Notas iniciais
Olá, meu povo e minha pova! Prontos para o primeiro capítulo de 2015? Espero que sim porque, conforme eu disse nas notas anteriores, ele vai terminar de um jeito OMG. Então preparem os feelings aí kkkkk Sobre o título, vocês só vão entender no final... Espero que gostem!

Era madrugada e Sam e Claire estavam dentro do carro da caçadora, que encontrava-se estacionado em uma rua que dava para os fundos da casa de Taylor Morgan.

O veículo estava com o motor e os faróis desligados. E o casal, que já não vestia os trajes típicos de agentes do FBI, mas sim roupas mais casuais, observavam a casa à certa distância.

Depois de atender uma ligação de Chloe e conversar com a hacker rapidamente, Claire encerrou o contato e relatou para Sam:

— Você estava certo, Victor e Richard Henriksen são mesmo parentes. Mais precisamente primos, de acordo com o que a Chloe conseguiu descobrir.

— Eu sabia. — disse o caçador, ainda com o olhar fixo na residência logo a frente.

Depois de observá-lo de soslaio por alguns instantes e guardar o celular no porta-luvas, Claire confessou:

— Eu ainda não entendi o que isso muda exatamente.

Ao ouvir aquilo, Sam olhou na direção da esposa, franziu o cenho um tanto incrédulo e retrucou:

— Eu já expliquei, Claire. Se este delegado me reconheceu de alguma forma, não vai demorar muito tempo para que toda a polícia saiba que Sam Winchester está mais vivo do que nunca. Há algum tempo, eu não ligaria para isso, mas agora é diferente. Eu tenho você, o Dean tem a Natalie. E nem eu nem o meu irmão queremos ver vocês duas envolvidas nisso.

— Em primeiro lugar, se Richard Henriksen tivesse te reconhecido, você não acha que ele já teria feito alguma coisa? — questionou a morena, deixando o marido um tanto pensativo. — Nós passamos o resto do dia no hotel, Sam, e o delegado teve tempo suficiente para juntar as peças, te rastrear e decretar a sua prisão preventiva, se julgasse necessário. Mas isso não aconteceu.

— Talvez ele esteja fazendo algo a respeito neste exato momento. — imaginou Sam.

Claire respirou fundo e decidiu prosseguir:

— Em segundo lugar, Sam e Dean Winchester eram alvos da investigação de Victor Henriksen e não do primo dele. Além disso, você e o seu irmão foram dados como mortos, por causa daquele incidente envolvendo os leviatãs. Então, se existe uma possibilidade do delegado te reconhecer, ela é tão remota que não vale a pena perder mais nenhum minuto pensando neste assunto. Mesmo porque as coisas são mesmo diferentes agora. Vocês tem o Cas. Se o delegado juntar as peças, o Cas pode apagar essas coisas da mente dele em um instante. Então, relaxa, ok? Vai dar tudo certo e você está se preocupando à toa.

Sam fitou Claire por alguns instantes enquanto pensava em tudo o que ela havia dito. No fundo, ele sabia que ela tinha toda a razão. No entanto, outra coisa o atormentava. E após hesitar um pouco, ele decidiu confessar:

— Na verdade...

No entanto, antes que ele prosseguisse, Claire lembrou-se da conversa que eles tiveram no hotel, na qual Sam lhe contou como Victor havia morrido, e o interrompeu:

— Eu sei. Você se culpa pelo o que aconteceu com Victor Henriksen. É isso que está te deixando maluco.

Estupefato, Sam encarou a esposa enquanto se perguntava se ela tinha algum tipo de bola de cristal ou se tinha aprendido a ler mentes. A sua, pelo menos.

Até então, o caçador achava que não tinha deixado transparecer nenhum resquício daquela culpa que sentia, mas, como Sam pôde constatar, nenhum detalhe sobre ele escapava dos sentidos apurados de Claire. Ela o conhecia melhor do que ninguém.

Enquanto ele permanecia um tanto boquiaberto, Claire anunciou:

— Bem, eu vou te dizer uma coisa. — e depois de se acomodar melhor no banco, de uma forma que pudesse olhá-lo nos olhos, ela esclareceu: — Foi a Lilith, e não você ou o Dean, que matou Victor Henriksen.

— Ele morreu por causa de um erro que eu e o meu irmão cometemos. — retrucou Sam. — Nós devíamos ter imaginado que a Lilith iria até aquela delegacia.

— Deviam, mas não imaginaram. E sabe por quê? Porque errar é humano, Sam. E pelo o que eu entendi, você e o Dean estavam sob pressão naquela época, o que colaborou para isso. — argumentou Claire. — Vocês podem ter cometido um erro sem perceber, mas a decisão de se aproveitar disso e de matar aquele agente não foi de vocês. Foi da Lilith. Foi ela quem fez aquilo, portanto, a única culpada nesta história foi ela. Então... Apenas supere, ok? E lembre-se, a Lilith está morta e Victor Henriksen foi devidamente vingado. — diante da expressão impressionada do marido, ela questionou um tanto sem graça: — O que foi?

— Onde foi que você se escondeu todos esses anos mesmo? — perguntou Sam, a olhando com um carinho palpável. — Eu podia ter economizado horrores com a terapia. — brincou.

Claire sorriu, arqueou as sobrancelhas e rebateu:

— Você nunca fez terapia.

Depois de pensar um pouco, o Winchester confidenciou:

— Na verdade, eu fui em uma sessão uma vez. Mas envolvia um caso, um manicômio, um monstro comedor de cérebros e eu e o Dean precisávamos ficar internados para caçá-lo. — e depois de uma pausa, ele acrescentou: — Por falar em manicômio, eu já te contei que fiquei internado por semanas porque Lúcifer não parava de cantar Stairway to Heaven na minha cabeça?

— Cala a boca. — disse a caçadora, rindo diante da capacidade de Sam de fazer piada com aquelas coisas tão sérias, embora no fundo, ela tivesse achado engraçada a forma descontraída como ele contou.

Será que era essa uma das missões de Claire na vida de Sam? Fazer com que ele relaxasse e visse as coisas de uma forma mais simples? Que ele risse de todas aquelas adversidades?

Como se tivesse lido os pensamentos dela, Sam confidenciou:

— É sério. Eu queria que você tivesse entrado na minha vida antes, Claire. Bem antes de ter quebrado aquele vaso na minha cabeça, bem antes de Stanford. Todo o fardo que eu carrego fica mais leve quando eu estou com você. — diante de um leve sorriso e de um olhar carinhoso da morena, foi a vez dele indagar: — O que foi?

— Você acha que o FBI permite que os seus agentes se relacionem... Você sabe... Romanticamente? — indagou Claire, esperando que isso respondesse a pergunta do marido.

Depois de pensar um pouco, Sam disse um tanto confuso:

— Acho que não. Por quê?

Enquanto fitava Sam com um olhar intenso e sugestivo, a morena respondeu:

— Porque eu acho que estou prestes a quebrar uma regra e beijar o meu colega de trabalho.

Ao entender onde a esposa queria chegar, Sam mexeu-se no banco um tanto ansioso e voltou atrás:

— Quer saber? Eu acho que o FBI permite sim.

Claire riu levemente enquanto se aproximava dele e, depois de passar os braços em volta do pescoço de Sam, ela provocou:

— Você acha?

— Eu tenho certeza. — assegurou o Winchester, envolvendo o rosto dela entre suas mãos e a beijando por fim.

Seus lábios se envolveram com um mistura de calma e intensidade. Amor e desejo. Por um instante, os dois se esqueceram de que estavam no meio de uma caçada, mas logo voltaram a si e suas bocas se afastaram.

Ainda com a testa apoiada na testa de Sam, Claire indagou:

— Será que agora nós podemos invadir aquela casa?

— Não é melhor esperar um pouco mais? — questionou Sam. — Talvez o delegado esteja por perto. Eu tenho certeza que ele nos seguiu hoje de manhã. Ele sabia que nós tínhamos ido ao IML, interrogado os vizinhos...

— Nós estamos aqui há horas, Sam. Nem sinal dele. Nem de nenhuma alma viva, aliás. — argumentou Claire.

Depois de respirar profundamente e dar uma boa olhada para o lado de fora, Sam assentiu:

— Tudo bem, vamos.

Prontamente, Claire afastou-se dele, abriu a porta do carro e saiu, enquanto checava uma lanterna que trazia em uma pequena bolsa a tiracolo. Sam saiu em seguida e também testou a lanterna que trazia consigo.

Claire caminhou a frente dele que, sem perceber, acabou olhando na direção do quadril da caçadora. Claire usava uma calça jeans justa que realçava as suas formas. Era praticamente impossível não olhar...

Ao perceber como aquilo era impróprio, o Winchester fez um esforço para voltar a si e se repreendeu:

— Foco, Sam.

— O que você disse? — questionou Claire, olhando para trás.

Sam a alcançou e, enquanto caminhava ao seu lado, fez-se de desentendido:

— Eu?

Claire o olhou de soslaio, um tanto desconfiada, mas preferiu não alimentar aquela conversa. Ela e Sam tinham coisas bem mais importantes para resolver aquela noite do que discutir sobre certos fetiches.

Então, mantendo o foco, o casal se aproximou dos fundos da casa de Taylor Morgan. Pararam diante de uma cerca branca e baixa. Entreolharam-se um tanto apreensivos.

Depois de passarem pela cerca que rodeava a residência de Taylor Morgan, Sam e Claire caminharam em silêncio por um gramado nos fundos da propriedade. Logo pararam diante de uma porta, que provavelmente dava para uma área de serviço.

No entanto, depois de girar a maçaneta, Sam descobriu que ela estava trancada. Então o caçador deu uma boa olhada no lugar e avistou uma janela a alguns metros. Caminhou até lá com Claire ao seu lado e surpreendeu-se quando ergueu o vidro e a janela simplesmente abriu. Pelo visto, alguém da polícia tinha esquecido de trancá-la.

Depois de iluminar o interior com a luz da lanterna e descobrir que aquele cômodo era um enorme escritório, o Winchester pulou a janela e adentrou o recinto. Em seguida, ajudou Claire a passar pela janela, a segurando firmemente e a colocando no chão sem fazer muito barulho.

Os dois iluminaram o cômodo com as lanternas e em seguida começaram a explorar o lugar de fato.

XXX

Enquanto isso no bunker, apesar do horário avançado, todos ainda estavam acordados. Kevin e Chloe estavam na biblioteca, traduzindo trechos importantes da Tábua dos Anjos.

Bobby, que finalmente tinha encontrado o manuscrito com o feitiço de Ruby para confecionar facas capazes de matar demônios, estava em uma sala perto da masmorra, separando os ingredientes que precisaria, bem como uma quantidade significativa de facas.

Dean, por sua vez, estava sentado à mesa da sala principal, bebendo uma cerveja. Instantes antes, ele havia conversado por telefone com um caçador amigo dele e de Sam, que tinha pedido ajuda em relação à uma criatura que estava caçando, mas que não fazia ideia de como matar.

Dean odiava fazer pesquisas, mas tinha que confessar que ao encontrar um completo dossiê sobre o tal monstro nos arquivos dos Homens das Letras, sentiu-se imensamente satisfeito. Era ótimo possuir todo aquele conhecimento sobrenatural. Era ótimo ser o Legado.

Castiel estava sentado de frente para o amigo, quando Natalie passou por eles, indo em direção à cozinha e trocou um olhar cúmplice com o marido.

Dean quase quebrou o pescoço para acompanhar o andar sensual daquelas benditas pernas, expostas pelo short do pijama que a loira vestia.

E quando Natalie olhou para trás, ele disfarçou imediatamente, olhou para o rosto dela, deu um sorriso amarelo e acenou discretamente.

Ao voltar-se na direção do anjo, Dean percebeu que Castiel tinha testemunhado aquilo e que exibia um leve sorriso.

— O que foi? — questionou o caçador um tanto constrangido.

— Eu só estou feliz por você e pela Natalie terem se entendido. — respondeu Castiel serenamente.

Depois de arquear as sobrancelhas e tomar um generoso gole da cerveja, Dean disse cheio de si:

— Sabe como é, né? Ela não vive sem mim, praticamente me implorou para voltar e eu decidi dar uma segunda chance.

Castiel assentiu com um leve meneio de cabeça enquanto estreitava o olhar na direção do amigo. E então ele disse com ironia:

— Eu imagino que foi exatamente isso que aconteceu.

— Mais ou menos isso. — replicou o caçador, demonstrando que não tinha sido bem daquele jeito que as coisas tinham acontecido, mas que o mais importante era que ele e Natalie estavam bem. Muito bem.

— Então o plano da Mia deu mesmo certo. — refletiu o anjo, já que àquela altura, a tática usada pela garota não era segredo para mais ninguém.

Ao ver Mia descendo a escada, Dean falou em tom divertido:

— Por falar nisso, coelha à vista.

Castiel olhou para trás e viu Mia se aproximando. Dean enxergou a oportunidade ideal para sair pela tangente. Então ele bebeu o último gole da cerveja, pôs a garrafa vazia sobre a mesa, levantou-se e anunciou:

— Sabe, eu acabei de lembrar que esqueci uma coisa importante na... Cozinha.

Ao perceber que a atenção de Castiel estava completamente voltada para Mia, Dean revirou os olhos e se afastou sem dizer mais nenhuma palavra.

Instantes depois, Mia puxou uma cadeira e sentou ao lado do anjo. Enquanto batucava os dedos sobre a mesa e evitava olhar diretamente para ele, ela começou:

— E aí? Tocando muita harpa ultimamente?

O jeito apaixonado com que Castiel olhava para ela até então foi abalado diante daquela pergunta estranha e, quase imediatamente, ele franziu o cenho e rebateu:

— O quê?

— Eu estou nervosa e falando coisas sem sentido. Não ligue. — explicou-se a garota, falando de um jeito rápido enquanto seus dedos batiam na madeira de uma forma mais frenética.

Castiel observou aquilo por alguns instantes e em seguida colocou uma de suas mãos sobre as de Mia. Imediatamente, os dedos da garota aquietaram-se e ela respirou fundo.

— Por que você está nervosa? — questionou o anjo, preocupado e intrigado ao mesmo tempo.

Depois de um momento de hesitação, e ainda sem olhar para ele, Mia respondeu:

— Porque eu preciso te contar uma coisa.

— Eu estou ouvindo. — incentivou Castiel, sem entender por que Mia estava daquele jeito.

— Não é tão simples assim. Eu nem sei por onde começar. — martirizou-se ela, pensando em seu encontro inesperado com Crowley na loja de vestidos de noiva e, principalmente, de que ele havia exigido que ela reportasse tudo o que Kevin e Chloe descobrissem sobre a Tábua dos Anjos, transformando-a em uma espécie de espiã do Inferno.

Castiel apertou as mãos da garota embaixo da sua e insistiu:

— Apenas diga, Mia. Você sabe que pode me contar qualquer coisa. Então conte.

Depois de respirar fundo mais uma vez e fechar os olhos por um breve instante, Mia finalmente virou-se na direção de Castiel e o fitou nos olhos. Em seguida, ela propôs:

— Eu vou contar, eu juro que vou contar, mas será que você pode... Tirar a roupa primeiro?

O ligeiro assombro que sentiu diante daquela proposta logo deu lugar a um olhar um tanto malicioso. E foi de um jeito também malicioso que Castiel retorquiu:

— Mia, se você queria fazer... Nada... Era só dizer. Não precisava inventar toda essa história...

— Não, não! — negou, o interrompendo abruptamente. — Eu não estou inventando... Nada, nada mesmo, anjo. — depois de reorganizar os pensamentos, que tinham ficado um tanto embaralhados diante de uma certa palavra, Mia explicou: — Eu realmente preciso te contar uma coisa importante. Mas como eu estou nervosa, e como você me acalma, então eu pensei em unir o útil ao agradável e quem sabe...

Mia não terminou de falar. Convencido de que ela realmente tinha algo a lhe contar e tentando ajudá-la a controlar aquele nervosismo, Castiel aproximou o rosto e encaixou seus lábios nos dela, a silenciando completamente.

Passado um sobressalto inicial, Mia sentiu cada músculo do seu corpo relaxar diante da suavidade saborosa daquela boca e, instintivamente, envolveu o pescoço de Castiel com um enlace de braços e correspondeu ao beijo de uma forma intensa.

Instantes depois, um bater de asas ecoou pela sala principal e a mesa ficou completamente vazia.

Se Mia queria que Castiel tirasse a roupa para acalmá-la, certamente, ele não faria aquilo naquele lugar. Então, quase no mesmo instante em que desapareceram da sala, os dois surgiram no quarto da caçadora. E, obviamente, não foi só Castiel que tirou a roupa.

Enquanto isso, na cozinha, Dean e Natalie dividiam uma deliciosa torta. E, inevitavelmente, tinham pensamentos um tanto impróprios diante de todo aquele chantilly que compunha a cobertura.

XXX

Na sala da casa de Taylor Morgan, Claire segurava um tabuleiro Ouija que havia encontrado embaixo de um dos sofás instantes antes.

Sam examinava todo o ambiente com a luz da lanterna e, apesar da polícia já ter encerrado a perícia e a equipe de limpeza ter dado um jeito no lugar, ainda era possível ver manchas de sangue no assoalho de madeira e também em alguns trechos das paredes.

Ao virar-se e iluminar Claire com a lanterna, Sam viu o que ela segurava e aproximou-se com certo interesse. Parou ao seu lado e ela se pronunciou:

— Eu não consigo entender por que as pessoas insistem em brincar com aquilo que elas não conhecem. — e após uma breve pausa, indagou: — Você acha que foi isso que atraiu o demônio até aqui?

— De acordo com os sinais demoníacos na região, ele estava por perto há dias. Mas se as vítimas usaram este tabuleiro para se comunicarem com o além, com certeza, isso pode sim ter atraído o demônio diretamente para esta casa. — expôs Sam.

Depois de colocar o tabuleiro Ouija sobre o sofá, Claire refletiu:

— Sabe, eu estou me sentindo em... Atividade Paranormal. A entidade que assombra os personagens do filme ganha mais força quando um deles decidi usar um tabuleiro como este para se comunicar.

Logo em seguida uma voz grave soou pela sala:

— É um filme interessante.

Automaticamente e um tanto assustados, Sam e Claire jogaram as luzes das lanternas na direção de um corredor que levava à cozinha. Quase imediatamente, reconheceram a figura de Richard Henriksen parado no limite com a sala.

— Delegado... O que o senhor está fazendo aqui? — indagou Sam, sem formular direito as palavras.

Após um longo e estranho silêncio, Richard rebateu friamente:

— Engraçado. Eu poderia perguntar a mesma coisa... Agentes.

— Nós podemos explicar. — assegurou Claire, enquanto os sentidos de Sam ficavam em alerta.

Tinha alguma coisa errada com o delegado. Ele estava calmo demais para quem tinha flagrado dois agentes federais na cena de um crime e sem autorização para tal.

— Eu sei que vocês podem. — assentiu Richard, enquanto dava um passo a frente, permitindo que o seu rosto fosse iluminado pela luz da Lua que entrava pela vidraça de uma janela. — Mas antes, vamos falar sobre aquele filme. — propôs, olhando para Claire, que ficou confusa com aquilo. — Você quer saber qual é a minha cena favorita? Me deixe te mostrar.

Antes que Claire ou Sam pudessem entender o que estava acontecendo e reagir de alguma forma, o delegado ergueu uma das mãos e a moveu no ar. Com isso, uma espécie de força invisível e maligna fez Claire cair no chão automaticamente e, em seguida, a arrastou rapidamente na direção de um corredor no outro extremo daquela sala.

— CLAIRE! — gritou Sam, tentando ir atrás dela.

No entanto, antes disso, Richard moveu a outra mão e o caçador foi arremessado em direção à uma estante no canto do recinto. Alguns livros caíram com o impacto e Sam foi parar no chão instantes depois. Zonzo e atordoado.

— SAM! — gritou Claire confusa e assustada com o que estava acontecendo, tentando se agarrar ao chão de alguma forma e lutar contra aquela força.

Todo aquele esforço foi em vão e logo ela sentiu que estava passando por uma porta no final daquele corredor, sentiu o seu corpo descer por uma escada de uma forma abrupta, lhe causando muita dor e alguns ferimentos, até finalmente parar no centro de um cômodo escuro e frio.

Com os olhos semicerrados, a caçadora viu a porta do porão se fechar com força, movida pela mesma força invisível que tinha a arrastado até ali.

Enquanto isso na sala, Sam tentou se recompor e se levantar enquanto chamava preocupado:

— Claire...

Antes que ele conseguisse se levantar, Richard aproximou-se a passos largos e movendo a mão mais uma vez, imobilizou o caçador contra a estante. O mantendo sentado e completamente rendido.

Em seguida, o delegado agachou-se diante dele e o observou tentando se desvencilhar daquela força que o prendia. Logo depois, sorriu de um jeito maligno e recomeçou:

— Qual é o problema, Sam? Eu pensei que você e a Claire estivessem procurando por mim.

Àquela altura, obviamente o Winchester já tinha percebido que Richard Henriksen tinha sido possuído. No entanto, ele não conseguiu disfarçar o choque que sentiu quando viu os olhos do homem na sua frente mudarem de cor.

Não, ao contrário do que Sam esperava, eles não ficaram pretos. A coloração estava mais para vermelho. Mas não era a tonalidade de vermelho que os demônios de encruzilhada exibiam. Era um tom mais escuro, intenso e intimidador. Aquele era um dos demônios do exército do Crowley.

Notas finais
OMG mas como assim um demo do exército do Crowlinho? Isso mesmo, sociedade. Mais explicações no próximo capítulo que também vai terminar de um jeito OMG. Por falar nisso, acho que a fic vai terminar de um jeito OMG também. Oi? Bem, para variar um pouquinho, eu amei escrever este capítulo. Desde Clammy sendo fofos, o caso, este final, o pessoal no bunker, Deanalie trocando olhares ehehehe, Castiel acalmando os nervos da Mia, tudinho! Espero que tenham curtido também. Ah! Obviamente, minha pessoa gosta de Atividade Paranormal. Aliás, minha pessoa adora filmes de terror e mais para frente teremos uma referência muito engraçada ao filme Annabelle kkkkkkkkk só para adiantar, envolve Deanalie. Good news! Já escrevi o capítulo 50. É o último capítulo, gente! Sim, H&H está finalizada aqui nos meus arquivos, emails e afins! E eu estou tão negoçada e feliz por ter terminado mais um devaneio! O pior (ou seria, o melhor?) é que já começa a vir na minha cachola, cenas da próxima fic e eu quero psicografar tudo logo kkkkkk Mas, no momento, vou me dedicar a fic Nunca Durma e só depois começar os rascunhos de Ascensão Infernal. Well, depois dessa, fico por aqui. Inté o próximo capítulo! Bjs!