Notas iniciais
Olá!!! Bem, antes de mais nada, nada mesmo, muito obrigada pelos comentários e pelos parabéns no capítulo anterior! Valeu mesmo, meu povo e minha pova! E comunico que quero dedicar o capítulo de hoje para a Kichanny por ter recomendado não só Heaven and Hell, mas todas as minhas fics de SPN! Valeu! Valeu! Valeu! Fico muito feliz por ter conseguido tocar o seu coraçãozinho com os meus devaneios a ponto de tu fazer recomendações tão lindas! Obrigada! Por falar em devaneios, quero fazer um convite. Tenho uma mishamiga e mishabeta (oi?) que me dá muito apoio para devaneiar. O nomezinho dela é Hunter Debora Jones. E a danadinha postou recentemente uma história sobre o seu, o meu, o nosso Capitão Gato América. Eu já tive a oportunidade de ler os próximos capítulos e posso garantir, com todas as letrinhas do alfabeto, que vale muito a pena dar uma chance para Perpétuas Mudanças. Principalmente se vocês gostarem do menino Steve Rogers (tem como não gostar?). Enfim, aqui está o link para quem quiser seguir o meu conselho: http://fanfiction.com.br/historia/556845/Perpetuas_Mudancas Agora sobre o capítulo de hoje... Não vou dar nenhuma diquinha, mas farei minhas ressalvas lá embaixo. Lá vai!

Os Winchester, suas esposas, Bobby, Kevin e Chloe se entreolharam confusos depois que Mia subiu a escada, dizendo que iria arrumar as suas coisas para deixar o bunker, e Castiel simplesmente desapareceu da sala logo em seguida, deixando para trás apenas o barulho característico de asas.

Foi Sam quem acabou perguntando:

— Cadê o Cas?

— Aparentemente, bateu asas e voou. — respondeu Dean pensativo.

Enquanto todos eles assimilavam o fato de que o anjo tinha recuperado não só a sua graça original, mas também as suas asas, no quarto Mia ainda fitava Castiel sem conseguir pronunciar nenhuma palavra. O anjo continuava distraído, ainda com um sutiã da caçadora em mãos, mas por fim, ele quebrou o silêncio:

— Você devia usar mais este. — e fitando a garota, acrescentou: — Fica bem em você.

Ainda mais confusa, Mia se ouviu respondendo:

— Eu acho que isso não tem tanta importância, considerando que você não vai mais me ver com ele.

Intrigado, Castiel franziu o cenho enquanto refletia sobre o que a garota havia dito. Incomodada com o olhar do anjo sobre ela, Mia mudou drasticamente de assunto:

— As suas asas... Elas voltaram.

— Sim. — confirmou o anjo antes de uma espécie de trovão ecoar pelo quarto.

O lugar se iluminou por um relâmpago e as sombras de duas enormes asas negras surgiram das costas de Castiel, deixando Mia estupefata. Ela já tinha visto o anjo fazer aquilo outras vezes, mas no fundo, pensava que não veria aquilo acontecer de novo. Estava feliz por poder presenciar aquele momento. Não deixava de ser uma boa memória para guardar agora que tudo entre eles tinha chegado ao fim.

Por fim, o anjo ocultou as asas, o quarto voltou à iluminação natural, e ele explicou:

— Eu não caí como os outros anjos, Mia. O Metatron pegou a minha graça antes de me expulsar do Céu. Portanto, minhas asas ficaram intactas.

— Isso é bom. — refletiu ela, começando a estranhar que Castiel estivesse sendo tão polido nas palavras.

Mas com certeza, ainda chegaria o momento em que o anjo falaria que ela não devia ter feito aquilo por ele, que ela não devia ter ido atrás do Crowley e lhe pedido ajuda, que ela tinha errado ao tomar aquela decisão sem consultá-lo, que não estava certo passar por cima do orgulho dele daquela forma, que ele não concordava com aquilo, que ele não pediu para ela fazer aquilo. Então Mia tentaria se explicar, Castiel não concordaria com os seus argumentos, os dois se exaltariam, discutiriam, se magoariam e tudo acabaria da pior forma possível. Não que exista uma forma agradável de se terminar um relacionamento.

Mia se lembrava muito bem da reação de Castiel quando, há alguns meses, ela foi atrás de Metatron para tentar recuperar aquela graça. Por mais que os dois tivessem se acertado posteriormente, Mia sabia que Castiel não tinha gostado daquela atitude.

Tentando afastar aqueles pensamentos e parar de sofrer por antecipação, Mia disse a primeira coisa que lhe veio à cabeça:

— Deve ser legal ter asas. Voar por aí... Fugir do trânsito. Estar em um lugar e no segundo seguinte em outro. Fugir de gente chata e... Inconveniente...

Castiel franziu o cenho mais uma vez, sem entender porque Mia estava dizendo aquelas coisas, embora concordasse que ter asas era algo muito bom.

Percebendo como soava ridícula, Mia engoliu as próximas palavras que diria e ficou observando o anjo que, inexplicavelmente, voltou a examinar o sutiã dela. Aquilo começou a irritá-la até um ponto em que Mia não aguentou mais, levantou do chão, pegou a lingerie das mãos do anjo e jogou a peça na mala sobre a cama.

Em seguida, Mia pegou mais peças que tinham caído no chão e começou a socá-las dentro da mala. Castiel observava aquilo um tanto confuso e assustado até que resolveu perguntar:

— O que você está fazendo?

Apesar de considerar aquela pergunta totalmente desnecessária, Mia resolveu responder:

— Arrumando a minha mala.

Após um momento em silêncio, Castiel recomeçou:

— Isso eu estou vendo. Mas por quê?

Mia parou diante da cama e respirou fundo enquanto dobrava uma calça jeans, que tinha pegado do chão. Sentindo um aperto em seu coração, ela explicou:

— Porque eu não quero brigar, Cas. Eu só quero arrumar as minhas coisas e ir embora numa boa, ok?

Depois de mais um momento em silêncio, avaliando o que tinha ouvido, o anjo retrucou:

— E quem disse que eu quero brigar? Ou que você vá embora?

Sem entender mais nada, nada mesmo, Mia parou o que estava fazendo e ficou imóvel por alguns instantes fitando a mala. Com certeza, ela havia entendido errado. Se Castiel não queria brigar e não queria que ela fosse embora, o que diabos ele estava planejando? Por que tinha ido atrás dela ali? Por que não a deixava em paz para que ela pudesse arrumar a mala e ir embora de uma vez? O que estava acontecendo? Por que ele parecia tão calmo? Será que pretendia torturá-la psicologicamente com aquela conversa civilizada? Será que queria lhe dar alguma esperança, só para acabar com tudo em seguida?

Por fim, Mia se virou na direção dele e admitiu:

— Tudo bem, eu estou confusa.

Castiel deu um passo à frente e rebateu:

— O que você quer que eu explique?

Mia o encarou por alguns instantes, se perdeu naquele olhar intenso que a fitava de volta, engoliu em seco, se recompôs e resolveu arriscar:

— Você não está com raiva?

— Por você ter agido impulsivamente, sem me consultar, se arriscado, esquecido que eu tenho o meu orgulho, ido pedir ajuda para o último ser que eu queria perto de você novamente e complicado ainda mais a sua própria situação? Tudo isso por minha causa? E sem se preocupar em como eu me sentiria a respeito? — enumerou o anjo, deixando Mia um tanto tensa. — Um pouco. — admitiu depois de desviar o olhar do dela e pensar sobre tudo aquilo. — Mas não o suficiente para abrir mão de você. — acrescentou em seguida voltando a fitar a garota nos olhos.

Mia sentiu cada músculo do seu corpo relaxar imediatamente, como se até então ela estivesse carregando o peso do mundo nas costas. Mas em seguida, as dúvidas voltaram a pertubá-la. Será que ela tinha entendido direito? Castiel tinha mesmo dito aquilo?

— Repete. — pediu por fim.

Apesar de não entender por que Mia queria que ele repetisse o que tinha acabado de dizer, Castiel resolveu acatar o pedido:

— Por você ter agido impulsivamente, sem me consultar...

— Não! — interrompeu ela, passando as mãos pelos cabelos um pouco ansiosa. — Não esta parte. Só a última parte. Repete.

Após observá-la por alguns instantes, o anjo sorriu levemente e afirmou:

— Eu não vou abrir mão de você, Mia. — e percebendo que apesar de aliviada por ouvir aquilo, a caçadora queria uma explicação, ele prosseguiu: — Eu nunca pediria para você se arriscar por mim como você se arriscou. Mas no fundo, eu sei que não havia outro jeito e que eu fui ingênuo ao acreditar que você ia simplesmente aceitar que eu estava morrendo. Além disso, eu não sou hipócrita. Se você estivesse morrendo e o Crowley fosse o único que pudesse ajudar, o que você acha que eu faria? Eu também agiria com o coração. Sem pensar duas vezes. — e após uma pausa, observando a garota completamente estática na sua frente, ele completou: — Nós evoluímos, Mia. Eu não quero mais brigar com você e te afastar como fiz no passado. Aliás, agora mais do que nunca, eu acho que nós devemos ficar juntos. Lutar juntos. Agora mais do que nunca eu preciso te proteger do Crowley e resolver a situação do Metatron. E eu preciso de você ao meu lado para conseguir fazer tudo isso.

Para surpresa de Castiel, Mia continuou em silêncio. Por tanto tempo que ele começou a se perguntar se tinha sido claro o suficiente. Por tanto tempo que ele se perguntava se Mia não se incomodava mais com longos momentos de silêncio. Aquele já estava ficando muito constrangedor.

E a situação piorou ainda mais quando Mia finalmente esboçou alguma reação. Mas ela não pronunciou nenhuma palavra. Ao invés disso, a caçadora simplesmente tocou o sobretudo de Castiel com o indicador direito algumas vezes, sentindo a musculatura do ombro do anjo embaixo do tecido.

Sentindo-se um pouco constrangido com aquela estranha abordagem, ele achou melhor esclarecer:

— Eu sou real.

— Eu estou vendo. Sentindo, na verdade. — balbuciou Mia por fim, enquanto seu dedo descia pelo sobretudo, sentindo também a musculatura do tórax e do abdômen de Castiel.

Quando o dedo de Mia continuou aquele insano caminho, descendo perigosamente para outra região, o anjo segurou a mão da garota e a repreendeu:

— Mia.

— Sim? — balbuciou ela, fitando o anjo e finalmente acreditando no que tinha ouvido, finalmente acreditando que os dois estavam bem um com o outro.

Mia estava profundamente feliz, mas ainda contida. Seu coração estava cada vez mais acelerado, mas ela sentia que era incapaz de tomar qualquer atitude naquele momento. Ainda tinha medo de estragar tudo de alguma forma e optou por ficar olhando para Castiel por um tempo irrelevante.

O anjo, por sua vez, ao invés de soltar a mão da garota, a entrelaçou com a sua e finalizou:

— Apenas para encerrar o assunto... Eu não estou feliz com a situação na qual você se meteu por minha causa, mas eu entendo os seus motivos para ter agido assim e farei de tudo para te proteger das consequências. Por enquanto... Obrigado. Por ter me salvado.

Mia arqueou as sobrancelhas maliciosamente e, finalmente sentindo que tinha assimilado tudo o que tinha ouvido, respondeu:

— De nada.

Castiel deu um meio sorriso e repetiu sugestivamente:

— De nada?

— É, de nada. — confirmou Mia ainda mais segura de si. — Ou você prefere “disponha”?

— Disponha é legal. — opinou Castiel puxando a mão da garota sutilmente para que ela se aproximasse mais um pouco dele.

— Eu também acho. — assentiu Mia antes de passar os braços em volta do pescoço do anjo e sorrir. — Então, disponha.

Castiel segurou o rosto dela com carinho e Mia não disse mais nada, nada mesmo. O seu sorriso se desmanchou à medida que a expectativa pelo beijo crescia na sua mente e no seu corpo. Ela respirou profundamente antes de finalmente fechar os olhos. Sentiu o rosto de Castiel roçando no seu e, em seguida, seus lábios se encaixaram perfeitamente nos dele. Suas bocas se envolveram aos poucos e sem pressa, mas com muito sentimento e um profundo alívio. Mia e Castiel estavam realmente bem.

Algum tempo depois, seus rostos se afastaram, mas sem querer acabar com o contato físico, Mia abraçou o anjo fortemente. Ele correspondeu no mesmo instante, envolvendo a garota entre seus braços. Então ela apoiou a cabeça no ombro de Castiel e ficou olhando para a mala em cima da cama. Mais especificamente para uma peça dentro dela.

— Talvez você esteja certo. Eu devo usá-lo mais vezes.

Castiel sorriu levemente, e não precisou olhar na direção da mala para entender que Mia se referia ao sutiã que ele havia segurado antes. Porém, sem conseguir se conter, ele comentou com certa malícia:

— No fim, eu acho que prefiro você sem ele.

Mia fechou a mão e bateu no braço de Castiel antes de resmungar:

— Anjo safado.

Castiel riu e em seguida procurou pelo rosto dela. E por sua boca novamente ansiosa pela dele. E a beijou mais uma vez. E não demorou muito para que os dois caíssem sobre a cama. E nem para que Mia empurrasse a mala e as roupas para o chão...

Algumas horas depois

Claire estava deitada na cama do seu quarto e Sam dormia ao seu lado. Eram aproximadamente dez horas da manhã, porém como todos tinham passado a noite e a madrugada em claro por causa de Mia, eles resolveram descansar um pouco.

No entanto, por mais que a caçadora fechasse os olhos e fizesse um grande esforço para se desligar do mundo ao redor, uma lembrança sempre a fazia abrir os olhos novamente: a lembrança dolorosa de Metatron a apunhalando com aquela espada de anjos.

Toda vez que pensava nisso, Claire podia sentir a lâmina gélida e afiada cortando a sua pele, sua carne, a atravessando, a ferindo mortalmente. Ela precisava colocar a mão nas costas e na barriga para se certificar de que não havia nenhum ferimento naqueles locais.

Aquela lembrança fez a caçadora se mexer na cama, de um lado para o outro, várias vezes. Momentos depois, desistindo da ideia de pegar no sono, ela sentou e passou as mãos pelo rosto. Estava suada e se sentia sufocada.

Claire fechou os olhos por algum tempo e respirou fundo novamente, tentando se acalmar e enterrar aquela memória em algum lugar do seu cérebro. Não conseguiu e levantou da cama. Saiu do quarto depois de olhar de relance para Sam, que continuava dormindo profundamente.

Então Claire caminhou descalça até um dos banheiros do andar superior e, chegando lá, lavou o rosto repetidas vezes, até a sensação de mal estar que sentia passar pelo menos um pouco.

Momentos depois, ela secou o rosto com uma toalha e encarou o próprio reflexo no espelho por alguns instantes. E novamente aquela lembrança veio em sua mente. E um arrepio percorreu o seu corpo, fazendo Claire sacudir os ombros involuntariamente.

Ela fechou os olhos e se apoiou na pia. Repetiu mentalmente que aquilo tinha acabado, que estava tudo bem agora, que ela estava a salvo. Algum tempo depois, ela abriu os olhos e deixou o banheiro.

Claire ia voltar para o quarto e retomar a luta por um pouco de descanso, quando um ruído vindo do andar inferior a fez hesitar no corredor.

Então Claire resolveu descer a escada. Depois disso, caminhou pelo hall em direção à sala principal e encontrou Natalie de costas, checando uma arma, que logo ela guardou em uma mochila sobre uma cadeira.

Quando a loira deu a volta na mesa, para pegar o seu notebook na outra extremidade, ela viu Claire parada na porta e começou:

— Ei! Eu pensei que você estivesse dormindo.

— Bem... Eu estava tentando. — confidenciou a morena.

Natalie parou de enrolar o fio do carregador, fitou a amiga e perguntou um tanto preocupada:

— Está tudo bem?

Sem querer deixar Natalie ou qualquer outra pessoa preocupada com ela, Claire resolveu mentir para si mesma enquanto passava uma das mãos pela nuca:

— Sim, tudo perfeito. Eu só não consigo dormir durante o dia. Não tem jeito. — mas como a loira continuou olhando para ela com certa desconfiança, Claire pigarreou e mudou de assunto: — Cadê o Dean?

Natalie sentiu o seu rosto ruborizar ao se lembrar de como ela deixou o marido cansado, há cerca de meia hora, no quarto. Natalie queria que Dean dormisse profundamente para que não visse ela sair. Por isso, uniu o útil ao agradável... E o seu plano tinha dado certo. Dean estava dormindo como uma pedra.

— Ele está dormindo. — respondeu por fim. E quando Claire arqueou as sobrancelhas maliciosamente, entendendo algo implícito naquela frase, foi a vez de Natalie mudar de assunto: — O Kevin e a Chloe também estão descansando. Coitados... Eles chegaram de viagem e passaram a noite em claro por causa da Mia. Precisam de uma pausa, antes de começarem a traduzir aquela coisa. Ah! E o Bobby saiu há uns dez minutos. Ele estava meio estranho e não disse para onde ia. Acho que ele nem ouviu quando eu perguntei.

Apesar de intrigada com o comportamento do pai, Claire se atentou mais ao que estava diante dela: Natalie colocando o notebook em uma mochila e se preparando para sair.

Então Claire recomeçou:

— Você está indo caçar?

— Sim. — confirmou a loira. — Eu sei que acabei de voltar daquela... Missão... — Natalie parou de falar ao perceber certo incômodo na expressão de Claire, provavelmente porque ela tinha se lembrado de tudo o que aconteceu no subsolo da Biblioteca do Congresso. — Mas quando um trabalho surge, eu não posso simplesmente dar as costas para isso. — argumentou Natalie logo depois.

— Claro. — concordou Claire afastando certas lembranças de sua mente. — Você precisa de ajuda? Eu posso ir com você. — ofereceu-se.

— Não! — dispensou Natalie imediatamente soando até um pouco ríspida.

Pensando que o problema era com ela, Claire cruzou os braços contra o peito e esclareceu um tanto ofendida:

— Olha, não é porque aconteceu aquilo comigo que eu não posso mais caçar.

— Eu sei. Não se trara disso. — garantiu Natalie colocando a mochila no ombro e caminhando até Claire. Depois de parar diante da amiga, ela explicou com cuidado: — É que este trabalho é meio... Pessoal, sabe? Eu prefiro cuidar disso sozinha mesmo. Mas obrigada.

A morena pensou um pouco sobre aquilo e, mais relaxada, quis saber:

— Tudo bem, mas você avisou o Dean, não é? — depois de ver a outra mordendo o lábio inferior e franzindo o cenho, Claire questionou indignada: — Natalie, você não contou para o Dean que está indo caçar?!

— Eu sou uma caçadora. Por que eu tenho que avisar que vou caçar? É tão redundante. — rebateu a loira tentando convencer a si mesma de que estava agindo normalmente.

— Não se faça de desentendida. O Dean é o seu marido. — frisou Claire. — Depois de tudo o que aconteceu com você, com todos nós, aliás, ele vai ficar preocupado se não souber pelo menos para onde você foi. Ele tem o direito de saber e vai ficar bravo quando perceber que você saiu às escondidas, como se estivesse fazendo algo errado, como se estivesse escondendo algo dele. — argumentou de forma taxativa.

— Eu mando uma mensagem durante o caminho. — comprometeu-se a loira.

Claire arqueou as sobrancelhas e lembrou:

— Fui caçar e uma carinha feliz? Natalie, da última vez que você fez algo assim, o Dean ficou maluco.

A loira respirou fundo e encerrou aquela questão dizendo:

— Olha, com o Sr. Awesome eu me entendo depois. Agora eu tenho que ir. — e depois de dar um beijo no rosto de Claire, orientou: — Se cuida.

Então a loira começou a se afastar. Intrigada com o comportamento dela, Claire a seguiu em direção à saída enquanto pedia:

— Pelo menos me diz para onde você está indo. E o que exatamente você vai caçar. Natalie! Espera!

Claire parou no meio do hall do bunker, e observou a amiga abrindo a porta e saindo apressadamente, sem lhe dar qualquer explicação sobre o caso que estava indo investigar.

— Pelo visto não é só o meu pai que está estranho. — refletiu Claire sozinha. — Isso vai acabar em confusão. — completou, prevendo que Dean não ia gostar de saber que a esposa tinha saído daquele jeito.

Claire sabia que Natalie não estava errada por ir caçar. Mas a forma como ela estava agindo, às escondidas, com certeza não agradaria Dean. Natalie não queria que ele soubesse de algo, isso estava bem claro. Mas o que seria?

Notas finais
O que será que a Natalie está escondendo do Dean? Qual será a reação do moçoilo quando descobrir que a sua baby usou e abusou dele só para que ele não a visse sair? Shippers de Deanalie, aqui vai um aviso: preparem-se para sofrer bastante. Oi? Crise à vista. Cuma? Mas, em se tratando de Deanalie, as crises são recheadas de briguinhas gostosas e engraçadas, né? Então, aguardem e confiem porque vem bastante capítulos focados no casal por aí... Sobre a Claire... Gente, a bichinha está tão traumatizada. Mas vamos ter fé em Loki e Odin, né? Agora sobre Miastiel: AEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE os coelhos não brigaram!!! Os coelhos não se separaram!!! Os coelhos amadureceram!!! Os coelhos estão mais apaixonados do que nunca!!! AEEEEEEEEEEEE Eu tentei enganar vocês (hein?) dizendo que era para preparar os lencinhos para este capítulo, e a Mia mesma estava toda tensa, prevendo o fim da relação, fazendo as malas e tudo, mas... Era tudo para despistar ocês ahahahahah Ficaram felizes? Eu fiquei!!! kkkkkkkkkkkkkk Well, about the next devaneio, teremos um pouquinho de Clammy, descobriremos para onde o Bobby foi, teremos Kevloe e descobriremos que mensagem a Natalie vai enviar para o seu maridinho... Até sábado que vem, gente! Bjs! Reviews?