Heaven and Hell

16 Eu estou morrendo


Notas iniciais
Oi, gente!!! Cheguei! Estou no paraíso! Que abundância, meu irmão! Ordinária! Ok, parei. Recomeçando em 3, 2, 1... Primeiramente, desculpem o atraso. Este capítulo deveria ter sido postado no sábado, mas não tive tempo de revisá-lo, estava cansada, na correria, uma gripe muchos louca me pegou e não me deixa, então... É isso. Foi mal. Bem, sobre o título do capítulo, não tem nada a ver comigo kkkkkkkkkk mas é uma frase que eu peguei no meio do devaneio porque estou sem inspiração para pensar em algo melhor. Eu preciso dizer que amei escrever este capítulo? Preciso dizer que teremos romance, drama, complicações? Pois é, pois é, pois é... Lá vai! Espero que gostem!

Dias depois de deixarem Washington D.C., Natalie, Bobby, Mia e Claire finalmente chegaram ao bunker.

Mal o Camaro foi estacionado em frente à edificação, e Bobby já desceu para abrir a porta para a filha, que estava no banco detrás, onde ele estava momentos antes.

— Obrigada. — agradeceu a caçadora depois de sair do veículo. — Mas não é por que eu morri, que eu não consigo abrir a porta sozinha. — acrescentou tentando rir e ver aquela tragédia de uma forma mais leve.

— Como você pode brincar com uma coisa dessas? — reprovou Bobby fechando um pouco a cara, enquanto Mia e Natalie saíam do carro.

— Desculpe. — lamentou Claire percebendo que certas coisas não podiam ser amenizadas.

No fundo, ela estava tentando não pensar no próprio trauma para não preocupar Bobby e os outros. Estava se fazendo de forte e tentando esquecer que durante alguns minutos, ela esteve, indiscutivelmente, morta.

Ao ver que Mia tinha saído do veículo e estava bem perto dela, Claire deu um passo a frente e a abraçou forte. Isso causou um leve sobressalto em Mia, mas logo ela correspondeu ao abraço e tentou tranquilizar a amiga:

— Claire, está tudo bem. Não precisa me abraçar toda hora. Vamos deixar os abraços constrangedores com o Garth, ok?

— Eu nunca vou conseguir te agradecer pelo o que você fez por mim, Mia. — expôs a outra. E depois de soltá-la, completou com certo remorso: — Eu sinto muito que você tenha ficado em dívida com o Crowley por minha causa. Mas eu juro que vou pensar em uma forma de reverter isso.

— Não, senhora! — discordou Mia imediatamente, pois tinha medo de que ao tentarem qualquer coisa para reverter aquilo, Crowley cumprisse a ameaça e Claire morresse de novo. Desta vez, sem volta milagrosa. — Deixa o Crowley comigo, ok? Ele não me quer morta, então seja lá o que ele quiser em troca, não pode ser tão ruim assim.

No fundo, Mia estava tentando ser otimista. Também não gostava da ideia de que devia um favor para o Rei do Inferno, mas não houve outro jeito e ela não podia deixar que Claire se sentisse culpada por aquilo.

Mia não estava arrependida por ter feito aquele acordo com Crowley, já que o mais importante era que Claire estava bem. No resto, ela pensaria depois, quando chegasse a hora de pagar a sua parte no acordo.

As duas se afastaram e Natalie, que estava do outro lado do Camaro, com os braços apoiados no capô, viu Sam saindo do bunker a passos largos. E, tentando quebrar o clima triste, ela avisou de uma forma descontraída:

— Lá vem o seu maridinho.

Claire olhou na direção do bunker. Ao notar certa aflição no semblante do caçador, voltou a olhar para o pai, Mia e Natalie e, já sabendo qual seria a resposta, perguntou:

— Ai meu Deus, vocês contaram para ele?

— Eu contei. — assumiu Bobby, fazendo a filha olhar especificamente para ele. — O Sam ligou querendo saber se a missão tinha dado certo e o que aconteceu com você... Não era algo que eu podia simplesmente deixar de mencionar.

— Ele já era paranóico antes, agora então... — disse Claire imaginando como Sam devia ter reagido quando soube o que tinha acontecido, e como ficaria ainda mais protetor em relação à ela dali em diante.

Logo a caçadora teve uma demonstração disso, porque o Winchester se aproximou rapidamente e a abraçou tão forte que Claire chegou a ficar sem ar.

— Eu estou bem. — afirmou ela, tentando tranquilizá-lo e respirar ao mesmo tempo.

— Eu não acredito que isso aconteceu, Claire. — murmurou Sam visivelmente aflito. — Eu devia ter ido com você.

— Você não poderia ter evitado. Ninguém poderia. — argumentou ela. — Além disso, o mais importante é que eu voltei.

Sam finalmente diminuiu a pressão do abraço, se afastou um pouco, olhou a esposa nos olhos e segurou o seu rosto entre as mãos ao dizer:

— Eu não sei o que eu faria se você não tivesse voltado para mim. Eu não acredito que eu quase te perdi, Claire. — e depois de abraçá-la mais uma vez, ele olhou na direção de Mia e disse: — O Bobby me contou o que você fez. Eu sei que é uma situação complicada para você, mas... Obrigado. Eu teria feito o mesmo. Mas eu quero que você saiba que nós vamos pensar em uma solução. Você não pode ficar em dívida com aquele desgraçado.

— Não se preocupe comigo agora. — dispensou Mia. — Foi como eu disse para a Claire, com o Crowley eu me entendo depois. — em seguida, ela ajeitou uma bolsa que trazia no ombro, e que tinha a Tábua dos Anjos dentro, passou pelo casal, e Bobby a seguiu.

— Ah! Agora é o meu maridinho! — exclamou Natalie ao ver Dean saindo do bunker.

A loira fechou a porta do carro e deixou Sam e Claire para trás. Caminhou até Dean, que tinha acabado de cumprimentar Bobby e Mia. Então, enquanto os dois entravam no bunker, Natalie parou diante do marido, passou os braços em volta do seu pescoço, sorriu e perguntou:

— Sentiu a minha falta, Sr. Awesome?

— Eu não. — mentiu Dean contendo um sorriso e a segurando na cintura. — E você?

— Nem um pouco. — retrucou Natalie antes de aproximar o rosto e beijá-lo carinhosamente.

Instantes depois, seus rostos se afastaram. Então Dean olhou para o irmão e para a cunhada a alguns metros, conversando perto do Camaro, e indagou preocupado:

— A Claire está mesmo bem?

Natalie desmanchou o sorriso ao se lembrar do que havia acontecido durante aquela missão, mas sentindo-se aliviada por Claire ter voltado da morte, respondeu:

— Sim. Um pouco traumatizada, afinal, quem não ficaria? Mas ela é muito forte e eu tenho certeza de que vai ficar bem. — Dean assentiu com um meneio de cabeça e Natalie refletiu: — Além disso, é como dizem por aí, você não é uma caçadora ou um caçador de verdade, se não morreu pelo menos uma vez. O que me lembra que... Espera! Então eu não sou uma caçadora de verdade?

Visivelmente incomodado com o que tinha ouvido, o semblante de Dean ficou um tanto tenso e ele repreendeu a esposa dizendo:

— Isso não tem graça, Natalie Jones. Nunca mais fale ou pense algo assim. Nunca.

— Você tem razão. Independente de qualquer coisa, eu sei que eu sou uma caçadora de verdade e eu não preciso morrer para provar isso. — afirmou a loira arrependida do que havia dito antes. — Aliás, você já imaginou como o mundo perderia completamente o sentido se Natalie Jones morresse por um segundo que fosse? — acrescentou cheia de si.

— Já, e é por isso que eu acho melhor a gente mudar de assunto. — cortou Dean, se lembrando de quando Natalie foi sequestrada por Abaddon, de quando foi parar no Inferno e do medo que ele tinha de que algo assim se repetisse e ela não tivesse tanta sorte como das outras vezes.

— Tudo bem. — assentiu a loira. Então ela passou um dos braços em volta de um dos braços de Dean, os dois começaram a caminhar na direção da entrada, e ela indagou: — O Kevin e a Chloe ligaram? Eu falei com eles depois que nós saímos daquele lugar, expliquei tudo o que aconteceu e contei sobre a Tábua dos Anjos.

— Eles ligaram hoje de manhã. Estão a caminho. — relatou Dean.

— Tomara que eles consigam traduzir aquela coisa o mais rápido possível. Acabar com o Metatron é uma questão de honra agora. — disse Natalie sentindo um ódio profundo ao se lembrar do que o anjo fez com Claire.

— Ele está com os dias contados. — assegurou Dean concordando com a esposa.

Enquanto os dois entravam no bunker, Sam e Claire ainda estavam perto do carro de Natalie.

— Você não vai dizer “eu bem que te avisei", vai? — indagou a filha de Bobby, se lembrando da conversa que teve com Sam pouco antes de ter ido para aquela missão.

O Winchester pensou um pouco, apoiou as costas no veículo e respondeu:

— Eu estou feliz por você estar bem, Claire. Para mim, é isso o que importa.

Claire se aproximou um pouco, ficando de frente para ele, colocou as mãos nos bolsos da calça jeans, e indagou um tanto intrigada:

— Então você não vai ficar ainda mais paranóico quando eu for caçar ou me envolver em uma missão como essa de novo?

Sam olhou para o chão por alguns instantes, depois voltou a fitar a morena e expôs:

— Eu sempre vou me preocupar com você. Mas eu sei que o que aconteceu poderia ter sido com qualquer um de nós. Eu mesmo já passei por isso algumas vezes. Então eu não vou ficar mais ou menos paranóico por causa disso. Pelo menos, eu vou tentar não ficar porque, como eu disse, o mais importante é que você está bem. Não é fácil para mim saber que você passou por isso, eu confesso, mas eu acho que nós dois temos que superar o que aconteceu. É a única escolha que nós temos. Seguir em frente.

Claire ficou em silêncio, assimilando aquelas palavras. Queria responder à altura. Queria dizer para Sam que ela era forte e que com certeza iria superar aquilo, mas algo a impediu de dizer isso.

Quando decidiu entrar naquela vida, Claire sabia que não seria algo fácil, que envolvia muitos riscos e que ela poderia morrer durante alguma caçada. Mas uma coisa era imaginar que você poderia morrer, outra bem diferente era morrer de fato. Outra coisa ainda mais diferente era voltar da morte e ter que conviver com aquela memória, com a lembrança de Metatron a golpeando mortalmente. Era doloroso demais.

Toda vez que a morena fechava os olhos, aquela imagem vinha à sua cabeça e ela revivia aquele momento. Chegava a sentir a espada perfurando as suas costas e a atravessando. Podia sentir de novo aquela dor excruciante e as suas pernas perdendo as forças. Podia se ver caindo de joelhos diante de uma Mia em choque.

— Claire? — chamou Sam, estranhando o silêncio dela.

A morena voltou a olhar para ele e deixou que sua máscara caísse de vez. Não queria mais se fazer de forte. Não conseguia ser forte. Claire sempre enfrentou todas as adversidades que surgiram em seu caminho de cabeça erguida, mas aquilo tinha sido demais para ela.

Por isso, Claire não se importou mais que Sam soubesse exatamente o que ela estava sentindo. A dor e o trauma que a consumiam por dentro. O estado frágil em que se encontrava.

— Como eu supero isso? — perguntou ela por fim, enquanto algumas lágrimas escapavam dos seus olhos. — Como? Porque... Honestamente... Eu não sei se consigo.

Sam a fitou com pesar, rapidamente se aproximou, segurou seu rosto e pressionou seus lábios contra os dela. Em seguida, a abraçou o mais forte que pôde e acariciou seus cabelos.

Claire o abraçou de volta, fechou os olhos e deixou que as lágrimas a vencessem de vez enquanto ouvia Sam dizer:

— Consegue sim. Você vai ficar bem, Claire Singer. Tudo vai ficar bem. Eu prometo. Eu vou cuidar de você e nós dois vamos superar isso, ok?

A morena não respondeu nada e apenas se aconchegou mais nos braços de Sam. Gostava da sensação de segurança que ele lhe transmitia.

Por mais que não tivesse certeza de que iria superar o que havia acontecido, era bom ter Sam ao seu lado lhe dizendo que sim, ela iria superar. Era bom ter o seu apoio, sua proteção e o seu amor.

Ao imaginar que poderia perdê-lo em algum momento, Claire sentiu um aperto no peito. Sofreu ainda mais ao imaginar o que Sam devia ter sentido quando soube que ela havia morrido.

O abraçou mais forte tentando afastar aqueles pensamentos e aquela sensação ruim. Prometeu para si mesma que iria fazer de tudo para superar aquilo. Não sabia como, mas ter Sam ao seu lado, lhe dando apoio, era o primeiro passo. O resto, eles descobririam juntos. Enfrentariam juntos. E tudo ficaria bem.

XXX

Mia passou pela sala principal do bunker, colocou a bolsa com a Tábua dos Anjos em uma poltrona, seguiu por um longo corredor a passos largos e logo chegou na porta da biblioteca do bunker. Ao abrí-la, deu de cara com Castiel, que se preparava para deixar o lugar.

Ao vê-la, o anjo ficou visivelmente aliviado e começou a dizer:

— Mia, graças a Deus você está bem. O Sam me contou o que houve e, por mais que você tenha feito aquilo para ajudar a Claire, eu não acredito que você fez um pacto com o Crowley! Onde você estava com a cabeça quando...

Castiel não terminou de formular a pergunta porque antes disso, Mia fechou a porta e se jogou nos braços dele, o abraçando forte, visivelmente aflita.

Percebendo que a garota estava tremendo, Castiel indagou preocupado:

— Mia, o que foi?

— Apenas me abrace, por favor. — pediu ela e o anjo acatou o pedido, a abraçando carinhosamente. — Mais forte.

Castiel obedeceu mais uma vez e apertou Mia contra o seu corpo enquanto ela se justificava:

— Eu não podia deixar ela morrer. Eu estou cansada de ver as pessoas morrendo à minha volta. Meus pais, o Ric, agora a Claire... Eu não consigo mais.

Castiel pensou um pouco e, embora soubesse que a graça que ele havia absorvido estava cada vez mais fraca e que provavelmente ele não teria conseguido fazer aquilo, acabou dizendo:

— Vocês deviam ter trazido o corpo da Claire aqui. E então eu daria um jeito de trazê-la de volta.

— Na hora eu não pensei direito, Cas. E a situação na Biblioteca do Congresso se complicou muito. Eu só queria que aquilo acabasse e que a Claire voltasse logo. — expôs Mia. E com um fio de voz, acrescentou emocionada: — Eu não quero viver aquilo de novo. Eu não quero que mais alguém próximo de mim morra. Eu não vou aguentar se isso acontecer, Cas.

Ao ouvir aquilo, o anjo se lembrou automaticamente da sua atual situação. Se ele não recuperasse a sua graça o mais breve possível, também iria morrer. E já que a sua graça estava em um lugar onde nem ele nem ninguém poderia recuperá-la, era exatamente aquilo que iria acontecer. Castiel podia se enganar e evitar o assunto, mas no fundo ele sabia que estava com os dias contados.

Pensando nisso, ele tomou coragem e anunciou:

— Mia, tem algo que eu preciso te contar.

— Pode ser mais tarde? Ou amanhã? — indagou a caçadora, que naquele momento não estava com cabeça para discutir nenhum assunto.

— Pode. — assentiu Castiel. No entanto, diante da importância do que tinha a contar e da aflição que sentia por ter escondido aquilo de Mia, ele voltou atrás e disse: — Não. Desculpe, mas isso não pode mais esperar. Eu escondi uma coisa de você, Mia, e eu sinto muito por isso. Eu achei que poderia resolver sozinho, sem te envolver, mas eu não pude, então...

Castiel diminuiu a pressão do abraço aos poucos e Mia se afastou lentamente. Ela passou as mãos pelos olhos, tentando conter algumas lágrimas que queriam vencê-la. Em seguida, fitou o anjo um tanto intrigada com o que ele havia dito e, por fim, assentiu:

— Tudo bem, eu estou ouvindo.

Por um momento, Castiel pensou em desistir e deixar aquela conversa para depois. No entanto, ele sabia que adiar aquele momento só traria mais sofrimento para Mia. Então, ele tomou coragem, a segurou por uma das mãos, a guiou até uma mesa que ficava no centro da biblioteca, indicou uma das cadeiras e pediu:

— Senta.

Mia o encarou por alguns instantes e indagou receosa:

— É tão grave assim? — como Castiel não respondeu e apenas desviou do olhar dela, Mia resolveu sentar de uma vez e então perguntou: — O que houve? O ritual não deu certo? Você não descobriu onde a sua graça está? É isso?

Após um momento de silêncio, o anjo puxou uma cadeira e sentou de frente para a caçadora. Só então ele respondeu:

— O ritual deu certo.

Mia sorriu levemente e questionou:

— Isso é bom, não é? — porém, diante de mais um silêncio significativo, e temendo a resposta, ela perguntou: — Onde aquele filho da mãe escondeu a sua graça, Cas?

O anjo fitou o chão por um momento, antes de voltar a olhar Mia nos olhos e responder com visível desânimo:

— No Inferno.

Revoltada com aquela revelação, a caçadora fechou os olhos por alguns instantes, respirou fundo e se preparou para levantar da cadeira. Mas antes que ela fizesse isso, Castiel segurou em sua mão e avisou:

— Tem mais. — depois que a garota se endireitou na cadeira, ele recomeçou: — O Metatron escolheu o Inferno por um motivo, Mia. Ele sabia que eu não poderia recuperar a minha graça se ela estivesse lá.

— Porque você era humano. — disse ela, se lembrando de que quando Metatron pegou a graça de Castiel e o expulsou do Céu, o anjo virou humano e, por isso, não tinha poderes para ir até aquele lugar. — Mas agora você é um anjo de novo.

— Não. Agora eu sou um humano com a graça de outro anjo. — corrigiu ele. E então acrescentou hesitante: — Uma graça que... Não vai durar para sempre. Que está ficando cada vez mais fraca. Que... Está se esgotando.

Após assimilar o que tinha ouvido, Mia disse:

— Eu sabia que você precisava recuperar a sua graça, mas eu não sabia que era essa a situação. Por que você não me contou? Por que mentiu para mim? De novo?

— Eu sinto muito. — desculpou-se o anjo. — Como eu disse, eu não queria te preocupar, Mia. Eu pensei que estava tudo sob controle e que quando eu recuperasse a minha graça, o resto seria irrelevante.

Mia preferiu não se prender ao fato de que Castiel havia lhe escondido algo. Por mais que os dois tivessem prometido dizer apenas a verdade um para o outro, ela sabia que aquilo seria um caminho árduo e com muitos tropeços. Além disso, o mais importante, era que no fim das contas, ele havia contado a verdade. Antes tarde, do que nunca.

Depois de pensar sobre isso, ela balbuciou com pesar:

— Então você não pode ir ao Inferno.

— Eu não posso fazer muitas coisas. — ressaltou Castiel. — Em breve... Eu não poderei fazer nenhuma. — acrescentou quase sem perceber.

Mia o fitou confusa e indagou:

— Como assim? — como não obteve resposta, ela reformulou: — Quando a graça do Theo se esgotar, você vai voltar a ser humano, não é? Eu sei que não é o ideal, mas também não é tão ruim assim... É?

Após um longo silêncio, apenas encarando Mia e vendo a preocupação estampada em sua face, sem saber ao certo como continuar aquela conversa, Castiel segurou as mãos dela entre as suas e disse com cuidado:

— Mia, quando esta graça se esgotar por completo, quando ela... Desaparecer... Eu vou... Desaparecer junto com ela.

— Defina "desaparecer." — pediu a caçadora sentindo um nó surgir em sua garganta e seus olhos arderem.

Castiel estreitou o olhar na direção de Mia e sofreu ao perceber o quanto estava sendo difícil para ela ouvir aquelas coisas. No entanto, por mais que soubesse que o que diria a seguir a afetaria muito mais, ele não tinha outra escolha a não ser lhe dizer a verdade. Então ele respondeu:

— Mia... Eu estou morrendo.

A caçadora ficou em silêncio, apenas encarando o anjo, sem saber se tinha entendido direito o que ele havia dito. Até que finalmente o choque ficou visível em seu rosto e Mia levantou da cadeira com um impulso rápido.

Castiel levantou também e quando ela passou por ele, o anjo chamou:

— Mia.

A caçadora não respondeu. Visivelmente atordoada, ela caminhou depressa até a porta e a abriu. Passou por ela e seguiu pelo corredor.

— Mia, espera! — pediu Castiel logo atrás dela.

— Eu quero ficar sozinha. Por favor. — respondeu a garota apressando o passo.

Logo os dois chegaram na sala. Sam e Claire tinham acabado de entrar. Dean deu um abraço na cunhada e lhe disse algo gentil, que Mia não ouviu porque estava mexida demais com o que Castiel havia lhe contado momentos antes.

— Mia... — chamou o anjo mais uma vez, a vendo sair pela porta como um foguete.

Sam, Dean, Natalie, Claire e Bobby olharam para ele, que havia parado no meio da sala, e o Winchester mais velho resolveu perguntar:

— O que deu nela?

Após um breve silêncio, o anjo respondeu:

— Eu contei.

XXX

Do lado de fora, Mia caminhou até o Mustang e entrou. Ligou o carro e deu partida. Não sabia para onde iria, mas sentia uma necessidade enorme de sair dali o mais rápido possível. Precisava se distanciar um pouco para pensar e tentar assimilar o que tinha ouvido.

Mal Claire tinha voltado da morte e agora Castiel lhe dizia que iria morrer também? Mia não conseguia acreditar naquilo, não queria acreditar, não podia perder mais alguém, não podia perder Castiel.

O Mustang se afastou do bunker rapidamente, mas logo um outro veículo se aproximou e parou de frente para a edificação. O motor foi desligado e instantes depois, as portas foram abertas.

Kevin e Chloe saíram de dentro do carro da garota e observaram o bunker por alguns instantes com certa saudade. Só então fecharam as portas e caminharam de mãos dadas na direção da entrada.

Notas finais
OMG Mia??? O que você vai fazer, muchacha??? Algum palpite, sociedade? Sim, gente, o Cas contou a verdade para ela, mas será que ele fez bem? O que a Mia vai fazer agora? Será que o Cas vai morrer? Será que eu serei louca o suficiente para matá-lo? Será que vocês vão me amar ou me odiar nos próximos capítulos... Bem, só tenho isso a dizer: aguardem e confiem. Mudando de assunto, Kevloe voltou!!!! Aeeeeeeeeeeeee!!! Que saudade do casal profético! Mudando de assunto de novo, awwwnnnttt Clammy! Sam tão fofo com a Claire. Tem como não amar? Mudando de assunto again, Deanalie e a eterna discussão de quem sentiu mais falta do outro... Ai ai. Mudando de assunto novamente, será que um dia eu terei a pachorra de matar Natalie Jones? Cuma? Mudando de assunto (última vez), vocês assistiram SPN? O que acharam? Eu gostei, mas não sei o que pensar. Oi? Estava com saudade dos meninos, o Crowley arrebentou no episódio, o Dean demônio estava hilário (mas eu quero o velho Dean de volta) e enfim, gostei, mas preciso de algum tempo para assimilar tudo. Well, agora é com vocês, meu povo e minha pova! Reviews? Bjs!