Heart Challenges
24 Berlim
Notas iniciais
STEVE
— Há quanto tempo se conhecem?— O policial mais velho. Sanchez se me lembro bem, pergunta.
Ele está gravando nossa conversa enquanto tem um bloco de notas em mãos.
— Contando com o último mês... Dois meses e meio.— Respondo.
— Como se conheceram?
Talvez eu devesse falar que foi quando ele roubou meu celular. Talvez eu devesse dizer que ele era um ladrãozinho barato. Talvez eu...
— Em um beco.— Tony responde e então o olho.
Seu olhar me diz para contar aquele ocorrido. Por que? Pensei que Tony o odiasse.
— Um beco?— Sanchez pergunta, parecendo suspeitar.
— Eu estava andando quando vi um cara batendo nele. Ele estava apanhando muito, então o ajudei. Depois ele desmaiou e o levei para a minha casa. Em seguida ele passou a morar comigo, e trabalhar para mim...
— Espera. Você levou um desconhecido para a sua casa, para o seu trabalho, para a sua vida?—O garoto pergunta parecendo surpreso.
É. Falando assim parece meio insano tudo o que fiz. Espera. Foi insano. O que diabos me deu na cabeça pra colocar um estranho dentro da minha casa assim? Talvez o fato de eu esperar o melhor dele, e de ele me fazer me sentir melhor.
— Sim.— Respondo com um tom mais deprimente do que eu pretendia.
— Você sabia do passado do Sr. Barnes? De sua ficha criminal?
— Eu sabia que ele já havia sido preso, mas não o por que.— Respondo.
— Em algum momento ele levantou suspeitas? Em algum momento vocês perceberam algo estranho?— Penso um pouco e então respondo.
— Não.
O telefone de Sanchez toca, e então ele o atende, em seguida nos olha.
— Parece que o Sr. Barnes foi visto embarcando para Berlim.— Ele diz se levantando.— Continuamos nossa conversa outro dia.
Sanchez e o parceiro saem, nos deixando ali no escritório. Olho para Tony e vejo ele com um olhar pensativo.
— No que está pensando?
— Wanda e Piedro tem um desfile em Berlim daqui uma semana, certo?
— Sim.— Respondo sem entender.
— Arrume suas malas. E evite dizer aos policiais coisas que incriminem Bucky.
— Tony...
— Confia em mim?— Ele pergunta segurando meu rosto com as duas mãos.
— Sim.
— Então vamos para Berlim. E avisa o pirralho. Não pretendo deixar ele sozinho na minha casa. Da última vez ele deu uma festa e quebraram meu vaso turco de três mil dólares.
[...]
— Segundo andar? Jura? — Tony pergunta quando entra em nosso quarto com o carregador trazendo nossas malas.
— Qual o problema?— Pergunto.
— Sempre ficamos na cobertura.
— Tony, o hotel tem três andares.
—E daí? Podíamos ter ficado no terceiro.
— Você reclama demais.
— Cadê o pirralho?
— Ele foi para a piscina.— Respondo normalmente enquanto termino de "explorar" nosso quarto de hotel.
— Tá bom. Pode ir.— Ele diz para o carregador e lhe dá uma gorjeta.— Steve, eu peço discrição e você deixa seu protegido por aí para qualquer um ver? Tem alguém tentando nos matar.
— Ele só está na piscina do hotel. Tá tudo bem. E não venha me falar em discrição enquanto você nós hospeda em um dos hotéis mais luxuosos do país.
— Estamos sendo discretos, não nós fingindo de pobres.
—Você viu o quanto essa cama é confortável?— Digo me sentando na cama em um pulo e fico me mexendo nela, e então Tony ri.
— Não me provoque, Rogers. Você não sabe do que sou capaz.
— Acho que quero descobrir.— Ele diz com um olhar safado.
Subo sobre ele, o fazendo deitar, e beijo ele urgentemente.
————
TONY
Me lembro da primeira vez que dormimos juntos. Foi a primeira vez dele. Ah meu pequeno Steve. Tão inocente e frágil naquela época. E hoje é um homem quase tão grande quanto eu, mas ainda aparento ser mais velho.
O telefone de Steve toca sobre a estante. Ele se levanta e vai até ele.
— Oi Nat. Sim, já chegamos. Está tudo bem.— Vou até ele e o abraço por trás, dando leves cupões em seu pescoço.— Sim Nat, estamos bem. Não, nenhuma novidade ainda. Eu aviso...
Steve dá um leve gemido quando coloco minha mão por dentro de sua calça e aperto de leve seu membro.
— Eu te ligo depois.— Ele diz e então tiro o telefone de suas mãos e o jogo de volta na estante.
— Minha vez.— Digo virando ele para mim, levando meu lábios de encontro com o seu pescoço e sugando sua pele macia.
— Isso vai deixar marca.— Ele diz, dando um suspiro enquanto suas mãos dançam por minhas costas.
— Essa é a intenção.
Seguro a gola de sua camisa, então puxo ambas as mãos para lados opostos, ouvindo o som do tecido se rasgando, até que tenho a visão completa de seu abdômen, agora semi nu.
— Poderia ter só tirado. Eu gostava dessa camisa.— Ele diz, surpreso.
— Assim não teria graça. Prometo que o que vamos fazer irá valer por sete dessas.
—É bom mesmo.— Ele diz e dá um forte tapa em minha bunda.
— Sádico.— Digo como se fosse uma ofensa e ele ri.
— Não sou eu quem estou rasgando camisas inocentes.— Ele retruca.
Rio e então volto a beijar sua pele. Dou uma leve mordida em sua clavícula, que faz seu corpo tremer de prazer. Steve tem una de suas mãos em meu cabelo enquanto a outra se apoia na estante atrás dele.
Puxo seu cabelo de leve, me dando mais espaço para me deliciar. Dou mordidas e cupões por todo o seu pescoço, e então começo a descer, fazendo o mesmo em seu colo. Me afasto um pouco e olho as marcas vermelhas bem destacadas na pele extremamente branca. Essa visão por se só já faz meu membro pulsar dentro da calça.
Termino de tirar o que sobrou da camisa de Steve, pego em sua cintura e o aproximo de mim com veracidade.
Levo meus lábios de encontro com seu mamilo esquerdo enquanto brinco com o seu direito.
Arrepios passam pelo corpo de Steve, e isso só me excita ainda mais.
Faço um caminho de leve beijos e mordidas até seu mamilo direito. Tão durinho e rosado que não resisto a vontade de morde-lo, e o faço, arrancando um gemido de Steve.
Olho para a estante de madeira atrás dele. Um objeto rústico, e que julgo ser bem resistente.
Assim como fiz com a camisa, faço com a calça de Steve, e posso ouvir o som do zíper arrebentando e o do botão caindo em algum lugar do quarto, então desço sua calça, junto com sua cueca, e ele as chuta para longe.
Em um movimento rápido o levanto e o coloco sobre a estante, em seguida afasto suas pernas e me ajoelho à sua frente.
Steve se encosta na parede e fecha os olhos. Ah, como essa visão me deixa louco.
Dou uma mordida na parte de dentro da sua coxa e seguro em seu membro. Em seguida o coloco em minha boca, sentindo o gosto do pré gozo.
Ah como Steve é delicioso.
Começo a enguli-lo, sentindo encostar em minha garganta, mas não me importo, e continuo a chupa-lo.
—Ahhh Tony.— Ele geme segurando em meu cabelo.
Paro o que estou fazendo e começo a beijar sua barriga, subindo os beijos pelo seu abdômen.
Eu ia beija-lo, quando senti o chão tremer e um barulho alto. Logo em seguida houve um barulho dez vezes mais alto e ensurdecedor, que ecoou pelo quarto, e então o chão sumiu debaixo dos meus pés.
Um zunido alto em meus ouvidos me faz querer enfiar algo em meus ouvidos e parar com a dor. Não consigo respirar direito. Minhas narinas estão queimando. Muita poeira.
Tento levar minha mão esquerda ao ouvido, já que está é a única que estou sentindo, por causa da dor. Contudo n consigo levanta-la.
Abro os olhos e demoro um pouco para conseguir ver que há algo sobre meu braço. Concreto.
O zumbido começa a diminuir, e então uma série de barulhos, um pouco baixos, começam a surgir. Gritos. Sirenes. Pancadas altas. Mais gritos. Muitos gritos de desespero. E então ouço outro estrondo, e tudo se apaga.
Fale com o autor