concordou e ligou para os seus pais que deixaram que ela fosse
Q: você não acha que estamos dando muito na cara ultimamente?
R: não sei.. estamos? – mexia no cabelo da loira que dirigia o carro
Q: as vezes acho que meus pais já sabem, vivem me perguntando o por que de sair tanto com você... as vezes meu pai implica em deixar eu ir na sua casa, por eu não ter uma namorado a muito tempo etc...
R: eu não sei, mas pense pelo lado bom.. se eles realmente acham que estamos juntas e não fizeram nada, talvez nos aceitem melhor do que você espera...
Q: Não... eu conheço meu pai...
R: prefere ir pra minha casa então?
Q: não! Ta tudo bem... mas e ai – Quinn desconversou – posso saber qual foi seu pedido de aniversário?
R: não! Se eu contar não realiza...
Q: e se eu puder realizar? – lançou um olhar provocante pra morena que se arrepiou mas manteve-se firme
R: é , talvez até você possa... mas não vou dizer – Quinn sorriu e encostou o carro na porta da seua própria casa, soltou o sinto e avançou sobre a namorada. Quinn a beijava intensamente, sugando aqueles lábios que pra ela eram tão suculentos, sua mão acariciava a nuca de Rachel enquanto a outra a puxava pela cintura para mais perto, Rachel se afastou
R: Voce ta louca? Na frente da sua casa? – deu um tapa no ombro da loira enquanto ria
Q: eu não resisto a você...
Rachel olhou pra frente e viu no final da rua Russel se aproximando, ela indicou pra Quinn que rapidamente desceu do carro e fingiu mexer no celular tentando agir o mais normal possível enquanto ele vinha pela calçada
Q: oi pai!
Russel: oi filha... e Rachel – sorriu para as duas, Rachel respirou aliviada por ele não ter visto nada mas Quinn se mantinha insegura
Q: é... vamos entrar?
Russel: certamente! A propósito, parabéns Rachel! Creio que minha filha já tenha lhe dado a devida atenção em nome da família hoje...
R: sim! Obrigada!
Russel havia voltado de uma padaria com alguns pães, mas as meninas como já haviam jantado preferiram subir direto com a desculpa de que veriam algum filme.
Assim que entraram no quarto Quinn fechou a porta, sem tranca la, e avançou na namorada que ficou surpresa em ser jogada na cama com tanta voracidade. Quinn beijava seu pescoço enquanto acariciava e apertava suas coxas torneadas, voltaram a se beijar intensamente enquanto a loira habilmente tirava as botas ,esfregando um pé no outro, e subia na cama por cima da namorada
Q: eu te amo tanto – Quinn murmurava em seu ouvido ao ouvir os leves gemidos que a morena soltava ao ter seu lóbulo mordido
Quinn começou então a subir a mão sobre a coxa de Rachel, por de baixo de sua saia, e chegava a sua calcinha, ela segurou uma das alças e começou a puxa la lentamente pra baixo. A morena também já estava completamente excitada, então, ao acariciar as costas de Quinn, puxava sua blusa pra cima, como se quisesse se livrar dela o mais rápido possível. As duas estavam totalmente tomadas pelo desejo que nem se deram conta que Russel subia as escadas, contrariado pela esposa.
Russel: eu te falei que essa história ta estranha, eu tenho te falado isso a meses! Eu vou entrar la e tirar isso a limpo agora Judy! Eu sei o que eu vi hoje...
J: calma! Elas são só meninas... você esta vendo coisas, a nossa Quinn não... – ela nem havia terminado de dizer quando Russel de uma vez abriu bruscamente a porta do quarto de Quinn, e se deparou com a cena que, antes só em sua imaginação, tirava o seu sono, sua filha estava sobre outra garota, beijando ela insaciavelmente.
A essa altura Quinn já tinha se afastado de Rachel completamente assustada, ela não sabia como reagir, seus pais a olhavam assustados também, e Rachel permanecia imóvel
Russel: EU TE FALEI NÃO TE FALEI? – repentinamente ele quebrou o silencio enquanto agarrou bruscamente o braço de Judy e a empurrou para dentro do quarto
Q: calma por favor! – Quinn segurou a mãe para não cair, mas sua mãe se afastou dela rapidamente, negava a filha com a cabeça e a olhava com nojo
Russel: CALMA? Você quer que eu tenha calma? – Russel se aproximou de Quinn a agarrando pelo rosto com força e a jogou contra a parede
Russel: QUE PALHAÇADA É ESSA QUINNIE? – ela gritava próximo ao seu rosto
Q: Pai...
Russel: CALA A BOCA! Eu não sou seu pai... eu não tenho filha lesbica, você ta me entendendo? – ele deu um tapa forte eu seu rosto e em seguida a puxou pelo braço pra se levantar
Russel: Aonde foi que eu errei? – ele a olhava nos olhos enquanto a segurava pela gola
Q: vamos conversar... – Russel bateu novamente eu seu rosto, e em seguida começou a ataca la descontroladamente, descia tapas e socos por todo o seu corpo, Quinn se abaixou tentando se esquivar e se manteve encolhida, mas ele continuava a realizar golpes bruscos contra ela. Rachel já estava em pé ao lado da cama, desesperada e chorando muito
Rachel: Por favor senhor Fabray pare, por favor! – Russel então se deu conta que ela ainda estava la, se virou pra ela e começou a andar em sua direção
Russel: eu sempre dizia que andar com você mexeria com a cabeça dela... freqüentar aquela sua casa promiscua, a convivência com os pecadores dos seus pais... mas isso acaba hoje! – Rachel ia dando passos para trás conforme ele se aproximava, havia medo em seus olhos, quando ela encostou na parede, ele sorriu sádico e segurou seu pescoço com uma mão e o apertava sem dó, Rachel se debatia tentando sair. Quinn mesmo debilitada se levantou e pulou nas costas do pai, ela o agarrou em uma chave de braço e tentava afasta lo de sua namorada
Q: LARGA ELA AGORA! ISSO É ENTRE NÓS! – Russel já não podia mais suportar, então largou Rachel, mas jogou a filha bruscamente no chão
Russel: esse mal acaba aqui HOJE! – ele se virou pra sair do quarto, mas antes se voltou para Judy, que olhava tudo em estado de choque encostada na parede e chorando
Russel: não deixe elas saírem você ta me entendendo? Se não você vai junto... – Judy assentiu amedrontada, Russel então deixou o quarto, saiu irado em busca de alguma coisa, Quinn nunca tinha visto o pai tão alterado, ele sempre fora um homem amável.
Rachel correu para os braços de Quinn e chorava compulsivamente, Quinn se deu conta que precisava tira la dali, o fato de Russel ter usado a frase “se não você vai junto” pra sua mãe a fez sentir que seu pai talvez estivesse prestes a fazer uma besteira, embora ela não quisesse se convencer disso.
Q: Rachel você precisa sair daqui... vai...
R: não! Eu não vou sem você.. – Quinn temia que estivessem perdendo tempo, então ao constatar que ela realmente não a deixaria começou a andar apoiada nela pra saírem dali. Sua mãe se pois a frente na porta
Q: mãe... você não pode...
Judy: você ouviu seu pai! Não torne as coisas mais difíceis Quinn, você já estragou tudo..
Q: eu não acredito... – Quinn a olhava indignada, teve que empurra la pelo corredor, precisava tirar Rachel dali.
Ela se esforçava pra andar o mais rápido possível, Rachel a ajudava, elas já cruzavam a porta da frente quando Russel entrava na casa pela porta dos fundos com um rifle de caça que ele guardava no galpão
Russel: não corre! Vai ser pior...
Mesmo assim Quinn fechou a porta e começou a correr com a namorada, Russel então corria atrás delas, tentava mirar e até disparava alguns tiros, mas a instabilidade da corrida o fez perder algumas balas então ele desistiu antes que ficasse sem munição e intensificou a corrida atrás delas.
Elas já estavam no final da rua, não sabiam pra onde ir, mas continuavam correndo, Quinn temia que uma bala atravesse seu corpo a qualquer momento, ou pior, que atravessasse Rachel. Esses pensamentos a faziam correr mais que a namorada, puxando a pela mão. Elas passavam entre os carros e seguiam em frente, Russel gritava para que parassem.
Elas chegaram a uma avenida, Russel já quase as alcançavam, os carros não paravam de passar e não havia nenhum outro caminho.
Quinn olhava pros lados desesperada, não viu outra saída, agarrou a namorada com força e se arriscou entre os carros, um caminhão vinha com toda a velocidade e buzinava tentando alertar que não conseguiria parar, Quinn então fechou os olhos, empurrou Rachel com toda a força pra calçada do outro lado da pista.
Rachel caiu na calçada e fechou os olhos ao ouvir o som da freada brusca, e depois ouviu o som de uma forte pancada, o ar faltava em seus pulmões nesse momento, fechou os olhos com toda a força como se tentasse acordar de um pesadelo, mas logo em seguida ela sentiu alguém lhe abraçar forte, aquele perfume que ela conhecia de cor, era Quinn. Rachel passava a mão por todo o seu rosto tentando entender se aquilo era real.
Q: você ta bem! Oh meu deus, que bom que você ta bem!
R: me abraça por favor, só me abraça... – Quinn ajudou ela a se levantar e a abraçou forte como ela havia pedido, ficaram assim por alguns segundos inexplicavelmente sentido uma o cheiro uma da outra como se soubessem o que o futuro preparava para elas
R: Quinn! – a Rachel a fez virar e ver que uma multidão se aglomerava na frente do caminhão.
Quinn deixou a namorada em estado de choque na calçada e foi até lá, quando se deu conta que era seu pai quem estava caído no chão, havia muito sangue e seu rosto estava quase irreconhecível devido a forte pancada, a arma que antes a ameaçava estava despedaçada no chão, Quinn não sabia ao certo o que estava sentindo naquele momento, ouvia as pessoas falando com ela, perguntarem, o motorista gritava por resgate desesperado, mas seus olhos foram parar nos da sua mãe, que se aproximava correndo, ela se assustou ao ver a cena
Lucy: OH MEU DEUS! – levou a mão ao rosto, e então viu a filha – QUINN O QUE VOCÊ FEZ? O QUE VOCÊ FEZ? – gritava desesperada ao se abaixar próximo ao corpo de Russel.
[CONTINUA]
Notas finais
Esse primeiro capitulo é totalmente introdutório, a trama mesmo ainda não começou, mas todas essas informações iniciais são importantes!
Espero que tenham gostado e não nos abandonem :)
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