Heaven and Hell

7 Discutindo a relação


Notas iniciais
Acaba de acontecer uma coisa muito sinistra comigo. Estava aqui me descabelando porque a internet não funcionava de jeito nenhum, e eu querendo postar o capítulo e agoniada porque não conseguia, quando de repente, não mais que de repente, descobri qual era o problema: esqueci de conectar o cabo de rede. Pois é. Esta é minha vida, este é meu paranauê. Gente, mudando de assunto, quero mandar um beijo e um cheiro para a moçoila Tishanny, que está completando mais uma primavera hoje. Parabéns, criatura! Tudo de bom para você! Que Loki te ilumine sempre! Sobre o capítulo de hoje, ficou bem fofis, um pouquinho saliente e romântico. Nele pretendo encerrar, pelo menos por enquanto, a questão das mini pessoas... Ah! E aproveitem porque no próximo capítulo, já vão começar algumas complicações, ok? Pois é, em H&H quero fazer diferente. Nada de complicar a vida do povo só no final, vou complicar o tempo todo mesmo para eles verem o que é bom para tosse. Oi? Lá vai o disco voadooooooooor...

Bunker dos Homens das Letras — Madrugada

Natalie se aconchegou no peito nu de Dean e ele a abraçou carinhosamente sob os lençóis que cobriam seus corpos suados.

O caçador estava sem fôlego, por conta do que eles tinham acabado de fazer, e a loira respirou profundamente antes de conseguir dizer algo:

— Você quase acabou comigo, Sr. Awesome...

— Eu? — Dean se fez de ofendido. — Eu não tenho culpa se você é insaciável, baby.

Natalie riu e protestou:

— Cala a boca. Eu não sou insaciável, eu só... Eu só estava...

Ao perceber que a esposa não encontrava as palavras certas ou que estava relutando em dizê-las, Dean sugeriu cheio de si:

— Com muita saudade de mim?

Natalie sorriu, ergueu o rosto na direção de Dean e, antes de tocar os lábios dele com um beijo carinhoso, ressaltou:

— E de brincar com você.

Depois que Natalie afastou o rosto, ela notou um brilho sugestivo nos olhos de Dean, que recomeçou:

— Por falar em brincar, o que você acha de...

O caçador não precisou terminar a frase porque a loira entendeu perfeitamente aonde ele queria chegar. Sem conseguir evitar, ela riu mais uma vez e questionou:

— De novo? E eu que sou insaciável?

Ignorando as perguntas, e com certa agilidade, Dean se virou, ficando por cima de Natalie. Então ele começou a distribuir beijos pelo seu pescoço e insistiu:

— Vamos lá, baby. Só mais uma vez.

Com muito esforço, a caçadora conseguiu se desvencilhar um pouco daquelas carícias e propôs:

— Ok, mas depois. Primeiro vamos comer aquela torta que ficou sozinha lá embaixo. Eu já estava faminta antes, agora então...

Dean, que também estava faminto, achou justa a proposta da esposa e assentiu com um meneio de cabeça. Mas antes de se levantar da cama, ele a beijou demoradamente e, com isso, Natalie quase esqueceu o que tinha proposto a ele.

No entanto, logo ela voltou a si, procurou o seu pijama pelo cama e se vestiu apressadamente, enquanto Dean colocava uma calça de um tecido leve e uma camiseta branca que encontrou no guarda-roupa.

Momentos depois, os dois deixaram o quarto e desceram até a cozinha. Se acomodaram ao redor da mesa e começaram a devorar a torta com um apetite imensurável, como se não comessem há dias.

XXX

Sam se afastou do corpo trêmulo de Claire, deitou do seu lado na cama e flexionou os braços atrás da cabeça para servir de apoio.

Ele respirava ofegante enquanto Claire se recompunha, passando as mãos pelos cabelos e pelo rosto, ainda atordoada pelo prazer avassalador que se apoderou do seu corpo momentos antes.

Sam fechou os olhos por alguns instantes, coçou a testa e lamentou um tanto constrangido:

— Claire, me desculpe.

Sem saber se havia entendido direito, a garota indagou surpresa:

— O quê?! Pelo o que exatamente você está se desculpando?

Ainda mais sem graça, o Winchester tentou se explicar:

— Eu não sei, mas eu acho que... Sei lá. Talvez eu tenha sido meio... Muito...

Diante da dificuldade de Sam em se expressar, Claire sorriu com certa malícia, olhou para ele e o auxiliou com as palavras:

— Feroz, intenso e romântico ao mesmo tempo? Bem, o que eu posso dizer? Está desculpado.

Sam sorriu mais relaxado, a encarou de volta e quis confirmar:

— Então eu não exagerei? Não passei da conta?

Claire mordeu o lábio inferior e balançou a cabeça negativamente. Em seguida, se enrolou melhor no lençol, deitou de lado e Sam fez o mesmo para fitá-la nos olhos. Só então ela recomeçou:

— Mas eu preciso perguntar. O que deu em você? Tipo... Não me entenda mal, sempre foi bom, é claro, mas hoje... Hoje foi diferente. Por quê?

Automaticamente Sam se lembrou do sonho que teve com a esposa há algumas noites e sentiu o seu coração acelerar e o desejo se acender no seu corpo mais um vez.

Com certa dificuldade, ele respondeu:

— Eu só estava com saudade de você, Claire. Então eu chego e te encontro nesta cama... Com aquela camisola...

— Qual é o problema com a minha camisola? — estranhou ela.

— Acredite, nenhum. — assegurou Sam fazendo Claire franzir o cenho, intrigada com o comentário. Então ele ficou constrangido mais uma vez ao lembrar do sonho, e resolveu mudar um pouco o rumo da conversa: — Eu acho que no fundo, eu estava com medo de chegar aqui e não te encontrar. Medo de que você... Tivesse ido embora de novo...

Imediatamente, Claire entendeu que Sam estava se referindo à ocasião em que ela foi embora da vida dele, depois de recusar o seu pedido de casamento, no meio de uma estrada.

Até então ela pensava que aquele era um assunto superado entre eles, mas agora percebia que certas marcas ficam escondidas e de vez em quando vêm à tona. E para superar tais marcas, Claire precisaria sempre lembrar Sam que aquilo fazia parte do passado. De um erro que ela cometeu no passado.

Pensando nisso, Claire se aproximou do caçador e acariciou o seu rosto enquanto afirmava olhando profundamente em seus olhos:

— Eu nunca vou te abandonar de novo, Sam. Nunca. Eu prometo. — e em seguida, acrescentou em tom de brincadeira: — Inclusive, quando eu morrer, você vai ter que queimar todos os meus pertences. Do contrário, eu vou virar um encosto na sua vida.

— Não tem graça. — reclamou o Winchester seriamente, incomodado com a ideia de que Claire morresse e, principalmente, que morresse antes dele.

— Desculpe. — lamentou ela percebendo que tinha sido uma brincadeira de mau gosto. Querendo consertar as coisas, ela completou em um tom malicioso: — E desculpe por ter puxado o seu cabelo. Eu sei que eu... Puxei com muita força. Foi mal. Mas eu tenho certeza que você entende o motivo.

— É, eu entendo. Mas saiba que está doendo até agora. — confessou Sam também em tom de brincadeira.

— Desculpe... De novo. — reiterou Claire e enquanto passava os dedos suavemente por algumas mechas de cabelo do marido, insinuou: — Tem alguma coisa que eu possa fazer para me redimir?

Sam não conteve um sorriso ao ouvir aquilo e, também de forma insinuante, respondeu:

— Ah... Sempre tem alguma coisa.

— É mesmo? — interessou-se Claire sorrindo levemente.

No entanto, em seguida Sam pareceu lembrar de algo, ficou um tanto sério e pediu:

— Mas no momento, eu só quero que você seja sincera comigo. — e quando Claire também ficou um tanto séria, ele indagou: — Qual foi o real motivo para você ter ido caçar com a Natalie? E por que a gente quase não se falou desde então?

Depois de pensar por alguns instantes, a caçadora respondeu:

— Eu só precisava de um tempo sozinha.

— Você não estava sozinha. Você estava com a Natalie. — lembrou o Winchester. — Era de um tempo longe de mim que você precisava? É isso? Por quê?

Incomodada com aquele interrogatório, mas ciente de que Sam merecia uma explicação, Claire sentou na cama, passou as mãos pelos cabelos, olhou para ele, que também tinha sentado e apoiado as costas na cabeceira, e expôs com certo cuidado:

— Sam, eu precisei me afastar sim, mas só porque... Porque eu senti que eu tinha te decepcionado por causa da Abaddon. Eu fui fraca, eu quis me vingar e meti os pés pelas mãos. Então eu fiquei com medo de que... De que você me visse de uma forma diferente por causa disso...

— Medo de que eu te julgasse? — interrompeu Sam visivelmente surpreso. — Claire, nós já conversamos sobre isso, no próprio convento quando a Abaddon estava presa. Eu não aprovo o que você fez, mas eu entendo os motivos que te levaram a agir daquele jeito. Você não foi fraca, você foi humana. Você é humana, como eu que também cometi os meus erros. Bem, mais graves, aliás.

Após pensar um pouco sobre o que tinha ouvido, Claire quis confirmar:

— Então você não está decepcionado?

— Claro que não. — assegurou ele. — Boba... — acrescentou rindo levemente enquanto se deitava de novo.

Claire sorriu em retribuição, se aproximou dele e se aconchegou em seus braços. Sam a abraçou de volta e deu um beijo carinhoso em sua testa enquanto ela acariciava o seu dorso nu.

No fundo, Claire também se sentia meio boba por ter se martirizado tanto por conta daquele erro e por achar que Sam estava remoendo aquele assunto, assim como ela andava remoendo nas últimas semanas. Por achar que ele estava a julgando por ela ter desejado se vingar de Abaddon, ao invés de simplesmente matá-la e colocar um fim naquele exército de demônios.

Mas na verdade, Sam havia deixado bem claro (quando eles ainda estavam naquele convento abandonado, prestes a trazerem Dean e Natalie de volta do Inferno) que compreendia Claire. Ela havia errado sim e Sam sabia disso, mas estava tudo bem entre eles. Além disso, o caçador sabia muito bem que a esposa estava arrependida por não ter matado Abaddon quando teve a chance e que se pudesse voltar no tempo, tudo seria diferente.

— Mas isso não muda o fato de que eu tenho que consertar o meu erro. — recomeçou Claire depois de pensar sobre tudo aquilo.

— Eu sei. Mas não se preocupe, você não está sozinha nisso. Eu vou te ajudar. — comprometeu-se Sam, fazendo a esposa arquear a cabeça em sua direção. — Nós dois, juntos, vamos mandar aqueles demônios de volta para o Inferno. Todos eles.

Claire sabia que aquilo não seria algo fácil de executar, afinal para realizar tal proeza eles precisavam recuperar a Primeira Espada, que estava em poder do Crowley. Era através daquele artefato que ele controlava o exército agora.

Mesmo assim, Sam afirmou aquilo com tanta segurança, que Claire acreditou piamente que os dois eram capazes de fazer qualquer coisa.

Então ela assentiu com um meneio de cabeça, aproximou o rosto e colou seus lábios nos dele enquanto acariciava a sua nuca calmamente. Em seguida, deitou a cabeça em seu ombro e fechou os olhos.

Sam permaneceu em silêncio e então começou a pensar em outro assunto que ele e Claire não chegaram a discutir. Mas ele sentia uma vontade incontrolável de levantar aquela questão e então resolveu arriscar:

— E sobre o sonho da Mia? Nós não vamos falar sobre ele?

Automaticamente, Claire abriu os olhos e lembrou de Mia contando, na mesa do café da manhã, há algumas semanas, o sonho que havia tido com ela e Natalie. No tal sonho, as duas estavam grávidas.

Ainda segundo Mia, no final do sonho as crianças já haviam nascido e se chamavam respectivamente Rachel e Henry. Exatamente os nomes que Claire e Natalie haviam idealizado para seus filhos. Claro que apenas numa possibilidade remota de que isso pudesse acontecer um dia.

Mas o que mais intrigava a todos é que os sonhos de Mia costumam se tornar realidade. Além disso, ela sonhou especificamente com aqueles nomes e nem Natalie nem Claire, muito menos Dean e Sam, mencionaram qualquer coisa sobre isso para a garota.

Então, como Mia sabia? Como ela tinha sonhado justo com aqueles nomes? Era um sinal? Uma premonição? Ou apenas uma inexplicável coincidência?

Percebendo que Sam aguardava uma resposta, e já que também havia pensado sobre aquele assunto nos últimos dias, Claire olhou na direção dele e respondeu com sinceridade:

— Eu não sei o que pensar exatamente. Eu continuo achando uma loucura a ideia de ter uma criança, mas... Ao mesmo tempo... Eu admito que esse sonho da Mia e a conversa que eu e você tivemos bem antes dele...

— Despertou o seu instinto maternal? — deduziu Sam, sem conseguir disfarçar certa surpresa porque no fundo ele estava esperando que Claire fugisse do assunto ou que fosse taxativa e simplesmente dissesse que caçadores não deveriam pensar em ter filhos, como ela já havia dito antes, inclusive.

— Talvez. — respondeu a garota o deixando ainda mais surpreso.

Sam hesitou um pouco, mas acabou perguntando:

— Você está dizendo que... Talvez... Nós possamos...?

— Sim. — confirmou Claire e em seguida ressalvou: — Mas eu acho que ainda não é o momento, Sam. Nós acabamos de nos casar. E além disso, eu adoraria tornar o mundo um lugar mais seguro antes de voltar a ter esta conversa com você. Nós não podemos ignorar os riscos que isso envolve.

— Eu sei. — concordou Sam, embora um certo brilho em seu olhar denunciasse que ele não tinha prestado muita atenção na ressalva feita pela esposa.

— O que foi? — quis entender ela notando algo diferente na expressão dele.

— Eu acho que você acabou de despertar o meu instinto paternal. — confessou o caçador rindo de si mesmo.

— Sam, eu disse talvez. E no futuro, não agora. — reforçou Claire.

— Já é alguma coisa. — argumentou o caçador.

Claire franziu o cenho e disse intrigada:

— Eu não sabia que esse assunto tinha mexido tanto com você.

— E eu pensei que você tivesse dito que caçadores não podiam ter filhos. — rebateu Sam.

Claire lembrou da ocasião em que falou aquilo para o então noivo e refletiu um pouco, antes de continuar:

— Foi como eu disse, é loucura, mas... Talvez um dia não seja mais tão loucura assim.

Sam sorriu levemente e concordou dizendo:

— É, talvez um dia. — logo depois, ele arqueou as sobrancelhas sugestivamente e insinuou: — Mas por enquanto que este dia não chega, eu acho que nós devíamos treinar bastante.

Enquanto o marido se virava e se posicionava sobre ela, Claire riu e tentou protestar:

— Treinar? Você não pretende me deixar dormir esta noite, não é, Sam Winchester?

Como resposta, o caçador lhe roubou um beijo e a envolveu fortemente entre seus braços. E instantes depois, Claire não se lembrava mais do que havia perguntado e apenas se deixou levar mais uma vez pela paixão e pelo desejo que sentia por ele.

XXX

Enquanto isso, na cozinha, Natalie estava com os cotovelos apoiados sobre a mesa e observava Dean terminando o último pedaço da torta. Ela já estava completamente satisfeita com os pedaços que tinha devorado momentos antes e agora apenas esperava o marido terminar também, para que eles pudessem voltar para o quarto.

Mas, sem que se desse conta, Natalie acabou se lembrando do sonho que Mia teve com ela e com Claire. E isso a distraiu, a fez imaginar outra coisa e rir do próprio pensamento.

— O que foi? — indagou Dean querendo entender qual era a graça.

Hesitante, Natalie passou uma das mãos pela nuca enquanto decidia se devia ou não compartilhar o que havia imaginado. Mas diante do olhar insistente e curioso do marido, ela resolveu dizer de uma vez:

— É que eu... Eu só estava pensando se o Henry ia gostar de torta como a gente. Quando ele tivesse dentes, é claro.

Esperando ouvir qualquer outra explicação, menos aquela, Dean não conseguiu evitar a surpresa e acabou engasgando com o pedaço de torta que se preparava para engolir naquele exato momento.

Ao notar que ele estava ficando um tanto vermelho, Natalie ficou preocupada e deu alguns tapas nas costas de Dean numa tentativa de ajudá-lo enquanto dizia:

— Ei, Sr. Awesome... Calma, respira. Você quer alguma coisa?

Entre uma tosse e outra, ele conseguiu responder um tanto sufocado:

— Água. Não! Melhor... Cerveja. Tem alguma na geladeira?

— Cerveja? Nem pensar. — reprovou a loira se levantando da cadeira e pegando um copo no armário perto da pia. E enquanto enchia o copo com água de um filtro acoplado à parede, e Dean continuava tossindo, ela prosseguiu: — Você é um homem casado agora e homens casados tendem a descuidar da própria aparência, Sr. Awesome. E é por isso que eu vou logo avisando que se você ficar barrigudo, eu peço o divórcio, entendeu? Ou seja, nada de cerveja a essa hora.

Ao terminar de dizer isso, Natalie voltou para a mesa e entregou o copo para Dean, que o segurou e bebeu todo o seu líquido com certo desespero. Depois de se recuperar totalmente, ele colocou o copo vazio sobre a mesa, voltou-se para Natalie e questionou:

— Por que você tocou neste assunto agora? Sobre... O Henry.

— Bem... Digamos que o sonho da Mia mexeu um pouco comigo. — confessou a loira depois de refletir um pouco. ­— Com você não? — quis saber ela em seguida.

Após um momento em silêncio, Dean admitiu:

— Sim. — e após uma breve pausa, questionou de uma forma cautelosa: — Você acha que isso pode ser... Uma premonição? Que vai acontecer mesmo algum dia?

Natalie encarou Dean por alguns instantes enquanto ele lutava, em vão, para descobrir o que aquele silêncio significava. Logo ele parou de tentar adivinhar o que se passava na cabeça da esposa e a ouviu perguntar:

— Você quer saber o que eu acho? — depois que Dean assentiu com um meneio de cabeça, Natalie segurou uma das mãos dele sobre a mesa e respondeu: — Eu acho que eu quero descobrir isso e todo o resto no momento certo. Cada coisa no seu devido tempo. Mas... Se realmente isso acontecer um dia... Eu acho que... Bem, eu acho que poderá ser uma coisa boa.

— Você acha mesmo? — perguntou Dean, sem conseguir conter a surpresa e um certo sorriso ao ouvir aquilo.

— Claro. — assegurou ela e em seguida completou em tom de brincadeira: — Pensa bem, Sr. Awesome, se o nosso filho herdar algo da sua aparência, e claro, a minha inquestionável inteligência, ele será o menino mais sortudo do mundo!

Ao terminar de dizer isso, Natalie levantou da cadeira e caminhou até um dos armários. Enquanto isso, Dean desmanchou o leve sorriso que esboçava até então e questionou visivelmente ofendido:

— Como assim herdar a sua inteligência? Por que não a minha inteligência? Natalie... Por acaso você está insinuando... Você... Por acaso você me chamou de burro?!

— Claro que não, benzinho. — desconversou ela enquanto procurava algo dentro do armário.

— Acho bom mesmo, porque caso você não saiba, os homens tem mais neurônios do que as mulheres. — informou Dean cheio de um orgulho masculino.

Natalie revirou os olhos e resmungou num tom baixo:

— Do que adianta ter e não usar?

— O que você disse? — perguntou ele desconfiado, se virando na cadeira para ver o que a loira estava fazendo.

— O quê? Eu? Eu não disse nada. — mentiu Natalie.

— E o que tanto você está procurando aí? — quis saber Dean e como não teve resposta, ele se endireitou na cadeira e observou a embalagem vazia da torta por alguns instantes. Depois passou a mão pela cabeça e resmungou: — Ah não... Nós não deixamos nem um pouquinho do chantilly. Acabamos com tudo...

— Achei! Eu sabia que eu tinha guardado em algum lugar. — comemorou Natalie finalmente se afastando do armário e caminhando até a mesa.

— Achou o quê? — indagou Dean sem se importar muito, no fundo ainda se lamentando diante da embalagem completamente vazia na sua frente.

Então Natalie se aproximou por trás dele, se curvou em sua direção, passando os braços em volta do seu pescoço, depois colocou uma lata de spray de chantilly sobre a mesa, mostrou outra idêntica que segurava em uma das mãos e só então explicou:

— Eu comprei no caminho. Uma é minha e a outra é sua... Você sabe o que isso significa?

Um brilho libertino se acendeu no olhar de Dean, ele engoliu em seco, sentiu sua respiração falhar um pouco e sorriu com certa malícia, antes de segurar o spray e examiná-lo mais de perto.

— Natalie Jones... — começou a dizer ele.

— Não me faça esperar... — interrompeu a loira e depois de dar uma leve mordida na orelha do marido, ela sussurrou em seu ouvido: — Sr. Awesome...

Em seguida, a caçadora se afastou e deixou a cozinha lentamente enquanto Dean a seguia com o olhar, se concentrando em suas pernas, obviamente.

— Awesome, hein? Eu vou te mostrar o que é awesome de verdade... — murmurou Dean antes de levantar da cadeira e ir atrás de Natalie.

Então ela correu pela sala e começou a subir a escada enquanto Dean tropeçava em um móvel pelo caminho.

— Son of a bitch! — xingou ele levando a mão ao pé e tentando não pensar na dor.

Mas ao ver Natalie no topo da escada, olhando para ele e contendo o riso diante daquela cena, e principalmente ao ver o spray que ela segurava em uma das mãos, Dean esqueceu a dor da topada que levou e subiu a escada o mais rápido que pôde.

Natalie correu e chegou no quarto primeiro. Dean veio logo atrás e fechou a porta. Então ele alcançou a esposa e os dois caíram sobre a cama.

Se beijaram ardentemente enquanto suas mãos percorriam o corpo um do outro de uma forma lasciva e intensa, e os sprays de chantilly escorregavam entre os lençóis...

Notas finais
E a pergunta que não quer calar é: Sam Winchester, o que há de errado com a camisola da Claire? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Outra pergunta que não quer calar: O Henry vai gostar de torta como os pais? A resposta para esta pergunta está na fic O caso do Slender Man. Última pergunta: Quem é mais insaciável? Dean ou Natalie? E aí, povo? O que acharam? Gostaram? Achei este capítulo beeeeeeeeeeem fofo mesmo, e engraçado também, mas como nem tudo são flores, a partir do próximo capítulo já vou jogar uma bomba nesta história... Por falar nisso, eu adiantei alguns capítulos e assim... Muito triste, viu? Vai acontecer um paranauê aí que Nossinhora! Acho que vocês vão ficar desolados... Mas não entrem em pânico. Ainda. Aguardem e confiem. Bem, próximo capítulo na quarta-feira, ok? Bjs, até lá e... Reviews? O disco voador já foi embora.