Notas iniciais
Oiiiiiii, gente!!! Primeiramente, para quem ainda não sabe, deu a loka na minha pessoa ontem e eu comecei a escrever a fic das mini pessoas e já postei o primeiro capítulo!!! Quero agradecer a todo mundo que já leu, comentou, favoritou e que está acompanhando. Aiiiiiiiiiiiiimmm fiquei muito feliz por vocês terem aprovado! Valeu! E quem ainda não leu e quiser dar um confere, está aqui o meu mais recente devaneio: http://fanfiction.com.br/historia/533818/O_caso_do_Slender_Man/ Lembrando que esta não é a fic especial que eu tinha mencionado em algumas notas atrás. Esta outra se chamará E se fosse verdade, já está pronta, será baseada no episódio 2X20, mas se passará nos dias atuais, mostrará Dean "acordando em uma vida que não é a dele", procurando por seu brother, por sua baby e por outras pessoas... Ainda não postei porque quero dar mais um tempinho mesmo. Mas em breve, me dará a loka e já sabem, né? kkkkkkkkkk Well, eu ia postar este capítulo amanhã, mas a mishamiga Pandachu me prometeu um Toddynho caso eu postasse antes, então o capítulo está aqui, moçoila. Favor enviar o meu Toddynho para a Caixa Postal 666 que o Crowley entrega para mim. Oi? O capítulo ficou meio grandinho e eu pensei em dividí-lo em duas metades iguais... cof cof..., mas fiquei com preguiça de fazer isso. Cuma? E também não queria enrolar demais para resolver a questão Haziel e também para trazer alguns personagens de volta para o bunker, então... Vai ficar assim mesmo kkkkkkkkkkkkkk Sobre o Haziel, vocês vão pensar "O que se passa na cabeça da Hunter Pri?" E eu respondo "Como é que eu vou saber? Digo, eu explico nas Notas Finais, ok?" Mas, só para adiantar, o título do capítulo diz respeito a ele... Ah! Só mais uma última coisinha! Eu criei, há algum tempo, um grupo no Face chamado Unidos do Nyah Fanfiction (Nota... 10!), para conversar com vocês, para compartilharmos fics, para eu enviar os capítulos da fic, caso o Nyah entre naquelas fatídicas manutenções, enfim. Um grupinho meigo para termos um contato a mais. Então quem quiser entrar na roda, procure o grupinho, mande a solicitação e eu adiciono. E depois se vocês quiserem me adicionar também, tamo junto. Estou como Pri Paiva. Só peço que vocês me digam quem são vocês aqui no Nyah porque a maioria deve estar com nomes, apelidos e afins diferentes. Bem, ufa... Chega de enrolar e fiquem agora com mais um capítulo de H&H! Have fun!

Castiel estava deitado na cama de Mia, com as costas escoradas na cabeceira, enquanto a caçadora estava deitada ao seu lado e com a cabeça apoiada em seu peito.

Os dois pensavam na conversa que tiveram com Haziel, que tinha acontecido há cerca de uma hora, quando Mia começou:

— Cas, você estava falando sério sobre libertar o Haziel se ele nos ajudar?

O anjo permaneceu em silêncio durante alguns segundos, pensando em uma resposta para aquela pergunta, e então disse de uma forma meio evasiva:

— Nós não podemos deixá-lo preso para sempre.

— Mas se ele não colaborar... Você está disposto a... Fazer com que ele colabore? — prosseguiu ela sentindo-se péssima por sugerir aquilo.

Desta vez, Castiel ficou um tempo maior em silêncio. E quando abriu a boca, a única coisa que ele conseguiu dizer foi:

— Eu não sei.

Mia respirou fundo e sentou na cama. Voltou-se para o anjo, que também se acomodou melhor, para olhá-la de frente. Então ele resolveu explicar:

— Mia, eu sei que o Haziel foi enviado para matar nós dois, mas que tipo de anjo eu seria se o torturasse? Eu estaria agindo como o Bartholomew e o Malachi agiram. Anjos torturando anjos? Onde nós vamos parar? Eu não quero isso.

— Nem eu. — admitiu a garota. — Eu não quero que você suje as suas mãos com ele, Cas. Eu sei que isso acabaria com você, eu sei que é errado. Mas ao mesmo tempo, eu não sei como nós vamos conseguir que ele fale o que sabe. Qualquer coisa, qualquer pista pode nos ajudar. E eu também sei que você precisa recuperar a sua graça e sofro por não poder fazer nada a respeito...

Mia parou de falar depois que uma certa palavra a desconcentrou. Fechou os olhos e riu levemente de si mesma, sem acreditar que até em um momento sério, ela conseguia pensar em certas coisas e perder o foco.

Quando abriu os olhos, Castiel a encarava com um olhar que indicava que ele tinha entendido muito bem o que ela havia pensado, afinal aquela palavra também o desconcertava toda vez que alguém a dizia.

Instantes depois, ele deu um meio sorriso e retomou a conversa:

— Olha, eu não quero que você se preocupe com essas coisas agora. Deixa que eu converso com o Haziel mais uma vez. Ele sabe que está sem saída. Eu não vou torturá-lo, mas eu posso fazer com que ele pense que sim. Além disso, nenhum anjo gosta de ficar preso numa armadilha daquelas. É meio... Desesperador. O Haziel não vai aguentar por muito tempo. — e depois de uma breve pausa, ele aconselhou: — Descansa um pouco. A viagem até aqui foi bem longa, você deve estar cansada.

— Tudo bem, mas antes eu quero te fazer uma pergunta. — anunciou a garota. E depois que Castiel assentiu com um meneio de cabeça, ela indagou: — Você está preocupado comigo? Eu quero dizer... Com o que aconteceu em Chicago, quando o Haziel tentou me matar e... Não conseguiu? Você acha que tem alguma coisa errada comigo? Que eu posso me tornar perigosa de alguma forma? Você fica pensando nessas coisas? Você está me vendo de uma forma diferente depois daquilo? Como se eu não fosse mais a mesma pessoa?

— Você disse que era só uma pergunta. — lembrou Castiel arqueando as sobrancelhas enquanto a encarava.

Mia inclinou um pouco a cabeça e, com um olhar suplicante, insistiu:

— É que eu preciso saber se está tudo bem entre a gente depois do que aconteceu. Afinal... Eu meio que abati um anjo e você é um anjo... Claro que eu nunca te machucaria, mas eu preciso ter certeza de que você sabe disso. Que você confia em mim e que está tudo bem entre a gente.

Castiel observou Mia por algum tempo, sem desviar dos olhos dela. No fundo, ele estava preocupado com as mudanças pelas quais ela vinha passando, mas não estava a vendo de uma forma diferente por causa disso. Ela ainda era a mesma garota maluca e apaixonante para ele. O que quer que aquele novo dom significasse, não mudava a forma como ele se sentia em relação à ela.

A caçadora já estava enlouquecendo diante daquele silêncio, quando percebeu que o anjo estava se aproximando lentamente. Então ela desistiu de falar qualquer coisa. Na verdade, Mia tinha esquecido o que ia falar porque era impossível raciocinar direito com aquele par de olhos azuis a olhando daquele jeito tão intenso.

Quando a distância diminuiu mais entre os dois, Mia sentiu o seu coração disparar subitamente. Quando Castiel tocou o seu rosto com uma das mãos, ela sentiu a ansiedade se espalhar por cada célula do seu corpo. Quando ele aproximou o rosto, Mia fechou os olhos instintivamente e procurou por seus lábios. E os encontrou. Então eles se encaixaram perfeitamente e se envolveram sem pressa e de uma forma muito carinhosa.

Uma das mãos de Castiel deslizou suavemente pelo rosto de Mia até alcançar a sua nuca. A segurou firmemente enquanto aprofundava o beijo. Ele sentiu as mãos da caçadora subindo pelo seu sobretudo e logo depois segurarem na lapela da peça com força. Com isso, os dois ficaram ainda mais próximos e o beijo se tornou mais intenso e envolvente.

Momentos depois, suas bocas finalmente se afastaram, mas os dois continuaram bem próximos um do outro, apenas se olhando. Até que Mia sorriu e elogiou:

— Boa resposta, anjo.

Castiel sorriu de volta e os dois se afastaram devagar. Mas quando ele ia levantar da cama, Mia segurou em sua mão e o anjo se deteve. Então ela recomeçou:

— Mas mesmo assim eu quero me explicar. Eu quero que você saiba que eu não sei como fiz aquilo. Eu simplesmente fiz. Eu acho que é uma nova habilidade se desenvolvendo por causa do... Sangue do Crowley. Mas eu também quero que você saiba que eu me sinto ótima. Mesmo. Sem nenhum efeito colateral. E principalmente, que eu ainda sou eu. Sempre vou ser.

Castiel refletiu sobre aquilo enquanto observava Mia com carinho. Depois se aproximou mais uma vez, lhe deu um selinho demorado e retribuiu:

— E eu quero que você saiba que eu sempre estarei aqui. Não importa o que esta habilidade signifique, eu sempre estarei ao seu lado, Mia, te ajudando a passar por qualquer coisa que vier. — ao terminar de dizer isso, ele a encarou por mais alguns instantes, depois se levantou da cama e reiterou: — Agora descansa um pouco.

Mia assentiu com um meneio de cabeça e em seguida observou Castiel se afastando e deixando o quarto.

Logo o anjo alcançou o corredor, a escada e desceu por ela. Passou pela sala principal do bunker e viu Bobby sentado à mesa, com dezenas de livros espalhados por ela.

O caçador falava ao celular e pelo teor da conversa, Castiel deduziu que ele estava falando com Jody sobre o caso sobrenatural que a xerife estava investigando.

Castiel passou por ele e caminhou por um longo corredor em direção à masmorra. Ele descia alguns degraus quando ouviu gritos agoniados vindos lá debaixo. Se apressou e empurrou a porta dupla. O que viu, o fez adentrar a masmorra e gritar:

— Não!

O que aconteceu foi que Haziel tinha tentado atravessar o fogo sagrado, mas ao ser tocado pelas chamas, ele acabou caindo sobre elas. Seu corpo inteiro estava em combustão e ao vê-lo daquele jeito, Castiel se aproximou rapidamente e tentou ajudá-lo. Porém, por também ser um anjo, ele não podia fazer muita coisa ou acabaria se queimando naquelas chamas.

Desesperado, Castiel retirou o sobretudo e o jogou sobre Haziel no exato instante em que Bobby adentrou o lugar. Ao ver o que estava acontecendo, ele ficou visivelmente horrorizado e resmungou:

— Balls!

Haziel gritava de dor e se debatia violentamente quando o caçador tomou a frente de Castiel e tentou apagar as chamas, dando leves tapas no sobretudo que cobria o prisioneiro.

Quando conseguiu conter as chamas que acometiam o anjo, ele o arrastou para fora do círculo que ainda queimava e tirou o sobretudo de cima de Haziel. Se afastou horrorizado diante daquela imagem. O anjo estava quase irreconhecível, muito ferido, mas ainda vivo.

Neste momento, Castiel se aproximou e se ajoelhou diante dele. Naquele momento não estava mais diante do anjo que tentou matar ele e Mia, mas sim diante do seu irmão. Um irmão perdido e que errou, mas que ainda assim, era seu irmão.

Castiel retirou uma chave do bolso da calça e, com cuidado, abriu as algemas que prendiam Haziel. Ele sabia que o anjo não ia tentar fugir, não estava em condições para isso. Castiel também sabia que quando atravessou a armadilha, Haziel não estava tentando fugir. Aquelas chamas eram fatais para anjos e ele sabia muito bem disso.

Com uma expressão que demonstrava toda a dor que sentia ao ver Haziel naquelas condições, ele perguntou:

— Por quê?

— Eu sinto muito... — lamentou Haziel em meio à uma tosse agoniante.

Castiel o olhou com pesar e esclareceu:

— Eu não ia te torturar.

— Eu sei, mas o Metatron sim. Se eu contasse qualquer coisa para você, ele ia acabar comigo na primeira oportunidade... É isso o que ele tem feito com aqueles que o traem... Eu ia passar a eternidade fugindo, me escondendo, mas... Em algum momento, ele ia me encontrar... — explicou Haziel com muita dificuldade, pois a dor que sentia era atordoante.

— Eu poderia te proteger. — disse Castiel e depois de pensar um pouco, colocou o indicador sobre a testa do anjo e completou: — E talvez eu possa te curar.

— Não! — recusou Haziel afastando a mão do outro anjo. — Me deixe morrer. Me curar acabaria com você... Com a graça que você absorveu... Além disso, eu mereço o que está acontecendo... Eu sempre soube quem o Metatron era e mesmo assim resolvi ajudá-lo. Em troca de voltar para o Céu... Eu fui tão mesquinho... E eu não sou o único, Castiel... Os anjos querem voltar, nós não nos encaixamos na Terra... Os anjos vão fazer de tudo para voltar... Qualquer coisa que o Metatron mandar... Você deve tomar cuidado... Eu ia te matar... Eu sinto muito... Mas outros tentarão...

Castiel não sabia o que pensar, muito menos o que dizer. Estava tocado demais com a imagem de Haziel morrendo diante dele. E por mais que ele tivesse errado, o maior culpado de tudo aquilo ainda era o Metatron.

Em dado momento, Bobby resolveu interferir e disse:

— Se você está mesmo arrependido, então conte algo que possa nos ajudar a acabar com aquele desgraçado.

Haziel sentia-se fraco, a dor se espalhava pelo seu corpo, sabia que não tinha muito tempo, mas estava realmente arrependido. E como não tinha mais nada a perder ou a ganhar, ele resolveu revelar:

— A escada... Ela realmente muda de lugar o tempo todo... Ela estava em Chicago, mas o Metatron a mudou novamente quando descobriu que você e a Mia estavam na cidade... Não confie nas Testemunhas de Jeová... Elas falam com ele, acreditam que ele é Deus... Uma delas viu vocês em Chicago e... Rezou para ele...

Haziel parou de falar e tossiu novamente. Castiel observou aquilo com tristeza antes de perguntar:

— E o que você sabe sobre a minha graça ou sobre a Tábua dos Anjos?

Com muita dificuldade, Haziel conseguiu dizer com a voz quase inaudível:

— Eu ouvi dizer que ele escondeu a Tábua dos Anjos na Terra... Ele tem medo que algum anjo que conseguiu a sua passagem para o Céu o traía em algum momento e roube o artefato... Então ele resolveu esconder a Tábua onde eles menos esperam...

— Onde? — interessou-se Castiel.

— Eu sinto muito... Eu não sei... Isso são só boatos... — respondeu Haziel.

— E a minha graça? O que você sabe sobre ela? — indagou Castiel.

Houve um momento de silêncio durante o qual Haziel tentou falar, mas não conseguiu. Não tinha mais forças. Produzia alguns sons, mas não conseguia formar nem uma palavra.

Castiel se aproximou mais um pouco tentando ouví-lo, mas tudo que ouviu foram gemidos abafados e o seu último suspiro. Quando fitou o rosto do anjo, os olhos dele estavam completamente estáticos, vazios, olhando para lugar algum.

Então Castiel se afastou lentamente e o observou com tristeza por algum tempo. Em seguida, aproximou a mão dos seus olhos e fechou as suas pálpebras no exato momento em que Mia entrou na masmorra.

Ela tinha ouvido os gritos momentos antes e, assim como Bobby e Castiel, ficou atônita diante do que viu.

— Ai meu Deus... — murmurou ela em choque. — O que aconteceu aqui?

Como Castiel permaneceu em silêncio, Bobby resolveu explicar:

— Ele se matou.

Mia olhou para o corpo carbonizado de Haziel e não pôde evitar. Sentiu uma desolação enorme porque aquele anjo era a única pista que ela e Castiel tinham. E agora ele estava morto. Ou seja, ela e Castiel tinham voltado para a estaca zero.

Imaginando que Mia estava pensando daquele jeito, Bobby contou:

— Antes de morrer, ele disse que o Metatron escondeu a Tábua dos Anjos na Terra.

A caçadora não tinha certeza se aquela informação ajudaria em alguma coisa, já que a Terra é um lugar enorme. E ela ainda pensava nisso quando Castiel se levantou.

Então Mia deu alguns passos em sua direção e disse:

— Cas, eu sinto muito. O Haziel errou, mas eu sei que vocês tiveram uma amizade no passado. Eu lamento que as coisas tenham acabado assim.

Castiel pensou um pouco e, antes de deixar a masmorra, ele disse com um tom bem sério:

— Isso ainda não acabou. Está apenas começando.

Tanto Mia quanto Bobby sabiam que Castiel estava se referindo à caçada a Metatron. Agora mais do que nunca, ele ia querer consertar as coisas, recuperar a sua graça, a Tábua dos Anjos, reverter o feitiço que causou a queda dos anjos e destruir aquele que começou tudo aquilo.

Aos poucos, Bobby e Mia também deixaram a masmorra. E até o fim do dia, o receptáculo de Haziel foi devidamente enterrado nas proximidades do bunker.

Dias depois

Era noite quando Natalie estacionou o Camaro em frente ao bunker. Instantes depois, ela desceu do veículo e fechou a porta.

Segurando uma torta, que a loira havia comprado na última lanchonete em que pararam, Claire fez o mesmo.

Depois de entregar a torta para Natalie, a morena olhou para o bunker e abriu um enorme sorriso. Estava com muita saudade daquele lugar, mas especialmente do seu pai e de Sam. Não via a hora de revê-los.

As duas deram a volta no veículo e Claire abriu o porta-malas. Então cada uma pegou a sua respectiva bolsa de viagem. Depois de fechar o porta-malas, Claire começou a caminhar ao lado de Natalie na direção da entrada daquela fortaleza.

Também feliz por estar de volta, a loira sorriu e murmurou:

— Lar doce lar!

Claire riu levemente e olhou tudo em volta. Viu o Mustang recém reformado. Ela e Natalie sabiam que Bobby tinha trabalhado naquele conserto nos últimos dias porque conversaram com ele por telefone há uma semana.

Claire estranhou a ausência do Impala e desmanchou o sorriso que mantinha até então. Ela e Natalie sabiam que Sam e Dean tinham ido caçar, no mesmo dia em que elas também decidiram cair na estrada, mas quase três semanas depois que se despediu de Sam, Claire imaginava que ele estaria no bunker quando ela voltasse. Sentiu uma certa tristeza ao deduzir que tinha se enganado.

Também notando a ausência da lata velha que Dean insistia em chamar carinhosamente de "baby", Natalie disse:

— Não se preocupe, Claire. Eles devem estar por perto. Aqueles dois já devem ter voltado da última caçada. Você vai ver.

No fundo, a loira não tinha certeza disso, já que não falava com Dean há alguns dias, mas ela queria muito acreditar que o marido estava na região e que logo estaria ali, com ela, pronto para matar a enorme saudade que certamente sentia dela.

Natalie suspirou ao pensar na saudade que também sentia e Claire abriu a porta do bunker. A loira entrou primeiro e desceu alguns degraus, seguida pela morena que tinha acabado de fechar a porta. As duas colocaram as bolsas em um dos sofás que havia na sala de estar e foram para a sala principal.

Ao chegarem lá, encontraram Bobby, Mia e Castiel sentados à mesa, cercados por dezenas de livros. O notebook de Mia também estava sobre a mesa e a caçadora estava concentrada nele quando ouviu passos. Ela olhou instintivamente para a entrada e sorriu ao reconhecer as amigas.

— Nossa! Até que enfim vocês resolveram voltar para casa, meninas! — exclamou ela levantando e dando a volta na mesa, enquanto Castiel e Bobby também se levantavam de suas cadeiras. — Bem vindas de volta! — cumprimentou Mia e em seguida se aproximou e abraçou cada uma delas.

Depois disso, foi a vez de Bobby abraçar a filha calorosamente e dizer:

— Eu senti a sua falta, Claire. E então? Deu tudo certo nas caçadas?

— Sim, tudo sob controle. — respondeu ela e depois de dar um beijo no rosto de Bobby e abraçá-lo mais uma vez, completou carinhosamente: — Eu também senti a sua falta, pai. Muita!

Depois que os dois se afastaram, Claire abraçou Castiel. E Natalie, que havia cumprimentado o anjo momentos antes, se aproximou de Bobby, bateu levemente no ombro dele, sorriu e brincou:

— E aí, sogrinho? Por onde anda o seu filho postiço?

— Os dois filhos, na verdade. — salientou Claire.

Ao ouvir o que as duas disseram, Bobby foi desmanchando o sorriso que esboçava até então, franziu o cenho e rebateu um pouco confuso:

— Eles foram caçar também. Vocês não sabiam?

— Sabíamos, mas... Eu pensei que eles já estavam de volta. — explicou Natalie sem conseguir esconder a decepção.

— É, eu também pensei... — murmurou Claire tentando disfarçar a frustração por confirmar que o seu marido não estava ali.

Mia notou que as duas estavam tristes diante das ausências de Sam e Dean, e resolveu intervir:

— Meninas, não se preocupem. O único motivo para aqueles dois não terem voltado ainda é que eles não iam aguentar ficarem aqui sem vocês, lembrando de vocês, vendo vocês pelos cantos do bunker, arrastando correntes por vocês, essas coisas. Mas agora que vocês voltaram, eu tenho certeza que eles vão fazer o mesmo. É só uma questão de tempo. Pouco tempo.

— Obrigada, Mia, mas na verdade, nós não temos como ter certeza disso porque nem eu nem a Natalie falamos com eles nos últimos dias. Nós até tentamos ligar durante o caminho até aqui, mas caiu na Caixa Postal. — expôs Claire.

— Eles devem estar se fazendo de difíceis porque ficaram chateados quando vocês foram caçar sem eles. — supôs Mia. — Mas não se preocupem, isso passa. Logo eles vão estar aqui e com certeza vocês vão se acertar.

Claire assentiu com um meneio de cabeça e sorriu levemente para ela, agradecendo o apoio. Natalie, por sua vez, olhou para Mia e Castiel e resolveu mudar de assunto:

— Espera um pouco. Vocês não deveriam estar em Chicago caçando o novo Deus?

Foi Castiel que decidiu responder:

— Nós estávamos lá, mas não conseguimos muita coisa. Quando nós chegamos na cidade, a visão que a Mia teve já havia acontecido. Além disso, o Metatron é muito esperto, descobriu que estava sendo caçado, enviou um anjo para nos matar e... Enfim, muitas coisas aconteceram, mas o mais importante é que nós escapamos e descobrimos que a Tábua dos Anjos está escondida na Terra. Não é uma pista muito relevante, mas pode ser um começo.

Depois de ouvir o que Castiel havia relatado, Mia voltou-se para Claire e Natalie e disse:

— Amanhã eu explico melhor, é uma longa história. Agora está tarde e vocês devem estar cansadas da viagem.

— Agora que você falou, eu tenho que confessar. Eu estou exausta mesmo. — admitiu Claire, embora no fundo não estivesse tão cansada assim.

Na verdade, ela tinha ficado desanimada ao saber que Sam não estava ali. E agora tudo o que queria era tomar um banho relaxante e dormir um pouco. No entanto, Claire não tinha certeza se conseguiria pegar no sono.

Enquanto ela pensava em Sam, Natalie olhou para a torta que segurava e falou com certa tristeza:

— Bem, eu queria dividir isso com o Sr. Awesome, mas já que ele não está por aqui, talvez seja melhor descansar um pouco mesmo. — e entregando a torta para Mia, pediu: — Será que você poderia guardar na geladeira para mim?

— Claro. — assentiu Mia pegando a embalagem. — Eu vou aproveitar e fazer um pouco de café. — e enquanto se afastava, desejou: — Boa noite, meninas.

— Boa noite. — responderam as duas ao mesmo tempo.

— Eu já estava indo dormir. — avisou Bobby e olhando para a filha e para Natalie, ofereceu: — Querem ajuda com a bagagem?

— Por favor. — disse Claire agradecida.

Antes de seguirem Bobby e deixarem a sala, ela e a loira desejaram boa noite para Castiel. Instantes depois, elas estavam cada uma em seu respectivo quarto, que dividiam com Sam e Dean desde que se casaram com eles. E estarem ali, naqueles quartos, diante daquelas camas e de todo o resto, intensificou ainda mais a saudade que elas sentiam deles.

Um clima estranho tinha se instalado entre os dois casais desde que eles se despediram há algumas semanas. O assunto filhos, o fato de Dean ter ido até o Inferno para salvar Natalie e a culpa que Claire sentia por não ter matado Abaddon quando teve a oportunidade, e assim dado a chance para Crowley se apoderar do exército de demônios, fez com que as duas precisassem de um tempo para repensar algumas coisas e resolverem essas questões com elas mesmas.

Todavia, quando Natalie e Claire decidiram que era hora de voltar para o bunker, todas essas questões já estavam devidamente esclarecidas para elas. E tudo o que elas queriam era encontrarem os seus respectivos maridos, explicarem por que agiram daquele jeito e, principalmente, matarem a saudade.

No entanto, eles não estavam ali. E por mais que imaginassem que o motivo para isso era que os dois estavam trabalhando em algum caso, Natalie e Claire estavam preocupadas e inseguras.

E se Sam e Dean estivessem magoados com elas por causa daquele afastamento? Pior, e se aquele afastamento, que elas estabeleceram com a desculpa de que queriam caçar juntas, tivesse feito os irmãos questionarem uma porção de coisas também? E se Sam tivesse se dado conta de que não podia simplesmente esquecer o que Claire fez? E se estivesse desapontado com ela e por isso não tinha voltado ainda para o bunker?

E se Dean estivesse impressionado demais com o sonho que Mia teve, sobre o filho dele com Natalie? Um filho que eles disseram que estava fora de cogitação.

Ou e se Dean estivesse arrependido por ter se arriscado daquele jeito por Natalie? E se estivesse evitando um reencontro porque tinha percebido que não podia colocar o bem estar dela na frente do seu? Que aquilo era loucura? Que não era algo saudável?

Natalie fechou os olhos e jogou a bolsa de viagem sobre a cama, antes de fazer um esforço enorme para afastar aqueles pensamentos.

Instantes depois, ela abriu os olhos, respirou fundo, caminhou até o guarda-roupa, pegou um dos seus clássicos pijamas e resolveu tomar um bom banho.

No outro quarto, Claire tinha colocado a bolsa sobre uma poltrona e sentado na cama. Em dado momento, ela passou as mãos pelo rosto, pelos cabelos e abaixou a cabeça enquanto tentava se convencer de que estava tudo bem entre ela e Sam. Ou de que pelo menos, ficaria tudo bem quando ele voltasse.

Algum tempo depois, ela também resolveu tomar um banho. Em seguida, vestiu uma camisola preta de seda, deitou-se na cama e jogou o cobertor sobre o seu corpo. Ficou olhando para o teto por algum tempo, até que se aproximou do travesseiro que pertencia a Sam e o abraçou forte, imaginando que na verdade era o seu marido ali.

Enquanto isso, Natalie se revirava na cama tentando encontrar uma posição confortável. Mas não conseguiu porque a única posição que lhe interessava envolvia o corpo de Dean bem junto do seu. O que claramente não era possível naquele momento.

Natalie respirou fundo e fechou os olhos. Tentou desligar os seus pensamentos e dormir, mas estava difícil. Aquela cama era muito grande para ela. Sentiu frio, mas o cobertor não era suficiente para aquecê-la. Precisava de Dean para exercer esta função.

E assim, ela e Claire permaneceram. Se revirando em meio aos lençóis e cobertores e tentando à todo custo dormir. Em dado momento, o cansaço acabou vencendo as duas e elas adormeceram.

XXX

Enquanto isso na sala principal, Mia e Castiel continuavam sentados à mesa. O anjo folheava um livro e pesquisava alguns rituais que poderiam ajudar na localização de sua graça. A caçadora, por sua vez, estava acessando alguns vídeos sobre os milagres realizados por Metatron e fazendo uma espécie de mapeamento. Se ele tinha mesmo escondido a Tábua dos Anjos na Terra, devia ter sido nas proximidades de algum daqueles lugares onde foi visto.

Em dado momento, Mia esticou a mão até a sua xícara de café sobre a mesa, mas ficou frustrada ao perceber que ela estava vazia.

— O café acabou. Eu vou fazer mais. — avisou ela se preparando para levantar da cadeira.

No entanto, ao ouvir aquilo, Castiel deixou o livro de lado e segurou a mão da garota, a fazendo parar e olhar para ele.

— Chega de café por hoje, Mia. Está tarde e você precisa descansar. Amanhã nós retomamos. — sugeriu o anjo.

— Mas agora que eu estou terminando de traçar os passos daquele desgraçado? — protestou ela. E instantes depois, acrescentou empolgada: — Eu acho que isso pode funcionar, Cas. Se eu souber exatamente onde o Metatron esteve nos últimos meses, eu posso encontrar algum lugar no meio disso tudo que se encaixe com um potencial esconderijo para a Tábua dos Anjos, talvez alguma igreja, um templo, sei lá. Você pode me ajudar a encontrar este lugar.

— Amanhã. — insistiu o anjo arqueando as sobrancelhas e a repreendendo com o olhar.

Apesar de querer resolver toda a situação que envolvia Metatron o quando antes, Castiel não queria que Mia virasse a noite daquele jeito. E ele também precisava ter paciência e até uma certa frieza se quisesse fazer algum progresso.

Além disso, ele e Mia tinham passado praticamente o dia inteiro focados naquele assunto. Não parecia muito justo. Eles precisavam de um tempo de tudo aquilo ou acabariam enlouquecendo.

Enquanto Castiel refletia sobre essas coisas, Mia respirou fundo e soltou o ar com força. Abaixou a tela do notebook, depois de ver no relógio exibido no canto da área de trabalho que já passava de duas horas da madrugada.

— Tudo bem, amanhã. — em seguida, ela se aproximou de Castiel, entrelaçou um dos seus braços e insinuou: — Mas eu preciso deixar claro que como eu tomei muito café, provavelmente eu não vou conseguir dormir.

Castiel deu um meio sorriso e se comprometeu:

— Neste caso, não se preocupe, eu me encarrego de te deixar cansada.

Mia sorriu, colou seus lábios nos do anjo e acariciou o seu rosto suavemente. Em seguida, se afastou um pouco e sorriu novamente para ele. Enquanto se levantava da cadeira, ela o puxou pela mão e mordeu os lábios.

— Bem cansada. — ressaltou Mia com um olhar sugestivo e apaixonado.

— Bem cansada. — concordou Castiel enquanto a olhava com carinho e a seguia até o andar superior.

Notas finais
Assinatura meiga feita pela Miss Queen! Valeu, mishamiga! Amei! Pode fazer mais umas vinte com todos os personagens, em diversos ângulos e mandar para a Caixa Postal 666. Ok, parei. E então, gente? O que acharam do devaneio de hoje? Ressalvinhas: Sobre o Haziel, minha intenção sempre foi matá-lo. Oi? Ele tinha um papel a cumprir, cumpriu e rodou. Cuma? Para criá-lo, eu meio que me inspirei no personagem Alex Krycek de Arquivo X. Que é um sujeito muito do emblemático e que você nunca sabe exatamente de que lado ele está, se pode confiar ou não, se pode ser útil ou não. Foi isso o que eu quis fazer com o Haziel. Mostrar que num momento de desespero, ele resolveu se aliar ao Metatron, mas que no seguinte ele acabou se arrependendo desta escolha. Ou seja, um verdadeiro sabonete, escorrega daqui, escorrega de lá, e eitcha lelê. Como o Metatron é o novo chefão do Céu e não ia hesitar em caçá-lo, caso soubesse que ele ajudou o Castiel, o Haziel preferiu se sacrificar. O papel dele na fic foi mostrar que os anjos estão bem confusos e divididos. Enquanto alguns estão tentando se adaptar a vida na Terra, outros farão de tudo para voltar para o Céu e há aqueles que querem destruir o Metatron. Outra coisa que a participação dele rendeu foram algumas diquinhas. Sabemos que a escada para o Céu existe e que muda constantemente de lugar (como a série abordou) e descobrimos também que o Metatron escondeu a Tábua dos Anjos na Terra por medo de ser apunhalado pelas costas por algum de seus aliados. O que não é difícil de acontecer, vide o Gadreel na série. Não parece ser muita coisa, mas essas diquinhas serão muito importantes nos próximos capítulos. Já deu para ver, por exemplo, que a Mia está fazendo uma mapeamento dos lugares onde o Transformer foi visto, então... Tudo pode acontecer. Mudando de assunto: gostaram do retorno das meninas? Acham que elas estão surtando enquanto pensam nos meninos? Será que elas tem motivo para surtarem? Como será o rencontro deste povo? Descubram no próximo capítulo... Sobre o sobretudo do Castiel, que ele usou para apagar as chamas numa tentativa de salvar o Haziel sabonete, não se preocupem. Ele tem vários iguais, assim como o Doug Funny tinha um guarda-roupa cheinho daquelas roupitchas iguaizinhas kkkkkkkkkkkkkkkkkkk Tô zoando. Na verdade, seguindo aquele princípio de que os anjos podem alterar a realidade, mudar umas coisinhas aqui e outras acolá, digamos que o Cas conseguiu recuperar o seu trench coat. Bjs! Até terça-feira! E agora... Reviews, por obséquio. Fui!