Heart Challenges
23 Suspeito
Notas iniciais
TONY
Acordo assustado. Que raio de sonho foi esse? Olho para o lado e vejo Steve sentado na cama, respirando pesadamente. Não acredito que cai no sono.
— Steve. —O chamo, e então vejo o que ele tem em mãos.
Droga. Não era para ele saber assim.
— Eu fui envenenado?— Ele pergunta, parecendo assustado.
— Hey. Calma.
— Estão tentando me matar? Por que?
— Steve, por favor.
— POR QUE?— Ele pergunta, evidentemente nervoso.
Ouço a porta se abrir e o médico que está cuidando de Steve entra no quarto, aparentemente preocupado.
— Sr. Rogers, o senhor precisa se acalmar.— Ele diz se aproximando de Steve.
— FALA ALGUMA COISA, MERDA.— Ele grita me olhando.
O que posso dizer? Que tentaram matar a nós dois no mesmo dia? Que a polícia já tem um suspeito.? Que assim que eu abrir a boca o coração de Steve que está começando a se recompor irá se partir em mil? O que posso dizer? Talvez seja melhor se eu não disse nada. Não por agora. Ele não merece saber. Ele está bem. Eu não posso fazer isso com ele. Não posso estragar tudo.
— Intoxicação. Você foi intoxicado. Não se sabe pelo que exatamente. Por favor, meu amor, se acalme.
— Como intoxicado? Tony...
— Calma. Está tudo bem. Não houve envenenamento algum. Está tudo bem.
— Eu quero ir para casa.
— Nós vamos, só precisamos ficar até o amanhecer para ter certeza de que você está bem. Okay?— Acaricio seu rosto e ele dá um leve sorriso. Steve balança a cabeça confirmando, e logo volta a dormir.
[...]
— Steve, por favor. Eu preciso que você se acalme.— Digo, sentado em minha cama com as mãos na cabeça.
Uma semana havia se passado desde que decidi contar para Steve que Bucky havia fugido à caminho do tribunal, com a ajuda de mais dois carros. Um resgate digno de filme. O problema foi que Steve ficou três dias internado, e eu esperei ele estar cem porcento para poder contar, e agora vejo que fiz o certo, ou estaríamos com um desfibrilador no peito dele nesse exato momento.
— Me acalmar? Você acaba de me dizer que Bucky fugiu no dia do julgamento, e que os freios do seu carro foram cortados no mesmo instante em que eu fui envenenado, e você me pede calma? MEU EX NAMORADO É O PRINCIPAL SUSPEITO POR ROUBAR ARQUIVOS, MATAR NOSSO PAI E AGORA TENTAR NOS MATAR E VOCÊ ME PEDE CALMA?
Pego Steve pelos ombros e dou uma bela sacudida nele, o deixando atordoado.
— Mantenha a calma. Gritar comigo e ficar histérico não ajuda em nada. Temos de manter a calma e analisar a situação. A pergunta é: Qual a situação?
—O que?— Ele pergunta confuso.
— Não sei. Ainda estou sobre o efeito dos comprimidos.
— Você tá drogado?!
— Só um pouquinho.
— Temos que sair da cidade. TEMOS DE FAZER ALGO.
— Para de gritar. Minha cabeça está doendo.
— Não acho que tenha sido o Bucky.
Steve está andando de um lado para o outro enquanto diz. Ele começa a falar algo, mas não presto atenção. Bucky. Bucky. Bucky.
Bucky envenenou meu pai. Bucky roubou os arquivos. O computador do qual os arquivos foram roubados foi o de Steve. Muito fácil. Ele só precisou colocar o dedinho dele no leitor na porta, digitar algumas senhas, e pronto.
Espera. Mas tinha de ser o dedo dele para entrar na sala. Mas Bucky estava...
— ANTHONY STARK, SE VOCÊ NÃO OLHAR PRA MIM AGORA, EU JURO QUE VOU TE JOGAR ESSE ABAJUR NA SUA CARA.— Steve grita, e então o olho.
Ele está segurando o abajur que costuma ficar ao lado da minha cama, e tem um olhar bastante ameaçador. Porra. Esse abajur é mais caro que o antigo apartamento dele.
—Ah. Desculpa. O que disse?
— Que você não me dá atenção.
—É claro que eu te dou atenção. Hey, olha.— Me levanto da cama, indo até o closet e pegando um chicote daqueles de fetiche. Eu nem sabia que ainda tinha isso.
— Eu vou te matar.— Steve fala pegando o chicote da minha mão.
— Por que?
— EU VOU ACABAR COM VOCÊ, ANTHONY.
— Steve, mantenha a calma. Steve, abaixa isso. STEVE...— Grito quando ele bate com o chicote em minha coxa nua, já que estou só com a cueca boxer.
— Quer brincar? Vamos brincar.— Ele diz, batendo mais uma vez com o chicote, agora em minha outra coxa. Porra, isso dói pra caralho.
—CONTENHA-SE... AI.— Saio correndo enquanto ele corre atrás de mim, vez ou outra acertando algumas chicotadas.
Não posso negar que ver Steve vestindo só uma cueca boxer (assim como eu), e com um chicote na mão é extremamente excitante.
Eu e Steve sempre tivemos essa liberdade de ficamos só de cueca, ou até mesmo nus, um com o outro.
— VOLTA AQUI, ANTHONY STARK. EU VOU TE CORTAR TODO COM ESSE CHICOTE PRA VOCÊ APRENDER.— Ele grita entanto desce as escadas correndo atrás de mim.
Paro bruscamente quando vejo dois policiais na minha sala. Um é o policial Sanchez, o mesmo que havia me informado sobre a fuga de Bucky.
Steve para atrás de mim com o chicote em mãos, e posso imaginar o quanto ele deve estar envergonhado por ver que não estamos sozinhos.
— Desculpa se atrapalho algo, rapazes. Podemos conversar?— Sanchez pergunta de forma séria.
— Claro, nos dê só um instante para nos vestirmos.— Digo e então abraço Steve pelos ombros, subindo com ele.
Ele está tão vermelho quanto imaginei, e acho que vou apanhar mais tarde por isso. Ótimo.
É impossível não perceber o parceiro de Sanchez me encarando. Por esse motivo fiz questão de subir as escadas rebolando a minha linda e bem volumosa bunda, na qual faço pilates três vezes por semana para manter ela durinha e perfeita. Vamos combinar. Minha bunda é linda.
— Eu não acredito que você me fez passar por isso.— Steve diz, parecendo uma melancia de tão vermelho por vergonha. E eu, como o ótimo namorado que sou, não consigo parar de rir da cara dele.
—AI.— Digo alto quando sinto a minha bunda queimar com o contato do chicote, nada delicado, com minha pele.—A culpa foi sua. Você quem saiu correndo atrás de mim pra me bate... AI. DEPOIS EU QUEM SOU BRUTO.— Grito quando ele bate de novo.
— Gostei disso. Vou usar mais vezes.— Steve pisca para mim e entra no closet, vestindo uma bermuda larga e uma das minhas camisas de rock, que ficam lindas nele.
As roupas que visto não são muito diferentes das de Steve. Uma bermuda preta e uma camiseta do Black Sabbath.
—O que acha que querem conosco?— Steve pergunta parecendo preocupado.
— Acho que nada de mais. Talvez falarem que pegaram Bucky. Vai ficar tudo bem, vamos resolver isso, e depois iremos jantar naquele restaurante árabe que você adora.
— Por que tem policiais na nossa sala?— Peter pergunta aparecendo na porta do quarto.
—É o que iremos descobrir.— Digo saindo do quarto com Steve e passando por ele.
— Fique aqui em cima.— Steve diz e então descemos para meu escritório.
— Por favor, sentem-se.— Sanchez fala, indicando o pequeno sofá em meu escritório, e me sento nele com Steve ao meu lado.— Esse é meu parceiro, Bryan Lends.
O garoto que eu julgo ter seus vinte e poucos anos nos olha e da um sorriso inocente.
Ele é até bonitinho. Mas não faz meu tipo. Muito novo. Será que ele tem idade para estar na polícia?
—E então?— Pergunto. Querendo ir direito ao ponto para poder voltar a meu mundinho particular e divertido com Steve.
— Notícias sobre Bucky? Ou sobre os atentados contra nós?— Steve pergunta ansioso.
— Sr. Rogers, sei da sua ligação amorosa com o Sr. Barnes, e eu realmente lamentou dizer que o Sr. Barnes é nosso principal suspeito para os três atentados deferidos contra os senhores.
— Disso já sabíamos.— Digo.
Por que diabos ele me atrapalhou para falar algo que já sei?
— Tem certeza disso? Talvez haja outra e explicação. Eu não consigo acreditar que Buc... James, seria capaz de tudo isso.
— Espera. Você disse três?— Pergunto, estranhando.— Não. Foram só dois. Os freios do meu carro e o envenenamento de Steve.
— Vocês não estão sabendo?—O garoto pergunta parecendo impressionado.
—O que aconteceu?— Pergunto.
— Alguém entrou na empresa, arrombou a porta do antigo escritório do Steve e quebrou o computador e todo o servidor, em seguida colocou fogo na sala.— Sanchez responde e então vejo Steve apertar os olhos com força.
— Como assim? Não é tão fácil assim entrar no prédio da empresa.— Digo indignado.
— Sabemos, e é o que estamos tentando descobrir. Como alguém entrou lá.
— Achem Bucky, e vamos descobrir o que está acontecendo.— Steve diz.
— Sr. Rogers. Estamos aqui porque precisamos fazer algumas perguntas. Pode colaborar conosco?— Sanchez pergunta.
— Claro.— Steve responde.
—Podem começar.— Digo, segurando na mão de Steve.
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