Heaven and Hell

33 Subindo pelas paredes


Notas iniciais
Cuma? Gente, eu sou péssima para títulos de capítulo, então sacomé né? Deem um desconto para a minha pessoa. Bem, a primeira parte do capítulo vai mostrar Clammy no caso (só um pouquinho, vou desenvolver melhor a partir do capítulo 36) e depois teremos... Deanalie. Enfim, não posso comentar nadinha para não estragar as surpresas, então... Lá vai o capítulo de hoje!

Fort Benton — Montana — Hotel Moon Rising

Eram nove horas da manhã e Claire estava sentada na cama do quarto de hotel, onde ela e Sam tinham se hospedado durante a madrugada. Depois de calçar um par de sapatos pretos que combinavam bem com as roupas formais que trajava, a caçadora pegou um par de brincos sobre o criado-mudo e os colocou.

— Claire, você está pronta?! — gritou Sam do banheiro, onde estava terminando de se arrumar.

— Quase! — respondeu a caçadora antes de se levantar e se aproximar de um espelho ao lado da cama.

Então ela pôs um delicado colar no pescoço e prendeu os cabelos em um coque. Se olhou atentamente, dando uma checada geral no look e, em seguida, desviou o olhar para o reflexo de Sam no espelho.

Ele tinha acabado de sair do banheiro e estava dando o nó na gravata. Ao vê-lo vestido daquele jeito, também disfarçado de agente federal, Claire sentiu uma palpitação, sua garganta ficou um pouco seca e o seu rosto ligeiramente vermelho.

— Bem, eu estou pronto. — afirmou Sam distraído com a gravata.

— Deixa que eu te ajudo com isso. — se dispôs Claire caminhando até ele.

Depois de parar diante do marido e disfarçar certo nervosismo, a morena endireitou o nó da gravata e aproveitou para alinhar o terno, que estava um pouco torto também. Sam, por sua vez, se concentrou em observar a esposa atentamente.

Claire vestia uma saia cinza escuro, de cintura alta, cujo comprimento ia até os joelhos, e uma delicada blusa branca de mangas curtas e botões. O cabelo preso em um coque lhe dava um ar formal e sensual ao mesmo tempo, e uma maquiagem leve realçava o seu belo rosto.

— Você caprichou. — elogiou o caçador.

— Você também. — retribuiu Claire enquanto checava os botões das mangas do terno de Sam.

Notando uma certa inquietação na expressão dela, o Winchester indagou preocupado e com certa inocência:

— Está tudo bem? Você parece um pouco... Tensa.

Claire suspirou pesadamente e, evitando olhar diretamente nos olhos dele, confessou sem jeito:

— É que... Bem, eu não sei se já te disse isso alguma vez, mas a combinação "Sam Winchester, terno e gravata" deixa as minhas pernas... Assim... Meio bambas, sabe?

Surpreso e sem conseguir esconder a satisfação de ouvir aquilo, o Winchester deu um meio sorriso e balbuciou:

— É mesmo? — e depois de segurar firmemente na cintura da morena, fazendo com que Claire finalmente o olhasse nos olhos, ele prosseguiu: — Sabe o que eu devia fazer? Pedir para você se sentar um pouco. Talvez deitar naquela cama. Eu poderia te levar até lá e ficar com você até essa sensação passar. Eu poderia, inclusive, cuidar de você até você se sentir melhor. Ou até as suas pernas ficarem ainda mais... Bambas.

Claire sorriu maliciosamente diante do que ouviu, passou os braços em volta do pescoço de Sam, mordeu o lábio inferior com um interesse palpável e depois murmurou:

— Você faria isso?

— Faria. — confirmou o Winchester com um leve sorriso. Porém, após um longo momento olhando profundamente para Claire, ele voltou a si e ressalvou com certa presunção: — Mas, infelizmente, nós estamos aqui a trabalho. Então só o que eu posso fazer é... Pedir que você mantenha o foco nesta caçada. Que tente, pelo menos.

Imediatamente, Claire se desvencilhou de Sam, bateu no ombro dele como protesto e retrucou aos risos:

— Ah! Que eu tente? — depois de parar de rir, ela rebateu : — Tudo bem, neste caso eu também vou te pedir uma coisa, Sam Winchester. Tente não olhar para a minha bunda enquanto nós estivermos neste caso, ok?

— O quê?! — exclamou o Winchester sem acreditar que Claire tinha mesmo dito aquilo, já que para ele era uma acusação que não fazia o menor sentido. — Eu... Eu não fico... Olhando para a sua... Para... De onde você tirou isso? — protestou ele gaguejando consideravelmente.

Claire arqueou as sobrancelhas em tom acusatório, mas decidiu não alimentar aquela discussão. Então ela caminhou até a cama e pegou uma bolsa e um casaco que estavam sobre ela.

Enquanto Claire estava de costas, Sam acabou dando uma olhada para a saia que ela vestia. Bem, não necessariamente para a saia em si, mas para uma parte do corpo que a peça cobria e ao mesmo tempo realçava.

Ao perceber o que tinha feito, Sam desviou o olhar imediatamente, balançou a cabeça afastando aquela imagem da sua mente e balbuciou constrangido:

— Oh não...

Claire sorriu ao deduzir o que Sam tinha feito e, enquanto caminhava em direção a saída do quarto, ela esclareceu:

— Tudo bem, meu amor. Antes desta porta nós somos marido e mulher. É lá fora, durante o caso, que você não pode me olhar assim, porque as pessoas reparam e isso pode arruinar o nosso disfarce.

Sam a seguiu com certa pressa e um sorriso nos lábios. Logo parou a poucos centímetros do corpo de Claire, que estremeceu ao sentí-lo tão perto. Quando a morena ia girar a maçaneta, Sam colocou sua mão sobre a dela e sussurrou em seu ouvido:

— Você disse "antes desta porta nós somos marido e mulher"?

Sentindo-se completamente arrepiada, Claire fechou os olhos por um instante, antes de virar-se na direção de Sam e responder sugestivamente:

— Foi exatamente o que eu disse.

Sam apoiou as mãos em volta de Claire e deu um passo a frente, ficando ainda mais perto da esposa. Em seguida, ele aproximou o rosto, até a sua testa encostar sutilmente na testa da morena, a encarou de um jeito profundo e constatou:

— Bem, nós ainda estamos antes da porta.

— Estamos... — foi a última coisa que Claire disse antes de Sam se aproximar mais um pouco e colar seus lábios nos dela.

Logo as mãos dele se afastaram da porta e envolveram o rosto da morena, que correspondia ao beijo com intensidade, ao mesmo tempo em que tentava manter o ritmo da sua respiração estável e suas pernas firmes, sustentando o peso do seu corpo.

Algum tempo depois, Sam afastou o rosto e Claire o fitou um tanto desconcertada. Depois de se recompor, ela sorriu e se virou para abrir a porta.

Sam manteve o olhar fixo na nuca da esposa. Mas não por muito tempo, já que quando deu-se conta, ele estava olhando para onde não devia novamente. Sam se convenceu de que, com certeza, aquilo era culpa daquela bendita saia que realçava as curvas de Claire, afinal, ele nunca tinha se comportado assim antes. Pelo menos, não que ele se lembrasse.

— Você devia colocar o casaco. — aconselhou Sam enquanto se convencia de que talvez, apenas talvez, tivesse olhado para Claire daquele jeito alguma vez. Ou várias vezes. — Tudo bem, eu olhei... — admitiu ele baixinho para si mesmo.

— O que você disse? — questionou Claire enquanto aceitava a sugestão do caçador e vestia o longo casaco que tinha pegado antes.

Sam voltou a si e desconversou um tanto atordoado:

— É melhor nós irmos.

— Tudo bem. — concordou Claire e em seguida desceu os degraus da varanda ao lado do marido. — E onde nós vamos primeiro?

— IML. Depois nós podemos conversar com os vizinhos de Taylor Morgan. Talvez eles tenham visto algo suspeito na noite em que ela e seus amigos morreram. Algo que possa nos levar até o demônio que fez isso com eles. Nos dar alguma pista, talvez. — expôs Sam.

— É um bom começo. — assentiu Claire aproximando-se do seu carro.

Antes que ela abrisse a porta, Sam o fez, e Claire sorriu agradecida antes de entrar. Em seguida, o caçador deu a volta no veículo e se acomodou no banco do motorista. Colocou o cinto de segurança, girou a chave na ignição e deu partida.

XXX

Lebanon — Kansas — Bunker dos Homens das Letras

Dean acordou com um sobressalto e seus olhos fitaram o teto do quarto. O caçador estava ligeiramente ofegante e o seu coração muito acelerado. Pouco a pouco, a frustração se tornou perceptível em seu semblante. Resquícios de um sonho maravilhoso ainda reverberavam pelo seu corpo. Mas, infelizmente, aquilo tinha sido apenas um sonho. Mais um sonho, na verdade.

Ao olhar para o lado, Dean viu Natalie deitada na cama e notou que ela estava bem acordada. Mais do que isso. A loira estava olhando fixamente para ele, com um sútil sorriso nos lábios e um braço servindo de apoio para a cabeça.

— Sonhando comigo, benzinho? — começou ela de repente.

Surpreso e irritado com a pergunta, Dean ficou na defensiva e respondeu com desdém:

— Neste caso, não seria um sonho, e sim um pesadelo, amorzinho.

Em seguida, ele fechou a cara, se virou, dando as costas para Natalie sem qualquer cerimônia, e fechou os olhos, tentando parar de pensar nela. Não conseguiu e se amaldiçoou mentalmente por isso.

A situação piorou ainda mais quando a voz suave da loira voltou a ecoar nos seus ouvidos:

— Tudo bem, eu entendo que você não queira admitir. Mas, ao contrário de você, eu não tenho nenhum problema em dizer que... Bem... Eu sonhei com você.

Ao ouvir aquilo, Dean abriu os olhos imediatamente e se virou na direção da esposa antes de perguntar surpreso:

— O quê? Sério? — depois que Natalie, visivelmente sem graça, desviou do olhar dele e confirmou com um meneio de cabeça, Dean saiu um pouco da defensiva e sondou com um interesse palpável: — Que tipo de sonho?

A loira voltou a olhar para ele, e o caçador viu uma chama em seu olhar quando ela mordeu o lábio inferior e respondeu:

— Você sabe... Aquele tipo de sonho.

Dean franziu o cenho ainda mais surpreso com o comportamento de Natalie. Que ela tivesse sonhado com ele, tudo bem, acontece, mas por qual razão ela estava lhe contando aquilo, se eles estavam separados desde o caso envolvendo a shtriga?

Dean queria perguntar exatamente isso para Natalie, mas quando abriu a boca, as palavras que saíram foram estas:

— Sério? E como foi esse... Tal sonho?

Depois de sorrir com certa malícia e olhar Dean profundamente, Natalie admitiu sem cerimônia:

— Awesome. Como sempre, aliás. Como... Costumava ser entre a gente. Lembra?

Dean se lembrava. Muito bem. Mas ao invés de dizer isso, ele encarou Natalie com certa desconfiança e incredulidade, antes de dizer com um misto de seriedade e frustração:

— Que ótimo, você não é real e eu ainda estou sonhando. É isso.

— Então você admite que estava sonhando comigo? — deduziu Natalie sem conseguir esconder um sorriso de satisfação.

Dean, por sua vez, fechou os olhos e se amaldiçoou mais uma vez. Desta vez, por ter deixado aquele detalhe escapar assim, tão facilmente. Sentiu-se um idiota e entendeu, naquele instante, que era isso o que Natalie queria. Fazê-lo de idiota, debochar dele, debochar da sua total incapacidade de não sonhar com ela todas as noites, da sua total incapacidade de não desejá-la e não amá-la como ele desejava e amava.

— Vamos lá, benzinho. Admita. — insistiu Natalie fazendo o caçador voltar a fitá-la nos olhos. — Por qual outro motivo você teria gemido e sussurrado o meu nome? — Dean arregalou os olhos e Natalie prosseguiu cheia de si: — Sim, eu ouvi. Aliás, foi por isso que eu acordei. Aí eu não resisti e fiquei te olhando. Esperando que você finalmente acordasse.

Dean não sabia mais o que pensar daquela estranha conversa matutina. E sentindo-se profundamente irritado diante de toda aquela presunção de Natalie, ele achou melhor admitir que tinha sonhado com ela de uma vez, já que continuar negando só alimentaria ainda mais aquela presunção da loira. Sendo assim, ele esbravejou:

— Tudo bem! Sonhei mesmo e daí?! O que você pretende fazer a respeito, além de tirar onda com a minha cara, é claro? Aliás, o que você está pretendendo com esta conversa, Natalie Jones? Rir de mim? Como está rindo agora?

Chocada com tanta hostilidade, a caçadora se aproximou um pouco, tocou a camiseta do pijama de Dean com a ponta do dedo indicador, acariciando sutilmente a musculatura embaixo do tecido, e esclareceu:

— Eu não estou rindo de você, seu idiota. Eu estou sorrindo para você.

Ainda mais confuso, mas um pouco mais calmo, Dean olhou para a mão de Natalie percorrendo o seu pijama com movimentos circulares, depois voltou a encará-la e questionou:

— Por quê? O que você quer, Natalie?

— Bem, eu posso te dizer o que eu não quero. — anunciou ela de um jeito misterioso e, mantendo o olhar fixo nos olhos dele, explicou calmamente: — Eu não quero mais brigar, Dean. Mas eu também não estou pronta para pedir desculpas. E eu acho que você também não, não é?

— Não antes de você, benzinho. — rebateu ele com um sorriso sarcástico.

Natalie respirou fundo, parou de acarícia-lo, e recomeçou:

— Tudo bem, então e se... Nós deixássemos as desculpas para depois?

— Depois? — repetiu Dean sem entender o que aquilo significava.

Natalie decidiu ser mais clara e confessou:

— Eu estou com saudade. Não foi à toa que eu sonhei com você. E você também tem sonhado muito comigo. — depois de uma pausa, observando a expressão culpada do marido que confirmava aquilo, Natalie voltou a acariciá-lo sobre a camiseta do pijama, desta vez utilizando toda a mão para isso, e questionou em tom insinuante: — Então... Até quando nós vamos ficar assim? Sofrendo... Com saudade... Subindo pelas paredes?

Sem perceber, Dean colocou sua mão sobre a mão da loira, a apertando um pouco contra o seu peito, e passou a acariciá-la também enquanto perguntava intrigado:

— O que exatamente você está sugerindo, Natalie?

Depois de morder os lábios mais uma vez, ela respondeu um tanto sem jeito:

— Eu não sei... Talvez... Brincar.

— O quê?! Você está falando sério? Natalie, nós estamos brigados, lembra?! — surpreendeu-se o Winchester, arregalando os olhos, soltando a mão da loira e inclinando-se um pouco para trás enquanto a encarava incrédulo.

— Mas nós ainda somos casados... — lembrou Natalie, se aproximando um pouco. — E não rompemos de verdade, do contrário não estaríamos dividindo o mesmo quarto apesar de tudo. — acrescentou enquanto se sentava na cama e se aproximava mais um pouco de Dean. Em seguida, ela deslizou sobre ele, posicionando-se em volta do seu quadril, e arrematou: — Além disso, como marido e mulher, nós temos certas obrigações um com o outro, você não acha?

Dean observou aquela imagem erótica que se formou diante dele e ficou visivelmente atordoado. Sem perceber, deixou que suas mãos tocassem e se fixassem nas coxas de Natalie, que usava um short preto relativamente curto.

Por fim, ele a observou mais atentamente, com um desejo palpável, arqueou as sobrancelhas levemente e assentiu:

— Pensando por esse lado... Sim, você tem toda a razão. — no entanto, em seguida ele lembrou-se de toda a crise que se instalou entre os dois e achou prudente perguntar: — Mas você acha que nós vamos conseguir, Naty? Separar as coisas deste jeito? Deixar a raiva e a mágoa de lado assim e simplesmente... Brincar?

— O que eu sei é que eu não aguento mais tomar banho frio. — retrucou a loira antes de se inclinar sobre Dean e começar a beijar o seu pescoço de uma forma sensual e provocante.

— Nem eu. — admitiu Dean, revirando os olhos ao se sentir totalmente arrepiado pela carícia.

Sem pensar duas vezes, ele segurou nos cabelos de Natalie e procurou por sua boca. Logo ela inclinou o rosto na direção dele e seus lábios se encaixaram com ímpeto e paixão. Se envolveram avidamente e com muito desejo em um beijo que traduzia toda a saudade que estavam sentindo um do outro.

Em dado momento, Natalie interrompeu o beijo e confessou sem fôlego:

— Sabe, eu fico imaginando que você está lá comigo... No chuveiro.

— Eu também... — admitiu Dean, tomando impulso e virando-se sobre ela.

— Eu senti a sua falta... — confidenciou Natalie enquanto acariciava o rosto de Dean.

— Eu também... Muito... — retribuiu ele. — Mas eu estou um pouco confuso, Naty. Se nós não estamos fazendo as pazes, então...

— Nós podemos chamar isso de recaída. — sugeriu ela.

— Recaída? — repetiu Dean, fazendo um biquinho com os lábios enquanto pensava a respeito. — Gostei. — disse enquanto acariciava uma das pernas da loira. — Ei... Recaídas tendem a ser recorrentes, não é?

— Muito, muito recorrentes... Sr. Awesome. — respondeu Natalie trazendo o rosto de Dean para junto do seu.

Ouvir Natalie, depois de tantas brigas, o chamando por aquele apelido fez um desejo ainda maior e mais urgente se acender no corpo de Dean. Sem conseguir mais esconder a felicidade que sentia, ele murmurou:

— Minha Baby...

E logo em seguida, os dois se beijaram novamente. Com mais desejo, com mais urgência, com mais intensidade. Até que, misteriosamente, uma música começou a ser ouvida ao longe e Dean interrompeu o beijo visivelmente confuso e até assustado.

Ele reconheceu a melodia e a letra. Era Paradise City do Guns N' Roses. E estava tocando em um volume absurdamente alto.

Dean olhou para Natalie embaixo do seu corpo, franziu o cenho e questionou:

— De onde diabos esta música está vindo?

Natalie não respondeu. Ao invés disso, Dean abriu os olhos e fitou o teto do quarto. O caçador estava ligeiramente ofegante e o seu coração muito acelerado. Pouco a pouco, a frustração se tornou perceptível em seu semblante. Ele olhou para o lado e viu que estava sozinho na cama.

— Não... Não... Não! — reclamou Dean enquanto se revirava na cama, inconformado com a interrupção do seu sonho.

Em seguida, ele arrancou os lençóis e jogou os travesseiros pelo quarto com extrema raiva. Para piorar, aquela música continuava tocando em algum lugar fora do bunker. Era quase como uma afronta.

Por fim, Dean levantou da cama e decidiu tomar um banho. Foi praticamente se arrastando para o banheiro e se despiu. Entrou no chuveiro e deixou a água fria percorrer o seu corpo. Mas não estava surtindo o efeito que ele precisava que surtisse, já que aquele maldito sonho não saía da sua cabeça, o que fazia aquele desejo por Natalie apenas se multiplicar ainda mais no seu corpo.

Minutos depois, ele saiu do banho, escovou os dentes e se vestiu. Surpreendentemente, Paradise City continuava tocando em algum lugar. Ainda mais alto. Alguém estava ouvindo aquela música repetidas e repetidas vezes, e Dean decidiu que, independente de quem fosse, esta pessoa ia pagar muito caro por tê-lo acordado no melhor da festa.

Resoluto e com uma expressão raivosa, o caçador desceu a escada e seguiu aquele som. Caminhou pelo bunker e logo alcançou a saída.

Do lado de fora, completamente distraída com a música, Natalie estava ensaboando o Camaro com um tipo esponja, fazendo bastante espuma. Ao seu lado, no chão, havia dois baldes com água, que ela havia enchido usando uma mangueira que também estava perto dali.

Seus cabelos estavam presos em um rabo de cavalo e os raios do Sol realçavam o tom loiro dos fios. Natalie estava de costas para o bunker e, consequentemente, para Dean.

O que mais tinha chamado a atenção do Winchester naquela cena, além do fato de Natalie estar cantando veementemente e dançando enquanto lavava o carro, eram os trajes que ela usava para executar tal tarefa.

Um short jeans, um maldito short jeans que deixava aquelas benditas pernas, aquelas benditas, lindas e torneadas pernas, totalmente descobertas. E para arrematar, uma blusinha preta e justa que realçava as curvas do seu corpo desconcertante.

Dean não sabia se encarava aqueles trajes como uma afronta ou como um convite. De qualquer forma, quando deu-se conta, ele já estava caminhando a passos largos em direção à loira.

A expressão do caçador era um misto de raiva e desejo, ressentimento e amor. Dean não sabia o que ia fazer. Natalie não podia sequer imaginar, já que continuava alheia a presença dele ali.

Então ela simplesmente continuou cantando, dançando e lavando o carro como se Dean não estivesse chegando cada vez mais perto dela...

Notas finais
Sim, a Hunter Pri é muito má e terminou o capítulo justo aí. Sim, eu enganei vocês, o Dean estava apenas sonhando. Sim, eu sou má muaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhh OMG, mas para tudo que eu preciso dizer que, mesmo um pouco frustrante, eu amei escrever cada parte deste capítulo. Desde Clammy tentando manter o foco, a combinação "Sam Winchester, terno e gravata" mexendo com a imaginação da Claire, o Sam olhando para onde não devia, o sonho do Dean, a musiqueta Paradise City e por fim... Este singelo gancho para o próximo capítulo, onde teremos mais Deanalie, um pouquinho de Miastiel, Kevloe, Bobby e eitcha lelê. Agora vem a boa notícia: postarei o capítulo 34 na sequência. Isso mesmo, dois capítulos hoje, aproveitando que é praticamente Natal e tenho que fazer uma boa ação para ganhar presente do Papai Noel. Por falar em Papai Noel, vocês viram isso? https://www.facebook.com/winchesterbroscom/photos/a.563275777072556.1073741825.124167090983429/799366113463520/?type=1&theater Antes de pularem para o próximo capítulo... Reviews? PS: Gostaram da gif do Dean tomando banho? Ui.