Notas iniciais
Oi, gente! Não sei se todo mundo reparou, mas recentemente eu mudei a minha fotinha do avatar. Coloquei o Rei Julian porque simplesmente amo aquele moçoilo. Digo, aquele lêmure. Bem, eu só ia postar este capítulo amanhã, mas quando entrei na minha conta e vi que H&H tinha ganhado duas recomendações super fofas e divas, eu não me aguentei. Fiquei com a carinha do Rei Julian lendo o que as mocinhas Sra Grey Winchester Cross e Miss Queen escreveram. Aiiiiiiiiiiimmmmmmm coisas mais lindas do universo, muito obrigada pelas palavras, pelo carinho, por gostarem tanto das coisinhas que escrevo e da minha pessoa!!! Eu estou meio em choque, sabe? Porque a fic tem apenas 3 capítulos postados (4 com o de hoje) e já tem 3 recomendações. Acho que o povo está querendo que eu infarte, só pode. Aahahahahahahah tô happy! Valeu mesmo! Obrigada não só para as mishamigas que recomendaram, mas também a todo mundo que está lendo, acompanhando e comentando. Vocês são demais! Well, mas especificamente este capítulo, eu quero dedicar para as duas criaturas ungidas que fizeram essas últimas recomendações. Valeu, meninas! Lá vai o disco voador... PS: Neste capítulo, eu vou abusar um pouquinho de um paranauê chamado "licença poética" e tentarei me redimir por algo que fiz em Crossfire...

Quando Castiel parou a Pajero de Claire em frente ao bunker, Mia não conseguiu acreditar no que seus olhos estavam vendo mais adiante. Por um momento, chegou a pensar que fosse uma miragem, um delírio, algum tipo de alucinação.

No entanto, lá estava ele. A luz do sol refletindo em seu capô vermelho. A pintura visivelmente recente e impecável. Os pneus novos, prontos para rodarem todo o país em inúmeras caçadas nas quais Mia ainda iria se embrenhar. O parachoque, os faróis, as janelas, tudo milagrosamente consertado e perfeito. O Mustang estava tinindo de tão novo.

Impressionada e ainda sem acreditar que aquilo era mesmo real, a garota olhou para Castiel ao seu lado, também confuso com o que tinha visto, e se livrou do cinto de segurança. Abriu a porta e desceu em seguida. Castiel fez o mesmo e a seguiu.

Enquanto se aproximava do seu antigo carro, Mia sentia o seu coração acelerar e uma forte emoção a impedia de encontrar uma explicação lógica para o que estava vendo. Seu carro, que teoricamente tinha sofrido perda total depois que um exército de demônios o virou repetidas vezes, estava ali, bem diante dos seus olhos.

Mia parou ao lado dele e Castiel também se deteve, logo atrás da garota. Ele olhou na direção do bunker e viu Bobby saindo de lá e caminhando na direção dos dois. Enquanto isso, Mia passava as mãos por toda a lataria do veículo e seus olhos o percorriam e brilhavam de emoção. Mas quando ela foi tentar abrir a porta, sentiu-se um tanto frustrada. Descobriu que ela estava trancada.

— Eu acho que você vai precisar disso. — avisou Bobby parando de frente para Mia e sacudindo levemente um moinho de chaves que trazia em uma das mãos.

Ela se virou automaticamente e sorriu ao ver aquilo e entender o que significava. Sem pensar duas vezes, Mia pegou as chaves e logo abriu a porta do carro. Entrou e se acomodou no banco do motorista. Olhou tudo em volta e percebeu que o interior do veículo estava um pouco diferente. O que era de se esperar já que os bancos originais e todo o resto tinham sido consumidos por chamas que destruíram o veículo há quase dois meses.

Mia colocou a chave na ignição e testou o motor. Seu coração bateu ainda mais forte quando ela ouviu aquele som tão peculiar e familiar. Emocionada, Mia colocou as mãos no volante por alguns instantes, depois pegou a chave e saiu do carro. Encarou Bobby e, confusa e curiosa ao mesmo tempo, perguntou:

— Como isso é possível?

— Eu sou um bom mecânico. E tenho um ferro velho, lembra? — explicou o caçador e em seguida prosseguiu: — Eu estava meio entediado nos últimos dias, depois que voltei de uma caçada, e então resolvi fazer uma boa ação. Eu tive que refazer o seu carro, Mia, e substituir a maioria das peças. Algumas eu peguei no ferro velho mesmo, outras eu comprei, mas o mais importante é que ainda é ele. O seu Mustang. Ele sobreviveu, assim como você. — diante do silêncio da garota, que ainda o encarava com uma expressão indecifrável, Bobby indagou: — Então? Você gostou?

Houve um longo momento de silêncio durante o qual o caçador e Castiel se entreolharam sem entender o que se passava na cabeça de Mia. Até que de repente, ela suspirou e disse:

— Se eu gostei? — em seguida, ela sorriu, deu um passo, surpreendeu Bobby com um forte abraço e um beijo estalado em sua bochecha e respondeu animada: — Eu amei! Muito! Mesmo! Eu nem sei como agradecer, mas... Obrigada! Obrigada, Bobby! Obrigada! O senhor é o melhor mecânico do mundo! Que o Dean não me ouça, é claro. Obrigada! De novo.

O caçador sorriu satisfeito por Mia ter gostado da surpresa e respondeu:

— Imagina, não foi nada.

Ao ouvir uma certa palavra, a garota desmanchou o sorriso e olhou para Castiel um tanto constrangida. O anjo entendeu perfeitamente o motivo e não conseguiu conter um leve sorriso. Mia coçou a nuca e olhou para o lado tentando afastar certos pensamentos, e Bobby observou os dois antes de resmungar:

— Agora eu entendo porque chamam vocês de coelhos.

— Por falar em coelhos, cadê o meu gatinho lindo? — perguntou a garota mudando rapidamente de assunto. — Não você, Cas. O outro gatinho. — explicou lançando um olhar penetrante na direção do anjo antes de entrar no carro de novo. Em seguida, ela passou as mãos por todo o painel e sorriu encantada. Mas como não ouviu nenhuma resposta do Bobby, colocou a cabeça para fora e insistiu: — Eu perguntei onde o Vincent está.

Novamente não houve resposta. Bobby simplesmente ficou sério e desviou do olhar da garota.

Desconfiada e preocupada, Mia saiu do carro e cruzou os braços contra o peito, aguardando uma explicação. Castiel também encarava o caçador querendo saber o que tinha acontecido ao gato, até que Bobby olhou para a garota e pediu:

— Mia, você precisa ser forte.

— Ai meu Deus! O que aconteceu com o Vincent? — desesperou-se ela levando uma mão ao coração e outra à cabeça. — Ele se perdeu no meu guarda-roupa de novo... Ele foi... Soterrado pelas minhas roupas, é isso? Ai meu Deus, ele morreu asfixiado?

— Não! — Bobby teve que dizer isso bem alto para acalmar Mia. Então, depois de uma longa pausa, ele completou: — Ele não morreu, tudo bem? — quando a garota assentiu com um meneio de cabeça visivelmente mais aliviada, Bobby disse: — Ele só seguiu o caminho dele.

— Como assim? — não entendeu Castiel.

— É, como assim? — reforçou Mia voltando a ficar nervosa com todo aquele mistério.

Bobby respirou fundo e começou a explicar de fato:

— Bem, os meninos, a Natalie e a minha filha não estavam por aqui. Na verdade, eles ainda não voltaram das últimas caçadas... Então quando eu fui até o ferro velho, reformar o que sobrou do seu carro, eu resolvi levar o gato comigo.

— Ai meu Deus! E aí um carro caiu em cima do Vincent, não foi? — temeu Mia.

Bobby revirou os olhos um tanto irritado com aquela tempestade que a garota estava fazendo e respondeu:

— Não, nenhum carro caiu em cima do gato, tudo bem?

— Então? — indagou Mia aflita.

O caçador olhou para o casal por alguns instantes antes de dizer:

— Digamos que o Vincent conheceu alguém especial e resolveu fugir com ela.

— Alguém? — repetiu Castiel confuso.

— Uma gata. — revelou o caçador. — Ela apareceu no ferro velho enquanto eu cuidava do Mustang e... Sei lá, acho que foi amor à primeira vista. Coisa de gatos. Eles sumiam durante horas no meio de todos aqueles carros e... Nossa, eram tantos miados estranhos... Eu só sei que da última vez que eu vi, a tal gata estava com uma barriga meio suspeita. E quando eu tentei trazer o gato para cá, ele simplesmente saiu correndo com ela. E os dois sumiram.

Bobby e Castiel olharam para Mia que estava completamente sem reação e com um olhar distante. Sem perceber, ela apoiou as costas no Mustang e continuou em silêncio.

Ao notar que ela tinha ficado triste ao ouvir aquele relato, Bobby tentou tranquilizá-la:

— Não se preocupe, Mia. Eu acho que eles só fugiram porque ficaram com medo de serem separados. Mas quem sabe agora que não tem ninguém no ferro velho, eles voltem e tenham seus filhotes por lá mesmo? Gatos são animais espertos e independentes. Eles vão ficar bem. Além disso, aqui o Vincent não tinha muita liberdade, o Dean e a Natalie não gostavam muito dele e você mesma quase não dava atenção para o coitado. Esquecia ele dentro daquele guarda-roupa por dias. No fundo, você sabe que foi melhor assim. Ele está melhor agora. Acredite, eu vi.

Ainda triste, Mia refletiu sobre tudo o que tinha ouvido antes de olhar para Bobby e dizer:

— Você tem razão. Mas mesmo assim, eu vou sentir falta dele. Eu sei que eu não fui a melhor das mães, mas eu gostava do Vincent. Ainda gosto. Ele fazia eu me lembrar da minha infância. Eu já contei que eu tive um gato com o mesmo nome quando eu era criança? Ele foi embora na noite em que... Os meus pais morreram. Eu acho que, inconscientemente, eu sempre acreditei que eles eram o mesmo gato. Que ele tinha voltado para mim, de alguma forma sobrenatural.

Castiel se aproximou e colocou uma mão no ombro da garota antes de dizer:

— Mia, eu sinto muito.

— Tudo bem, anjo. No fundo, eu estou feliz por ele. Talvez tenha sido melhor assim mesmo. — respondeu a caçadora. Em seguida, ela se afastou do carro e ao passar por Bobby, reforçou: — Obrigada mais uma vez. Pelo carro... — e enquanto caminhava na direção do bunker, Mia lembrou de algo importante e disse: — Ah, Cas... Não esquece do anjo psicopata no porta-malas.

Bobby olhou para Castiel e perguntou:

— Do que ela está falando?

— É uma longa história. — respondeu ele e o caçador o seguiu até o carro de Claire.

Quando Castiel abriu o porta-malas, revelando Haziel amordaçado em seu interior, Bobby resmungou:

— Balls!

O prisioneiro se debateu e tentou falar, mas tudo o que saiu da sua boca foram sons impossíveis de se traduzir.

Ao lembrar que aquele anjo tentou matar Mia há dois dias, em Chicago, Castiel o encarou com certa raiva, fechou o porta-malas e murmurou:

— Pois é.

— Eu vou fazer uma armadilha de anjos na masmorra. — avisou Bobby.

— Obrigado. — agradeceu Castiel enquanto o outro se afastava.

Algum tempo depois, Castiel entrou no bunker levando Haziel com ele. O prisioneiro tinha um saco preto na cabeça, para que não visse o caminho e para onde estava sendo levado. Além disso, ele estava preso com algemas especiais, que tinham pequenos sigilos enoquianos gravados no metal. Assim, o anjo não conseguiria quebrá-las e, consequentemente, se libertar. Para completar, Castiel segurava firmemente em um dos braços de Haziel e mantinha uma espada contra anjos contra as costas dele. Ao menor movimento, Castiel não hesitaria.

Logo os dois chegaram até a masmorra, onde Bobby os aguardava. O caçador havia feito um círculo com óleo santo no meio do recinto e segurava um isqueiro em uma das mãos.

Antes de empurrar Haziel na direção da armadilha, Castiel retirou o saco preto da cabeça do anjo e deu alguns passos para trás. Neste curto intervalo, Bobby acendeu o isqueiro. E quando viu que Castiel estava à uma distância segura, jogou o isqueiro sobre o óleo santo.

Rapidamente, as chamas surgiram e se ergueram em volta de Haziel, que observou aquilo com apreensão. Engoliu em seco e ao perceber que estava completamente sem saída, olhou tudo em volta, tentando entender onde estava exatamente.

Parecia um tipo de porão. Não havia janelas, somente uma porta dupla a alguns metros de onde ele estava. Havia vários símbolos espalhados pelo chão e pelo teto, a maioria deles contra demônios. Em uma das paredes, via-se um tipo de armário, porém as portas estavam trancadas com cadeados.

Definitivamente, aquele lugar era uma construção bem antiga, mas que resistia muito bem aos efeitos do tempo. Era algum tipo de fortaleza. E aquela parte era a sua masmorra.

Depois de alguns instantes, Haziel estreitou o olhar na direção de Bobby e Castiel, que estavam lado a lado e o encaravam com expressões firmes e sérias. Se concentrou no anjo e ergueu mais a cabeça, antes de cumprimentá-lo com uma voz impassível:

— Castiel, quanto tempo. Apesar das circunstâncias, é bom te ver, irmão.

— Pena que eu não posso dizer o mesmo. — rebateu severamente o anjo de sobretudo.

— Desculpe, mas eu estou um pouco confuso. Este é o Metatron? — indagou Bobby depois de algum tempo observando a troca de olhares entre os dois.

— Não, só mais um dos seus aliados. Seu nome é Haziel. — explicou Castiel.

— Neste caso, eu vou deixá-los sozinhos. Eu estou ajudando a Jody com um caso que requer uma certa pesquisa. — contou o caçador. E como Castiel recebeu aquilo com certa surpresa, ele explicou: — Pois é, ela tem caçado algumas coisas ultimamente. Só o que aparece no caminho. Eu não concordo com isso, mas ela é tão teimosa... — Bobby suspirou ao lembrar de que na verdade gostava da coragem que Jody tinha, fosse diante de criminosos ou de monstros. Era uma mulher forte e muito especial. Além de uma grande amiga. — Bem, com licença. — encerrou antes de deixar a masmorra e fechar a porta.

Quando se viu sozinho com Castiel, Haziel retomou o assunto:

— Então é assim que você me vê? Como alguém que se aliou ao Metatron? Apenas isso? Nós já lutamos tantas vezes juntos, Castiel. Fazíamos parte da mesma guarnição. Você se esqueceu de tudo aquilo?

— Eu? Não. — negou ele. — Aparentemente, quem esqueceu foi você. Afinal, pelo o que eu entendi, você tinha ordens para me matar. Não só eu, mas a Mia também. E estava decidido a cumprir essas ordens.

Após um momento em silêncio, e com o rosto iluminado pelas chamas da armadilha, Haziel tentou se justificar:

— Eu sinto muito pela garota. Eu não sabia que ela era tão importante para você. O Metatron disse que ela era apenas uma distração. E que para chegar até você, eu teria que eliminá-la. Mas acredite, Castiel, eu nunca tive intenções de matá-lo.

Castiel franziu o cenho confuso. Por um lado, Haziel parecia sincero, mas ao mesmo tempo, Castiel não conseguia confiar nele. Não depois dele ter tentado machucar Mia. Além disso, talvez ele tivesse aprendido a mentir com Metatron, que era um expert nesta área.

Pensando nisso, Castiel prosseguiu:

— É mesmo? Porque o meu palpite é que o Metatron te fez uma proposta tentadora. A minha cabeça e a da Mia em troca de uma entrada para o Céu. Não foi isso o que ele te prometeu?

— Sim. — confessou o outro. — Mas eu consegui interceder ao seu favor.

— Como assim? — não entendeu Castiel.

— Ele me deu uma chance para te convencer a se juntar a nós. — explicou o outro.

— Neste caso, você teria que me matar de qualquer jeito porque eu nunca me juntaria ao Metatron de novo. — disse Castiel resoluto.

— Tem certeza? — desafiou Haziel. — Porque o Metatron está cansado deste jogo de gato e rato, Castiel. Ele está disposto a colocar um fim nisso, desde que você pare de caçá-lo.

— Minha resposta é não. — reafirmou Castiel. — Infelizmente você não pode levá-la até o seu chefe, mas à esta altura ele já deve ter entendido o recado.

Haziel o encarou por algum tempo antes de recomeçar:

— Tudo bem, então vamos falar sobre a garota. Sobre a Mia.

Neste momento a caçadora empurrou a porta e entrou, com a cabeça um tanto baixa e dizendo:

— Ei, anjo, você começou sem mim? — em seguida, ela fechou a porta, se aproximou de Castiel e perguntou: — Sobre o que vocês estavam falando?

— Não importa. — desconversou ele, já que não tinha acreditado em nada que Haziel havia dito até ali e não estava interessado em falar sobre Mia.

— Na verdade, nós íamos começar a falar sobre você. — intrometeu-se Haziel percebendo que a sua sugestão tinha incomodado o outro anjo.

— Sério? Nossa! Quanta honra. — debochou a caçadora o encarando de cabeça erguida e com um leve sorriso. — Ah! Mas antes, me responda uma coisa. Você fez boa viagem? Ah! Me responda outra. O porta-malas estava confortável? — e olhando para as chamas que crepitavam em volta dele, provocou de novo: — Só mais uma. Você está bem aquecido aí?

Irritado, Haziel ficou extremamente sério ao ouvir aquelas provocações e desviou do olhar de Mia por alguns instantes. Mas, em seguida, ele voltou a encará-la e perguntou:

— Como você fez aquilo?

— Aquilo o quê? — questionou ela um tanto distraída.

— Você sabe. — insinuou ele enquanto Castiel estreitava o olhar na sua direção e Mia desmanchava o sorriso debochado que sustentava até então. — Vamos, responda. O Castiel também está se perguntando a mesma coisa. Como você me derrubou daquele jeito, Mia? — insistiu o anjo. — O Metatron disse que você era uma espécie de clarividente, mas aquilo...

— O que você sabe sobre a escada para o Céu? — perguntou Castiel de repente, querendo encerrar o assunto delicado levantado por Haziel e descobrir algo que realmente pudesse ajudar ele e Mia na caçada a Metatron.

— Não importa. Ela muda constantemente de lugar. O Metatron é esperto. Além disso, mesmo que você soubesse a localização atual, você não iria muito longe com essa informação, Castiel. Você seria morto assim que entrasse no Céu. — respondeu Haziel e após uma pausa, olhou para Mia de relance, depois voltou a encarar o anjo ao lado dela e deixou escapar propositalmente: — Você desperdiçou a sua chance. O Metatron não iria relevar desta vez.

Mia olhou para o prisioneiro um tanto confusa e perguntou:

— Como assim? Do que você está falando?

Castiel ia abrir a boca para mudar de assunto novamente, mas Haziel foi mais rápido e despejou:

— Da chance que o seu amado anjo perdeu de voltar para o Céu. O Metatron estava disposto a encerrar as diferenças entre eles. E uma vez que isso estivesse resolvido, eu tenho certeza que ele devolveria a graça do Castiel.

— Ele está mentindo. — cortou o outro anjo olhando para Mia ao seu lado, que mantinha o olhar fixo no prisioneiro.

— E você sabe como o Castiel precisa recuperar a graça dele, não sabe, Mia? — continuou Haziel. — A graça que ele absorveu está perdendo a energia. E isso não é um bom sinal.

Mia desviou do olhar de Haziel e fitou o chão. Não sabia o que pensar, mas por algum motivo sentia-se culpada pelo o que poderia acontecer com Castiel. E se Metatron estivesse dizendo a verdade? E se ele estivesse mesmo disposto a devolver a graça original ao anjo? E se ela estivesse impedindo que isso acontecesse? Impedindo que Castiel recuperasse algo que ele precisava muito?

Castiel conhecia Mia muito bem e sabia exatamente o que ela estava pensando. E sabia que ela estava errada, que estava entrando no jogo de Haziel. Então ele tomou a sua frente, segurou em seu rosto, ganhando a atenção dela, e explicou:

— Mia, o Haziel está mentindo. Ele ia te matar. Você não pode acreditar, nem por um segundo, no que ele está dizendo. O Metatron sabe muito bem que eu nunca confiaria nele de novo, principalmente se ele fizesse alguma coisa com você. Não faz sentido matar você e me oferecer um lugar no Céu, e ainda devolver a minha graça. É tudo mentira. — após uma breve pausa, ele prosseguiu: — A verdade é que o Haziel estava naquele quarto para me matar também. Ou no máximo, para me levar até o Metatron e deixar que ele fizesse o serviço. Ele está tentando nos confundir, fazer você se sentir culpada e nos atrair para algum tipo de armadilha. Ele é um mentiroso, assim como o Metatron. Nós não podemos confiar em nenhum dos dois.

Mia absorveu aquelas palavras e percebeu que Castiel tinha toda a razão. Ela estava dando ouvidos para um anjo que tinha tentado matá-la. Ela não podia acreditar nele, muito menos em Metatron, que já tinha a enganado uma vez, enganado Castiel e, simplesmente, provocado a queda de todos os anjos.

Era difícil raciocinar direito quando era o bem estar de Castiel que estava em jogo, mas agora Mia conseguia enxergar claramente o que Haziel estava tentando fazer.

Então a garota soltou um suspiro profundo e afirmou:

— Você está certo, Cas. Ele está tentando nos enganar, nos enrolar com essa conversa fiada.

Castiel assentiu com um meneio de cabeça. Em seguida, ele e Mia voltaram a olhar para o anjo preso na armadilha, que finalmente parecia ter abandonado a máscara que sustentava até então.

— Eu estou impressionado. Você realmente ficou mais esperto, Castiel. Depois de ter sido enganado e manipulado tantas vezes, já estava na hora. — debochou ele.

— É bom você ficar esperto também. — aconselhou Mia. — E nos dizer exatamente o que você sabe sobre essa escada para o Céu, sobre a Tábua dos Anjos e sobre a graça do Cas ou...

— Ou o quê? — indagou Haziel. — Vocês vão me matar? Me torturar?

— Eu não quero chegar a este ponto. — disse Castiel. — Então... Nos conte o que você sabe e talvez... Talvez nós deixaremos você ir.

Mia olhou para Castiel de relance. Não concordava com aquilo. Não queria libertar Haziel. Ele tinha sido enviado para matar ela e Castiel. Que garantias que eles teriam de que ele não tentaria de novo? Desta vez, só por vingança por ter sido capturado daquele jeito?

A voz de Castiel interrompeu os seus pensamentos:

— Não precisa responder agora. Apenas pense a respeito. Tempo para isso é o que você mais tem. Nós voltaremos mais tarde.

Então ele olhou para Mia e segurou sua mão antes de começar a se afastar. Ela caminhou junto com Castiel, mas antes de sair da masmorra, olhou mais uma vez para Haziel preso na armadilha. A expressão dele era indecifrável...

Notas finais
E aí, people? O que acharam? Ahhhhhhhhhhhhhhh pera, pera, pera! Um minutinho de vossas atenções porque o Mustang voltooooooooooooou!!! Abusei mesmo da licença poética, porque convenhamos, na vida real ia ser bem difícil consertar aquele carro, mas eu precisava devolver o Mustang para a Mia, tadinha. Depois de ter feito a bichinha comer o pão que o diabo amassou na fic passada, eu tinha que me redimir. Além disso, eu sei que muita gente (não vou citar nomes, né, Puddiiiiiiiiiiing) ficou chateada com o final trágico do Mustang, então eu resolvi trazê-lo de volta do além dos carros. Gostaram? Outra coisinha que eu quis solucionar neste começo de fic foi a questão do Vincent. Eu queria ter dado mais destaque para ele, mas não consegui (muitos personagens e paranauês para administrar). E depois que eu fui atacada por um gato mutante que quase arrancou a minha mão, peguei trauma e decidi dar um desfecho para o personagem de uma vez. Não sei se alguém vai sentir falta dele (acho que só a Mia mesmo, coitada), mas o importante é que o Vincent está bem, in love com uma gatinha fogosa e construindo a sua família por aí. kkkkkkkkkkkk Agora, meu povo e minha pova, que babado é esse do Haziel, hein? Chegou querendo semear a discórdia entre Miastiel, posando de bom moço, mas na realidade tava escondendo o jogo e eitcha lelê. Mas será que ele é mau mesmo? Bom? Está perdido? Confuso? Eis as questões que serão respondidas no próximo capítulo. Ah! E no próximo capítulo teremos o retorno de alguns personagens... Acho que vocês vão gostar. Well, this is it! Reviews?