Notas iniciais
Bem, como vi que é bem simples mexer aqui, já vou trazer os outros capítulos =)

Capitulo 2 -

Hoje acordei muito bem disposta. Talvez pelo fato de esta cama ser maravilhosamente deliciosa. Nunca dormi em um colchão tão bom e com lençóis tão macios! Realmente foi difícil acordar e só o fiz porque alguém estava insistentemente batendo na porta.

- Quem? — perguntei sem saber ao certo como seria educado perguntar.

- Senhorita Sakura? É Maria.

- Ah, entre.

A moça de cabelos castanhos escuros entrou e me encarou um pouco assombrada. Eu devia estar com os cabelos horríveis, mas havia acabado de acordar, um desconto por favor.

- O que houve Maria?

- Senhorita Mikoto mandou eu subir para saber o porque não descia para o café da manhã... eles estão a esperando...

- Hã? Bom, é... que horas são?

- Agora são onze, senhorita.

- Ah, mas nem é tão tarde assim! — afinal, eu estava acostumada a acordar por volta das duas quanto estava muito cansada.

- É que o senhor Itachi irá levá-la para buscar o carro e precisava ser antes do meio dia.

- Oh... — Droga, ele iria me matar! Saltei da cama e disparei em direção ao banheiro me aprontando em alguns segundos. Habilidade que tive de desenvolver, afinal, diversas vezes acordei atrasada para escola com minha mãe gritando comigo. Algo muito gostoso.

Cronometrei. Foram dez minutos eu já estava descendo devidamente arrumada e pronta para sair, com a mesma roupa da noite anterior. Afinal, jantei apenas, não a tinha sujado.

Cheguei na outra sala, onde Mikoto havia me dito que eram para as refeições de dia e ali estava ela com Itachi.

- Ah, finalmente a bela adormecida resolveu aparecer! — Itachi falou sarcástico me analisando — e uau, vejo que nem mudou de roupa para dormir. — ele riu de mim. Imbecil.

- Bom dia para vocês também e desculpa o atraso, não sabia que ia me levar — falei encarando-o. — e me desculpe se o costume de pessoas que não tem tanto dinheiro para descartar uma peça de roupa por dia te constrangem. — certo, não consegui me segurar de novo. Onde estava meu autocontrole que eu vinha desenvolvendo perfeitamente estes dias? Porque toda vez que eu esbarrava naquele Uchiha acabava me soltando?

- Desculpe. Não quis ser grosseira. Acordei mal humorada. — tentei consertar o erro, já que os dois me encaravam boquiabertos.

- Fez bem querida, Itachi mereceu. — ela encarou o filho irritada. — não precisa ficar pedindo desculpas, sei muito bem o quão impertinentes meus filhos são.

- Sou nada disso não. Sou uma ótima pessoa, isso sim, já estou a levando de bom grado para...

- Bom grado Itachi? — perguntou Mikoto.

- Sim, se eu não quisesse, não levaria. Sakura — ele me chamou, sua voz estava um pouco rouca e ele me encarou por alguns segundos antes de falar. Ele sabia que tinha minha atenção, seus olhos atraiam os meus e eu fiquei presa neles esperando-o falar — sente-se e coma logo.

Quem ele era para me dizer o que fazer? Maldito Uchiha! Uchihas, no plural, aquela família era insuportável. Com exceção de você, Mikoto. Olhei para ela como se pedisse desculpas e fui me sentar.

Eu estava realmente gostando dela até para não ofendê-la mentalmente. Mas seus filhos, não tinham salvação. Eram as piores pessoas que já conheci.

Comi rapidamente sobre o olhar severo de Itachi tentando me apressar. Não sei o motivo da pressa, mas ele estava com roupa social devidamente arrumado para trabalhar talvez, mas não o imagino trabalhando. Bem, ele sabia se vestir perfeitamente, estava muito elegante, eu tenho que admitir. Uma calça social preta devidamente modelada ao corpo, uma camisa cinza escura listrada com gola branca e uma gravata preta reluzente, acima, um terno preto. Engoli em seco. Seria difícil me controlar com Uchihas tão lindos ao meu redor.

- Sakura?

De novo aquela voz rouca me chamando e causando um arrepio longo por todo o meu corpo. Esperei alguns segundos antes de virar minha cabeça e encará-lo. Ele entendeu isso como um gesto para continuar.

- Você não esta comendo. Podemos ir?

De fato, fazia um tempo que eu havia deixado de tocar naquele prato, já estava cheia e a presença de Itachi não me deixava em paz. Aquele cheiro de perfume dele almiscarado estava me deixando louca. Certo, eu era louca, como minha mãe sempre me dizia, mas mesmo assim, céus, seria difícil.

- Anda logo pirralha!

Ou talvez não. Quando esses Uchihas abriam a boca todo o encanto se perdia. Definitivamente eles eram insuportáveis. Encarei-o com meu pior olhar e ele apenas o retornou, começando a se levantar. Eu fiz o mesmo, afinal, dependia dele.

- Até mais, dona Mikoto. Obrigada pelo café, um dia retribuo fazendo um para a senhora. — disse-lhe apressada sem pensar ao certo, só me toquei no que disse quando os dois me encararam. Mikoto com um sorriso satisfeito e Itachi com uma expressão que eu não sabia ao certo o que era. Oras, em minha casa eu e minha mãe sempre dividíamos os trabalhos e normalmente eu fazia ou o almoço ou o café da manhã.

- Adoraria, Sakura! — ela estava com os olhos brilhando me encarando fascinada, o que me deixou sem graça. — Vá e se Itachi te provocar, me avise que eu trato de ensiná-lo a ser educado.

- Ah, que isso... — falei e comecei a seguir o Uchiha mais velho que já estava longe de mim. Ele praticamente corria.

- Sakura, você tem carta?

- Sim... tenho.

- Mas sabe mesmo dirigir? — ele me encarou duvidando. Oras, eu sempre dirigi muito bem, apesar de ter a carta a apenas alguns anos, minha mãe sempre me deixara dirigir depois que me ensinou. E quando aparecia guardas, eu usava a carta dela, já que éramos parecidas. Que falta minha mãe faz. — Sakura?

- Sim. — respondi secamente enquanto passávamos uma porta em direção a garagem. E que garagem. Diversos carros, e pelo que pude constatar havia um rolls-royce, um bugatti preto (caramba!), bom, já era de se esperar, um bentley branco de 2 portas cujo Itachi me esperava. Também tinha no recinto uma simples bmw x6. Bom, parei de ficar admirando os carros e tentando ver o que eram, pois Itachi estava me fuzilando com o olhar.

- Que foi, nunca viu esses carros? — me perguntou como se estivesse tirando com minha cara. Ok, ele estava. Sentei ao lado dele e passei o cinto, sem encará-lo.

- Obviamente que não. Não nasci em berço de ouro que nem vocês. — respondi esquecendo meu mantra de me controlar e ser simpática e amável o tempo todo. Foda-se o auto controle, aquele Uchiha era muito impertinente. Ele me encarou. Impertinente e lindo! Céus, que olhos, aquele preto parecia me chamar.

- Que língua afiada. — me respondeu com um sorriso.

- Olha quem fala! — indignei-me.

- Só estava te provocando. — ele sorriu mais um pouco e ligou o carro, saindo da garagem em seguida. — então passou em Konoha hein.

- Sim. — respondi emburrada. Cara chato! Ficar me provocando de graça, qual o motivo? Deixa eu quieta no meu canto.

- Vai fazer o que?

- Direito.

- Olha só. Não esperava que conseguisse passar. É uma das mais concorridas. Ou seu pai ajeitou uma vaga?

- O que? Como assim \\"ajeitar vaga\\"? — Falei ressaltando minha incredulidade.

- Oras... seu pai sabe fazer isso muito bem, claro que deve...

- De jeito algum. Eu mesma conferi a prova e sei muito bem o quanto acertei. Não preciso de ninguém mexendo os pauzinhos por mim não, Uchiha.

- Ui, Uchiha? Quando se tornou tão ácida? Cadê aquela pirralha que só queria atenção, incapaz de ofender alguém?

- Morreu junto de minha mãe. — Falei sem pensar, mas ele me irritava e me tirava dos nervos! Como se eu precisasse de ajuda para passar em algo. Tenho muito orgulho de minha inteligência, não venha me ofender. — e você, teve que ser ajudado para fazer a sua universidade?

- Seu pai quis, mas não precisei não. Já Sasuke... — ele parou de falar, demonstrando um leve desprezo na voz.

- O que? Não se dá muito bem com ele? — perguntei notando que ele segurou com mais força um pouco o volante.

- Isso não é assunto seu.

- Desculpe, não quis intrometer. — reflexo. Por puro reflexo eu me desculpei, porque ele não merecia, mas, minha mãe me ensinou a ser educada. Estranhamente ele se virou para mim e me encarou, com as sobrancelhas levemente arqueadas e um olhar diferente.

- Tudo bem. — percebi que foi sincero o que ele disse, afinal, o disse encarando-me. Depois voltou sua atenção para a rua. Ele dirigia bem, não tão bem quanto eu, claro, mais uma coisa da qual eu me orgulhava. Tudo bem, ele dirigia melhor do que eu, mas eu dirigia muito bem. — Sakura?

- Uhm?

- Vou passar para pegar um amigo, tem problema para você?

- Claro que não, é você quem esta me dando carona.

- Eu sabia que a moça meiga que você era ainda existia em algum lugar. — ele sorriu para mim, mas desta vez um sorriso amigável, sem deboche ou forçado, um sorriso lindo que me fez ficar encarando-o abobada.

- E eu não sabia que podia dar um sorriso amigável fora os frios. — respondi provocando-o. Estava começando a me acostumar com isso. Sorri gratificada com meu comentário, mas me espantei ao ouvi-lo rindo levemente.

- É raro mesmo alguém conseguir arrancar isto de mim. — ele mais uma vez voltou seu olhar para mim, penetrante, me encarando com um sorriso malicioso que fez minhas bochechas esquentarem e uma parte em meu ventre latejar. Não era um sorriso malicioso, não podia ser, desde quando Uchiha Itachi soltaria sorrisos maliciosos para mim? Provavelmente eu nem fazia o tipo dele.

Fiquei quieta depois do que ele falou, envergonhada demais com minha reação. Eu tinha completa noção que minha respiração falhara por alguns segundos e que ele provavelmente tinha percebido. Isso não era bom, do jeito que ele era, ter noção do que fazia comigo só iria me atormentar mais. Tinha que me controlar.

- Bem, sr. Uchiha, o que faz da vida? — tentei puxar assunto para tirar de meus pensamentos os seus lindos e sedutores olhos pretos e sua terrível e afiada boca.

- Sr? Assim me ofende, não sou tão mais velho que você, Sakurinha. — falou manhoso, curtindo mais uma vez com minha cara. — bom, eu controlo uma das redes de empresas do meu pai.

- Uhm... legal, acho.

- Sim, gosto de administrar. Tenho uma dupla de advogados em tempo integral para mim, se você merecer e se comportar, posso te colocar como estagiária lá. — ele sorriu para mim.

- Merecer? Me comportar? Pois saiba que eu não quero favores seus Uchiha Itachi!

- Não? E o que estamos fazendo agora?

- Um favor para sua mãe que provavelmente te ameaçou para me ajudar. — sorri vitoriosa.

- Você sabe que ameaças de minha mãe — ele se virou para mim — só funcionam com Sasuke. Eu só faço o que quero, então, sim, estou fazendo um favor a você.

Não tive tempo para responder, porque no momento seguinte ele estava estacionando o carro e um rapaz vinha em nossa direção.

- Sakura, deixe Shisui entrar. — ele falou, ou melhor, ordenou. Mas eu simplesmente ignorei, apesar de começar a me divertir com nossa conversa provocativa. Devia afirmar, era um pouco divertido ficar irritando-o e ele já não me irritava tanto assim.

Eu abri a porta e levantei o banco, afinal, o carro só tinha duas portas. Para facilitar as coisas, entrei nos bancos de traz e me sentei lá. O suposto Shisui apareceu antes que eu voltasse o banco e me encarou por alguns instantes. Ele tinha cabelos curtos e pretos e olhos castanhos e uma aparência gentil, acho que eu fui com a cara dele, dependendo do que sair de sua boca.

- Olá, quem é essa gata, Itachi?

- Ah, protegida de minha mãe. Esta morando com a gente. Entra logo Shisui. — Falou incomodado com alguma coisa. Não imagino o que seria.

- Gata, as damas vão na frente, deixe que eu vou aí.

- Já estou acomodada aqui, não se perturbe, mas obrigada. — agradeci a ele com um sorriso gentil verdadeiro e quando olhei para o retrovisor notei que Itachi me encarava por ele com um olhar severo. O que? Eu sei ser gentil com quem é comigo.

- Se você diz. — ele entrou e fechou a porta, assim como Itachi voltou para a avenida. Shisui se virou no banco, para poder me enxergar e sorriu. — Sou Shisui, primo desse babaca aqui, prazer. — ele estendeu a mão.

- Sou Sakura, é... e só. Prazer. — disse-lhe segurando a mão, a qual ele apertou suavemente e puxou até a boca, beijando as costas dela. Não pude evitar ficar um pouco envergonhada com a situação, ainda mais notando os olhos de Itachi em mim novamente.

- Shisui, pare de seduzi-la.

- Oh, perdão. Não era esta a minha intenção Sakura. Juro que sou assim mesmo.

- Seja assim com outras. Se minha mãe souber que deixei tocá-la ela me mata. Se controle. — falou frio Itachi, mas ele mesmo tinha acabado de me admitir não se sentir ameaçado pela mãe. Estaria mentindo em qual das situações?

- Certo certo, ninguém gosta de provocar a dona Mikoto. E então, aonde estamos indo?

- Buscar um carro para Sakura.

- Ó, já caiu nas graças da família? — ele perguntou sorrindo, mas eu senti como uma ofensa. Não estava ali para conseguir coisas daquela família.

- Não e nem quero. Meu pai me subornou para vir morar na \\"família\\" com um carro. — respondi um pouco seca demais.

- Uhm... — Itachi resmungou na frente, parecia incomodado. Oras, não era novidade para ninguém que a família dele era insuportável. Na verdade, ele e o irmão, a senhora Mikoto devia ser excluída. — pensei que queria ter vindo para cá. — falou com os olhos fixos em mim pelo retrovisor. Essa mania de ele me encarar desse jeito me deixava desconcertada, mas não que eu não adorasse ver aqueles lindos olhos pretos.

- Bom... é, vocês não são as pessoas mais amigáveis que conheço, né? Excluindo a sua mãe disso. Ela é muito gentil. — tentei consertar e olhei para o retrovisor. Ele já não me olhava mais, concentrado no trânsito.

- Entendo, Sakura, chegamos. Pode sair. — me disse grosso e com a voz diferente. Talvez eu o tivesse magoado, mas só disse a verdade, ele não era amigável.

- Não disse? Ele é totalmente amigável. — falei para Shisui que segurava o banco para eu sair.

- Ah, ele é um trouxa, não se incomode com ele. Só rosna, mas não morde.

- Shisui. — ele encarou o primo e sinceramente, aquele olhar era de dar medo. Acho que foi o mesmo pensamento de Shisui porque ele ficou quieto. Itachi se voltou para mim e me analisando por alguns instantes, abriu a porta do carro. — me espere aqui. Vem, Sakura.

- O que?

- Vou te acompanhar. — disse simplesmente, como se fosse a coisa mais banal do mundo.

- Não precisa...

- Anda logo.

- Ok, grosso.

Não resisti, ele merecia. No entanto, ele pareceu não se importar e continuou andando em direção a concessionária. Quando entrou, percebi como os vendedores ficaram todos em alerta, provavelmente conheciam o Uchiha de longe. Ele se aproximou de uma moça e falou algo, não pude escutar, pois estava longe. Itachi era muito rápido e pouco educado para me esperar.

Enquanto me aproximava, não pude deixar de reparar nos vários sorrisos indiscretos e convidativos que as várias atendentes disparavam para ele. Oferecidas. Mas o pior foi constatar que ele também sorria sedutoramente para elas, um sorriso que adoraria ter para mim daquela forma. Não, não, eu não gostaria. Ele não era o tipo de homem que eu gostaria de me apaixonar, então nada disso, entendeu Haruno Sakura? Itachi esta fora de questão!

- Sakura?

- Uhm?

- Escolha o carro que você quer.

- Como que é? — perguntei pasma. Afinal, meu pai já tinha escolhido um, era só para eu pegá-lo. — mas, meu pai já deixou...

- Você vai estar morando em nossa casa, quero que pelo menos tenha um carro descente para entrar em nossos portões.

- Quero um fusca. — falei indignada com o que ele acabara de dizer. Ele ficou me encarando irritadamente, mas não me deixei intimidar, conhecia seus olhares frios desde pequena e não ia me amedrontar. — mais do que digno. — cutuquei ainda mais.

- Deixe de idiotices. Quero lhe dar algo bom, escolha de uma vez! — ríspido, mas me perguntei o porque dele querer fazer isto por mim.

- Itachi, eu não quero nada com seu dinheiro, por favor, deixe eu ter o que meu pai escolheu.

- Certo. — ele parou um pouco, como se estivesse pensando. — é aquele audi a5.

Eu encarei o carro. Itachi estava me gozando. Provavelmente era 10 vezes acima do preço que eu pensei que meu pai compraria. Mas era lindo, branco, com uma listra preta em cima, maravilhoso, mas eu não podia aceitar, Itachi devia estar tentando me enganar.

- Itachi... um carro desses custa por volta dos 150, 200... meu pai não gastaria tudo isto.

- Tudo isso? É pouco vai. E seu pai ganha bem do meu, ele mesmo tem um rolls-royce. — apesar de ter falado tranquilamente, senti uma leve irritação em sua voz.

- Sério?

- Sim.

Dessa eu não sabia. E aquela pensão minúscula que ele mandava para minha mãe? Se ele tinha tanto mais dinheiro assim, poderia mandar mais. Se bem que, minha mãe não aceitaria nada além do necessário. Eu também não devia aceitar.

- Isso é além do necessário Itachi. Não tem um mais barato?

- Não, não tem.

- Claro que tem, olha ali aquele renault!

- Não tem nenhum mais barato que eu permita entrar em minha garagem, ou é pegar ou largar Sakura. E decida logo porque tenho que voltar para a empresa!

- Mas...

- Não quero nem saber. A decisão é sua. Se sai daqui com carro ou não. — ele fechou a cara e foi se sentar em um sofá ali perto. O que eu faria? Não ter um carro seria igual a ter que ser levada pelos motoristas da família ou até mesmo pelos Uchihas. Não, preferiria sair daqui com carro, definitivamente. — Pronto? — ele perguntou assim que notou minha aproximação e eu acenei com a cabeça. — Vou pedir as chaves e os papéis.

- Certo.

Dez minutos depois eu estava com o carro do lado de fora da concessionária e Itachi ao meu lado no passageiro.

- Itachi, eu lhe garanto que sei dirigir, pode deixar que volto para a mansão sem problemas.

- Cabeça de ovo, você lembra o caminho?

- É, bem, eu me viro.

- Sakura, você esta começando a me aborrecer. Fique quieta de uma vez e deixa eu arrumar o GPS.

- Oh... tinha me esquecido. — é, realmente a vida com GPS é muito mais útil. Itachi começou a mexer nele e logo pude ver o desenho de um carro ali.

- Pronto, esta programado para te direcionar para casa. Acha que consegue mesmo? — me perguntou com o que parecia um tom de preocupação na voz, mas era Itachi.

- Sim.

- Bem, então vou indo, até mais Sakura.

- Até. — ele saiu do carro e fechou a porta. Eu fiquei vendo-o se afastar e então me lembrei. Abaixei o vidro. — Itachi! — chamei e ele parou, se voltando apenas com o olhar para mim. — Eh... obrigada. — ele acenou com a cabeça e saiu em direção ao próprio carro, no qual Shisui esperava.

Talvez ele não fosse tão mal assim. Afinal, ele aparentemente demonstrou um pouco de preocupação por mim. Sorri idiotamente. A quem eu queria enganar? Aqueles irmãos não deviam estar na minha cabeça, jamais! E eu não precisava de homem algum que depois fosse me abandonar que nem meu pai e minha mãe. Não, eu viveria só. Definitivamente. Liguei o carro e sai cantando os pneus de tão distraída que eu estava. Fiquei maravilhada com a potência do carro e ri quando olhei a expressão de Itachi pelo retrovisor. Cara de espanto.