Heaven

7 Hide Sushi.


Notas iniciais
O que acharam???????? Reviews, como sempre sao bem-vindos!
Beijos!!
@lostinethiopia_

Quando acordei já eram 13hrs da tarde, e meu pai já havia saído faz tempo para trabalhar. Levantei-me e abri a janela, estava um sol de trinta e cinco graus, e eu particularmente odiava calor. Bom, arrumei a cama e fui tomar banho, fiz tudo o que tinha que fazer, quando me dei conta já eram seis horas da tarde em ponto, e então tomei outro banho e comecei a me arrumar. Meu coração palpitava cada vez mais rápido e eu tremia.

Coloquei uma calça jeans e dobrei as barras, depois uma blusa branca e um casaquinho de malha vermelho, que não interferia no calor que eu haveria de sentir. Bom, fiquei enrolando ali por mais ou menos meia hora, e quando sai de casa já eram sete e dez da noite. Cheguei ao restaurante as sete e trinta e cinco.

Quando avistei John, ele estava impecável e com uma aparência bem melhor do que a da ultima vez que o vi. Fui recepcionada por um homem que me levou até a mesa em que John se encontrava.

– Boa noite, JOHN! – Sorri para ele.

– Boa noite, Sra. Winsted. Como vai?

Sentei-me do outro lado da mesa.

– Estou bem, e você... Como esta? – Sorri novamente, era evidente a minha felicidade.

– Estou ótimo. Bom... Vamos pedir alguma coisa para comer, e depois falamos sobre o nosso assunto?

Nosso assunto? Aquilo parecia tão fofo, para um Pepper.

– Claro! Hm vai pedir o que?

– Ah, sei lá. Você que manda!

– Como quiser Sr. Frusciante.

Pedimos uma salada de entrada e macarronada ao molho tártaro como prato principal. E claro, não poderíamos nos esquecer do vinho.

Enquanto o prato não chegava, começamos a conversar sobre o NOSSO assunto.

– Me explique uma coisa Kate, uma coisa que até agora não fez sentido pra mim, e que também não sai da minha cabeça.

– Diga John...

– O que te fez deixar um bilhete dizendo que quer me ajudar de qualquer forma? Eu sei que cheguei drogado lá, mas... Eu não entendo!

– Bom John... O fato de eu já ter passado por isso é que me deixa com uma vontade imensa de ajudar os outros que ainda estão sofrendo, aquilo que eu sofri. E... Quando te vi naquele estado, percebi que você pode estar acabando com a sua vida, e o fim dela estar próxima se você continuar com essa besteira, essa idiotice que esta fazendo. Gostaria muito que você aceitasse a minha ajuda. Não sei se outras pessoas já lhe ofereceram isto, mas te peço para que aceite.

Ao final de tudo o que eu disse, John parecia espantado e chocado, e disse-me.

– Bom Kate, você não sabe o tanto de pessoas que já vieram me oferecer ajuda, e eu neguei diversas vezes. Acho que seria uma perca de tempo por parte deles. Porque se preocupam tanto comigo? Acho que deveriam se preocupar mais com elas mesmas sabe, pois não gosto de ficar dando trabalho para ninguém...

Eu o interrompi dizendo:

– John! Escute! Isso não seria perca de tempo pra mim, ou para qualquer outra pessoa. Entenda que queremos o seu bem, independentemente de tudo.

John ouvia a tudo aquilo calado e de cabeça baixa. Quando a levantou para dizer algo, os seus olhos brilhavam, como se a esperança florescesse novamente em seu coração.

– Kate, você realmente quer ajudar a um estranho?

– John, para mim você não esta sendo um estranho... E sim quero ajudar-lhe!

Houve alguns minutos de silencio, ate que eu me levantei para ir ao banheiro e fui interrompida por ele.

– Espere não vá ao banheiro agora, Kate! E se eu te disse que aceito a sua ajuda, eu voltaria a ver aquele sorriso lindo, com o qual você chegou aqui essa noite?

Ele acertou em cheio nas suas palavras, e meu sorriso não poderia ficar maior.

– Sério John? Não esta fazendo isto só para me agradar?

–Serio Kate, eu sinto que devo ser ajudado, e sinto que será você quem realizara isto.

Meus olhos brilhavam John finalmente parecia ter percebido que as drogas não o levariam a lugar nenhum.

Ele se levantou da mesa e veio me abraçar. Um abraço cheio de sensações esquisitas, das quais eu nunca havia tido antes, mas sabia que eram coisas boas. Terminado o abraço, ele beijou uma de minhas bochechas e depois sentamos novamente para terminar o jantar. Quando acabamos, John me levou ate a porta do restaurante e disse:

–Quer que eu te acompanhe ate sua casa?

– Pode ser... É um pouco longe daqui, vai querer ir mesmo de a pé?

– Sim, sua presença já seria um bom motivo para isso, não é mesmo?

Minha face de repente fica vermelha, John parecia saber realmente como agradar uma garota.

Caminhamos, e conversamos muito. Contei sobre a minha vida para ele, e ele sobre a sua. Um cara de sorte e também de muito talento. Eu não era nenhuma fa fanática por eles, mas sempre que dava escutava suas musicas.

Viramos a esquina e lá estava ela. Minha casa. John me deu um longo abraço, e quando eu fui lhe dar um beijo em suas bochechas ele virou o rosto, mas eu me esquivei.

– Não acha que esta sendo um pouco precipitado?

– Não, Kate... Não acho. – Ele aproximava sua face a minha querendo me beijar, e depois coisas muito mais interessantes.

– Pois eu acho! – Empurrei-o, e tirei a chave de entro da bolsa e entrei em casa.

Não sei por quanto tempo John ficou ali, pois nem a janela eu abri. Na hora em que fui me deitar, fiquei imaginando sobre o encontro, e acho que havia me arrependido por não ter beijado-o.



Notas finais
Quem ainda narra é a Kate! bjbj.