Heaven and Hell
15 A Missão - Parte Final
Notas iniciais
Antes
De repente, um assobio foi ouvido no subsolo da Biblioteca do Congresso e Mia, Natalie e Bobby olharam na direção da entrada. Crowley terminou de descer os degraus e passou por cima do corpo de Jeremias enquanto olhava tudo em volta e dizia:
— Nossa! Que bagunça. O que aconteceu aqui?
Em seguida, ele parou, colocou as mãos nos bolsos da calça, afastando um pouco o terno que usava, e olhou na direção dos caçadores que o fitavam com uma mistura de surpresa, receio e revolta.
— Olá, todo mundo. — cumprimentou o Rei do Inferno. E ao notar que Claire estava morta, ele acrescentou: — Nossa... O Moose vai ficar arrasado.
Incomodado com aquela presença maligna, Bobby acomodou Claire no chão, se levantou rapidamente e, enquanto se aproximava do demônio, perguntou com raiva:
— O que você está fazendo aqui?!
Antes que Bobby se aproximasse mais, o Rei do Inferno moveu a mão e o caçador foi arremessado contra uma das paredes do subsolo, na qual ficou preso pela força invisível e demoníaca que Crowley controlava.
Quando Natalie se levantou e abriu a bolsa, pensando em pegar uma arma com balas contra demônios, ele fez outro gesto com a mão e a loira foi de encontro a mesma parede e não conseguiu mais se mexer.
Em seguida, ele olhou para os dois e para Mia, que o encarou com ódio. Então, o demônio deu um meio sorriso e disse com sarcasmo:
— Eu também senti falta de vocês.
Agora
Mia se levantou devagar e continuou encarando Crowley um tanto na defensiva, enquanto Bobby e Natalie tentavam se desvencilhar daquela força que os mantinham presos contra a parede.
Para Mia, foi impossível não se lembrar da última vez que ela tinha visto o demônio. Na ocasião, ela estava em uma situação muito delicada, entre vida e a morte, e Crowley tripudiou em cima do seu sofrimento.
— Você está bem melhor agora. — observou o demônio também se lembrando daquele dia em Maryland.
— Você acha? — rebateu a caçadora entredentes, sentindo um grande ódio.
Mas em seguida, ela se lembrou de que Claire estava morta e achou todo o resto irrelevante. Não importava se Crowley tinha matado os seus pais e a contaminado com o seu sangue. Não importava se ele estava ali para arruinar de vez aquela missão que já estava mais do que arruinada. Só o que passava pela cabeça de Mia naquele momento era que Claire estava morta.
Pensando nisso, ela enxugou o rosto e ouviu Crowley ressaltar:
— Viu? Eu disse que você era uma sobrevivente, Mia. — e depois de uma breve pausa, indagou: — Você não está curiosa para saber como você sobreviveu? Ou o que exatamente o meu sangue está fazendo com você? No que ele está te transformando?
Mia moveu os lábios como se fosse responder, mas desistiu em seguida. Claro que ela estava curiosa, claro que ela tinha muitas perguntas para Crowley. Mas aquele não era o momento para isso. E mesmo que fosse, Mia não tinha certeza se estava preparada para o que poderia descobrir sobre si mesma.
Além disso, outra questão a atormentava naquele momento. Não só ela, mas Bobby e Natalie também. Não estava claro para nenhum deles, o que o Rei do Inferno planejava. Crowley estava ali por algum motivo. E Mia resolveu descobrir qual era e sondou:
— O que você quer aqui?
— Eu? — disse o demônio, no fundo surpreso por Mia não ter respondido as suas perguntas. — Bem, eu estava rastreando o Metatron. Ele tem me causado muitos problemas ultimamente, sabe? Eu já mencionei que ele quer destruir o Inferno? Banir todos os demônios da face da Terra? Que ele é uma pedra no meu sapato italiano? Pois é.
— Você veio aqui para matá-lo. — deduziu Mia.
— Capturá-lo, na verdade. — corrigiu o demônio. — Não há nenhuma garantia de que a Primeira Espada funcione com ele, já que o desgraçado está mais poderoso do que nunca depois que absorveu todo o poder da Tábua dos Anjos... — Crowley parou de falar e depois de observar a surpresa no rosto da garota, continuou: — Você não sabia que a Tábua dos Anjos tinha poder? Ela tinha. E o Metatron o absorveu. Todo. Por isso ele não é mais um anjo. Tecnicamente até é, mas agora ele é o anjo mais poderoso que existe. E tudo isso graças a quem? À você, que teve a brilhante ideia de entregar a Tábua dos Anjos para ele.
Mia não sabia o que dizer e Bobby e Natalie ainda absorviam aquelas informações, enquanto ela se esforçava para esquecer a culpa que sentia, por ter caído na armadilha do anjo e perdido a Tábua dos Anjos, há alguns meses.
Depois de algum tempo, Mia finalmente voltou a falar:
— Bem, como você deve ter percebido o Metatron não está mais aqui.
Crowley ficou em silêncio observando os três. Só depois de alguns instantes, ele recomeçou:
— Eu percebi. Mas isso não significa que nós não podemos destruí-lo.
Mia franziu o cenho um tanto confusa e repetiu:
— Nós?
Crowley lhe lançou um olhar misterioso antes de se afastar e caminhar na direção do corpo de Jeremias. Em seguida, ele olhou para o chão, procurando por algo e, ao avistar os dois pedaços da Tábua dos Anjos, se abaixou um pouco, os pegou e os aproximou um do outro.
Como se fossem dois imãs, os fragmentos se atraíram e se fundiram, fazendo a Tábua dos Anjos voltar a ser uma coisa só.
Então Crowley caminhou calmamente até Mia e lhe estendeu o artefato.
Desconfiada, a caçadora deu um passo para trás e perguntou:
— O que você está fazendo?
— Te entregando a Tábua dos Anjos. — respondeu Crowley naturalmente diante da pergunta óbvia.
— Eu sei, mas por quê? — rebateu Mia um tanto ríspida.
— Qual é o problema? Um demônio não pode fazer uma boa ação de vez em quando? — questionou Crowley com certo deboche. Mas em seguida, ele esclareceu: — Eu estou te entregando isto para que você possa levar a quem pode traduzir. — logo depois, pediu com sarcasmo: — Ah! E não se esqueça de mandar lembranças minhas para o Kevin e dizer que eu estou morrendo de saudade. — como a caçadora ainda relutava em pegar a Tábua dos Anjos, ele reforçou: — Você não entendeu, sweetie? Assim como vocês, eu também quero o Metatron fora do jogo. E isso — disse enquanto indicava o artefato — vai dizer como. Isto é a chave. Aliás, isto é a chave para muitas coisas, não só para destruir o Metatron ou reverter o feitiço que fez os anjos caírem.
Mia estreitou o olhar enquanto percebia algo implícito nas últimas palavras de Crowley, mas quando ela ia perguntar o que ele quis dizer com aquilo, o demônio lhe estendeu a Tábua dos Anjos mais uma vez e ordenou:
— Pegue.
Ainda um tanto receosa, Mia segurou o artefato com cuidado e o manteve perto do seu corpo. Ela ainda não acreditava que Crowley estava sendo tão maleável, mas de certo era porque ele queria mesmo acabar com Metatron e, portanto, era um interesse em comum.
Enquanto Mia refletia sobre isso, Crowley olhou para ela, para Bobby e Natalie e encerrou:
— Bem, foi um prazer rever vocês, mas eu tenho que voltar para o Inferno e vocês tem que lidar com a segurança. Boa sorte.
Ao ver o demônio lhe dando as costas e caminhando na direção da entrada, onde certamente desapareceria da mesma forma repentina como tinha aparecido ali, Mia deu um passo a frente e o chamou:
— Crowley, espera!
O Rei do Inferno parou e se virou lentamente, ficando de frente para a garota mais uma vez.
— Pois não? — indagou ele enquanto Bobby e Natalie ainda estavam presos contra a parede.
Os dois pareciam ter desistido de lutar contra aquela força e tentavam adivinhar o que estava se passando na cabeça de Mia para impedir que Crowley fosse embora.
Mia não sabia como dizer aquilo. Não queria se humilhar em pedir alguma coisa para aquele desgraçado, mas ao mesmo tempo, estava desesperada e não via outra saída a não ser arriscar. Então ela indicou Claire no chão, engoliu o orgulho e pediu sem jeito:
— Traga ela de volta.
O semblante de Crowley foi da surpresa à satisfação em ouvir Mia lhe pedindo algo, em perceber que ela não tinha a quem recorrer naquele momento, somente a ele. E, como era de se esperar, o Rei do Inferno, resolveu tripudiar sobre o seu sofrimento e desafiou:
— Me dê um bom motivo para fazer isso.
Mia pensou um pouco e falou a primeira coisa que lhe veio à cabeça:
— Como você disse, o Sam vai ficar arrasado.
— E você acha que eu me importo? — rebateu Crowley. E depois de refletir um pouco, esclareceu: — Tudo bem, eu confesso que o Moose é o meu Winchester favorito, mas vamos ser honestos? Se ele pudesse me matar, aqui e agora, ele não hesitaria em fazer isso, então... Por que trazer a Sra. Moose de volta se eu posso simplesmente dar as costas para todos vocês e ir embora daqui? Como eu vou fazer, aliás.
Ao terminar de dizer isso, Crowley deu as costas para os três, mas se virou novamente quando ouviu Bobby barganhar:
— Pegue a minha alma. Traga a minha filha de volta em troca da minha alma.
Crowley pensou um pouco, colocou as mãos nos bolsos novamente e depois de alguns instantes respondeu:
— Não. Eu já fiz um pacto com você uma vez e não vi muita vantagem.
— Pegue a minha. — propôs Mia disposta a fazer qualquer coisa para reverter aquela situação, já que se sentia culpada pela morte da amiga, que estava com ela quando tudo aconteceu.
O Rei do Inferno encarou Mia com aquela expressão de satisfação mais uma vez e provocou:
— Você quer fazer um pacto? Comigo? Tal pai, tal mãe, tal filha.
Incomodada ao lembrar do pacto que os seus pais fizeram com Crowley, para tê-la, Mia desviou do olhar dele e tentou conter a dor que sentiu ao recordar aquela história. A história tortuosa da sua vida.
Logo, a voz do demônio afastou aquelas lembranças:
— Bem, por mais que eu fosse adorar torturar a sua alma quando eu estivesse entediado, para mim, você vale muito mais viva do que morta.
Novamente, Mia sentiu que havia algo implícito nas palavras de Crowley. Por que ele a queria viva? Por que ele não a matou em Maryland, quando a encontrou naquela situação deplorável depois que o exército de demônios revirou o carro onde ela estava? Por que Mia sentia que de alguma forma, ela era importante para Crowley? Por que ele parecia querer que ela ficasse cada vez mais poderosa?
— Então faça um pacto comigo. — a voz de Natalie afastou aquelas questões da cabeça de Mia.
Crowley arqueou as sobrancelhas fingindo surpresa e ponderou:
— Sabem, nem quando eu era um demônio de encruzilhada eu tinha tantas oportunidades de fechar negócios como agora. — e depois de uma pausa, provocou: — Caçadores são criaturas tão peculiares, vocês não acham? Vivem colocando a culpa em nós, pobres diabos, vivem nos caçando e nos exorcizando, mas na primeira oportunidade, fazem qualquer coisa para conseguirem uma passagem para o andar debaixo. — e depois de mais uma pausa, avisou: — Sinto muito, amigos, mas eu não faço mais pactos. E nem vou permitir que outro demônio aceite qualquer pacto com qualquer um de vocês, caso estejam pensando em procurar uma encruzilhada quando saírem daqui. Se vocês conseguirem sair daqui, é claro.
Quando o Rei do Inferno ia se virar para deixar o subsolo, Mia engoliu qualquer resquício de orgulho que ainda tivesse e insistiu:
— Por favor. — o demônio voltou a encará-la, e ela argumentou: — Deve ter alguma coisa que você queira em troca.
— Tem muitas coisas que eu quero, Mia. Infelizmente, você não pode me dar nenhuma delas. — rebateu Crowley.
— Então pense em outra coisa. — sugeriu ela. — E por enquanto... Eu fico em dívida com você.
— Mia, não! — protestou Natalie, já que uma coisa era trazer Claire de volta através de um pacto, outra bem diferente era se colocar nas mãos de Crowley daquele jeito ambíguo.
No entanto, desta vez, o Rei do Inferno pareceu interessado naqueles termos e, depois de um momento em silêncio, admitiu:
— Está aí uma coisa que eu ia gostar muito: você em dívida comigo.
— Então nós temos um acordo? — quis definir Mia, já que ela, Bobby e Natalie tinham que sair dali o quanto antes.
Crowley pensou um pouco e avisou:
— Se chegar a hora e você não cumprir a sua palavra, a Sra. Moose morre. No mesmo instante. Sem possibilidade de reversão. Sem possibilidade de um novo pacto. Fim da linha.
— Eu sempre cumpro a minha palavra. — frisou Mia.
— Neste ponto nós somos bem parecidos, você não acha? — observou o Rei do Inferno.
De repente, os quatro ouviram passos no andar superior e deduziram que eram dezenas de seguranças se deslocando até aquela região. Não ia demorar muito para que eles chegassem ao subsolo e então a situação, que já era complicada, se tornaria ainda mais insustentável.
— Crowley... — apressou Mia.
— Como você quer selar isso, sweetie? — intimou o demônio.
A ideia de beijar Crowley estava fora de cogitação e só de pensar nisso, Mia sentiu o seu estômago embrulhar. Então num gesto instintivo, ela estendeu a mão direita na direção dele.
O demônio observou o gesto e reclamou:
— Assim você fere os meus sentimentos, Mia. Supondo que eu tenha algum, é claro.
— Nós não temos muito tempo! Anda logo, seu desgraçado! — irritou-se ela sacudindo a mão para que ele a apertasse de uma vez e todos pudessem sair dali.
No entanto, Crowley ainda torturou todos eles com um longo momento de silêncio, durante o qual não esboçou qualquer reação. Só depois, ele segurou a mão de Mia e finalmente se comprometeu:
— Fechado.
Logo, a caçadora soltou a mão dele e olhou na direção de Claire, que permanecia imóvel. Morta.
Caminhou até ela, mas parou quando Bobby e Natalie finalmente foram soltos e caíram no chão. Eles se levantaram rapidamente e olharam, assim como Mia, na direção da entrada, onde Crowley estava parado.
Ao perceber que a segurança do prédio estava se aproximando e logo alcançaria o corredor que levava àquela área, ele estalou os dedos e avisou:
— Considerem isto como um bônus.
Mia, Natalie e Bobby se entreolharam sem entender o que Crowley quis dizer com aquilo, mas logo tudo ficou claro. Os três piscaram e quando perceberam, estavam do lado de fora do prédio, bem perto do Camaro. Crowley tinha os tirado daquele subsolo.
Passado o sobressalto inicial, Bobby olhou em volta e questionou aflito:
— Onde está a minha filha?
Natalie deu a volta no carro e encontrou Claire deitada na calçada, do mesmo jeito que ela estava no subsolo da biblioteca, imóvel, morta.
Logo Mia e Bobby também se aproximaram e, assim como Natalie, se agacharam diante do corpo da caçadora. E passaram a esperar que ela voltasse da morte, que esboçasse qualquer reação, qualquer suspiro, qualquer coisa. Mas isto não aconteceu e o desespero começou a crescer entre os três.
Foi Mia que teve coragem de dizer:
— Eu não entendo... O Crowley nos enganou?
Como se estivesse respondendo aquela pergunta, Claire abriu os olhos de repente e puxou o ar com força, assustando os três caçadores em volta dela.
Então ela sentou um tanto atordoada, apoiando as mãos no chão, e Mia foi a primeira a abraçá-la antes que ela pudesse dizer qualquer coisa.
— Claire! — exclamou Mia a apertando com força.
— Espera um pouco. Deixa eu ver se é ela mesma. — pediu Natalie enquanto procurava um pequeno cantil com água benta no bolso interno da jaqueta que usava.
Quando achou o recipiente, a loira tocou no ombro de Mia, para que ela se afastasse um pouco, e, sem qualquer cerimônia, jogou um pouco do líquido no rosto de Claire, que fechou os olhos assustada com o gesto.
— Natalie! O que você pensa que está fazendo? Você ficou doida? — reclamou a filha de Bobby enquanto enxugava o rosto com as mãos.
Como a água benta não reagiu em contato com a pele de Claire, Natalie soube que estava mesmo diante da amiga. E de novo sem qualquer cerimônia, se jogou nos braços da morena, a abraçando o mais forte que pôde enquanto comemorava emocionada:
— Ai meu Deus! É você mesma! Eu não acredito! Quer dizer, eu acredito! É você! Você voltou!
— É claro que sou eu... — afirmou Claire enquanto a loira finalmente a soltava.
Mas antes que ela pudesse respirar, recebeu mais um abraço caloroso. Desta vez, de Bobby. E este durou tanto tempo que Claire olhou para Mia e Natalie por sobre o ombro dele e perguntou:
— O que está acontecendo aqui?
Bobby finalmente soltou a filha e a encarou emocionado. Logo depois, segurou o seu rosto e deu um beijo em sua testa, fazendo a caçadora fechar os olhos por alguns instantes.
Em seguida, ele a fitou e questionou:
— Você não se lembra?
Claire pensou um pouco e respondeu:
— Sim, eu me lembro. O Metatron me feriu com aquela espada...
Então ela afastou a blusinha, procurando pelo ferimento, mas surpreendentemente, ele não estava mais lá. Aliás, não havia qualquer indício de que Claire havia sido almejada naquela região.
Claire franziu o cenho ainda mais confusa e se lembrou exatamente do que tinha acontecido. Ela tinha certeza de que não havia imaginado aquilo. Metatron a golpeou com aquela espada e então ela sangrou até... Morrer.
Intrigada, Claire fitou o pai, Natalie e Mia e reforçou:
— Eu vou perguntar de novo. O que está acontecendo aqui?
Neste momento, um barulho foi ouvido e os quatro olharam na direção da Biblioteca do Congresso. Vários seguranças estavam saindo do prédio e olhavam para todos os lados, procurando pelos invasores que tinham esquecido suas mochilas com armas no subsolo do prédio.
Então, Bobby voltou-se para a filha e respondeu:
— Nós vamos explicar tudo, mas primeiro temos que sair daqui.
— E avisar a Chloe e o Kevin que está tudo bem. — completou Natalie enquanto Claire via que Mia segurava a Tábua dos Anjos em uma das mãos.
Tomando muito cuidado para não chamar a atenção dos seguranças do outro lado da rua, Bobby ajudou Claire a se levantar, embora ela já estivesse completamente recuperada, e então os quatro entraram no Camaro de Natalie.
Quando o veículo começou a se movimentar, alguns seguranças perceberam e correram atrás dele gritando para que a motorista parasse, mas, ao invés disso, Natalie acelerou o máximo que pôde e logo os seguranças e a Biblioteca ficaram para trás.
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