Heaven and Hell

22 Alguma coisa maligna - Parte 1


Notas iniciais
Oi, gente!!! Tô chegando mais cedo por conta de um pedido especial da leitora Kichanny que vai fazer prova amanhã e queria um devaneio para relaxar e divertir os neurônios! Boa sorte, mocinha! Aproveito para desejar boa sorte a todo mundo que vai fazer neném... Digo, ENEM! kkkkkkk eu já fiz duas vezes, mas na época a prova era mais fácil, sabem? Enfim. Boa sorte aí, meu povo e minha pova! Well, sobre o título do capítulo é uma referência ao episódio 1X18. Explico melhor lá embaixo, ok? O que mais posso dizer...? Capítulo 100% Deanalie, com Deanalie sendo Deanalie. Espero que gostem! Lá vai!

Natalie ainda encarava Dean com um olhar mortal, quando ele deu alguns passos a frente, se abaixou, pegou a boneca, que ela havia jogado no chão instantes antes, levantou, lhe lançou um sorriso cínico e disse:

— Cuidado, baby. Deste jeito eu vou pensar que você não gostou do meu presente. Poxa... Eu comprei com tanto carinho. Pensando em você e na sua reação. Imaginando que você fosse se jogar nos meus braços e me encher de beijos. E é assim que você me agradece?

— Era para ser engraçado? — questionou a caçadora entredentes.

Dean sorriu ainda mais e balançou a boneca algumas vezes no ar, para provocar Natalie mais um pouco. Mas em seguida, ele desmanchou o sorriso, jogou a boneca sobre a cama e disse se fazendo de desentendido:

— Eu achei engraçado. Você não? — e depois de olhar discretamente para as pernas da esposa, acrescentou: — Francamente, Naty, eu pensei que você tivesse mais senso de humor.

Ainda mais irritada com a presença de Dean ali e com o susto que ele havia lhe dado com aquela boneca macabra, Natalie cruzou os braços contra o peito, suspirou pesadamente e, lembrando do que havia perguntado quando abriu a porta para Dean, ela recomeçou de um jeito sério:

— Eu vou perguntar de novo. O que você está fazendo aqui?

— Eu poderia te perguntar a mesma coisa. — rebateu o Winchester.

Depois de hesitar um pouco, porque não queria envolver Dean naquele caso, Natalie respondeu:

— Eu estou caçando.

— Ah! É verdade! Eu li a mensagem. Aquela... Enorme e super detalhada que você mandou antes de sair daquele jeito nada suspeito. Sabe, eu fiquei tão tocado com a sua consideração, Naty, que resolvi vir agradecer pessoalmente. — ironizou Dean, tentando conter a raiva que sentia por conta daquela atitude da esposa. — Mas por que você não mandou a carinha feliz desta vez? É a sua marca registrada, não é? A sua forma de rir da minha cara?

— Que ótimo, você veio aqui para brigar. — deduziu Natalie fechando os olhos por alguns instantes.

O Winchester pensou um pouco e decidiu que por mais que fosse difícil, tentaria manter a calma. Então ele olhou mais uma vez para aquelas benditas pernas, engoliu em seco e corrigiu:

— Eu vim conversar. Apenas isso.

Natalie franziu o cenho, notando o olhar indiscreto de Dean sobre suas pernas, e exigiu:

— Se você veio conversar comigo, será que poderia, pelo menos, olhar nos meus olhos de vez em quando?

Dean voltou a si e ergueu a cabeça na direção do rosto da loira. Ficou em silêncio, tentando se lembrar do que tinha para dizer e que havia ensaiado mentalmente durante toda a viagem até ali, mas não conseguiu dizer nada. Sem perceber, olhou para baixo mais uma vez, depois disfarçou, coçou a nuca e pediu:

— Coloca uma calça primeiro. Eu não consigo me concentrar.

Natalie revirou os olhos sem acreditar que Dean tinha mesmo feito aquele pedido. Depois caminhou até uma bolsa de viagem que estava ao lado da cama, a abriu e pegou uma calça jeans. Em seguida, ela colocou a peça sobre a cama, bem longe da boneca que a encarava continuamente com uma expressão assustadora, e começou a tirar o short.

Dean observou aquilo com certa surpresa, ficou desconcertado e gaguejou:

— O quê...? Você vai trocar de roupa na... Na minha frente? Isso é... Muito maduro, Natalie.. Jones.

Ao ver o short escorregando pelas pernas da loira, Dean preferiu se virar rapidamente, ficando de costas para a cena. Assim, ele não pareceria ainda mais ridículo, nem correria o risco de cair em tentação.

Enquanto ele respirava fundo e tentava controlar o calor libertino que sentia, Natalie retrucou com sarcasmo:

— Desculpe, eu não sabia que tinha que pedir permissão para trocar de roupa na sua frente, benzinho.

— Muito madura... — resmungou Dean baixinho.

Mas a loira o ouviu e questionou indignada:

— Você quer mesmo falar sobre maturidade, Sr. Awesome? Tudo bem, então vamos falar sobre essa ideia ridícula e maldosa de me comprar uma boneca! Melhor, vamos conversar sobre você ter vindo atrás de mim, como um marido ciumento! Você é muito maduro também, Dean Winchester. Um verdadeiro exemplo de maturidade. — depois de alguns instantes, Natalie avisou mais calma: — Pronto, pode se virar. — quando o caçador seguiu a orientação, ela perguntou: — Por que você ficou tão aborrecido com o que eu fiz? Aliás, o que eu fiz exatamente para você vir até aqui e fazer este drama todo?

— Você ainda pergunta?! — surpreendeu-se Dean e ao perceber que a caçadora realmente não estava entendendo a sua reação, ele expôs se exaltando um pouco: — Você acha normal o que você fez, Natalie?! Realmente normal?! Me manipular daquele jeito para sair às escondidas? Como se eu fosse um menino e não um homem? Como se eu fosse impedir que você viesse caçar?! — depois de uma breve pausa e de se acalmar um pouco, Dean se explicou: — Olha, eu sei que, às vezes, eu me preocupo demais e pareço muito controlador, mas eu não teria te impedido. E sabe por quê? Porque eu não posso, não quero e não tenho o direito. E principalmente porque eu te respeito. Como mulher e caçadora. A única coisa que eu espero em troca é respeito também. E o mínimo de consideração.

Natalie ficou em silêncio, refletindo sobre o que tinha ouvido, e logo depois se defendeu:

— A minha intenção nunca foi te desrespeitar.

— Mas foi exatamente o que você fez. — acusou Dean seriamente.

— Desculpe. — disse Natalie dando de ombros porque continuava achando um exagero a reação do marido. — O que eu posso fazer para me redimir, senhor? — indagou com sarcasmo.

— Contar a verdade seria um ótimo começo. — sugeriu Dean fazendo um esforço para ignorar o tom que a caçadora usou. — Por que você agiu deste jeito, Natalie? Como se estivesse me escondendo alguma coisa? Você está? Por que você disse para a Claire que este era um caso pessoal?

— Porque é. — respondeu a caçadora suspirando irritada diante da pergunta óbvia.

— Por quê? — insistiu Dean insatisfeito com a resposta evasiva. — O que pode ser tão pessoal que você não pode dividir comigo? Seu marido, lembra?

Como não obteve nenhuma resposta, Dean olhou para alguns documentos sobre a cama e se aproximou um pouco, a fim de descobrir do que se tratava.

— Não faça isso. — pediu Natalie entendendo o que ele planejava.

No entanto, o Winchester ignorou o pedido e pegou os prontuários sobre a cama. Em seguida, ergueu o olhar na direção de Natalie e se esquivou quando ela tentou pegar os documentos de volta.

Então ela revirou os olhos, balançou a cabeça negativamente, desaprovando aquela invasão de privacidade, e começou a andar de um lado para o outro.

Enquanto isso, Dean abriu os prontuários e percorreu as linhas rapidamente com os olhos. Ficou pensativo durante alguns instantes, como se tivesse se lembrado de algo. Depois jogou os documentos sobre a cama e questionou confuso:

— Então você achou que eu não ia aguentar um caso em que crianças desenvolveram pneumonia? — a loira o olhou de canto e Dean percebeu que os olhos dela estavam ficando úmidos. Então ele baixou um pouco a guarda e perguntou preocupado: — Natalie, o que está acontecendo? Por que você não quis que eu soubesse deste caso? O que tem de tão pessoal nele?

A caçadora finalmente parou de andar de um lado para o outro e encarou o marido antes de responder:

— Não é o caso em si, Dean. É o lugar. Você lembra deste lugar? Desta cidade?

Após um instante em silêncio, o caçador respondeu seriamente:

— Claro. 1.992. Eu e o meu pai te trouxemos para cá depois do que... Aconteceu com os seus pais.

— Vocês me deixaram aqui. — corrigiu Natalie com os olhos ainda mais úmidos. — Naquele orfanato, lembra? — completou soando meio ríspida.

Dean franziu o cenho, sem entender por que ela parecia magoada com aquilo, e ressaltou:

— Depois de ter salvo a sua vida.

— Exato. Vocês salvaram a minha vida. Mas depois me deixaram aqui. Para trás. Como mais um caso solucionado. E nunca mais voltaram para saber se eu estava viva ou morta. Se aquele demônio tinha voltado ou não. Se eu estava bem ou não. — expôs ela não conseguindo conter uma lágrima que escorreu pelo seu rosto.

Ainda mais confuso, Dean balbuciou:

— Eu não sabia que você guardava mágoa de mim por causa disso.

— Eu também não sabia. — admitiu Natalie e depois de enxugar o rosto com as mãos, completou: — Eu só percebi quando este caso surgiu e eu vi que teria que voltar para esta cidade. E para aquele orfanato, onde a última criança que pegou pneumonia vivia até então.

Depois de pensar um pouco, e sem conseguir esconder certa revolta, Dean questionou:

— Foi por isso que você fez tudo aquilo comigo no quarto? Foi por isso que você se empenhou tanto? Porque você estava magoada comigo? Você fingiu aquilo, Natalie? Que estava feliz daquele jeito? Que estava feliz em me ver feliz, quando na verdade tudo o que você queria era me acusar de ter te abandonado?

Natalie respirou fundo, controlando a vontade de chorar, e afirmou:

— Eu não fingi porque não se finge que se ama alguém, Dean. Mas eu confesso... Eu te manipulei sim. E eu sinto muito que você tenha se sentido usado, mas... Eu precisava de um pouco de espaço. Para entender o que eu estou sentindo e para lidar com essa mágoa. Por isso eu agi daquele jeito. Por isso eu queria que você ficasse longe do caso, entendeu?

— Da próxima vez que você precisar de um pouco de espaço, é só pedir. — avisou ele de um jeito severo, deixando claro que ainda estava magoado por Natalie ter agido daquele jeito.

A loira o encarou em silêncio durante algum tempo antes de dizer firmemente:

— Bom, eu estou pedindo agora.

Dean colocou as mãos nos bolsos da jaqueta, assentiu com um meneio de cabeça e olhou para o chão enquanto uma revolta crescia dentro de si. Ele não conseguia aceitar que Natalie guardava ressentimentos dele, quando tudo o que ele e o pai fizeram foram pensando no bem estar dela.

Eles salvaram Natalie e sim, a deixaram em um orfanato, mas que escolha eles tinham? Por que Natalie não entendia isso? Será que algum dia ela entendeu de verdade ou sempre guardou aquela mágoa e só agora ela veio à tona? Por que ela tinha que desenterrar aquela história e bagunçar a cabeça dele daquele jeito também? Por que Dean sentia que Natalie queria um pedido de desculpas? Por que ele achava que não era um pedido justo? Não era um pedido justo. Ele teve que deixar Natalie para trás. Ele não teve escolha e não ia se desculpar por isso.

Pensando desta forma, Dean caminhou na direção da porta e falou:

— Não precisa pedir duas vezes.

Então ele abriu a porta e ia sair por ela, mas parou ao se lembrar de algo importante.

Natalie observou Dean se virando e em seguida o ouviu dizer:

— Eu não sei se você já descobriu isso, mas a criatura que você está caçando é uma shtriga. É um tipo de bruxa.

Dean notou certa surpresa na expressão da caçadora. Provavelmente, ela ainda não tinha descoberto aquilo.

Dean poderia ficar ali, lhe explicar como ele sabia disso e como destruir a shtriga, mas se Natalie não queria a sua presença, certamente também não ia querer a sua ajuda.

Então, antes de sair do quarto e bater a porta, ele desejou:

— Boa sorte.

E então Natalie ficou sozinha. Com aquela maldita boneca a encarando de um jeito sinistro.

Mais tarde

Dean terminou de tomar um banho e saiu do banheiro com uma toalha em volta da cintura. Ele tinha se hospedado em um hotel em Saint Paul, depois do seu encontro desastroso com Natalie, há algumas horas.

Dean não estava com cabeça para dirigir depois da conversa que teve com a caçadora e preferiu "dar um tempo" naquele hotel antes de pegar a estrada de volta ao Kansas.

No fundo, ele estava adiando o momento em que teria que fazer isso. Porque, embora Dean confiasse na capacidade de Natalie como caçadora, ele não conseguia conter certa preocupação em relação àquele caso. Natalie nem sabia o que estava caçando direito. E se aquela coisa a machucasse?

Tentando afastar aqueles pensamentos e se convencer de que o melhor era deixar a cidade de uma vez, Dean caminhou até a cama, abriu uma mochila que tinha deixado sobre ela quando chegou ali, e começou a procurar algumas peças de roupa para se vestir.

Foi quando ele ouviu alguém bater na porta e olhou na direção dela. Com cuidado para não fazer nenhum ruído, Dean pegou uma arma dentro da mochila e caminhou até a porta devagar. Viu quem era pelo olho mágico e ficou visivelmente confuso e surpreso.

O que Natalie estava fazendo ali? Será que queria continuar a discussão de horas antes? Confundí-lo ainda mais? Fazer as pazes? Não... Certamente, Natalie não queria fazer as pazes. Certamente, queria fazer com que ele se sentisse culpado por ela ter crescido segura em um orfanato. Aquilo soava tão ridículo que Dean ainda não entendia porque ele e Natalie tinham brigado.

Mas apesar de não entender, Dean estava com raiva por causa daquela discussão e não iria esquecer as acusações que Natalie fez.

Então, depois de colocar a arma sobre uma mesa perto da porta, ele a abriu com um movimento rápido e brusco, o que causou um leve sobressalto em Natalie.

— Pois não? — começou Dean de uma forma seca e direta, deixando claro que não estava feliz com a presença dela ali.

A loira não conseguiu evitar e seus olhos percorrerem o corpo de Dean da cabeça aos pés, se concentrando em seu peito, abdômen e em seus braços nus. Ela sentiu sua garganta ficar seca, seu rosto ruborizar e seu coração bater mais forte. Amaldiçoou Dean mentalmente por ter atendido a porta naqueles trajes. Apenas de toalha. Por que ele tinha que ser tão exibido? E tão... Lindo?

No fundo, Dean ficou tão surpreso com a visita repentina de Natalie, que nem lembrou de vestir alguma coisa mais decente antes de abrir a porta.

Rapidamente, Natalie disfarçou que tinha ficado mexida ao vê-lo daquele jeito, o fitou nos olhos e perguntou:

— Posso falar com você?

Dean pensou um pouco e acabou se convencendo de que não podia negar aquilo a ela. Natalie tinha o recebido há algumas horas, contra a vontade, é verdade, mas o recebeu. Então tudo o que ele podia fazer agora era retribuir a hospitalidade e ouvir o que ela tinha a dizer.

Então Dean se afastou da porta, abrindo passagem para a loira, que entrou enquanto tentava disfarçar o constrangimento que sentia.

Natalie passou a mão pela nuca nervosamente quando Dean parou diante dela. Então ele cruzou os braços e repetiu:

— Pois não?

Enquanto fitava um ponto qualquer do chão, Natalie pediu sem jeito:

— Será que você poderia... Vestir alguma coisa primeiro?

Dean não conteve um leve sorriso de satisfação antes de assentir com sarcasmo:

— Claro, amor. O que você me pede sorrindo que eu não faço chorando?

Então ele caminhou até a cama e Natalie o acompanhou com o olhar, examinando atentamente cada trecho das costas de Dean e descendo o olhar em direção à outras partes também.

Natalie voltou a si quando Dean ficou de frente para a cama, e consequentemente para ela. Ele finalmente escolheu algumas roupas e, sem qualquer cerimônia, se livrou da toalha.

Surpresa com a ousadia, Natalie arregalou os olhos e se virou rapidamente antes que Dean percebesse que ela havia olhado para onde não devia.

— Desculpe, eu não sabia que tinha que pedir permissão para trocar de roupa na sua frente, benzinho. — disse Dean sorrindo sem que Natalie pudesse ver e repetindo as palavras que ela havia lhe dito antes, quando a situação era inversa.

— Muito maduro... — resmungou Natalie baixinho, torcendo para que quando Dean terminasse de se vestir, e ela precisasse encará-lo de novo, o seu rosto já tivesse voltado a cor normal.

— Como você descobriu onde eu estou hospedado? — quis saber ele enquanto vestia uma cueca boxer.

— Você tem os seus recursos. Eu tenho os meus. — respondeu Natalie de forma evasiva.

No entanto, Dean deduziu que o recurso era o mesmo que ele usou: Chloe Lee. Claro que Natalie nunca admitiria que recorreu a hacker para localizá-lo.

— Pronto, eu estou decente. — avisou ele algum tempo depois. — Não se preocupe, agora você não corre mais o risco de desmaiar de emoção. — provocou ao perceber que Natalie ainda hesitava.

Tentando controlar a vontade de mandar Dean para o Inferno, ou de simplesmente agarrá-lo de uma vez, Natalie respirou fundo e se virou devagar. Viu que ele agora vestia uma calça jeans e uma camiseta preta, e respirou aliviada.

Então, antes que ele resolvesse fazer algum comentário para lembrar como ela ficou atordoada instantes antes, a loira resolveu começar aquela conversa de fato:

— Como você sabe que criatura eu estou caçando?

— Espera. Você está pedindo a minha ajuda? — gabou-se o Winchester.

— É uma pergunta simples. — retrucou Natalie sem muita paciência e sem querer admitir que era exatamente isso que ela estava fazendo.

Depois de alguns instantes em silêncio, avaliando se devia contar ou não, Dean decidiu responder de uma vez:

— Porque eu já vi isso acontecer antes. Em Fort Douglas, quando eu e o Sammy éramos crianças. E há uns dez anos, em Fitchberg, no Wisconsin. Desta vez eu mesmo matei a criatura. Que, por acaso, era a mesma que o meu pai tinha enfrentado antes, mas que havia escapado.

— Como você a matou? — quis saber Natalie.

Dean estreitou o olhar na direção dela e provocou:

— Tem certeza que você não está pedindo a minha ajuda, baby? Porque é exatamente o que está parecendo. E isso me deixa confuso porque, se eu entendi direito, você me queria fora deste caso.

— Eu ainda quero. — afirmou Natalie duramente.

— Crianças estão adoecendo e você não é capaz de admitir que precisa de mim para matar a coisa que está causando isso? — questionou Dean indignado.

Isso pareceu atingir Natalie como ele queria e, com isso, ela ficou pensativa. Odiava admitir, mas Dean estava certo. Ela precisava dele. Se ele já tinha enfrentado uma shtriga antes, então ela ia mesmo precisar da ajuda do caçador naquele caso.

Querendo convencê-la a deixar que ele ajudasse de uma vez, Dean resolveu mudar de estratégia e argumentou mais calmo:

— Olha, eu sei que você queria caçar sozinha, mas uma criatura como esta quase matou o Sammy. Duas vezes e bem diante dos meus olhos. Nós não estamos muito bem, Natalie, eu sei, mas... Eu me sentiria péssimo se alguma coisa acontecesse com você. Além disso, eu não quero que essa coisa machuque mais crianças, e eu tenho certeza que você também não quer. Então, vamos deixar nossos problemas de lado, pelo menos por enquanto, e trabalhar nisso juntos. Profissionalmente.

Natalie pensou um pouco e, depois de ponderar tudo que tinha ouvido e o que estava sentindo em relação àquele caso, ela anunciou:

— Tudo bem, mas com uma condição.

— E qual é? — perguntou Dean.

Depois de respirar fundo e escolher as melhores palavras, Natalie expôs:

— Nós vamos precisar ir ao orfanato. A última criança que adoeceu vivia lá. Se por acaso, a administradora me reconhecer e fizer algum comentário sobre o meu passado, eu quero que você fique calado. Aliás, eu não quero que você pense, fale, ouça ou respire enquanto nós estivermos lá. Muito menos que fique com pena de mim por qualquer coisa que você possa descobrir a meu respeito.

— Por que eu ficaria com pena de você? — estranhou Dean.

— Esta é a minha condição. — ressaltou Natalie ignorando a pergunta.

O Winchester assentiu com um meneio de cabeça e concordou:

— Tudo bem, eu topo.

— Ótimo. — assentiu Natalie e enquanto caminhava até a porta, anunciou: — Mas antes eu quero passar no hospital e ver como as crianças estão. Se você quiser vir também, termine de se arrumar.

— Eu já estou pronto. — disse Dean.

— Você está descalço. — lembrou Natalie abrindo a porta.

Dean olhou para os próprios pés e percebeu que a loira tinha razão. Então ele provocou:

— Você reparou em tudo mesmo, não foi, Naty?

Antes de deixar o quarto e fechar a porta com força, Natalie revirou os olhos e resmungou:

— Convencido...

Notas finais
É isso aí, gente! O caso que a Natalie, e agora o Dean, estão investigando envolve uma shtriga, assim como no episódio 1X18, que é um dos meus favoritos. Sobre a DR Deanalie... Tenso, hein? Ao longo dos próximos capítulos vamos nos aprofundar nos dois lados da história, ok? Mas digamos que Dean e Natalie tem sua parcela de razão e culpa. 50% para cada lado. Aiiiiiiiiiiiiimmmmmmmmmm mudando um pouquinho de assunto, até brigando esses dois conseguem ser fofos e salientes, né? Dean olhando para as pernas da Naty, ela olhando para os "documentos" dele sem querer querendo kkkkkkkkkkkkkkk Provocações e mais provocações! Amo! Mas tenho que avisar que esta primeira briga foi light perto do que está por vir... Oi? Bem, é isso! Agora é com vocês! Reviews, por obséquio! Bjs! E inté sábado que vem (sem ser amanhã, no próximo)! Fui caçar! Explico depois!